Daniela Mercury, Karol Conká e Johnny Hooker se apresentam na estreia do Festival Pilantragi

RollingStone - sab, 14/10/2017 - 08:29

A Pilantragi é uma festa que celebra a produção musical brasileira e ocupa o calendário da noite da capital paulista desde 2012. Ela cresceu e agora vai ganhar uma versão em formato de festival. O evento de estreia acontece no próximo dia 21 de outubro, no Estádio Ícaro de Castro Melo, em São Paulo.

O debute conta com Daniela Mercury e Karol Conká como principais headliners. Os paulistanos do Bixiga 70, o recifense Johnny Hooker, a baiana Karina Buhr, Samuca e a Selva e Coco de Oyá completam o line-up. Nos intervalos, Telefunksoul (BahiaBass/Salvador), Tahira, PG, Lia Macedo, Fred Lima e Rodrigo Bento assumem o som com discotecagem.

O festival terá outras atividades, como performances do Circo no Beco, Maravilhosas Corpo de Baile, Marquesa Amapola, Animalia e Manu Yael. Os VJs Micra e Luancito assinarão as intervenções visuais e Donizete de Paula e Natasha Ferreira, do Dnarte, farão maquiagens tribais. Os artistas Julia Montanarini, Silvia Strass, Catharina Gushiken e Os Paulestinos, coletivo formado por Atila Fragozo e Renoir Santos, farão live painting, e o espaço terá uma exposição fotográfica de Mariana Cobra com registros do carnaval paulistano de 2017.

Os ingressos para a festa já estão à venda, custam entre R$ 100 e R$ 240, com opções de meia-entrada.

Festival Pilantragi
21 de outubro, sábado, das 11h às 22h
Estádio Ícaro de Castro Melo (Estádio do Ibirapuera) - Rua Manoel da Nóbrega, 1361
Entre R$ 100 e R$ 240, com opção de meia-entrada. À venda no site Ingresse.

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“Dor excruciante”, diz Marilyn Manson sobre acidente com cenário de show que quase o matou

RollingStone - sex, 13/10/2017 - 20:59

Marilyn Manson deu detalhes sobre o terrível e perigoso acidente que sofreu recentemente no meio de um show. Em 30 de setembro, Manson estava tocando no Hammerstein Ballroom, em Nova York, quando parte do cenário dele, duas enormes pistolas de mentira, caíram em cima dele. O músico teve que cancelar nove datas e até hoje sofre com dores na perna, onde ficou ferido. "Só recentemente fui assistir ao vídeo da queda [que viralizou e pode ser assistido abaixo]", disse o artista ao Yahoo. “Assistindo dá para entender porque todo mundo achou apavorante. Foi apavorante para mim, porque não estava bem preso.”

A apresentação em questão era apenas a terceira da porção norte-americana da nova turnê dele, que promove o disco Heaven Upside Down. Manson estava cantando havia mais ou menos uma hora quando, durante a performance de sua famosa cover de "Sweet Dreams (Are Made of This)", do Eurythmics, se agarrou ao cenário e uma delas tombou em cima dele, esmagando os ossos de sua perna direita.

Manson explicou que não estava "tentando escalar", na verdade queria “empurrar para tirar do caminho”. "Quebrei a fíbula em dois lugares diferentes. A dor era excruciante.”

Ele foi do show direto para o hospital e, após realizar vários exames, acabou inserindo uma placa e onze parafusos ósseos. Desde então, está engessado e se recuperando em casa, em Los Angeles.
Apesar de tudo, o artista se sente grato por não ter acontecido algo pior. “Certamente poderia ter esmagado meu crânio ou minhas costelas. Tenho alguns machucados menos graves nessas regiões. Precisou de seis caras para tirar aquilo de cima de mim. Foi como entrar em uma luta livre com um monstro gigante de ferro." Manson ainda lamentou que tenha sido obrigado a interromper a turnê, mas afirma que vai voltar em breve. A próxima apresentação ainda marcada é a de 5 de novembro, na Califórnia.

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Ex-guitarrista do Guns N' Roses revela que está com problema grave no coração: “Poderia morrer amanhã”

RollingStone - sex, 13/10/2017 - 20:28

Buckethead, que ficou mais conhecido por ter sido guitarrista do Guns N' Roses entre 2000 e 2004, revelou durante uma entrevista ao podcast Coming Alive que está com problema grave no coração.

O músico, nascido Brian Patrick Carroll e que já colaborou também com gente como Iggy Pop e Mike Patton, foi diagnosticado recentemente com uma espécie de arritmia. Ele convivia com a condição há anos, mas ele só a descobriu porque houve uma piora no quadro que, segundo ele, tornou difícil até para que ele ande de um lado para o outro do cômodo.

"O médico disse que eu estava prestes a ter um derrame. Eles sugeriram um procedimento no qual se congela o coração para fazer algo com os nervos. Porque o coração, em si, está bom, é uma condição genética", explicou. "Estou sempre ciente das batidas do meu coração e da intensidade delas, é assustador. Mas tem o lado positivo, que é que agora estou fazendo todas as coisas que tenho vontade. Eu poderia morrer amanhã."

Veja o músico tocando no Rock in Rio.

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Guitarrista de Paul McCartney: “Tenho que respeitar o material original e refazer com perfeição os solos criados por George Harrison”

RollingStone - sex, 13/10/2017 - 16:12

Paul McCartney está novamente no Brasil. Nesta sexta, 13, o ex-beatle subirá ao palco do Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, para a primeira performance da turnê brasileira. Como sempre, traz com ele um grupo de músicos competentes, que há anos o acompanham nos longos shows. Um dos principais integrantes do núcleo da banda de McCartney é o guitarrista Rusty Anderson, que conversou brevemente com a Rolling Stone Brasil sobre a experiência de tocar com o ex-beatle.

Fã dos Fab Four desde que era criança, claro que ele considera uma grande honra tocar com McCartney. “Na hora, eu preciso criar e dar o meu toque pessoal às canções”, ele conta sobre a dinâmica no palco. “Mas ao mesmo tempo, também tenho que respeitar o material original, e assim refazer com perfeição os solos criados originalmente por George Harrison e pelos guitarristas que Paul usou em toda a trajetória solo.”

O músico norte-americano relata que se diverte bastante durante os shows, já a turnê atual de McCartney traz inúmeras canções que ele gosta de tocar. “Ah, ‘Helter Skelter’ é mesmo umas das melhores, ela é bem pesada e tem muitas nuances”, exemplifica, acrescentando que a nova abertura das performances, com “A Hard Day’s Night”, tem sido fantástica. “É uma grande canção para se tocar ao vivo, dá para explora bastante.”

