Integrantes do Aborto Elétrico se apresentam de graça no MIS no encerramento da exposição Renato Russo

RollingStone - ter, 13/02/2018 - 17:42

Iniciada em 7 de setembro do ano passado, no Museu da Imagem e do Som, a exposição que homenageia o cantor e compositor Renato Russo chegará ao fim no próximo domingo, 18. Para encerrar de maneira épica, o MIS receberá o show Aborto Elétrico Tributo, no qual os protagonistas do rock nacional dos anos 1980 tocam os clássicos da banda brasiliense fundada por Renato Russo, Fê Lemos e Flávio Lemos.

O tributo, que acontecerá na área externa do museu e terá entrada gratuita, contará com a participação dos irmãos e integrantes originais Fê Lemos (na bateria) e Flávio Lemos (no baixo), ambos atualmente no Capital Inicial, além do vocalista Franklin Santos e do guitarrista André de Matos, da banda Fuzo (DF). O baterista disse em comunicado que “a ideia é levar ao público a mesma experiência de contestação e diversão que embalou os jovens daquela época”.

Influenciada pelo movimento punk, pela cena do rock inglês e pela saída dos anos da ditadura brasileira, o Aborto Elétrico foi responsável por composições como “Música Urbana”, “Fátima”, “Que País É Esse”, “Geração Coca-Cola”, “Conexão Amazônica” e muitos outros clássicos dos anos 1980. Ao se separarem, os integrantes formaram as bandas Legião Urbana e Capital Inicial.

Aborto Elétrico Tributo, com abertura do Flying Chair
18 de fevereiro, domingo, a partir de 15h
Museu da Imagem e do Som - Av. Europa, 158, Jardim Europa - São Paulo
Entrada gratuita

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Integrantes do Smashing Pumpkins explicam ausência da baixista em suposto reencontro

RollingStone - ter, 13/02/2018 - 15:08

Dois dias antes de supostamente anunciarem a tão esperada reunião com três quartos do integrantes originais, os membros do Smashing Pumpkins divulgaram um comunicado explicando porque o quarto elemento chave não participará do encontro.

A banda escreveu, na última segunda, 12, que “ao reunir os Smashing Pumpkins, a dedicação da banda continua voltada aos fãs e às músicas. James Iha, Jimmy Chamberlin e William Corgan não tocam com D’arcy Wretzky há mais de 18 anos. Mas não foi por falta de tentativa.”

“A Srta. Wretzky foi convidada várias vezes para tocar com o grupo, participar de sessões de demo e, até mesmo, encontrar pessoalmente. Ela protelou cada uma dessas opções. Desejamos a ela o melhor, e estamos ansiosos para reconectar logo com todos vocês.”

O comunicado foi emitido como uma resposta ao comentário da baixista ao site de música Blast Echo, no qual ela culpa Corgan de excluí-la da reunião, que seria a primeira vez que os músicos originais do Smashing Pumpkins tocariam juntos desde abril de 1999.

D’arcy também conta que Corgan ofereceu para ela um contrato para a reunião, mas que em seguida cancelou a proposta. “Peço desculpas a todos os fãs da banda que estão animados para essa turnê de reencontro entre os membros originais. Sei que isso é uma grande frustração, e é pra mim também, mas não vou participar”, ela contou ao Blast Echo no fim de janeiro. “Descobri recentemente que a banda decidiu fazer o projeto com um baixista diferente.”

Em uma página do Facebook supostamente ligada à D’arcy, a baixista chegou a comentar a questão com fãs decepcionados, acrescentando que estava “muito ansiosa para o reencontro, talvez mais que todos os caras juntos”.

Apesar de não terem anunciado oficialmente a reunião – que deve acontecer na próxima quinta, quando a contagem regressiva visível no site da banda chegar a zero –, Corgan tem sido muito aberto em relação aos planos da banda nas redes sociais, revelando que ele, Iha e Chamberlin estão trabalhando em um estúdio em Los Angeles, com o produtor Rick Rubin, responsável pela produção do LP solo de Corgan, Ogilala, de 2017.

