Beyoncé e os Illuminati: o que está por trás da lenda de que a deusa do pop comanda a sociedade secreta

RollingStone - ter, 10/10/2017 - 16:48

Beyoncé simboliza muitas coisas. É, ao mesmo tempo, musa, ícone, pioneira e Sasha Fierce, depende apenas de quem a observa. São todos substantivos positivos, mas há uma definição que talvez não a deixe muito feliz: a de Illuminati. Há anos, o nome da deusa do pop e do marido dela, Jay-Z, são centro de rumores que os colocam como líderes da centenária organização secreta.

Mas como a cantora de Lemonade passou a ser associada aos Illuminati? E quem ou o que são os Illuminati? E, talvez a mais importante de todas as questões: é preciso realmente se preocupar com o fato de ela ser um membro dessa realeza? Essas são boas perguntas, que não têm respostas tão fáceis.

A carreira de Beyoncé em fotos

A ligação de Queen B com os Illuminati foi iniciada pelo relacionamento dela com Jay-Z, que é associado à poderosa sociedade desde o fim dos anos 1990. Por ter alcançado o sucesso com uma série de discos de platina – Reasonable Doubt (1996), In My Lifetime, Vol. 1 (1997), Vol. 2… Hard Knock Life (1998) e Vol. 3… Life and Times of S. Carter (1999) –, teóricos da conspiração começaram a questionar a natureza dos poderes musicais do artista. Na visão deles, Jay-Z é, na verdade, um membro dos Illuminati, grupo formado exclusivamente pela elite política e intelectual que domina o mundo.

Adicione tamanha fama ao fato do logo da Roc Nation, gravadora de Jay-Z, ter um formato triangular – visto como um aceno ao triângulo Illuminati – e as razões para os teóricos enxergarem vestígios dessa associação ao casal começam a ficar claras.

A incrível apresentação de Beyoncé no Super Bowl em 2013 também deu aos amantes dessas teorias motivos para falar. Ela fez o logo da Roc Nation com as mãos, e o ato foi apontado como evidência da fidelidade dela aos Illuminati.

Os clipes de Beyoncé, sempre carregados de simbolismo, também são observados como pistas da vida dupla que a cantora leva ao reinar os Illuminati. O vídeo de “Single Ladies”, indicado ao Grammy em 2008, atraiu a atenção dos defensores da teoria, que alegam que mensagens podem ser ouvidas quando a música é tocada de trás para frente.

As mais distantes teorias da internet ligam até mesmo a fama de Beyoncé à morte da cantora de R&B Aaliyah, que aconteceu em 2001. De acordo com a narrativa, ela deveria ser a verdadeira rainha da indústria musical, mas foi assassinada por ter tentado se livrar do controle dos Illuminati. A partir de então, Beyoncé a substituiu.

Mas Beyoncé e Jay-Z não são os únicos artistas suspeitos de serem membros da comunidade Illuminati. Whitney Houston, Justin Bieber, Bono, Eminem, Nicki Minaj, Lil Wayne e Dr. Dre também estão entre os citados como escolhidos para comandar a Nova Ordem Mundial.

Como, até agora, nenhuma das teorias foi confirmada, Beyoncé foi forçada a responder aos rumores da melhor maneira que sabe: com uma música. “Formation”, hit de 2016 dela, começa com um verso que rebate as associações (“Y'all haters corny with that Illuminati mess”). Só que logo a batida toma conta da faixa e os fãs se esquecem rapidamente da referência Illuminati, ao ouvirem-na rimar sobre problemas muito mais importantes. Talvez uma distração conveniente?

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Star Wars: Os Últimos Jedi: destrinchando o novo trailer, das traições chocantes ao destino da Princesa Leia

RollingStone - ter, 10/10/2017 - 16:34

"Eu preciso que alguém me mostre meu lugar aqui.” Tanto você quanto nós, Rey. Star Wars: Os Últimos Jedi teve seu segundo trailer liberado, e o vídeo de dois minutos e meio do filme de Rian Johnson apontou que podemos esperar traições, problemas, pelo menos uma grande morte (real demais, infelizmente) e a possibilidade da jovem aprendiz de Jedi interpretada por Daisy Ridley estar em uma viagem só de ida para o Lado Negro.

Narrado pelo Líder Supremo Snoke (Andy Serkis, o Robert DeNiro das criaturas de CGI), o trailer começa com toda uma gama impressionante de novos hardware, que inclui um sabre de luz para Rey. De cor clara, ele faz um marcante contraste com o vermelho -sangue que aparece ao fundo do aprendiz de Snoke, Kylo Ren (Adam Driver), que tenta pegar a própria arma enquanto o mentor elogia seu "poder cru e não indomado – e, além disso, algo realmente especial".

Disto cortamos para Rey, cujo professor, Luke Skywalker (Mark Hamill), parece e soa mais como um eremita esquisito do que Obi-Wan e Yoda já conseguiram. "Algo dentro de mim sempre esteve lá – e aí eu estava acordada”, diz a protegida, apoiando a teoria de que as impressionantes habilidades demonstradas por ela em O Despertar da Força surgiram de um período de dormência forçado.

