Pabllo Vittar: “Tenho orgulho do que sou. Nunca fiz nada para ninguém me olhar torto”

RollingStone - qua, 17/01/2018 - 17:55

“Ai, meu Deus, está tocando música minha no meio do rolê?” Pabllo Vittar tem um breve susto e interrompe abruptamente o assunto. O “rolê”, no caso, é a sacada do apartamento do produtor Rodrigo Gorky, na zona sul de São Paulo, onde fica o estúdio em que ela gravaria algumas horas depois. A cantora sacou um celular para trilhar o nosso encontro e ela mesma ficou surpresa ao ouvir que uma faixa sua estava ali naquela playlist. Desmontada, com os cabelos curtos à mostra e calçando chinelos, ela soa mais tímida que a drag queen exultante cujo rosto e, especialmente, a voz, já são facilmente reconhecidos em todo o Brasil. Pabllo abre um sorriso e continua o papo já emendando um statement que parece definir tudo que quer para a própria carreira. “Acho massa quem traz letras com questionamentos e indagações. Só que eu, como artista, quero falar de coisas comuns, do meu dia a dia. Da briga que eu tive com minha amiga, sabe? [Risos].”

Para quase todo mundo, 2017 foi um ano comum. Para Pabllo, foi o grande ano, um período que definiu a vida dela. De 10 de janeiro, quando lançou o disco de estreia, Vai Passar Mal, até dezembro, a cantora foi de drag conhecida em seu nicho a uma das pessoas mais famosas do país. É difícil imaginar alguém que tenha passado imune a um hit das dimensões de “K.O.”, música que é a cara de Pabllo: uma levada de forró embalada com batidas de EDM, timbres de pop e refrães agudos gritados. A letra, uma declaração leve, mas corajosa, é o que todo mundo gostaria de dizer ao “crush”. É também uma provocação, cantada da maneira mais contagiante possível, no estilo que já é típico dela e que aparece em outras músicas, como “Corpo Sensual” e “Todo Dia”.

No Brasil de 2017, em termos de som, duas vertentes têm alcance ultra-popular: as batidas do funk e o sertanejo (puxado pela sofrência do “feminejo”), com algumas poucas exceções. De um jeito indireto, Pabllo Vittar acaba sendo uma espécie de meio do caminho entre eles. “Meu pop sempre vai ser o pop popular, aquilo que as pessoas gostam de ouvir”, analisa. “No próximo disco, vai ter forró com certeza, mas com uma cara diferente de como estava no primeiro álbum. É o que eu sou, sabe? Um forró ou um arrocha misturado com techno, um pop mais pra frente.” Frequentemente, para tentar entender o DNA musical, ela resgata a infância, entre o fim dos anos 1990 e o começo dos 2000, em São Luís do Maranhão (onde nasceu) e Santa Isabel, no Pará (onde morou). “Ouvia muito carimbó, cúmbia, tecnobrega, os vizinhos tinham aquelas coletâneas de hits internacionais dos anos 2000”, lembra. “E da minha mãe vinha muito Elis Regina, Chico Buarque. Amo o Alceu Valença, e esses dias estávamos ouvindo Zé Ramalho.”

“Open Bar”, música que levantou a popularidade de uma Pabllo ainda relativamente desconhecida, foi baseada em um término da vida real. “Foi meu ex que me traiu”, ela admite, hoje com 23 anos de idade, falando do último relacionamento sério que teve, há cerca de quatro anos, e que a deixou emocionalmente abalada. “Ah, foi o meu primeiro namorado da vida e ficamos, tipo, dois anos juntos. Ele me traiu e eu fui fazer o quê? Beber com a minha amiga [risos].” Além de render um hit, a traição e o término motivaram Pabllo a frequentar a UFU (Universidade Federal de Uberlândia), quando já havia se mudado para a cidade de médio porte do Triângulo Mineiro onde vive até hoje, iniciando a curta trajetória de estudante relapsa de design. A partir de então, e depois de ter trabalhado em um salão de beleza para ajudar a mãe com as finanças, ela passou a ter contato com pessoas diferentes, a se montar com mais dedicação (“não era aquela coisa tosca do começo”) e a frequentar a noite da cidade. Foi onde conheceu os homens que hoje chama de “pai”: o DJ dela, Leocádio Rezende, e o empresário, Yan Hayashi. Pelos “pais”, encontrou-se com Gorky, alguém que já havia trilhado o caminho do electropop brasileiro como integrante do Bonde do Rolê e que se interessou por alguns vídeos dela.