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Ozzy Osbourne revela a coisa mais surpreendente que já viu em um show e conta que ainda quer lançar mais um álbum

RollingStone - ter, 13/02/2018 - 13:44

Após passar uma boa parte dos últimos 50 anos na estrada, seja como membro do Black Sabbath, ou com a carreira solo, Ozzy Osbourne decide embarcar em sua última turnê mundial em março desse ano. Apesar de ser nomeada No More Tours 2 – uma menção cômica à turnê que também seria a última, chamada No More Tours, do começo dos anos 1990 – o música deixa claro que não é um adeus.

“Não estou me aposentando”, ele contou à Rolling Stone EUA na última terça, 6. “É apenas ‘sem mais turnês’, então só não farei mais turnês mundiais. Continuarei fazendo shows, mas não vou mais viajar por seis meses para me apresentar. Quero passar mais tempo em casa.” Leia abaixo tudo que ele nos contou sobre as viagens que já fez e tanto tempo passado na estrada.

O que os fãs devem esperar da turnê final?
Espero que um bom show.

Você ainda sente aquela adrenalina de se apresentar ao vivo?
Com certeza. Se não sentisse, não faria mais shows. Sou um perfeccionista em muitos aspectos. Se eu erro uma nota, fico irritado comigo mesmo, mas preciso me esforçar para superar isso.

Você estava muito nervoso na noite do seu primeiro show solo, em 1980, mas ficou feliz com a resposta dos fãs.
Toda noite antes de eu começar uma turnê, sinto um medo terrível de palco, até eu cruzar uma linha invisível. A partir desse momento, é tudo ou nada.

Essa turnê mundial vai terminar em 2020, que é o ano em que o seu primeiro álbum completa 40 anos. Você considera tocar o Blizzard of Ozz inteiro em algum show?
Essa foi uma ideia que surgiu por um tempo, mas eu não componho álbums dessa forma, então não vai acontecer. Quando faço um disco, eu gravo músicas que especificamente nunca tocaria ao vivo. Como por exemplo no Blizzard of Ozz, que tem músicas que escrevi para nunca serem tocadas em shows, porque a produção é muito intensa. Eu sempre faço uma mais calminha, uma mais rock e as que eu costumo chamar de faixas de álbum. As calminhas e as de rock eu toco nos shows, mas outras são produzidas demais. Mas acho que eu poderia tocar uma.

Como você está se preparando para essa turnê
Bom, estou falando com você, não estou? [Risos]. Não quero que as pessoas se confundam. Não é uma turnê de aposentadoria, é ‘No More Tours’ [Sem mais turnês]. Não quero ficar na estrada pelo resto da minha vida. Eu sou casado e raramente vejo minha família. Eu saio por uma porta e minha esposa entra pela outra. Não quero ser esse cara. Quando estou em turnê, eu não saio, porque acabam me incomodando. Não estou lá para conhecer o lugar, estou lá para trabalhar. E a melhor parte disso é o show, mas você acaba tendo que esperar alguns dias até o show.

Parece que o que você quer mesmo é ir com mais calma e aproveitar a vida.
É exatamente isso. Sou abençoado de ainda conseguir tocar, de ainda ter fãs e de ainda ser apaixonado pelo que faço. Paul McCartney ainda faz turnê. Os Rolling Stones também. É uma escolha deles. Eu não quero ficar na estrada o tempo todo.

Quais são os planos para após a turnê?
Eu gostaria de fazer um álbum. Farei shows esporadicamente. Só sei que não vou mais fazer turnê.

Você disse que tem oito ou nove ideias de músicas. Em que estágio estão essas ideias?
Preciso sentar e trabalhar nelas. Nunca tenho tempo o suficiente nessa casa.