Seja o que for, é potente o suficiente para fazer com que ela literalmente rache o chão abaixo deles. "Eu só vi uma força bruta assim uma vez na vida”, reflete Skywalker – em uma aparente ilusão ao sobrinho dele, Ben "Kylo Ren" Solo – enquanto somos levados de volta para sua mão robótica surgindo dos escombros incendiados. "Não me assustou o suficiente naquela ocasião, mas me assusta agora.”

Com base no que Kylo diz em seguida, é para se sentir assustado mesmo. "Deixe o passado morrer”, ele instrui, com o rosto cheio de pontos feitos com alta tecnologia para costurar o lugar onde Rey o feriu durante o duelo de sabres de luz do Episódio VII. "Mate, se for preciso. É o único jeito de se tornar aquilo que precisa se tornar." Enquanto isso, a mãe dele, General Leia, está a bordo de uma nave da Resistência aparentemente destinada ao fracasso. Conforme ele vai apertar o gatilho, os olhos dele se enchem de lágrimas; dada a triste morte da atriz Carrie Fisher, depois que essas cenas foram rodada, ele provavelmente não foi o único que chorou.

A seguir, a Millennium Falcon acelera por uma caverna preta e vermelha, com os inimigos na cola. O copiloto Chewbacca ruge e uma adorável nova criatura, o Porg, que lembra um Pokémon do espaço, resmunga de volta. O ex-stormtrooper Finn (John Boyega), acordado do coma induzido no qual estava quando o vimos da última vez, duela com o ex-chefe, a capitã Phasma (Gwendoline Christie).

Uma espécie de raposas de gelo correm pela neve, naves se chocam contra nuvens de fumaça vermelha no deserto. Luke e Rey se molham no que parece ser um lago abaixo da superfície da ilha onde se escondem. "Somos a fagulha que vai acender o fogo que vai queimar a Primeira Ordem", diz Poe Dameron (Oscar Isaac), imbuído de um espírito “reúnam as tropas”. "Isso não vai terminar do jeito que você pensa!", rosna Skywalker, como se estivesse respondendo.

É aí que chega o momento da grande reunião entre Lado Negro e Luz. Era o que você estava esperando, mas ele não acontece do jeito que você imagina. Sim, Rey fica sendo dominada pela Força por Snoke, é do jeito que você imagina que um redentor aja quando um mestre do mal ordena que ela cumpra seu destino. O choque fica para o fim. “Eu preciso que alguém me mostre meu lugar nisso tudo”, diz Rey – não para Luke, mas para Kylo Ren. Com o rosto cheio de cicatrizes em processo de cura, ele olha para ela e oferece a mão. Como se trata de Star Wars, vai saber se ela não vai simplesmente cortar essa mão fora em vez de aceitar? Mas não estamos muito esperançosos.

Claro que a ideia é essa. Os Últimos Jedi ocupa na nova trilogia uma posição equivalente a O Império Contra Ataca. Rian Johnson tem tradição nessa paleta emocional do depressivo – foi ele quem dirigiu o devastador episódio de Breaking Bad "Ozymandias". Por outro lado, tem o lado divertido, com o novo sabre de luz e a coisinha peluda que aparecem no trailer.

Por fim, a estrutura misteriosa com cara de templo dentro da ilha de Luke promete revelar coisas sobre o Jedi e a Força que os fãs anseiam por saber há décadas. Eles vão ter que ansiar mais um pouco, claro, porque o filme só estreia em 14 de dezembro.

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Veja fotos de bastidores do novo clipe de Anitta e DJ Alesso

Terra Música - ter, 10/10/2017 - 16:27
Anitta promete mais um clipe arrebatador, dessa vez para a música "Is That For Me". O trabalho ...
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Jonny Greenwood elogia vídeo que explica discografia do Radiohead com cenas de Bob Esponja

RollingStone - ter, 10/10/2017 - 14:49

Por: Redação

O Radiohead, recentemente indicado ao Hall da Fama do Rock 2018, tem uma das mais complexas e brilhantes discografias das últimas décadas. Nenhum disco é igual ao outro, e os críticos frequentemente tentam perceber e articular a essência de cada trabalho da banda.

Parece, entretanto, que o impossível foi finalmente alcançado: o Radiohead foi explicado de uma maneira que a enigmática mente de Thom Yorke parece ter sido desvendada. E isso se deve ao Bob Esponja: Calça Quadrada.

Radiohead tem nova espécie de formiga batizada em homenagem à banda

Nos últimos dias, um vídeo em que cada LP do Radiohead é descrito por uma cena do desenho ficou famoso na internet. O clipe de um minuto mostra Pablo Honey (1993) com Bob Esponja tocando músicas em uma fogueira, The Bends (1995) associado a um choro descontrolado do personagem e OK Computer (1997) caracterizado por um funcionário infeliz.