Uma passagem de Gorky por Uberlândia culminou na gravação de “Open Bar”, essencialmente uma recriação com arranjos “abrasileirados” e letra original em português de “Lean On” (2015), do duo imensamente popular Major Lazer. Foram cerca de 50 mil visualizações logo no primeiro dia. O material chegou aos ouvidos de Diplo, integrante do Major Lazer e autor de “Lean On”, além de produtor de nomes de Madonna a Justin Bieber. O interesse dele na brasileira foi tanto que rendeu em duas frentes: Diplo produziu “Então Vai”, uma das faixas mais sintéticas de Vai Passar Mal, e Pabllo acabou estrelando, ao lado de Anitta, “Sua Cara”, hit do Major Lazer. Se a drag já estava conectada ao Bonde do Rolê por Gorky, Mateus Carrilho, com quem ela divide a suingada “Corpo Sensual”, acabou se tornando sua ligação com a Banda Uó, selando uma aliança com duas bandas que há anos já exploravam essa estética “brega” e eletrônica para um público menos abrangente.

Somada a isso tudo, a imagem de drag queen desenvolta e encantadora fez de Pabllo um caso de propagação absurdamente veloz, alguém que em uma dúzia de meses acabou estampando campanhas publicitárias de ampla abrangência. Foi um fenômeno tão único que ficou difícil de explicar e ser compreendida quando, no último mês de outubro, deu entrevista a duas das maiores publicações do mundo, a norte-americana The New York Times e a britânica The Guardian: “É melhor [falar] com vocês. Quando eu fui conversar com os gringos, eles me faziam as perguntas me vendo como uma coisa underground, algo de nicho. Parece que eles não entendiam que eu sou tipo popular, que eu sou... mainstream”.

“Minha filha é sua fã!”, empolga-se um taxista de São Paulo, encarando pelo espelho do carro uma Pabllo Vittar desmontada e cansada, que ainda não tinha nem conseguido almoçar, apesar de já estarmos no meio da tarde. O veículo está parado na farmácia, onde ela vai atrás de produtos para retirar a maquiagem aplicada para a sessão de fotos da capa da Rolling Stone Brasil. O motorista pede apenas uma selfie, mas a cantora toma para si o celular e grava um vídeo endereçado à criança. “Obedeça seus pais”, pede, caindo na risada. Apesar de naturalmente presumida, a popularidade da drag queen é ratificada a cada esquina. No mesmo táxi, ela atendeu o telefone para dar a primeira das três entrevistas do dia, para uma revista semanal de circulação nacional (a outra foi para um título da Colômbia). “Não gosto muito”, confidencia, com uma frase que certamente seria menos educada se não houvesse um jornalista no banco ao lado. Pabllo não verbaliza, mas está se referindo às perguntas sempre parecidas, geralmente envolvendo questões de representatividade e política. “Está tudo lá, não tem o que ficar falando. Uma drag em cima do palco, no país que mais mata LGBTs no mundo. Isso já diz tudo.”