E na estrada também nunca tem tempo.
Quando estou viajando, e tenho um dia de folga, eu tento descansar minha voz, então não é uma boa ideia sair cantando e escrevendo músicas, apesar de já ter feito isso no passado.

Ao longo dos últimos 40 anos, tenho certeza que você viu coisas extraordinárias em seus shows. Qual foi a mais marcante?
Teve uma noite em que vi algumas pessoas paradas durante o show ­– e se tem alguém que não está se mexendo nem fazendo nada na plateia, eu faço o show só para essas pessoas, e começo a jogar baldes de água nelas. Depois me contaram que elas eram todas surdas, por isso não estavam se mexendo ou na pegada do show. Me senti um idiota na época, encharcando eles [risos]. Eles só estavam lá parados. Eu não conseguia entender por que alguém surdo iria a um show de rock. Mas me explicaram que eles sentem o ritmo. Foi muito interessante.

Tenho certeza que coisas mais malucas já aconteceram.
Acho que em todo show alguém vai preso. Mas eu subo no palco pra dar aos fãs a melhor noite que eu conseguir.

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Noel Gallagher relembra quando caiu na noite com Paul McCartney em São Paulo

RollingStone - seg, 12/02/2018 - 17:28

Noel Gallagher admite que não é o maior fã do mundo de Bruce Springsteen, mas contou em uma entrevista para a Rolling Stone que o venera como um grande pensador e mente criativa e, ainda, falou sobre uma conversa inspiradora que teve com o músico norte-americano.

“Gosto de algumas músicas dele. Mas vou te falar, vocês deveriam se orgulhar pra cacete daquele cara”, disse o ex-Oasis. “Conversamos por horas sobre música e o significado da música. Foi muito inspirador para mim ouvi-lo falar da forma como ele fala.”

Depois de fazer uma piada sobre o hábito que tem de ficar citando nomes famosos no meio da conversa, Gallagher também relembrou a noite épica em que saiu com Paul McCartney em São Paulo. “Eles [McCartney e Springsteen] são caras normais. Eu os vejo como caras normais com dons extraordinários”, ele afirma.

Quando a conversa se volta para questões familiares, o vocalista se mostra menos simpático, provocando os dois filhos mais novos. “Eles ainda são urbanos demais. Liguei para o meu filho de 10 anos hoje, e ao atender ele me diz: ‘O que tá rolando?’. Ele é tipo uma criança esnobe da classe média inglesa. Eu respondi ‘Sai fora. Estou em Nova York pagando a porra da sua escola pra você. Isso que está rolando”.

Assista abaixo aos vídeos da entrevista.

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Glenn Tipton, guitarrista do Judas Priest, não participará mais de turnês devido à luta contra Parkinson

RollingStone - seg, 12/02/2018 - 14:15

A banda Judas Priest anunciou que o guitarrista de longa data, Glenn Tipton (à direita na foto), de 70 anos, não participará mais das turnês do grupo, devido a sua batalha contra a Síndrome de Parkinson. As lendas do heavy metal começam a turnê Firepower em março.

Um depoimento divulgado pela banda explica que “há dez anos Glenn foi diagnosticado com Parkinson em estado inicial. Desde então, ele viveu a vida como o incrível guitarrista de heavy metal que é, mantendo o padrão de qualidade e performance que definiu. No momento, Glenn consegue tocar as músicas menos desafiadoras da banda, devido à progressão do Parkinson. Ele gostaria de informar que não mais participará das turnês como guitarrista.”

“Somos privilegiados de testemunhar a determinação de Glenn e o comprometimento contínuo que ele apresentou durante os anos, demonstrando paixão e esperança em si mesmo ao longo da composição e das sessões de gravação da banda. Ele é um verdadeiro herói do metal”, continuam os colegas de banda no depoimento.