Além de tocar com Paul McCartney, Rusty Anderson é um requisitado músico de estúdio e tem uma interessante carreira solo, tendo lançado quatro álbuns. Anderson já tocou com Elton John, Neil Young, Slash, The Bangles, Courtney Love, Stevie Wonder, Stewart Copeland e muitos outros. “O hit ‘Livin la Vida Loca’, do Rick Martin’, bem, a guitarra é minha”, ele conta. A faixa "Points of Interest" deu notoriedade a Anderson depois que foi incluída, em 2014, na trilha sonora da série The Big Band Theory. “Tocar com Paul é um trabalho em tempo integral, mas ainda faço as minhas coisas, como meus discos solo e estes trabalhos de estúdio.” Mesmo com tantas atividades, em maio do ano passado Anderson lançou o disco RAA, o quarto da carreira solo.

Neste domingo, 15, Rusty Anderson e Paul McCartney estarão no Allianz Parque, em São Paulo. Na semana que vem, eles tocarão em Belo Horizonte (Estádio Mineirão, dia 17) e em Salvador (Estádio Fonte Nova, dia 20).

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Stranger Things: trailer final tem mais perigos e novos personagens

RollingStone - sex, 13/10/2017 - 14:26

Duas semanas antes de estrear a segunda temporada de Stranger Things, foi liberado o trailer final da aclamada série de ficção científica/terror/nostalgia da Netflix.

O novo vídeo começa com Eleven (Milly Bobbie Brown) morando sozinha na floresta e vivendo dos waffles Eggo de que tanto gosta. Conforme já tinha sido indicado nos outros dois trailers divulgados, a ruptura do Mundo Invertido na primeira temporada continua apresentando novas consequências, um ano depois, para os moradores de Hawkins, Indiana, especialmente para Will Byers (Noah Schnapp), que passou a maior parte dos episódios preso nessa outra dimensão.

O trailer traz diversas cenas de ação, mas não apresenta muitas notícias em termos de trama. Uma novidade é que as crianças são vistas entrando no Mundo Invertido, mas sem Will, que é necessário para destruir o monstro. Os novos personagens interpretados por Paul Reiser e Sean Astin também são vistos rapidamente.

Stranger Things 2 estreia na Netflix em 27 de outubro.

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Prêmio de Kurt Cobain e luvas de Michael Jackson podem ser seus por algumas dezenas de milhares de dólares

RollingStone - sex, 13/10/2017 - 13:36

O prêmio que Kurt Cobain recebeu no VMA, as luvas de strass de Michael Jackson e os óculos escuros do modelo aviador de Elvis Presley estão entre os itens que serão vendidos em um leilão da casa Julien’s. Trata-se de um evento temático, realizado anualmente, chamado Icons & Idols: Rock-n-Roll (Ícones e ídolos: Rock and Roll).

O troféu “Moonman” de Cobain, que ele recebeu em 1992, quando o Nirvana venceu na categoria Melhor Revelação do MTV Video Music Awards, é o objeto principal de todo um lote dedicado ao líder do Nirvana. O Moonman está estimado em cerca de US$ 50 mil. Entre os outros itens estão desenhos, anotações e o cartão de sócio da Blockbuster de Cobain.

A luva preto e branca, com strass, que Michael Jackson usou durante a turnê Triumph, em 1981, deve vender por um valor entre US$ 60 mil e US$ 80 mil. Outros pertences do Rei do Rock incluem uma jaqueta vermelha da turnê Bad e outras peças de figurino.

O leilão ao vivo, que acontece em Los Angeles em 4 de novembro, traz também um espartilho que Madonna na turnê Blonde Ambition, uma guitarra azul que Prince usava no fim da década de 1980 e começo da de 1990 e os ternos que vestiam os Beatles de cera no museu Madame Tussauds. Frank Zappa, Jimi Hendrix e até Miley Cyrus estão entre os artistas cuja memorabilia faz parte do leilão.

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Julia Michaels já compôs sucessos para Justin Bieber e Selena Gomez e agora está pronta para soltar a própria voz

RollingStone - sex, 13/10/2017 - 10:25

Certo dia em Los Angeles, com a temperatura passando dos 30 graus, Julia Michaels chega para o café da manhã usando uma blusa de gola rolê preta, calça com estampa florida e um de seus 16 pares de Doc Martens. “Nunca sei me vestir de acordo com a temperatura”, explica. Essa jovem de 23 anos ajudou a escrever uma sequência de nove hits nas paradas norte-americanas, incluindo “Sorry” (Justin Bieber), “Hands to Myself” (Selena Gomez), “Close” (Nick Jonas e Tove Lo) e “Issues”, a música que marcou sua transição de compositora para cantora.

Nos últimos dois anos, Julia tem sido uma força crucial para levar o pop mainstream para um ponto mais pessoal. Foi ela que achou que “Hands to Myself” deveria soar como Prince; que gerou o conceito do hino de “autoamor” “Love Myself”, de Hailee Steinfeld, quando, depois que um cochilo não conseguiu acabar com o jet lag durante uma viagem a Estocolmo, ela anunciou ao parceiro de composição Justin Tranter: “Eu me masturbei, então me sinto muito melhor”; e que quis escrever sobre a linha de baixo de “Psycho Killer”, do Talking Heads, resultando no recente hit “Bad Liar”, de Selena, uma alternativa minimalista à magia das multicamadas do pop atual.

Julia Michaels usa a comedida empolgação de “Bad Liar” em seu trabalho de estreia, Nervous System, dos convites glamourosos e dedilhado de violão de “Uh Huh” à balada triste com solo de piano “Don’t Wanna Think”. “A música é muito simples – só uma textura a mais para contar a história”, diz. Nada fica no caminho das melodias ou das letras. “Sou perfeccionista e gosto das coisas limpas e nos seus devidos lugares.”

Quando Julia tinha em torno de 5 anos, sua família se mudou de Davenport, Iowa, para Santa Clarita, Califórnia, 64 quilômetros ao norte de Los Angeles, em parte para o pai conseguir correr atrás de seu sonho de ser ator. Depois da separação dos pais, a mãe achou que Julia poderia gostar de atuar e a levava a testes. Ela estava mais interessada em transformar seus poemas em música, mas a irmã era a cantora da família. As coisas mudaram depois que em uma sessão Julia, aos 15 anos, cantou para Joleen Belle, que compunha músicas para TV e cinema. Belle a chamou para colaborar e, quando elas conseguiram criar a canção-tema para o programa da Disney TV Austin & Ally, em 2011, Julia Michaels engatou a carreira. Em seguida, vieram faixas para Demi Lovato e Selena. Há dois anos, esta convidou Julia e Tranter para uma viagem de composição a Puerto Vallarta, no México. Ela acabou contribuindo para sete de 11 faixas de Revival, disco de Selena que estreou no número 1.