Em novembro, ela foi a atração principal de um evento patrocinado em uma casa de alto padrão na zona sul de São Paulo. “Você viu onde eles colocaram as ‘bi’?”, questionou, notando que uma espécie de pista vip, imediatamente em frente ao palco, estava preenchida por uma plateia majoritariamente heterossexual e abastada. Durante o show, ela ficou pedindo repetidamente pela presença das “minhas amigas drag” nas laterais do palco. “Parece que tinha uma divisão, estavam lá no fundo. Eles que agitam, são meu público.” Na mesma noite, Pabllo havia sido submetida a uma espécie de “meet & greet” durante o qual convidados elegantemente trajados e de postura até um pouco blasé foram levados para o backstage. Houve uma exceção, uma garota ofegante, que surgiu toda enrolada em uma bandeira LGBT, chorando desde que avistou a cantora até a hora de deixar o cômodo. “As pessoas que vêm falar com ela geralmente estão assim”, destacou imediatamente o DJ de Pabllo, Leocádio Rezende. Isso se provou no último dia 17 de dezembro, quando ela reuniu cerca de 15 mil pessoas para um show de graça no terraço da loja C&A, na famosa Rua Augusta (São Paulo), em uma tarde de domingo. Segundo o portal Uol, via programa Fofocalizando, do SBT, ela chegou a chorar depois que os seguranças não conseguiram segurar a multidão que vinha atrás da artista no caminho até a van de saída. Dias antes, ela também havia causado histeria ao cantar na Parada LGBTI do Rio de Janeiro.

A essa altura, contudo, eventos dessa dimensão já não são novidade na carreira da cantora. Em setembro, apenas oito meses depois do lançamento de Vai Passar Mal, ela já estava no palco Mundo do Rock in Rio ouvindo Fergie dizer que “a ama” e cantando “Sua Cara”. Na mesma edição do megafestival, ela fez um show-surpresa, em um palco alternativo, aglomerando um enorme público – eufórico – e gerando mais burburinho que grande parte das atrações principais. Ao fim do evento, a drag acabou sendo o alento do público LGBT, após o cancelamento do show de Lady Gaga.

Os feitos de Pabllo, na verdade, já são difíceis de contabilizar, e o choque principal continua sendo o fato de que eles todos aconteceram em menos de um ano. A brasileira se tornou a drag queen mais seguida do mundo nas redes sociais – ultrapassando e dobrando o número de RuPaul, a apresentadora do reality RuPaul’s Drag Race (para o qual ela foi convidada para uma participação, segundo a coluna Zapping, do jornal Agora) e uma das 100 pessoas mais influentes do planeta para a revista Time–; teve o hit do Carnaval – “Todo Dia”, polêmica parceria com o rapper Rico Dalasam –; teve também o terceiro clipe mais assistido no YouTube nas primeiras 24 horas (ficando atrás apenas de Adele e Taylor Swift). A lista continua: gravou clipe no deserto do Saara, ganhou prêmio Multishow, comprou uma casa para a mãe, viu o valor do cachê disparar e até conheceu Madonna em uma festa do Rio de Janeiro. Antes de 2017 acabar, ela ainda cantou (em português) em “I Got It”, single da norte-americana Charli XCX. “Não chego a sentir medo. Medo é uma palavra forte”, reflete Pabllo, que geralmente fica tranquila em situações de exposição. “O que acontece é que, por exemplo, quando eu fui no [programa do] Faustão, eu estava com um frio na barriga da porra.” A drag maranhense já havia cantado na atração dominical da Globo, na qual foi chamada de “Pabllo Vilar” pelo apresentador, gafe que rendeu piadas por muito tempo. Ela retornou ao Domingão do Faustão para receber o prêmio de Música do Ano, por “K.O.” Mas a aparição mais importante na emissora foi a primeira, integrando a banda do Amor & Sexo, apresentado por Fernanda Lima. Depois disso, virou presença frequente no canal mais assistido do país, dando as caras no Caldeirão do Huck e no Altas Horas, entre outros. Não só pelo tipo de música mas especialmente pela origem e pela personalidade fica fácil entender a ambição da drag em estar em exposição direta para o Brasil mais popular. “Sou absolutamente grata por todas essas portas abertas. Todo mundo que abriu espaço para mim. Todo mundo que me contratou. Em um país louco desses, contratar uma drag para cantar na sua cidade? Imagine”, diz.