“Gostaria que todos soubessem, que é essencial que a turnê do Judas Priest continue, e que eu não estou saindo da banda, minha função apenas mudou. Não estou eliminando as chances de voltar ao palco assim que eu me sentir apto a mandar um Priest! Então estou ansioso para, em um futuro não muito distante, ver todos os nossos maníacos do metal novamente”, o guitarrista conta em um depoimento pessoal.

Tipton, que se juntou ao Judas Priest em 1974, antes do lançamento do álbum de estreia Rocka Rolla, pediu que o guitarrista Andy Sneap o substituísse na turnê. Sneap atuou como produtor no disco Firepower, próximo lançamento da banda, que tem previsão de lançamento para março desse ano. O grupo, porém, deixou aberta a possibilidade de Tipton acompanhar a banda na estrada.

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Ozzy ao vivo - galeria - 10

RollingStone - sex, 09/02/2018 - 18:37

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Ozzy Osbourne no palco: 10 discos ao vivo ranqueados do melhor ao pior

RollingStone - sex, 09/02/2018 - 18:36

Após quase quatro décadas definindo e redefinindo o heavy metal – e aterrorizando pequenos animais – como artista solo, Ozzy Osbourne preparou a última turnê da carreira. Para celebrar o legado do Príncipe das Trevas em cima do palco, fizemos um ranking de todos os lançamentos ao vivo oficiais de Osbourne desde que ele provou ser mais do que “apenas” o cantor do Black Sabbath.



Durante a carreira solo, ele foi acompanhado por diversos mestres da guitarra, incluindo Randy Rhoads, Jake E. Lee e Zakk Wylde. O último deles foi o escolhido para a turnê derradeira, mas cada um destes músicos deixou uma marca única em seus respectivos períodos, inspirando Ozzy como vocalista e deixando registros de algumas performances inesquecíveis.



A seguir, o ranking dos dez lançamentos ao vivo de Ozzy Osbourne.



POR KORY GROW

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Ozzy ao vivo - galeria - 9

RollingStone - sex, 09/02/2018 - 18:32

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Ozzy ao vivo - galeria - 8

RollingStone - sex, 09/02/2018 - 18:30

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Ozzy ao vivo - galeria - 7

RollingStone - sex, 09/02/2018 - 18:27

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Ozzy ao vivo - galeria - 6

RollingStone - sex, 09/02/2018 - 18:25

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Ozzy ao vivo - galeria - 5

RollingStone - sex, 09/02/2018 - 18:22

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Ozzy ao vivo - galeria - 4

RollingStone - sex, 09/02/2018 - 18:21

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Ozzy ao vivo - galeria - 3

RollingStone - sex, 09/02/2018 - 18:21

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Ozzy ao vivo - galeria - 2

RollingStone - sex, 09/02/2018 - 18:20

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Ozzy ao vivo - galeria - 1

RollingStone - sex, 09/02/2018 - 18:19

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Ícone noventista, L7 consolida retorno com nova música: “Não estraguem o termo ‘rockstar’”

RollingStone - sex, 09/02/2018 - 15:12

Depois de 18 anos sem lançar um som inédito, e três anos depois da última reunião, o quarteto punk L7 lançou, em setembro do ano passado, o single “Dispatch From Mar-a-Lago”. A banda reaparece agora com uma nova faixa, “I Came Back to Bitch”, acompanhada por um clipe, divulgado nesta sexta, 9, sendo o primeiro material inédito do grupo em 2018.

A produção bruta e crua de “I Came Back to Bitch” remete diretamente ao álbum de estreia da banda, lançado em 1988. A música traz consigo uma raiva direcionada que, segundo a vocalista Donita Sparks, surgiu após observar políticos e investidores de Wall Street “se cumprimentando e se chamando de rock stars… Mas na realidade não estão contribuindo em nada para a sociedade. Isso nos irrita muito”, conta ela em entrevista à Rolling Stone EUA.