Os vocais de Julia nas demos de músicas para Hailee Steinfeld levaram Charlie Walk, presidente da Republic Records, a perguntar por que ela não estava gravando. Era, diz, insegura demais. O estúdio era sua zona de conforto, mas, no final, “Issues” – uma canção sobre as oscilações de uma relação eletrificada por ciúme, raiva e necessidades pessoais – era íntima demais para ser cantada por outra pessoa. “Acho que cansei de me esconder”, ela disse a Walk.

Como a maior parte do trabalho da artista, as sete faixas de Nervous System tratam de luxúria que não vai embora e dos problemas que acompanham o amor. “Sempre digo que a Julia só escreve sobre duas coisas: sexo ou suicídio”, brinca Tranter. “Ela é muito disposta a admitir tudo sobre si mesma. O lado bom e o ruim.”

“Não sou muito de beber, não vou para a balada, sou meio que uma eremita”, afirma a cantora. “Sou uma pessoa de relacionamentos. Eu me perco naquela pessoa. E só sei escrever sobre isso nesses momentos.” No entanto, músicas como “Just Do It” e “Don’t Wanna Think” mostram Julia refletindo sobre quando relacionamentos dão errado. “Acabei de passar por uma separação”, conta. “‘Independence Day’, de Ani DiFranco, está me ajudando muito a enfrentar isso.” Depois do café da manhã, talvez ela entre em seu carro e dirija por aí, tocando a música incontáveis vezes: “Chorando. E muito, mas é uma das melhores músicas do mundo”. Em algum lugar, é possível que alguém esteja usando uma de suas músicas do mesmo jeito.

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Guns N' Roses e Pink se apresentam juntos em Nova York

RollingStone - qui, 12/10/2017 - 17:17

Quem foi ao show do Guns N' Roses na última quarta, 11, no Madiso Square Garden, em Nova York, foi surpreendido por uma performance ocorrida já no final da apresentação. Durante "Patience", Axl Rose fez um anúncio. "Vamos tentar algo, trazer uma amiga aqui. A gente nem ensaiou isso, vamos improvisar", ele disse. Enquanto estava cantando, Pink subiu ao palco com cara de quem estava tão surpresa quanto todo mundo de ter sido chamada ali.

Ela abraçou Rose, entrou no ritmo e cantou uma porção da música, já no fim. Quando terminou, eles riram, se abraçaram e ela deixou o palco.

Depois da apresentação, a banda tuitou elogiou Pink, que respondeu "Ah, sim. Tanto faz. Sem problemas”. O texto, claramente uma brincadeira, veio seguido de uma série de emojis com cara de preocupação.

O Guns N' Roses iniciou recentemente o braço norte-americano da turnê Not in This Lifetime. O show em Nova York duro mais de três horas e incluiu uma versão do hit do Soundgarden "Black Hole Sun".

Pink lançará seu sétimo disco, Beautiful Trauma, nesta sexta, 13.


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Episódio de Carpool Karaoke que Linkin Park gravou uma semana antes da morte de Chester Bennington é publicado

RollingStone - qui, 12/10/2017 - 15:40

O episódio de Carpool Karaoke que o Linkin Park gravou com o ator Ken Jeong uma semana antes da morte do frontman da banda, Chester Bennington, foi publicado na página oficial do grupo no Facebook (assista abaixo). De acordo com o post, o capítulo de 24 minutos foi colocado online com a autorização da família do músico. Ele cometeu suicídio em 20 de julho e a gravação aconteceu no dia 14 de julho.

O vídeo começa com Jeong brincando que gostaria de entrar para o Linkin Park. Bennington se sentou ao lado dele na frente, enquanto Mike Shinoda e Joe Hahn estão no banco de trás. "Vamos ver", diz Bennington. "Já até parece que somos um a banda, estamos brigando e tudo”, Jeong brinca.

Nos minutos que se seguem, os participantes se divertem cantando "Hey Ya", do Outkast, "Numb", "In the End" e "Talking to Myself", do Linkin Park, e "Under the Bridge", do Red Hot Chili Peppers. Eles acabam se mudando para um daqueles ônibus de festa para deixar o karaokê mais profissional e cantam "Sweet Home Alabama", do Lynyrd Skynyrd, e "I Don't Wanna Miss a Thing", do Aerosmith.
Entre uma canção e outra eles brincam, fazem piadas e Bennington comenta o quanto gosta de Dungeons and Dragons.

O episódio termina com um link para o One More Light Fund, fundo que a banda criou em homenagem a Bennington.

Quando aconteceu a gravação, o Linkin Parl tuitou uma foto deles com Jeong e comentou quanto todos se divertiram naquele dia. Jeong respondeu de volta: "Lin-Ken Park". Quando foi noticiada a morte de Bennington, o ator postou no Twitter que estava chocado e de coração partido.

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Fitas com material inédito de Prince são retiradas de cofre na casa dele e família ameaça processar

RollingStone - qui, 12/10/2017 - 15:02

As irmãs e herdeiras de Prince afirmam que vários itens de valor foram removidos de um cofre que fica na casa/estúdio onde Prince morava, o Paisley Park. De acordo com a NME, Sharon e Norrine Nelson disseram que quarto caminhões foram até o local no início de setembro e retiraram coisas do cofre. Elas ameaçaram processar o Comerica Bank & Trust, empresa que está trabalhando como executora do espólio do músico, que morreu em abril do ano passado. Entre os objetos levados estão as fitas master de músicas inéditas, cujo valor estimado é de US$ 200 milhões.

O Comerica argumentou que as gravações foram levadas para um depósito em Los Angeles porque estarão mais seguras lá. “Em um esforço para preservar o conteúdo de áudio e vídeo deixado por Prince, o Comerica escolheu a melhor empresa de armazenamento do mundo do entretenimento, a Iron Mountain Entertainment Services”, diz um comunicado divulgado pela companhia. “Em quatro ocasiões diferentes, o Comerica discutiu o processo com as herdeiras e qualquer sugestão de que as coisas foram feitas de outra maneira é incorreta.”

“Queremos a música de volta a Paisley Park, que é onde ela deve permanecer, em casa”, Sharon disse para a agência Associated Press. “É como se Prince tivesse morrido de novo. Foi assim que me senti.”

“Depois de analisar as condições de armazenamento em Paisley Park e com base em uma preocupação em relação às consequências de um incêndio, por exemplo, o Comerica determinou que era necessário transferir o material para um local seguro.” A empresa é obrigada a dar um aviso prévio de 14 dias úteis antes de fazer qualquer transação cujo valor seja maior que US$ 2 milhões e as irmãs argumentam que isso deveria valer também para a ação de retirar itens do cofre.

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Green Day anuncia a coletânea God's Favorite Band, com faixas inéditas

RollingStone - qui, 12/10/2017 - 12:28

O Green Day anunciou para 17 de novembro o lançamento da coletânea Greatest Hits: God's Favorite Band. O disco trará sucessos de toda a carreira da banda de pop punk, como "Basket Case", "American Idiot", "Good Riddance (Time of Your Life)", além de faixas inéditas.