Amnesiac (2001) ganha referência em uma cena que mostra Bob Esponja e Patrick apreciando um “jazz livre”, enquanto um protesto contra o modelo de negócio injusto do Siri Cascudo ilustra Hail to the Thief (2002). O mais recente disco dos britânicos, A Moon Shaped Pool (2016), é retratado pelo Sirigueijo tocando o menor violino do mundo para um triste Lula Molusco.

Como apontado pelo Stereogum, a notoriedade do vídeo alcançou outro nível graças a Jonny Greenwood. No Twitter, o guitarrista do Radiohead o qualificou como “perfeito em muitas maneiras”. Veja o tuíte e assista ao clipe abaixo.

Each Radiohead album described with Spongebob https://t.co/mCCuQLd0TR is perfect in so many ways....

— Jonny Greenwood (@JnnyG) October 9, 2017

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Anitta grava clipe na Amazônia em parceria com DJ Alesso

Terra Música - ter, 10/10/2017 - 13:16
Anitta voltou a espalhar peças de xadrez por várias capitais do Brasil na última segunda-feira ...
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Johnny Depp estrela novo clipe sangrento de Marilyn Manson

RollingStone - ter, 10/10/2017 - 12:41

Johnny Depp se junta a Marilyn Manson para uma orgia satânica no novo videoclipe de “Say10”. A música aparece no novo disco do cantor, Heaven Upside Down, lançado na última sexta-feira, 6.

O registro visual dirigido por Tyler Shields traz Depp e Manson interpretando os irmãos Caim e Abel, que têm a história narrada na Bíblia. Durante o vídeo, a dupla declara a letra da canção um para outro enquanto estão sentados em tronos em um quarto cavernoso, repleto de mulheres nuas. Essas cenas são intercaladas com imagens de uma mulher se masturbando em um cômodo perturbado por espíritos demoníacos e com uma Bíblia flutuante.

The Pale Emperor, de Marilyn Manson, ficou em 1º lugar na nossa lista de melhores discos de metal de 2015

“Estou aqui para ser tudo o que sou acusado de não ser. E para ser culpado pelo o que vocês me fizeram ser. Os tiros que vocês irão escutar são de uma boca disfarçada de arma. Não chame isso de arte. Isso é um pinto duro em um quarto cheio de vampiros e de música. A música é meu sangue sujo no rosto de vocês”, disse Manson, em um comunicado, sobre o vídeo. Assista abaixo.

Heaven Upside Down é o décimo disco da carreira de Manson, e chega dois anos após The Pale Emperor. Em uma entrevista recente à Rolling Stone EUA, ele afirmou que o novo álbum se distancia do LP mais recente para se aproximar de trabalhos passados. “As pessoas que escutaram as novas músicas disseram que elas lembram suas partes favoritas de Antichrist Superstar (1996) e Mechanical Animals (1998), mas com uma abordagem nova e diferente.”

Ouça Heaven Upside Down abaixo.

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Elton John relembra George Michael em novo trailer de documentário: “ele era autêntico”

RollingStone - ter, 10/10/2017 - 11:39

No novo trailer de George Michael: Freedom, o artista pontua que ele “sempre quis fazer músicas que significassem algo para as próximas gerações”. O documentário codirigido pelo cantor vai ao ar na rede britânica Channel 4 na próxima semana.

O teaser também traz ícones do pop e do R&B relembrando a carreira do artista, que morreu em 25 de dezembro de 2016 aos 53 anos. “George era autêntico”, declara Elton John. “Você consegue ouvir dor, alegria, e tudo o que mais quiser na voz de George Michael”, adiciona Mary J. Blige.

Ex-namorado de George Michael comenta causa da morte do músico

Após estrear na Inglaterra, o documentário será exibido na TV norte-americana pelo canal Showtime no dia 21 de outubro. Stevie Wonder, Mark Ronson e Liam Gallager (ex-Oasis), assim como as supermodels vistas no clipe de “Freedom ‘90”: Cindy Crawford, Naomi Campbell, Christy Turlington, Linda Evangelista e Tatjana Patitz também participam do projeto.

Assista ao trailer abaixo.


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A doce vingança de Liam Gallagher: depois de enfrentar um divórcio e o fim do Oasis, ele está de volta

RollingStone - seg, 09/10/2017 - 16:58

Pode não ter parecido que foi assim durante a avalanche de champagne e cocaína dele no britpop dos anos 1990 – quando uma noite qualquer poderia acabar com ele sendo detido pela polícia em Amsterdã, expulso de uma sessão no estúdio Abbey Road ou perdendo um show do Oasis para fazer compras para casa –, mas Liam Gallagher sempre pensou no futuro. Ou pelo menos estava sempre pensando. Pegue a postura habitual dele no palco: braços cruzados nas costas, todas as partes do corpo imóveis exceto pelos lábios. “Eu tinha certeza que viveria para sempre”, diz ele agora, tendo chegado enxuto e inflamado aos 45 anos.