Pabllo virou uma espécie de aposta lucrativa para as marcas e meios de comunicação. Com uma música refrescante, que é inegavelmente contagiante, e uma capacidade de transitar com alguma naturalidade nos mais distintos círculos sociais, tornou-se a via de contato entre marcas e o mercado consumidor LGBT (cada vez menos preso no armário). Do ponto de vista social, é a representação máxima não apenas da cultura drag – que, no Brasil, teve ícones como Rogéria e Jane di Castro – mas do sentimento queer, de fluidez de gênero, que faz com que “meninos afeminados” e “meninas macho” sejam tratados como aberrações desde a infância. É o espelho que ela mesma não teve durante os anos de formação, e adoraria ter tido.

Mesmo sendo empurrada para o que ficou conhecido como a turma da “lacração”, Pabllo não faz música política, não canta sequer sobre autoestima nem sobre ser gay. Nem mesmo – diferentemente do que faz, por exemplo, a rapper Karol Conka – sobre representatividade. Como Roberto Carlos, Ivete Sangalo, Rita Lee ou a maioria dos artistas de sucesso de massa no Brasil, ela fala de amores e decepções, de festas e celebrações, e de sexo. A importância política de Pabllo é inerente e inevitável. Ser quem ela é e representar as pessoas que contam com ela “é a minha profissão, é todo dia”, define. “Recebo minha agenda e encaro assim: estou tomando banho e vou para o meu trabalho. É igual ao telemarketing ou ao salão de beleza. E tenho que estar o melhor possível, seja na foto, seja na música. Só assim vou ser respeitada.”

Pabllo sempre cantou. A vida inteira. Fosse nos shows de competição de talentos – os quais frequentemente vencia na escola –, quando ia com a mãe à igreja, fosse em frente ao espelho. Dois vídeos dela no começo da carreira, ambos presentes no YouTube, hoje são muito conhecidos: em um deles, ela impressiona interpretando dramaticamente “I Have Nothing”, de Whitney Houston e, no outro, participa de um programa de TV local do Maranhão cantando Michael Jackson. No segundo, aparentemente ainda mais jovem, ela já não assinava como Phabullo Rodrigues da Silva, nome de batismo, e sim como Pablo Knowles, tomando emprestado sem pudores o sobrenome de Beyoncé. A performance é quase completamente comprometida pelo violão desafinado e até hoje rende à drag uma alta dose de haters (“Nunca perdi meu tempo com hater”, desconversa). “Literalmente todo sábado eu estava naquele programa, o apresentador era meu amigo”, lembra. “Eu amava ir lá aparecer na TV, foi meu começo mesmo.” Quando entrou na faculdade, aí sim passou a receber convites para se apresentar em barzinhos, cantando covers de Rihanna e Ariana Grande, entre outros, e a rentabilidade do novo trabalho até a fez largar o emprego no salão.

Depois de um tempo dividindo casa com um amigo, Pabllo hoje mora novamente com a mãe, dona Verônica, a quem não mede agradecimentos pela compreensão e pela criação que recebeu – longe do pai, que mal conheceu. Da formação religiosa, a drag mantém as crenças. “Eu oro antes de entrar no palco, antes de dormir, quando eu acordo. Acredito Nele [Deus], acho que Ele sempre vai estar comigo”, revela, antes de contar uma história trágica – e cômica – de quando dona Verônica foi à igreja recentemente. “O pastor começou a pregar sobre pessoas ‘doentes’ e rezar pela ‘cura’ dos gays. Quando ele começou a falar isso, minha mãe saiu correndo na hora”, gargalha Pabllo. “Com esse tipo de gente que até hoje é racista, misógina, homofóbica, transfóbica, eu fico: ‘Mano, para’. Fico muito triste. Porra, Deus fez os humanos para eles se odiarem desse jeito? Ele deve virar e pensar assim: ‘Que vergonha’.” A drag, mesmo com status de celebridade, segue na fatia mais desfavorável do ciclo do preconceito. “Hoje eu tiro de letra, porque tenho muito orgulho do que eu sou. O pior é o ódio que dá quando eu não fiz nada para a pessoa, nada para ninguém me olhar torto, e elas apontam ou dão risada de mim. Cada vez mais eu perco a esperança em certas pessoas. Tem gente que já desacreditei, tipo: ‘Você não vai mudar mais’.”