God's Favorite Band https://t.co/z3DCs0Vyke pic.twitter.com/5dBRwK0cjx

— Green Day (@GreenDay) 12 de outubro de 2017

Entre as 22 faixas estão a inédita "Back in the USA" e um registro de "Ordinary World" ao lado da premiada cantora country Miranda Lambert. Miranda e o grupo se aproximaram quando subiram ao palco do Grammy, em 2014, para homenagear Phil Everly, do The Everly Brothers.

O nome da coletânea vem de uma esquete da qual a banda participou no programa de Stephen Colbert em que Deus interrompe a apresentação para dizer que o Green Day é a banda preferida dele (assista abaixo).

Veja a tracklist de Greatest Hits: God's Favorite Band.

1 - "2000 Light Years Away"
2 - "Longview"
3 - "Welcome To Paradise"
4 - "Basket Case"
5 - "When I Come Around"
6 - "She"
7 - "Brain Stew"
8 - "Hitchin’ a Ride"
9 - "Good Riddance (Time of Your Life)"
10 - "Minority"
11 - "Warning"
12 - "American Idiot"
13 - "Boulevard of Broken Dreams"
14 - "Holiday"
15 - "Wake Me Up When September Ends"
16 - "Know Your Enemy"
17 - "21 Guns"
18 - "Oh Love"
19 - "Bang Bang"
20 - "Still Breathing"
21 - "Ordinary World" (com Miranda Lambert)
22 - "Back In The USA"

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Xeque-Mate no Eleitor - parlamentarismo volta ao debate em meio à crise política

RollingStone - qui, 12/10/2017 - 10:03

Aconteceu de novo: o parlamentarismo voltou ao debate. O sistema – no qual o Legislativo elege um primeiro-ministro para ser chefe de governo – foi adotado pela segunda vez no Brasil em 1961, com a crise instaurada após a renúncia do presidente Jânio Quadros (a primeira foi no século 19, entre 1847 e 1889). Naquela ocasião, vigorou por dois anos: Tancredo Neves, Brochado da Rocha e Hermes Lima ocuparam o cargo de primeiro-ministro. A volta ao presidencialismo em território nacional se deu em 1963, após decisão da população por meio de um plebiscito.

Uma segunda consulta pública para eleger o regime de representação foi realizada em 1993. Sessenta e sete milhões de eleitores foram às urnas para escolher entre monarquia, parlamentarismo e presidencialismo, sistema vencedor e vigente. “A questão do parlamentarismo é antiga. E ela entra em pauta toda vez que há uma grande crise política. O brasileiro tem essa mentalidade de sempre achar que o sistema político não funciona”, avalia Jaqueline Porto Zulini, pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

Atualmente, a receita do bolo da instabilidade política tem, entre diversos ingredientes, o impeachment da petista Dilma Rousseff; as investigações e as condenações da Operação Lava-Jato; mais de 13 milhões de pessoas sem emprego (segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE); denúncia contra integrantes do governo de Michel Temer, que obrigaram nomes de peso a deixar cargos, entre eles Romero Jucá (ex-ministro do Planejamento/PMDB), Geddel Vieira Lima (ex-ministro da Secretaria de Governo/PMDB) e Fabiano Silveira (ex-ministro da Transparência, Fiscalização e Controle); o vazamento de gravações feitas pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, envolvendo Temer; e a recente decisão da Câmara dos Deputados de não autorizar o prosseguimento da denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente.

Para Wagner Romão, cientista político e professor da Unicamp, “como em 1961, [o parlamentarismo] se coloca em meio à instabilidade política que tenta se construir no Brasil há muitas décadas. Neste momento, acredito que a proposta vem, talvez, consolidar o processo de fortalecimento dos setores mais conservadores da política brasileira”.

No time dos defensores do sistema estão integrantes do PSDB. O senador Tasso Jereissati (CE), presidente interino do partido, declarou, em 24 de agosto de 2017, após reunião com tucanos, que o sistema “é a bandeira oficial” do partido. “Mas não para agora, nas eleições de 2018, e sim como sistema definitivo a partir de 2022.” Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada em 20 de agosto de 2017, o senador José Serra defendeu “que se aprove, neste ano ou no começo do próximo, a adoção do parlamentarismo no Brasil a partir de 2023”. Para o tucano, ainda de acordo com a entrevista ao jornal, “no Brasil, o presidencialismo tem sido um fracasso histórico. Temos sete presidentes que não terminaram o mandato, desde Getúlio Vargas, que se deu um tiro, até Dilma. Em todos os casos houve uma grande crise. No parlamentarismo, a troca de governo é uma solução. No presidencialismo, é uma crise”.

Segundo Fernando Schüler, cientista político do Insper, “o parlamentarismo se diferencia do presidencialismo porque produz maior flexibilidade à solução de crises e é mais sensível às variáveis que afetam o governo, o que permite ter uma resposta mais rápida à perda de condições de governabilidade”. Embora faça questão de frisar que é difícil “traçar uma régua e dizer quais são os melhores e os piores sistemas de governo, pois o que pode dar certo em um país pode não servir para outro”, o professor Michael Mohallem, da FGV Direito Rio, concorda que, em tese, um dos pontos positivos do parlamentarismo são as “respostas rápidas que as pessoas podem ter em relação aos governos”. Se, por um lado, o governo da ex-presidente Dilma apresentava problemas, ele complementa, “tais motivações não eram adequadas para um impeachment. No entanto, a queda seria mais natural no parlamentarismo”.

Há quatro propostas de emenda à Constituição em tramitação no Congresso visando a implantação do parlamentarismo. Uma delas foi apresentada em março de 2016 pelo atual ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes (PSDB-SP) e prevê o governo sendo chefiado por um primeiro-ministro, indicado pela maioria da Câmara dos Deputados, enquanto o presidente da República, eleito pelo voto popular, seria o chefe de Estado (geralmente uma figura sem poderes administrativos). Em declaração ao jornal Folha de S.Paulo à época da apresentação da PEC, Nunes afirmou ser “parlamentarista da vida inteira, não de circunstância”.

Outra proposta, apresentada pelo senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) em 2015, propõe o semipresidencialismo, um híbrido entre parlamentarismo e presidencialismo. De acordo com o texto da proposta, nesse sistema o presidente da República “divide com o Parlamento os poderes de comando geral da nação, especialmente quanto à formação e à sustentação do governo, que é chefiado pelo primeiro-ministro. É considerado um sistema de matriz parlamentarista, em que há responsabilidade política direta do governo perante o Parlamento e, inversamente, do Parlamento perante o governo. Assim como no presidencialismo, porém, o presidente da República, chefe de Estado, é eleito diretamente pelo povo e detém poderes efetivos de participação nas questões políticas e governamentais”. Ao apoiar o modelo, Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo, em 23 de agosto, que “os presidentes são cada vez mais ‘Câmara-dependentes’, ‘Congresso-dependentes’. Então, é preciso que a gente separe as coisas de Estado das coisas de governo. E por isso me parece que um semipresidencialismo seria um caminho. Que combinasse essa estrutura antiga do nosso modelo presidencial com o parlamentarismo. Que permitisse que as questões de governo ficassem entregues a um primeiro-ministro”.