Ele correu cerca de 11 km pelo Central Park esta manhã, mas ainda está vagando sobre o carpete de um quarto de hotel em Nova York. Está vestindo uma jaqueta azul com zíper e um short de corrida, como se suas metades superior e inferior existissem em climas diferentes. “Então pensei comigo mesmo: ‘Quando eu tiver uns 80 anos, não vou estar fazendo as porras dos movimentos de dança tipo Mick Jagger’”. Ele joga as mãos para trás do corpo e se inclina na direção de um microfone imaginário. “Então tudo que tenho a fazer é basicamente ficar de pé. Jagger ainda vai ter que pular para cima e para baixo!”.

Liam contra Noel Gallagher: uma breve história da eterna briga entre os irmãos do Oasis

Ao contrário de Jagger, Gallagher não tem mais a banda dele, e as possibilidades de tê-la novamente, no momento, não são muito grandes. O Oasis se desfez em Paris, oito anos atrás, depois de um confronto derradeiro entre Liam e o irmão, Noel, guitarrista e compositor do grupo. A versão de Noel é que Liam teve um ataque de raiva violento naquela noite; Liam argumenta que foi provocado (“Ele fez umas armadilhas para mim, e eu caí porque sou intenso e movido pelo coração”), que Noel estava secretamente planejando sair da banda há meses ou anos e o relato sobre uma agressão com um violão é falso. Os irmãos não se falam e Liam diz que até a mãe deles desistiu de tentar estabelecer a paz na relação. “Minha mãe já desistiu”, ele conta, com uma curta risada. “Ela está tipo: ‘Estou pouco me fodendo. Tenho 75 anos agora! Foda-se os filhos, já deu!’ Ela vai nadar, faz as coisas dela. Não está interessada.”

Liam está em Nova York para promover o primeiro álbum solo dele, As You Were. Apesar de Noel ser, com raras exceções, o compositor único no Oasis, o disco de Liam é uma surpresa agradável: uma estimulante, às vezes saudosa, coleção de faixas de rock (incluindo o excelente single “Wall of Glass”) e uma lembrança de que ele sempre foi uma das grandes vozes do gênero. Ele soa como seu herói e “guia espiritual” John Lennon como nunca. “Acredito que ele esteja aqui”, assume Gallagher, que parou no Strawberry Fields (espaço no Central Park dedicado a Lennon) para uma breve comunhão durante a sessão de exercícios desta manhã – e encontrou fãs esperando por ele lá. “Acredito que ele esteja olhando por mim.”

Gallagher está orgulhoso do álbum, ainda que considere ser “meio envergonhante” gravar e se apresentar sob o próprio nome. Ainda assim, ele dá créditos consideráveis aos cocompositores (que incluem o colaborador de Adele, Greg Kurstin) e está propenso a dizer coisas do tipo: “Eu poderia cantar a porra de ‘Three Blind Mice’ ou ‘Baa Baa Black Sheep’ e ainda assim soaria como o Oasis”. Ele costumava passar em pubs enquanto Noel fazia overdubs de solos de guitarras nos últimos discos do Oasis, então ficou confortável com a velocidade de Kurstin, que o lembrou dos processos ‘vai e volta’ dos dois primeiros álbuns do Oasis. E Gallagher não está tímido em admitir um fato que artistas mais mercenários evitam: “Preferia estar falando sobre um disco do Oasis do que de um disco solo do Liam”, confessa. “E sei que Noel Gallagher também iria preferir. Porque somos melhores juntos. Sou bem seguro disso – e ele também” (Noel, que prepara um álbum com a banda solo dele, High Flying Birds, recentemente indicou à Rolling Stone EUA que não está pronto para ser recíproco em relação aos sentimentos do irmão: “Literalmente não tenho opinião”).

Na verdade, Liam está feliz só por estar trabalhando novamente. Ele manteve o impulso do Oasis por alguns anos com o Beady Eye, banda que incluiu todos integrantes que estavam no antigo grupo, menos Noel, e que chegou ao fim por volta de 2013 – na mesma época que o casamento de Liam implodiu após as revelações de que ele seria pai de uma criança, filha de uma mulher de Nova York. Liam estava solteiro, sem emprego, sem nenhuma das coisas que definiram a vida dele. Ele se afundou. Ele bebeu muito. “Não havia shows”, lembra. “Senti-me como uma sombra… Estava perdido. Pensava: ‘Porra, como vou sair dessa?’”.

Eventualmente, ele se mudou para um “bom castelo” na Espanha, começou a correr e encontrou a atual namorada, Debbie Gwyther, que é uma presença constante e calmante na vida dele. Ao todo, contudo, foram “quatro anos de inferno, com advogados de divórcio e toda aquelas porras do caralho. Então passei quatro anos para pensar bem sobre o que quero na vida. Não estou em busca de sucesso. Já tenho mais do que suficiente na vida. Tenho tudo. Tenho mais do que tudo. Só quero voltar a fazer música, entende o que quero dizer? Cantar músicas, sabe?”.