Tão importante quanto a autoestima é o “núcleo familiar” de negócios no qual Pabllo hoje se apoia. Além dos “pais” e de Gorky, ela anda com maquiadores e stylists e está quase sempre acompanhada pela amiga fiel e também drag SeaShell (Pablo Urias). “Em geral, meus dias são sempre felizes. Eu amava e sempre amei me mostrar, me exibir para os outros, e acho que até hoje estou sempre querendo dar um jeito de alguém me notar. Já umas coisas, tipo ficar sozinho no hotel, eu odeio”, ela assume, falando de si mesma no masculino pela primeira vez naquela tarde. “Chega a ser triste, às vezes. Todo mundo gosta de mim e do meu trabalho, mas quando eu chego no hotel ou em alguma cidade, não tenho ninguém. Sou muito carente, essa é a verdade.”

Só naquele dia, já tinha feito um extenso ensaio fotográfico, dado três entrevistas e gravado vozes para uma música. Estava acordada desde 7h e foi almoçar quando o sol já estava se pondo. “Não é só ‘glamour’. Tem que ficar sorrindo, mesmo não estando bem, tendo algo [ruim acontecendo] na família. Isso é muito louco. Achava que os artistas eram de outro jeito. Até por isso, hoje eu admiro ainda mais quem eu já admirava.”

Depois de tempos tão atribulados, para os próximos meses ela só tem dois planos: diminuir a agenda “para conseguir trabalhar melhor” e continuar preparando um novo disco. Tem ouvido de SZA a Kali Uchis, anda empolgada com Allie X e está interessada em usar guitarras, a exemplo do que Rihanna fez em “Kiss It Better” (de Anti, 2016), possivelmente a canção da barbadiana que tem mais a cara da brasileira. E também “manter um pouquinho do que estou fazendo, porque está gostoso demais”. Pabllo não deve parar de crescer em 2018, seja na quantidade de selfies com taxistas, seja no incômodo gerado às igrejas e instituições mais tradicionais.

“Em números, talvez. Porque vivemos em um tempo de tecnologia que outras não viveram”, Pabllo pondera, desmontando-se em seu 1,87 metro de corpo sensual, antes de envergonhadamente refutar o título de maior drag brasileira de todos os tempos. “Se hoje eu estou aqui, batendo recordes, é porque muita gente passou por muita coisa. Imagine ser drag dez anos atrás. Se a gente sofre hoje, imagine elas.” O caminho havia sido aberto, só que agora, após Pabllo Vittar, ele está escancarado. Muita gente vai passar mal.

Sem Conversa
“Eu não espero o Carnaval chegar pra ser vadia, sou todo dia.” O refrão escrito por Rico Dalasam, autodenominado o primeiro rapper gay do Brasil, foi um dos mais marcantes do Carnaval de 2017, mas na voz de Pabllo Vittar. “Todo Dia”, que teve produção do DJ Gorky, contudo, foi retirada de todas as plataformas de streaming em agosto (só no YouTube, já passava das 50 milhões de visualizações). A razão: briga por royalties. Segundo a equipe de Pabllo, Dalasam recebeu 100% dos direitos autorais, e o acordo entre eles dizia que, em contrapartida, o rapper cederia sua participação como artista convidado na gravação da faixa. “O certo seria eu, por ter feito música e melodia, ter a autoria. E, por ter cantado na música, ter uma parcela enquanto cointérprete”, defendeu Dalasam à RS à época. “Ele [Gorky] disse que eu tinha cedido os direitos. Só que obviamente eu não iria ceder um direito de intérprete.” O discurso inicial do rapper era de “não é Rico versus Pabllo”, porém de lá pra cá um deixou de seguir o outro nas redes sociais. E Dalasam começou a bradar “respeite as bichas pretas” nos shows.