Apesar de a discussão sobre a mudança de sistema de governo estar a todo vapor na classe política, um levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado em agosto mostrou que 59,6% dos brasileiros não sabem o que é o sistema parlamentarista. “Não é só no Brasil que as pessoas têm se desinteressado por política, e não acho o fato de os brasileiros não saberem o que é parlamentarismo um problema completo, porque, no fundo, quem reforma as instituições são os políticos, pois estamos em um pacto republicano. Ou seja, você elege os seus representantes e eles têm autonomia para tomar as decisões”, pondera a pesquisadora Jaqueline Porto Zulini, do Cebrap. Para Michael Mohallem, da FGV Direito Rio, “essa instabilidade na política gera desilusão das pessoas. Elas querem mudança, mas neste contexto pode ser ruim”.

Os contrários à troca de modelo criticam a ideia de ela ser feita sem consulta à população, lembrando que em 1963 e 1993 os eleitores rejeitaram a proposta. “Uma emenda do jeito que está sendo posta, sem uma consulta à população, é gravíssima. Acredito que tende a piorar a situação de desconexão entre a sociedade e o Parlamento”, opina Wagner Romão, professor da Unicamp. Em entrevista à GloboNews em 20 de julho, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) declarou que “não dá para adotar parlamentarismo sem ouvir a população. Se a população quiser, é uma coisa – ainda assim, discutível”. Ele prosseguiu: “[Adotar o sistema] sem consultar, em função de uma crise que foi criada pela própria classe política que levou o país à bancarrota? Não me parece procedente”. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, em entrevista à rádio Gazeta, em Maceió, que “aqueles que estão defendendo o parlamentarismo na verdade estão defendendo um rearranjo político para ver se se perpetuam no poder. Nós hoje não temos semipresidencialismo, semiparlamentarismo. Na verdade, hoje não temos governo”.

Segundo os entrevistados para esta reportagem, mudar o sistema para amenizar os efeitos da crise é um equívoco. “Independentemente disso, precisamos estar atentos em como a classe política considera as reais demandas da sociedade e ao fato de que a democracia, independentemente do caminho que a gente percorra para alcançá-la, é o que, de fato, importa”, opina Paulo Silvino Ribeiro, professor de sociologia da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).

“Antes de pensar em forma de governo, precisamos de uma reforma eleitoral capaz de fortalecer nossos partidos. O parlamentarismo só funciona com partidos fortes e nós não temos isso”, complementa Jaqueline Porto Zulini, do Cebrap.

Até o fechamento desta edição, o plenário da Câmara dos Deputados não havia chegado a um consenso sobre os pontos da reforma política, tendo adiado o debate mais uma vez. Entre os pontos da reforma estão o financiamento das campanhas (em tópico que discute a criação de um segundo fundo público); as coligações partidárias; se haverá restrições aos chamados partidos nanicos e a possível diminuição da quantidade de legendas; as indicações políticas e o sistema eleitoral, no qual o foco é o modelo chamado de “distritão”, em que apenas vereadores e deputados mais votados são eleitos (hoje, podem ser eleitos com poucos votos se outros nomes da mesma sigla tiverem arrebanhado muitos eleitores).

Ao comparar a realidade brasileira à realidade de países que adotam o sistema parlamentarista, como Alemanha e Inglaterra, a diferença é gritante. “Os países que não são bipartidários, e que adotam o parlamentarismo, têm, no máximo, quatro partidos”, explica a pesquisadora Jaqueline. Paulo Silvino Ribeiro, da FESPSP, reforça: “Não tenha dúvida de que o nosso parlamentarismo, se um dia acontecer, jamais será igual ao que se tem na Alemanha, na Inglaterra, porque aqui a ideia de Estado-Nação e o espírito republicano são superficiais”.

A dúvida sobre a real intenção da classe política com a sugestão, cada vez mais intensa, do parlamentarismo, paira sobre os pesquisadores. “O problema no Brasil é que para o parlamentarismo funcionar tem de ser ‘de cabo a rabo’, nos âmbitos estadual e municipal, e jamais vão aceitar isso”, opina o brasilianista e professor da UnB David Fleischer.

Já para o analista político Marcos Verlaine, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), o fato de esse debate ser levantado no contexto de crise parece “uma tentativa de apagar um incêndio, portanto não resolverá o problema das deficiências do sistema político-eleitoral brasileiro”. O parlamentarismo, de acordo com Fernando Schüler, “está longe de ser uma solução mágica para o caso brasileiro. Se for implementado antes de um conjunto de reformas, o modelo será ruinoso”. Paulo Silvino Ribeiro defende que Estado, instituições democráticas e mídia precisam dialogar com a sociedade a fim de qualificar o discurso a respeito do tema e sair “dessa visão rasa e maniqueísta de direita e de esquerda. Isso é contraproducente para a democracia e se nós não mudarmos a percepção que as pessoas têm sobre política, se o debate não for qualificado, não vai adiantar nenhuma mudança no sistema de governo”.

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Projota, Rael e Luccas Carlos estão entre atrações do Festival Tim Music Urbanamente

RollingStone - qui, 12/10/2017 - 09:43

Com foco em expressões artísticas que têm raízes nas ruas das capitais brasileiras, o Festival Tim Music Urbanamente estreia no Rio de Janeiro no próximo dia 20 de outubro, na Fundição Progresso. Depois, o evento segue para São Paulo, e ocupa a casa noturna Audio em 3 de dezembro.

No Rio, Projota é o headliner. Luccas Carlos, a gaúcha Clau, Rael e Onze:20 completam o line-up. Os dois últimos também já estão confirmados na capital paulistana, que ainda conta com o grupo Haikaiss na programação. Mais atrações serão confirmadas em breve.

Além dos shows, o festival traz manifestações de arte urbana realizadas com a curadoria do Art Rua. O coletivo promove ocupações e ações ligadas à valorização da cultura urbana há mais de seis anos. Entre as atividades há uma batalha de grafite e apresentações de street dance.

Os ingressos para a edição RJ do Tim Music Urbanamente já estão à venda pelo site Eventim, custam R$ 100 e têm opção de meia-entrada. Todas as informações podem ser encontradas no site oficial do festival.