Falando diretamente de sua casa em Los Angeles, Donita continua: “Eu não me impressiono com dinheiro. Eu me impressiono com conquistas. Muitos babacas têm dinheiro. Quem liga pra isso?”. Ela revelou também que, nos quatro meses após o lançamento de “Dispatch From Mar-a-Lago”, escreveu “I Came Back to Bitch” e outras músicas. “Foi como entrar novamente no personagem, e compor nessa voz combativa mas também humorística.”

Quando questionada se a música é uma resposta a algo em particular, ela esclarece com um pedido: “Parem de tentar fazer as coisas serem sobre algo específico. É universal. É sobre babacas gananciosos usando a palavra ‘rockstar’ porque alguém obteve um lucro enorme às custas de outra pessoa… Não estraguem o termo ‘rockstar’. Isso é grotesco. Pessoas que criam, que cuidam e funcionários públicos – são essas pessoas que realmente contribuem para a sociedade. Filhos da puta capitalistas apenas ganham dinheiro poluindo as coisas e arruinando bairros.”

Ela continua o protesto dizendo que “tudo está a caminho de virar merda. Não atrele isso a nenhuma tendência. Quem produz música folk faz isso com um violão. A gente tem uma abordagem diferente. Estamos aqui para reclamar… porque somos reais.”

O mais impressionante de tudo em relação à autenticidade do L7 é que as músicas recentes são totalmente feitas pelas integrantes, lançadas sem o suporte de um selo musical. Segundo a vocalista, o clipe também foi produzido e bancado por conta própria, com o diretor Joel Fernando. A turnê em território norte-americano, recentemente anunciada, também seguirá o mesmo esquema.

Assista ao clipe de “I Came Back to Bitch” abaixo.

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Joaquin Phoenix pode interpretar Coringa em novo filme solo do vilão

RollingStone - sex, 09/02/2018 - 12:51

Joaquin Phoenix é um dos nomes mais bem cotados para interpretar o personagem Coringa, infame arqui-inimigo do Batman, em novo filme solo do vilão, dirigido e produzido por Todd Phillips (Se Beber, Não Case!). De acordo com uma matéria publicada pelo site da Variety na última quinta, 8, apesar de ainda não oficializado por um contrato, o ator já teria aceitado atuar no projeto.

O ator, que já interpretou Johnny Cash (em Johnny & June), o imperador romano Commodus (Gladiador) e até foi mencionado como uma das opções para viver o personagem Doutor Estranho (papel que acabou com Benedict Cumberbatch), era a principal escolha de Phillips para o papel de protagonista do filme do Coringa.

O filme deve contar a história de origem do Coringa, relatando a sequência de fatos que levaram o personagem a se tornar um mestre do crime. Contudo, o longa entra em uma nova vertente ainda sem nome de filmes do universo DC Comics, e não afetará o enredo dos longas em que Jared Leto interpreta o palhaço. Essa nova série de filmes existe para possibilitar a abordagem de novos ângulos e contar diferentes histórias dos personagens da franquia de quadrinhos, sem interferir na linha cronológica criada para as produções que já estão em andamento.

O maior inimigo do Batman já foi interpretado por grandes atores como Jack Nicholson e Heath Ledger, além de já ter emprestado a voz de Mark Hamill na série animada do super-herói.

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Quentin Tarantino pede desculpas à vítima de estupro de Roman Polanski: “Fui ignorante e insensível”

RollingStone - qui, 08/02/2018 - 17:33

O site Indie Wire publicou nesta quinta, 8, uma matéria exclusiva com o diretor Quentin Tarantino. O texto inclui uma declaração oficial do cineasta, na qual ele pede desculpas por, em 2003, durante uma entrevista com Howard Stern promovendo o lançamento de Kill Bill, defender o cineasta Roman Polanski.