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Harry Potter: filme sobre Voldemort feito por fãs acumula milhões de visualizações

RollingStone - qua, 17/01/2018 - 15:24

“Faça você mesmo”: a máxima do punk foi levada ao pé da letra por alguns fãs da saga cinematográfica Harry Potter que há anos desejavam um filme sobre o Lord Voldemort e não eram correspondidos pelos produtores. No caso, um grupo de fãs italianos produziu por conta própria um longa sobre as origens do personagem.

Trata-se da produtora independente italiana Tryangle Films, que viabilizou, produziu e disponibilizou, de maneira gratuita na internet (YouTube), o filme Voldemort: Origins of the Heir, sobre as origens do vilão. A produção, inclusive, foi autorizada pela Warner Bros., a detentora dos direitos cinematográficos de Harry Potter, com a condição de não haver lucros.

Com pouco menos de 1h de duração, Voldemort: Origins of the Heir (que, em português pode ser traduzido para Voldemort: Origens do Herdeiro) narra a origem de Tom Riddle, mais conhecido pelo nome que dá título ao longa e grande vilão da história do bruxo Harry Potter. O enredo passa pelo assassinato de Hepzibah Smith, descendente da família Lufa-Lufa e com ligação a Voldemort.

Como o filme não tem fins lucrativos e está disponível no YouTube, é possível assistí-lo por inteiro (com legendas em português) abaixo.

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Star Wars: filme de Han Solo retrata primeiro encontro com Chewbacca; veja a sinopse

RollingStone - qua, 17/01/2018 - 14:49

O Star Wars revelou a sinopse do novo filme sobre o personagem Han Solo. Han Solo: Uma História Star Wars tem estreia marcada para 25 de maio deste ano.

“Embarque na Millennium Falcon e viaje para uma galáxia muito, muito distante em Han Solo: Uma História Star Wars, a nova aventura com o sacana mais adorado da galáxia”, diz o texto. “Ao longo de uma série de aventuras ousadas nas profundezas do perigoso e sombrio submundo do crime, Han Solo conhece seu futuro copiloto Chewbacca e encontra o notório apostador Lando Calrissian, numa jornada que definirá os rumos de um dos heróis mais improváveis da saga Star Wars.”

(matéria de capa) Star Wars: Por Dentro do Mundo dos Jedi

Solo é estrelado por Alden Ehrenreich como a versão do jovem do personagem eternizado nas telonas desde os anos 1970 por Harrison Ford. O elenco ainda inclui Donald Glover (da série Atlanta) como Calrissian, Emilia Clarke (Game of Thrones), Woody Harrelson (True Detective) e Michael Kenneth Williams (12 Anos de Escravidão).

Ron Howard, que recentemente comandou o documentário sobre os Beatles, Eight Days a Week - The Touring Years, assina a direção do filme, ainda que ele tenha assumido a produção depois de a franquia quebrar laços com os diretores originais, Phil Lord e Christopher Miller, devido a diferenças criativas. Um veterano de Star Wars, Lawrence Kasdan escreveu o roteiro com o filho, Jon Kasdan.

Han Solo: Uma História Star Wars é o segundo filme antológico (spin-off) da franquia, depois de Rogue One: Uma História Star Wars (2016). O terceiro está programado para chegar em 2020. Enquanto isso, o Episódio IX da saga principal chega aos cinemas ao redor do mundo em 20 de dezembro de 2019, marcando a volta do diretor de O Despertar da Força (2015), J.J. Abrams, após a saída de Colin Trevorrow do cargo.