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Radioca 2017: Metá Metá, Rincon Sapiência e música afro-brasileira abrilhantam o festival em Salvador

RollingStone - qua, 11/10/2017 - 20:56

O título de eclético caberia muito bem, mas no último fim de semana – dias 7 e 8 de outubro –, o festival Radioca teve a sua edição mais focada e devidamente abrilhantada pela porção da música brasileira influenciada pela cultura negra. O Trapiche Barnabé, em Salvador (Bahia), recebeu o “manicongo” Rincon Sapiência, o perito do groove Curumin e o furacão Metá Metá, que – junto ao Far From Alaska – fizeram os melhores shows do terceiro ano do evento.

O Radioca, criado como um braço do programa de rádio homônimo – comandado, entre outros, pelo músico Roberto Barreto, do BaianaSystem –, carrega duas características gritantes: é alternativo e brasileiro por essência. Não há espaço, portanto, shows de grandes estrelas (nomes como Caetano Veloso ou Gal Costa não se encaixam no perfil do evento, a despeito de outros como o Coala, em São Paulo, por exemplo) ao passo que, dificilmente, algum line-up do festival vai contar com um nome estrangeiro.

15 discos nacionais lançados no primeiro semestre que você deve ouvir

Outra particularidade é o lugar. Salvador é uma das capitais mais bonitas do Brasil, só que o Radioca sequer precisou da vista das praias para estabelecer um dos espaços mais únicos a receber shows no país. O evento ocupa o Trapiche Barnabé, um galpão antigo e a céu aberto, que acolheu e estabeleceu uma atmosfera atemporal para as menos de 2 mil pessoas (público diário do festival) que pagaram R$ 40 ou R$ 50 (a inteira) para uma entrada diária ou o pacote de R$ 60 para o fim de semana.

Além de um único palco, o Trapiche ganhou uma praça de alimentação (hambúrguer, tapioca, acarajé e crepe foram as opções principais) e diversas barraquinhas vendendo camisetas, discos e artesanato, entre outros objetos. Por manter a estrutura singela, o Radioca não enfrentou problemas de fila (para o banheiro, por exemplo) e nem de lotação. A única ameaça foi a chuva, que até preocupou o público no domingo, com algumas gotas, mas não chegou a de fato cair sobre o Trapiche.

Em cima do palco, os primeiros horários da tarde (17h) foram dedicados a atrações baianas emergentes, que podem ganhar mais notoriedade no futuro (Giovani Cidreira, por exemplo, tocou no horário em 2016 e este ano apareceu para o cenário nacional com o disco Japanese Food). No último sábado, Livia Nery teve uma plateia surpreendentemente preenchida para mostrar sua MPB balançada, de performances vocais seguras e pouca inventividade. Jadsa Castro fez o mesmo no domingo, com uma poesia passional e uma postura intensa em cima do palco.

Também passaram pelo Radioca o tradicional cantor local Raymundo Sodré – fazendo até manifestação política contra “todos” os partidos –, a banda alagoana de rock Mopho – marcando o retorno às atividades com um show atrapalhado por problemas técnicos e por uma pessoa que roubou a cena ao ver a apresentação literalmente deitado na frente da plateia – e o Quartabê – incrementado pelo baterista Sergio Machado, do Metá Metá. O show do Quartabê, brutalista e instrumental, com influências de jazz, aliás, foi uma grata surpresa: manteve atento o público mesmo com uma sonoridade tão distante das outras atrações.

Abaixo, veja os nossos cinco shows favoritos do Radioca 2017

Pio Lobato e Lucas Estrela
Pio Lobato, mestre da guitarrada, comandou o palco variando entre temas mais tradicionais do gênero, dos anos 1990, e o trabalho mais recente e “torto” – como ele mesmo disse. Quando Lobato recebeu o conterrâneo Lucas Estrela, o show foi a outro patamar. Enquanto o mais velho explorava os sons limpos e brilhantes, passeando agilmente pelo braço da guitarra, o mais jovem criava a cama variando timbres e com uma paleta de cores ainda mais rica. A soma foi uma espécie de “guitarrada cabeçuda” ou “guitarrada dinâmica” – chame como quiser –, o que inseriu humores e sensações ao que é nacionalmente conhecido do estilo. O papo entre eles ficou ainda mais afiado quando solaram juntos.

Curumin
Boca (2017), mais recente disco de Curumin, nem é tido como um dos melhores lançamentos da discografia do baterista, mas ele segurou e colocou o Trapiche para balançar com uma apresentação quase inteiro baseada no trabalho (das contagiantes “Bora Passear” e “Terrível” às menos convencionais, como “Prata, Ferro, Barro”) . Curumin já é uma espécie de guru do groove na música contemporânea do Brasil e, no palco, ele consegue fazer dançar mesmo imóvel atrás de uma bateria, pulando do soul ao funk carioca com a mesma naturalidade que divide os vocais e as baquetas. A entrada do convidado Russo Passapusso – colaborador frequente de Curumin e vocalista do BaianaSystem – deu o movimento que faltava no palco e incendiou de vez a plateia, que ainda pulou com a clássica “Magrela Fever” (de JapanPopShow, 2008).

Far From Alaska
Dois elogiados discos nas costas e o Far From Alaska nunca havia pisado em Salvador. Foi, portanto, um serviço prestado pelo Radioca levar o quinteto potiguar ao Trapiche, mesmo se tratando de uma banda roqueira e que canta em inglês (única nos três anos de festival). Assim como o segundo álbum da banda – Unlikely, recém-lançado –, o show foi dinâmico: a sisudez de baixo-guitarra-bateria foram decorados pelas entradas da multiinstrumentista Cris Botarelli, que insere slide guitar, sintetizadores, autotune, backing vocals – e, em outro nível – uma identidade própria ao rock da banda. A vocalista, Emmily Barreto, não mediu palavras para expressar a emoção da ocasião (“A gente tá parecendo uns pintos no lixo mas isso é bom”, disse) e Cris foi parar no meio de uma das rodinhas de pogo – fato pouco comum no fim de semana – na plateia.

Rincon Sapiência
Longe dos holofotes, o rap é hoje o gênero mais prolífico e um dos mais consumidos na música brasileira. Competência do Radioca ter escalado Rincon Sapiência, com o elogiado disco de estreia Galanga Livre (2017), para fechar o sábado de festival. Com muito tempo de show (1h30 prevista), o rapper paulistano tocou sem a banda completa, só com DJ, guitarrista e percussionista, e teve que improvisar interlúdios instrumentais para preencher o horário. As canções mais balançadas do repertório (“A Noite É Nossa”, “Amores às Escuras”) se encaixaram bem na proposta do festival, mas o final, com as pancadas “Meu Bloco” e “Ponta de Lança” (um hit improvável que já é quase um hino destes tempos), foi apoteótico em termos de energia e mostrou o maior trunfo do rapper: fundir espontaneamente gêneros e batidas de origem negra (“O trap, o rap, o samba, deu isso aqui”, ele canta em “Meu Bloco”) e soltar o verbo em rimas.