Ele continua sendo um partidário e um defensor da ideia particular de que rock & roll tem de envolver uma perspectiva da classe trabalhadora, guitarras altas e periódicos comportamentos errados no estilo Keith Moon. “Rock & roll, para mim, é um negócio muito sério”, ele admite, reservando uma ira particular para a banda de quem o irmão, Noel, está abrindo os shows atualmente (incluindo apresentações este ano, no Brasil).

“O U2 é a banda de rock mais merda do mundo. Quando foi a última vez que vocês fizeram alguma coisa relacionada ao rock? Vocês não são uma banda de rock!”. Ele gosta de hip-hop (ou “hip-’op”, como ele fala), mas apenas dos mais antigos, tendo aversão a rappers “que usam jeans skinny… Tipo os Kanye Wests e o rap de designer do caralho – não suporto isso”. E EDM? “Isso é tipo, dance music? Tipo Calvin Harris? Foda-se isso. Música dos infernos”. Ele sempre amou bons ganchos pop, contudo – descobriu a própria voz como um adolescente cantando junto a faixas do tipo “Like a Virgin”, de Madonna, no rádio (“Eu amo essa!”).

O rock britânico pós-Oasis teve muitas bandas “classe média”, ele argumenta. Os Gallaghers cresceram vindo da classe trabalhadora de Manchester, com um pai ausente, e a consciência social de Liam se estende a um evento particularmente horripilante em que 80 pessoas, a maioria delas pobres, foram mortas em Londres, em um incêndio recente. “A porra de um quarteirão foi basicamente destruído por vocês, um monte de idiotas tentando guardar dinheiro”, atira, culpando as “pessoas ricas” por colocarem material inflamáveis no prédio. “Não fique se lamentando – você tem que ficar é puto pra cacete. Está tudo bem ficar puto, entende o que quero dizer?”.

Resenha: Liam Gallagher se apoia no britpop do Oasis e em baladas no estilo Beatles em estreia solo

Ele se acalmou um bocado desde os dias mais selvagens – que, segundo aponta, começaram antes do Oasis. “Eu já usava LSD puro, cogumelo, cocaína, todo tipo de merda antes de me colocar em frente a um microfone”, diz. “Não sou uma casualidade, cara. Não sou Pete Doherty… Tenho um pouco de disciplina. Nunca usei heroína, nunca me afundei tanto na cocaína. A gente não era tipo a porra da Stevie Nicks.”

Atualmente, ele diz, “me divirto, mas não estupidamente até 6h da manhã. Uma ressaca agora é como ser capturado pela porra do Talibã. Demora uns três dias para me recuperar totalmente. Então seleciono meus dias.”

Ele tem sentimentos complicados em relação a Noel, e parece se sentir genuinamente traído pelo que encara como a transformação do irmão. “Aquele moleque é um mala”, diz. “Um cretino, virou classe média. Virou o establishment. É um deles. Ele está todo, tipo, o Sr. Puro e Correto. Do jeito que ele toca as músicas do Oasis é como se alguém tivesse sugado a vida delas, porque ele não quer as pessoas pulando para cima e para baixo como antigamente”. Já Liam está tocando as músicas do catálogo do Oasis do jeito que elas fora gravadas – e diz que nem se importa em dar instruções à banda de apoio dele, presumindo que eles conheciam as gravações originais. E, independente do quão distantes os dois tenham ficado um do outro, ele sente claramente cada palavra que o irmão escreveu: “Ele é só um veículo nisso tudo”, argumenta. “Somos todos veículos. As músicas não exatamente pertencem a ele. Elas também não pertencem a mim.”

Em um nível mais profundo, ele culpa Noel por, em sua visão, ter abandonado ele e o Oasis. “Ele ia desativar a banda”, diz. “E ele sabe que eu descobri isso, agora é como se ele quisesse que eu simplesmente sumisse. Como se eu nunca tivesse sequer pisado na Terra, sabe? Bem, tenho novidades para ele – estou de volta, mano! Você acha que vai conseguir desativar minha banda e eu vou ficar tranquilo com isso? Nem pense nessa merda, cara! Vou fazer com que as pessoas saibam, até o dia que eu morrer, que ele se aproveitou de mim e me abandonou.”

O rosto dele está ficando levemente vermelho a esta altura, e ele está vagando pelo cômodo novamente. “Eles tentaram me tratar como a porra de um baterista ou alguém contratado”, confessa. “Eu sou a porra da cara da banda! Sou a voz da banda, e isso significa pra cacete”. Ele suspira e sorri. “Chega de perguntas sobre Noel. Vou ter um ataque cardíaco!”.