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Castle Rock

RollingStone - qua, 17/01/2018 - 13:28

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Heathers

RollingStone - qua, 17/01/2018 - 13:27

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Westworld 2ª temporada

RollingStone - qua, 17/01/2018 - 13:25

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Smashing Pumpkins: Billy Corgan alimenta rumores de reunião com foto de trio da formação clássica em estúdio

RollingStone - qua, 17/01/2018 - 12:06

Billy Corgan pode reunir parte da formação clássica do Smashing Pumpkins este ano. Pelo menos é o que indica uma foto publicada pelo líder da banda no Instagram, na última terça, 16.

A imagem revela Corgan ao lado do guitarrista James Iha e do baterista Jimmy Chamberlin, ambos integrantes da formação mais clássica do Smashing Pumpkins, com sucesso nos anos 1990. O trio aparece em uma sala de estúdio, no que parece ser uma conversa.

“Não sei bem qual foi o espião que tirou esta foto, mas tivemos uma visita no estúdio um dia desses”, escreveu Corgan no Instagram. “Então, muitas memórias [surgem] quando você coloca nós três juntos.

Apesar de atiçar ainda mais os fãs ansiosos por uma reunião, a postagem não é exatamente uma novidade. Isto porque Iha já participou de shows do Smashing Pumpkins nos últimos anos e Chamberlin está de volta com Corgan desde 2015.

Caso os três se reúnam para trabalhar em novas músicas, a única ausência da formação clássica seria D'Arcy Wretzky. Os fãs, contudo, esperam que ela também possa voltar a tocar com os antigos companheiros, uma vez que a baixista recentemente voltou a manter contato com Corgan.

Em entrevista recente à rádio norte-americana WGN, Chamberlin chegou a indicar a possibilidade dos integrantes originais do grupo se reunirem em 2018. “Estávamos falando sobre tocar juntos no ano que vem. Aí, alguém me perguntou como seria coordenar isso, e eu disse que seria como [o filme] Dois Velhos Rabugentos, só que com quatro velhos reclamões, sendo que um deles é uma mulher.”

O Smashing Pumpkins não se apresenta com a formação clássica desde 1999, quando D’arcy deixou o grupo. O guitarrista James Iha, apesar de não ter feito parte da reunião da banda em 2006, têm feito diversas participações nos shows do grupo.

Veja a publicação de Corgan no Instagram abaixo.

@smashingpumpkins: Not sure what cross-eyed spy took this photo, but we had a visitor to the studio the other day. So many memories when you put the three of us together. @jamesihaofficial @chamberdrums #WPC

A post shared by WilliamPatrickCorgan (@williampcorgan) on Jan 16, 2018 at 8:31am PST

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Abuso sexual e transtorno bipolar marcaram a difícil vida de Dolores O'Riordan, vocalista do Cranberries

Terra Música - ter, 16/01/2018 - 20:02
A repentina morte da talentosa vocalista da banda irlandesa The Cranberries, Dolores O'Riordan, ...
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Cloak and Dagger

RollingStone - ter, 16/01/2018 - 17:50

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The Handmaid's Tale 2ª temporada

RollingStone - ter, 16/01/2018 - 17:38

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The Terror

RollingStone - ter, 16/01/2018 - 17:37

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Trust

RollingStone - ter, 16/01/2018 - 17:36

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Barry

RollingStone - ter, 16/01/2018 - 17:35

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Rise

RollingStone - ter, 16/01/2018 - 17:33

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Seal é acusado de agressão sexual

RollingStone - ter, 16/01/2018 - 16:51

O cantor Seal está sendo investigado pela polícia dos Estados Unidos por uma acusação de agressão sexual feita por uma ex-vizinha, a atriz Tracey Birdsall. Tracey afirmou ao TMZ que, em 2016, estava na cozinha do músico para pegar de volta um objeto que havia emprestado a ele quando, de repente, o cantor avançou, tentando beijá-la à força. Ele ainda agarrou seus seios e insinuou que ela "estava pedindo" por estar usando short e regata.

A atriz também revelou ao site que decidiu falar sobre o caso após ver as declarações de Seal, que disse em um post no Instagram que Oprah Winfrey sabia sobre os crimes do produtor Harvey Weinstein, que abusou de dezenas de mulheres.