Metá Metá
Quem tem acesso e curiosidade sabe que não é novidade: o Metá Metá tem um dos shows mais relevantes do Brasil atual. Uma das bandas mais inventivas em atividade, o trio une um discurso urgente – que não está em frases de protesto, mas entremeado na poesia sensível de Juçara Marçal –, uma atitude “violenta” – poucos shows de rock atual são mais punk que o Metá Metá em 2017 – e um berço tão rico – as guitarras de Kiko Dinucci, que são ao mesmo tempo samba e Sonic Youth, o sax carnavalesco e raivoso de Thiago França, a voz MPB e o universo das religiões africanas de Juçara. Em turnê com o disco MM3 (2016), eles abriram espaço para uma sobra da trilha que fizeram para o Grupo Corpo (“Odara Elegbara”), de dança, só que basearam o repertório mesmo nos três primeiros álbuns. A intensidade emanada (e recebida) foi tanta que este foi o único show a ter pedido de bis. E, quando eles saíram pela segunda vez do palco, o público voltou a pedir “mais uma”. O Metá Metá é como um furacão por onde passa, e tem sido assim especialmente nos festivais país a fora.

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Luan e Sonza lançam clipe de 'Não Preciso de Você Pra Nada'

Terra Música - qua, 11/10/2017 - 16:34
Se você ainda não conhece Luísa Sonza, chegou a hora perfeita de ficar por dentro do talento da ...
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Rolling Stones reeditado: banda que sempre relutou para relançar material reúne registros lendários e cobiçados em On Air

RollingStone - qua, 11/10/2017 - 15:36

De todas as bandas do primeiro escalão do rock, Rolling Stones é a que menos dá atenção para relançamentos e material de arquivo – e não é à toa. Certa vez, o ex-baixista Bill Wyman, que era considerado o arquivista dos Stones, disse à revista inglesa Record Collector que enquanto a banda estivesse na ativa e lançando produtos novos Mick Jagger e Keith Richards não estariam dispostos a mexer no arquivo.

Retornaremos a essa questão, mas antes cabe lembrar os relançamentos que Stones colocaram, sim, no mercado, apesar dessa resistência. Primeiro vieram as versões remasterizadas dos álbuns clássicos Sticky Fingers (1971), Exile on Main St. (1972) e Some Girls (1978), incluindo aí material bônus. Não foi por acaso que essa fase ganhou as lojas (novamente) antes das outras. A partir de 1971 até o presente momento, todos os fonogramas e direitos autorais pertencem à própria banda, por meio do selo Rolling Stones Records. Então, para Jagger, Richards e cia., é mais fácil e lucrativo mexer com esse período. O material que os Stones gravaram de 1963 a 1970 pertence à ABKCO Music & Records, Inc, cujo proprietário e fundador era Allen Klein, antigo empresário e nêmeses da banda por anos. Durante a década de 1970, Klein processou e foi processado pelo grupo. Os músicos falavam que Klein devia a eles uma fortuna em royalties. O empresário argumentava que os Stones deviam a ele um disco com gravações inéditas. O caso foi resolvido em 1975, quando os Stones autorizaram o lançamento de Metamorphosis, LP com material que havia sido rejeitado na década de 1960 e portanto, permanecia inédito.

Quando Allen Klein morreu, em 2009, o filho dele, Jody, já havia assumido a companhia e tratado de pacificar a relação com os Stones. Em 1996, os Stones e a ABKCO se mobilizaram para disponibilizar em CD a trilha do lendário The Rolling Stones Rock and Roll Circus, especial de televisão feito em 1968 e que nunca havia sido exibido (o DVD saiu em 2004). A partir de então, a Rolling Stone Records e a ABKCO começaram a trabalhar juntas com mais frequência, resultando, em 2002, no relançamento das versões remasterizadas dos álbuns clássicos da década de 1960. Naquele mesmo ano a coletânea tripla GRRR!, feita para celebrar os 50 anos da banda, chegou ao mercado com fonogramas de todas as fases dos Stones. Àquela altura as coisas já estavam mais fáceis, já que as duas empresas estavam ligadas à Universal Music, naquele momento.

Retornando à resistência da banda aos relançamentos: sim, ela existe mesmo. Apesar dos títulos citados acima, os Stones sempre ficaram com um pé atrás quando o assunto era autorizar o lançamento de material inédito gravado na década de 1960. Há cerca de 20 anos, foi anunciado que os músicos fariam um projeto similar ao Anthology, dos Beatles. Várias gravações da BBC deveriam ter sido incluídas nesta caixa, que daria um geral em todo o legado stoneano. Mas de uma hora para outra, sem explicação, o lançamento foi cancelado. Por isso, On Air é essencial: essas gravações feitas para a BBC finalmente ganharão um lançamento oficial e autorizado em 1 de dezembro, que é quando o material sai pela Universal Music em CD simples, CD duplo de luxo e em vinil duplo.
Esses registros são lendários e cobiçados. Todas as grandes bandas dos anos 1960 e 1970 – Beatles, Led Zeppelin, The Kinks, The Animals – têm trabalhos que nasceram de programas da rádio inglesa. Na época, existia uma lei que obrigava que parte da programação das rádios fosse feita com música ao vivo, restringindo um pouco o uso dos LP e compactos simples, que continham as gravações lançadas comercialmente. Nos estúdios da BBC, os artistas tinham condições de se soltar e realizar registros inéditos que não saiam nos discos oficiais.

Na época, os Stones tinham em sua formação Mick Jagger (vocal, gaita), Keith Richards (guitarra), Brian Jones (guitarra), Bill Wyman (baixo) e Charlie Watts (bateria). Apesar de não será tão prolíficos quanto os Beatles, no período de 1963 a 1965 o quinteto realizou sessões em quantidade suficiente para preencher um CD duplo. O grande atrativo para os fãs, além de ouvir versões bem diferentes para clássicos como “The Last Time” e “(I Can’t Get No) Satisfaction”, será o acesso a faixas que os Stones não registraram oficialmente, como “Cops and Robbers” (Bo Diddley), “Hi Heel Sneakers” (Tommy Tucker), “Ain’t That Loving You Baby” (Jimmy Reed), além de várias de Chuck Berry (“Memphis, Tennessee”, “Roll Over Beethoven”, “Beautiful Delilah”).