Até mesmo nos tempos mais difíceis, Liam nunca ficou perigosamente depressivo. Ele ficou surpreso e chocado com os suicídios de Chris Cornell e Chester Bennington, como ficou com o de Kurt Cobain, décadas atrás. “Estão matando os John Lennons por aí”, teoriza. “Sua vida é preciosa. A vida é como a porra de um avião, cara. Turbulências vão surgir no caminho. Você tem que acreditar profundamente que vai chegar no destino final, aí tudo vai ficar bom pra caralho”. Entende o que ele quis dizer?

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Pentakill: conheça a história da banda virtual que transformou o conceito da música de games

RollingStone - seg, 09/10/2017 - 16:37

“As pessoas ainda acreditam que músicas de videogame são apenas consequência dos projetos, ou só alguns ‘beeps e bops’.” A máxima apontada por Viranda Tantula, produtor da Riot Games, é colocada á prova pelo Pentakill. A banda virtual formada por personagens do popular League of Legends — que tem 100 milhões de jogadores mensais ao redor do mundo — alcançou o topo da parada de heavy metal em 2017 com o novo disco Grasp of the Undying.

E o que hoje representa um fenômeno, começou de maneira trivial. “É um projeto que nasceu de uma paixão e evoluiu ao longo dos anos! Pensamos que ia ser divertido fazer versões ‘metal’ de dois dos nossos campeões [personagens]. Mas nosso público se engajou tanto na ideia que fizemos três outros, e formamos a banda completa”, relembra Tantula. “Entre 2013 e 2014, o investimento alcançou o auge com a decisão de quebrarmos completamente as barreiras e gravar um disco real [o EP Smite & Ignite].”

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Ainda que Grasp of the Undying tenha sido realizado pelos compositores e designers de som da Riot, o álbum também conta com colaborações de alguns nomes importantes do gênero. Tommy Lee, ex-Mötley Crüe, Danny Lohner, que já trabalhou com o Nine Inch Nails, e Noora Louhimo, vocalista do Battle Beast, dão peso ao LP de estreia do Pentakill.

Mas Tantula afirma que nem sempre foi tão fácil recrutar artistas como eles para projetos de LoL. “Na verdade era bem difícil”, comenta. “Especificamente com o Pentakill pudemos superar esse obstáculo com um pouco mais de facilidade, porque parece haver uma grande parcela de fãs de metal que também são amantes de games. E, uma vez que perceberam que estávamos fazendo um álbum de metal genuíno e sólido em termos técnicos (e não apenas um disco de videogame), se sentiram impulsionados a embarcar no projeto.”



Com as barreiras superadas, Tantula espera que Grasp of the Undying não habite somente o universo de LoL, mas que se torne um cidadão do mundo. “Nosso objetivo era fazer um álbum que os jogadores gostassem, mas que também fosse autêntico para fãs de metal.” Para ele, a oportunidade de mesclar essas duas áreas do entretenimento “é uma honra”.

“É incrível ter encontrado um projeto em que conseguimos quebrar a parede e chegar no ‘mundo real’, conectando nossa música e nossos personagens de uma maneira muito divertida.” Ouça Grasp of the Undying abaixo.

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Perdeu a Expomusic? Veja 8 novidades apresentadas na Feira

Terra Música - seg, 09/10/2017 - 15:43
Visitei os principais stands da Expomusic, que rolou no Anhembi, em São Paulo, entre quarta- ...
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Liga da Justiça: personagens homenageiam Super-Homem em novo trailer

RollingStone - seg, 09/10/2017 - 14:49

No último domingo, 8, a Warner Bros. revelou o novo trailer de Liga da Justiça, o blockbuster super-herói do universo cinematográfico da DC.

O teaser esclarece mais sobre a presença do Super-Homem (interpretado por Henry Cavill) na trama. Clark Kent aparece em um flashback que antecede a história de Batman vs Superman: A Origem da Justiça (2016), e as cenas seguintes exibem o caos instaurado após a morte dele.

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“Movido pela fé restaurada na humanidade e inspirado pelos atos altruístas do Super-Homem, Bruce Wayne recruta sua mais nova aliada, Diana Prince, para enfrentar um inimigo ainda maior”, informa a sinopse do filme.

“Juntos, Batman e Mulher-Maravilha trabalham rapidamente para encontrar um time de super-heróis e lutar contra a mais nova ameaça. Mas apesar da equipe de peso — formada também por Aquaman, Ciborgue e Flash —, é possível que já seja tarde demais para salvar o planeta de um ataque de proporções catastróficas.”

O trailer, embalado pela cover do Gang of Youth de “Heroes”, do David Bowie, antecipa o filme que chega em 16 de novembro aos cinemas. Assista ao novo teaser abaixo.


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Luan lança clipe "Acertou a Mão" em clima de romance

Terra Música - seg, 09/10/2017 - 14:26
Luan Santana lançou com exclusividade o clipe de "Acertou a Mão" no palco do "Domingão do ...
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Amy Winehouse: família negocia musical sobre vida da cantora

RollingStone - seg, 09/10/2017 - 13:04

A família de Amy Winehouse está negociando um projeto que irá transformar a vida da cantora em um musical. A diva do soul morreu de overdose aos 27 anos, em setembro de 2011.