Em comunicado, um porta-voz do cantor afirma que ele nega as acusações.

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Integrantes sobreviventes do Motörhead farão homenagem a Lemmy Kilmister

RollingStone - ter, 16/01/2018 - 15:24

O guitarrista Phil Campbell e o baterista Mikkey Dee, do Motörhead, anunciaram que vão subir ao palco juntos novamente para homenagear Lemmy Kilmister, que morreu no fim de 2015, aos 69 anos de idade. Em uma entrevista no Rock Talk With Mitch Lafon, Campbell contou que eles farão uma série de shows e contarão com vários convidados. “Queremos fazer algo especial”, acrescentou.

O Motörhead fez sua última performance poucas semanas antes da morte de Lemmy. Desde então, a banda lançou um último álbum de covers, Under Cöver, com versões de clássicos dos Rolling Stones, David Bowie e muitos outros.

"Fast" Eddie Clarke, o último membro sobrevivente da formação original e mais conhecida da banda, morreu no dia 10 de janeiro, vítima de uma pneumonia. Leia mais.

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Venda de álbuns dos Cranberries aumenta em 900.000% após morte de Dolores O’Riordan

RollingStone - ter, 16/01/2018 - 13:48

Na última segunda, 15, foi divulgada pela assessoria da banda The Cranberries, a morte da vocalista, Dolores O’Riordan, aos 46 anos. A causa ainda é desconhecida pelos familiares e pelas autoridades.

Nesta terça-feira, 16, um dia após a divulgação da notícia, a venda dos álbuns da banda aumentou em 900.000%. A loja virtual da Amazon registrou um crescimento de 913.350% na venda do disco Something Else, lançado em abril de 2017, com gravações acústicas e orquestrais dos maiores sucessos da banda.

A faixa “Linger” atingiu, na iTunes Store brasileira, a posição de 2ª música mais tocada, enquanto “Dreams”, “Zombie” e “Ode to my Family” ocupam respectivamente a 4ª, 5ª e 6ª posições. Na lista de álbuns, a banda também subiu à liderança, Star: The Best of The Cranberries 1992-2002 ocupa o trono de disco mais vendido, e logo abaixo, na 2ª posição, está Something Else.

Relembre abaixo a versão acústica e ao vivo do sucesso “Zombie”.

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Leonardo DiCaprio atuará no próximo filme de Quentin Tarantino

RollingStone - ter, 16/01/2018 - 13:09

Leonardo DiCaprio atuará mais uma vez em um filme de Quentin Tarantino, desta vem em um que trata sobre os assassinatos orquestrados Charles Manson. De acordo com a revista Variety, ele não será o protagonista do longa, mas sim um personagem idoso e sem emprego.

Manson foi o fundador e líder de um grupo que cometeu vários assassinatos nos Estados Unidos no fim dos anos 1960, fazendo dele um dos criminosos mais conhecidos e temidos do século 20. Condenado à morte, com a pena posteriormente transformada em prisão perpétua, cumpriu a sentença até 19 de novembro de 2017, quando morreu de causas naturais, aos 83 anos.

A Sony está a cargo da distribuição do longa, depois que Tarantino rompeu laços com a The Weinstein Company. O lançamento está previsto para 9 de agosto de 2019. A data marca exatos 50 anos da morte de Sharon Tate e de quatro amigos, a mando de Manson.

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Morte de vocalista do Cranberries não é suspeita, diz polícia

Terra Música - ter, 16/01/2018 - 12:59
A morte da vocalista da banda Cranberries, Dolores O'Riordan, em Londres, não está sendo tratada ...
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A trágica história por trás de 'Zombie', sucesso do Cranberries composto por Dolores O'Riordan

Terra Música - ter, 16/01/2018 - 10:33
A irlandesa Dolores O'Riordan, que morreu em Londres nesta segunda, aos 46 anos, de causa ainda ...
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