O material oferecerá um enorme ganho sonoro em relação às edições piratas, que apresentam o som com baixa fidelidade. Todo o material de On Air foi remasterizado e remixado nos estúdios Abbey Road, na Inglaterra. Paralelamente, a editora Harper Collins edita um livro homônimo, registrando todas as aparições dos Rolling Stones na rádio e na televisão durante a década de 1960. O livro não tem previsão de publicação no Brasil, mas a Universal deverá lançar o CD da BBC por aqui. Com o título em breve nas lojas, quem sabe os Stones não se animam e continuam mexendo nas sobras da década de 1960? O material é vasto e precioso.
Abaixo, a relação completa de faixas de On Air, com as canções, os respectivos programas e a data da gravação. O sinal de asterisco (*) denota canções que não foram lançadas comercialmente pelos Stones.

Disco 1 (CD normal e LP duplo)

1 - “Come On” (Saturday Club, 26/10/1963)
2 - “(I Can’t Get No) Satisfaction” (Saturday Club, 18/9/1965)
3 - “Roll Over Beethoven” (Saturday Club, 26/10/1963) *
4 - “The Spider and The Fly” (Yeah Yeah, 30/8/1965)
5 - “Cops and Robbers” (Blues In Rhythm, 9/5/1964) *
6 - “It’s All Over Now” (The Joe Loss Pop Show, 17/7/1964)
7 - “Route 66” (Blues In Rhythm, 9/5/1964)
8 - “Memphis, Tennessee” (Saturday Club, 26/10/1963) *
9 - “Down The Road Apiece” (Top Gear, 6/3/1965)
10 - “The Last Time” (Top Gear, 6/3/1965)
11 - “Cry To Me” (Saturday Club, 18/9/1965)
12 - “Mercy, Mercy” (Yeah Yeah, 30/8/1965)
13 - “Oh! Baby” (We Got a Good Thing Goin’) (Saturday Club, 18/9/1965)
14 - “Around and Around” (Top Gear, 23/7/1964)
15 - “Hi Heel Sneakers” (Saturday Club, 18/4/1964) *
16 - “Fannie Mae” (Saturday Club, 18/9/1965) *
17 - “You Better Move On” (Blues In Rhythm, 9/5/1964)
18 - “Mona” (Blues In Rhythm, 9/5/1964)

Disco 2 (CD que estará na edição de luxo)

1 - “I Wanna Be Your Man” (Saturday Club, 8/2/1964)
2 - “Carol” (Saturday Club, 18/4/1964)
3 - “I’m Moving On” (The Joe Loss Pop Show, 10/4/1964)
4 - “If You Need Me” (The Joe Loss Pop Show, 17/7/1964)
5 - “Walking The Dog” (Saturday Club, 8/2/1964)
6 - “Confessin’ The Blues” (The Joe Loss Pop Show, 17/7/1964)
7 - “Everybody Needs Somebody To Love” (Top Gear, 6/3/1965)
8 - “Little By Little” (The Joe Loss Pop Show, 10/4/1964)
9 - “Ain’t That Loving You Baby” (Rhythm and Blues, 31/10/1964) *
10 - “Beautiful Delilah” (Saturday Club, 18/4/1964) *
11 - “Crackin’ Up” (Top Gear, 23/7/1964) *
12 - “I Can’t Be Satisfied” (Top Gear, 23/7/1964)
13 - “I Just Want to Make Love to You” (Saturday Club, 18/4/1964)
14 - “2120 South Michigan Avenue” (Rhythm and Blues, 31/10/1964)

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Cypher Kidz: surpreenda-se com o poder do “rap jovem” do grupo em vídeo

RollingStone - qua, 11/10/2017 - 09:57

Os estúdios da distribuidora de música digital ONErpm acabam de lançar um vídeo que surpreende mesmo quem não é fã de rap. As imagens mostram o poder das rimas do grupo Cypher Kidz, formado por jovens entre 11 e 16 anos, cada um deles com seu próprio trabalho autoral. A mais conhecida da turma é MC Soffia, que já esteve nas páginas da Rolling Stone Brasil e foi vista no mundo inteiro ao se apresentar na abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro, ao lado de Karol Conka.

Na gravação, Soffia (13 anos), Damyen MC (12 anos), Cauan Sommerfeld (13 anos), MC Tum Tum (13 anos), MC Mirim (11 anos) e DJ Sophia (16 anos) mostram uma nova versão de “Internet”, música que lançaram em meados deste ano.

O nome “Cypher” vem da cultura das chamadas cyphers, quando diferentes rappers se reúnem para registrar algo juntos, com rimas inéditas. A história das cyphers vem dos primórdios do hip-hop, e é contada em um dos vídeos abaixo, do canal Sumário de Rua. Veja ainda outro clipe do Cypher Kidz, com a participação do Kunumi MC, que rima em tupi-guarani.


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Republica lança clipe incendiário para “Stand Your Ground”

RollingStone - ter, 10/10/2017 - 17:54

O Republica divulgou nesta terça-feira, 10, o quarto registro visual do recém-lançado Brutal & Beautiful. “Stand Your Ground” foi a primeira música composta para o álbum e, por isso, direcionou a concepção do trabalho gravado em Los Angeles, nos Estados Unidos, com o produtor norte-americano Matt Wallace (Faith No More, Maroon 5, Deftones).

A canção já havia sido apresentada por um lyric video, quando foi escolhida para integrar a trilha sonora de Rock Story, novela da Globo. Mas agora ganha um clipe completo, dirigido por Martin Toro, que intercala imagens da banda e da performer Karina Guimarães, que faz suspensão do corpo com ganchos presos à pele. Assista abaixo.

Anteriormente, o grupo formado por Leo Beling (vocal), Luiz Fernando Vieira (guitarra), Jorge Marinhas (guitarra), Marco Vieira (baixo) e Mike Maeda (bateria) já havia lançado clipes para “The Maze”, “Intimacy of Your Soul” e “Beautiful Lie”. O último, estrelado pela atriz Isis Valverde, traz outra canção de trilhas sonoras nacionais: a faixa embala o filme Amor.com, lançado neste ano.

Rock in Rio 2017: Republica fez show poderoso com repertório do novo disco

No último mês de setembro, o Republica foi uma das atrações do palco Sunset do Rock in Rio 2017. Agora, eles miram a Europa. A banda já tinha marcado alguns shows de abertura da nova turnê de Alice Cooper, do disco Paranormal, no Velho Continente, e agora também adicionou datas abrindo para o Scorpions, que faz a excursão Crazy World 2017.

O grupo primeiro toca com o Scorpions, abrindo os trabalhos no dia 24 de novembro, na cidade de Gothenburgo, na Suécia, e depois no dia seguinte, em Estocolmo, capital do país. Em dezembro, se junta a Alice Cooper para os shows dos dias 3 e 7 em Paris, na França, e no dia 5, em Deinze, na Bélgica.

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Niall lançará especial para mostrar bastidores de álbum solo

Terra Música - ter, 10/10/2017 - 16:52
Niall Horan anunciou nesta terça-feira (10) que irá lançar mais uma surpresa no dia 20 outubro. ...
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