A vida, trajetória até a fama, problemas e batalhas contra vícios foram retratados no aclamado documentário Amy, de 2015. Mas os parentes da artista querem contar os fatos sob uma nova perspectiva.

Sete motivos para assistir à Amy

Em uma entrevista ao The Sun, o pai de Amy, Mitch, afirmou que gostaria de levar a vida da filha aos palcos. Porém, com um foco maior na música, e não na batalha contra as drogas.

“Estamos negociando a realização de um musical que celebre sua vida para um futuro próximo. Queremos fazer algo que lembre Amy pelo que ela foi, que vai muito além das drogas e do álcool.”

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Noel Gallagher’s High Flying Birds antecipa disco com a dançante “Holy Mountain”; ouça

RollingStone - seg, 09/10/2017 - 12:24

“Até o dia que eu morrer, vou acreditar que esta é uma das melhores músicas que já escrevi.” A opinião decisiva é de Noel Gallagher e a peça em questão é “Holy Mountain”, primeiro single de Who Built The Moon?, terceiro disco dele ao lado da banda High Flying Birds. Em um comunicado enviado à imprensa, o músico comentou: “Meus filhos a amaram, os filhos dos meus amigos a amaram, e tenho certeza que ‘as crianças’ vão amá-la também.”

Liam contra Noel Gallagher: uma breve história da eterna briga entre os irmãos do Oasis

O novo álbum chega em 24 de novembro, pouco mais de um mês após As You Were, LP de estreia solo do irmão e ex-colega de Oasis, Liam Gallagher. A canção, que conta com Paul Weller nos teclados, reforça a ideia experimentalista passada pelo teaser que anunciou o trabalho no último dia 24 de setembro. Assista ao trailer e ouça “Holy Mountain” abaixo.

Em breve, é possível que os brasileiros tenham a chance de ouvir a nova música do mais velho dos Gallagher ao vivo. Isto porque o artista desembarca no país no dia 19 de outubro, como convidado especial da turnê do U2. A banda comandada por Bono Vox e o Noel Gallagher’s High Flying Birds têm quatro shows marcados em São Paulo, que acontecem até o dia 25 de outubro.

Track list de Who Built The Moon?

1- “Fort Knox”
2- “Holy Mountain (Featuring Paul Weller on organ)”
3- “Keep On Reaching”
4- “It’s A Beautiful World”
5- “She Taught Me How To Fly”
6- “Be Careful What You Wish For”
7- “Black & White Sunshine”
8- “Interlude (Wednesday Part 1)”
9- “If Love Is The Law (Featuring Johnny Marr on harmonica)”
10- “The Man Who Built The Moon”
11- “End Credits (Wednesday Part 2)”

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Reverente ao hard rock em sua forma mais pura, banda paulistana Monodrive lança segundo EP no Manifesto, em São Paulo

RollingStone - dom, 08/10/2017 - 15:26

Vestindo uma camiseta do Guns N’ Roses, Alexandre Gidaro, vocalista da Monodrive, logo de início deixou claro a que veio a banda paulistana. O quarteto subiu ao palco do Manifesto para apresentar seu segundo EP, Volume 2, que chegará às plataformas digitais em breve. Formada também por Allan Fernandes, guitarrista que tem Eddie Van Halen como a maior influência, o baixista Eduardo Rod (que acaba de se juntar ao grupo) e o baterista Alexandre Maebashi, o Monodrive abriu a noite do último sábado, 7, no famoso bar roqueiro da capital paulista. A data ainda traria bandas com covers de Judas Priest e Metallica.

A performance começou com as quatro faixas do novíssimo trabalho: “Águas Passadas”, “Mais uma Vez”, “Pra te Agradar” e “Quando Ela Vem”. As canções, em geral, tratam de relacionamentos, assim como “Três se Der” e “Na Estrada, duas das três canções do primeiro EP, Na Estrada (2015), que fizeram parte do show.

“Elas são sobre relacionamentos e dilemas pessoais, mas sempre buscando a história da superação, de acreditar em si mesmo”, definiu Gidaro posteriormente, conversando com a reportagem do camarim. “O rock é um pouco isso. Enquanto todo mundo fala que ele não tem espaço e que está em uma descendente, ao passo que todos os outros gêneros crescem... a gente fazer um rock como esse é exatamente isso [superação].”

A exceção é a faixa “Me Engana”, também do primeiro EP. “Essa música tem a ver com o momento que passamos no país hoje, apesar de ter sido escrita há muito tempo. As coisas ainda não mudaram, mas quem sabe não mudam?”, questionou o vocalista antes de começar a executar a canção, a autoral mais comemorada pelo público, que encheu a casa durante a apresentação, mesmo ela sendo a de abertura. A letra fala sobre se deixar enganar sem oferecer qualquer resistência.