Na ocasião, Tarantino chegou dizer que Samantha Geimer, que aos 13 anos foi vítima de estupro de Polanski, era “uma garota festeira” e afirmou: “Eu não acho que foi estupro, não aos 13 anos de idade, não para essas garotas festeiras de 13 anos.”

Na nova declaração, Tarantino diz que quer se desculpar “publicamente para Samantha Geimer por meu comentário arrogante no The Howard Stern Show especulando sobre ela e sobre o crime que foi cometido contra ela. Quinze anos depois, eu percebi o quão errado eu estava.”

Esta semana, Tarantino falou sobre o acidente envolvendo Uma Thurman nas gravações de Kill Bill

“A Srta. Geimer foi estuprada por Roman Polanski. Quando Howard tocou no assunto, eu defendi o lado errado da situação simplesmente para ser provocativo”, ele acrescentou. “Não considerei os sentimentos da vítima, e por isso estou realmente arrependido. Srta. Geimer, eu fui ignorante, insensível e, acima de tudo, estava errado. Eu sinto muito, Samantha.”

Essa foi a segunda polêmica envolvendo Tarantino e o filme Kill Bill que ressurgiu essa semana, após o New York Times publicar uma entrevista com a atriz Uma Thurman, estrela daquele filme, na qual ela menciona o acidente de carro em que se envolveu durante as gravações do longa.

O diretor norte-americano deve começar ainda este ano a produção do próximo filme dele, sobre os crimes de Charles Manson, no qual Polanski será um dos personagens que aparecerá no filme, uma vez que Sharon Tate, esposa do diretor polaco, foi assassinada pelo grupo Manson Family.

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Selton Mello fará estreia como diretor em Hollywood

RollingStone - qui, 08/02/2018 - 14:50

Em uma entrevista à revista norte-americana Variety, publicada online na última quinta, 8, o ator e cineasta brasileiro Selton Mello revelou que vai dirigir o filme Cathedral City. Apesar de já ter atuado em filmes norte-americanos, esta será a primeira vez dele como diretor de um longa em Hollywood.

O cineasta, que foi convidado pelos produtores Tai Duncan e Paul Schiff para comandar o projeto, contou ao site o que fez ele se apaixonar pelo roteiro é o fato de ter “todos os elementos que eu gosto em um filme: a humanidade dos personagens, um enredo incrível, divertido, mas absolutamente tocante, e a chance de apresentar na tela personagens que você gostaria de conhecer pessoalmente. No fim das contas, é uma história sobre pessoas como nós, com seus sonhos, desilusões e desejos.”

Assista ao trailer de O Mecanismo, série da Netflix baseada na Lava Jato e estrelada por Selton Mello

Revelando um pouco sobre o enredo, o cineasta contou que o filme acompanha Glenn Kovelsky, “um músico inteligente mas espetacularmente auto-destrutivo”. Mello segue: “Um dia ele descobre que não foi chamado para o funeral do pai, e aí o caos se instaura. Depois que ele descobre que o velho tinha uma vida secreta na Cathedral City, uma jornada hilária e tocante começa, na qual o passado do pai de Glenn vai virar o mundo dele de cabeça para baixo.”

Em uma época em que produtores de conteúdo (seja para TV, cinema ou streaming) sul-americanos parecem ganhar espaço em solo norte-americano, Mello disse se considerar privilegiado de participar de tantos projetos internacionais: além de dirigir o filme Cathedral City, ele também estrela a série da Netflix, O Mecanismo, produzida por José Padilha e baseada na operação Lava-Jato, a ser disponibilizada pelo serviço de streaming a partir de março. Ele revelou também que é um “grande fã da Netflix, e um espectador assíduo de todas aquelas séries fantásticas.”

Como diretor, Mello tem no currículo filmes como O Palhaço (2011) e o recente O Filme da Minha Vida (2017), entre outros. Recentemente, ele também revelou que está trabalhando em uma adaptação de O Alienista, obra de Machado de Assis, para a TV.

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