“O rock também tem esse papel de manifestar opinião, se posicionar politicamente”, disse o frontman em entrevista. “Tivemos vários movimentos do rock que fizeram isso, e mesmo a gente sendo uma banda de hard rock, tem momentos em que é preciso olhar para o que acontece no nosso dia a dia e se posicionar.”

Os 40 minutos de show chegaram ao fim com a energia lá no alto graças às covers de “Back in Black” (AC/DC) e “Welcome to the Jungle” (Guns N’ Roses), os sons “que trouxeram a gente até aqui”, conforme apresentou o líder do grupo.

O show e o papo com os integrantes deixaram bem claro que o “monodrive” da banda, ou seja, a força principal que a move, é ter muito respeito pelo rock autêntico e puro pelo qual os integrantes são influenciados. “O grande lance do Monodrive é misturar canções bem melódicas com refrãos trabalhados, mas fáceis de cantar”, explica Gidaro. “São músicas vibrantes, mas com uma energia diferente, algo que no rock nacional é muito raro de ouvir. Isso sem perder as nossas referências, a essência, os sons que trouxeram a gente até aqui.”

“É uma via”, complementa Allan Fernandes. “Nunca quisemos ficar nessa de misturar tudo, colocar eletrônico etc. Não! A gente toca rock and roll, com influências de hard rock, e é isso.”

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Como o Poison superou o mar de críticas para se tornar a última grande banda do rock farofa na ativa

RollingStone - dom, 08/10/2017 - 14:18

Em uma sala dentro de uma arena na cidade norte-americana de Manchester, New Hampshire, os integrantes do grupo de glam metal oitentista Poison estão conversando sobre as regras do tradicional encontro com os fãs, todos aparentando entusiasmo, mas apenas um deles colocando coração e alma naquilo. É Bret Michaels, de 54 anos, vocalista e principal atração do Poison, um cara bem-humorado e agitado que ama, acima de tudo, incendiar a plateia em nome de sua banda. O Poison é um exemplo improvável de perseverança – contra todas as probabilidades (vício em cocaína, brigas feias entre os membros, colisão da Ferrari de Michaels contra um poste, o de sempre), nunca se separou.

“Pois é, cara. Outro dia mesmo falei para o Vince [Neil, vocalista do finado Mötley Crüe]: ‘Vince, junte a banda de novo e faça shows três meses depois’”, diz Michaels. “Ele respondeu: ‘Não, acabou mesmo, cara. Já deu’. Sabe, só pensei mesmo nisso agora, mas daquela época realmente somos a última banda restante.”

Ao longo do caminho, claro, quase chegaram ao fim em vários momentos. No começo, depois de estourar com o primeiro álbum, Look What the Cat Dragged In (1986), que gerou três singles de sucesso, tudo girava em torno dos perigos de uma vida de excessos. Mais recentemente, a questão foi basicamente o desejo de Michaels de fazer uma turnê solo, deixando o guitarrista, C.C. DeVille, o baixista, Bobby Dall, e o baterista, Rikki Rockett, coçando a cabeça e sem saber o que aconteceria. Então, há dois anos, Rockett teve um câncer (hoje, está curado). Na última década, o próprio Michaels teve um problema de saúde atrás do outro, o maior deles tendo sido uma hemorragia cerebral que quase o matou em 2010.

No entanto, hoje ele parece bastante empolgado, com seu característico cabelo supercomprido (metade natural, metade feito “das melhores extensões europeias que o dinheiro pode comprar”) preso pela bandana e pelo habitual chapéu de caubói. Ele vagueia pela sala cheio de energia hiperativa e sorrisos enormes, enquanto os membros da banda cumprimentam os fãs e fazem poses de deuses do rock para fotos em grupo.

Depois, Michaels vai para o camarim, onde uma dose de uísque Jameson o aguarda em um copo vermelho. Ele manda ver. Sempre gosta de tomar uma ou duas doses antes dos shows. “É meu ritual”, afirma. “Me deixa aceso, me faz sentir um cara do rock e fico bem.”

Ele enfia os pés dentro de um par de tênis de pele de leopardo feito sob medida (“Tem de haver pele de leopardo no rock”), corre para o banheiro para aplicar delineador (o último vestígio dos primeiros dias da farofa do hair metal) e junta DeVille (55 anos, olhos malucos, apressado), Dall (53, tranquilo, meio hipster) e Rockett (55, simpático, o cara mais legal) em um abraço em círculo.

“Olha”, ele começa, “só quero dizer: Deus, vamos fazer um show incrível e obrigado por nos dar a saúde do Rikki e todas as grandes harmonias, e Deus nos dê a serenidade para aceitar as coisas que não podemos mudar... amém. Vamos mandar ver. Ok, agora preciso de mais uma dose de Jameson antes de começar”.

Alguns momentos depois, os quatro estão no palco, juntos pela primeira vez em cinco anos como o Poison, tocando os acordes iniciais de “Look What the Cat Dragged In”.

De todas as bandas de glam que saíram da Sunset Strip, em Hollywood, nos anos 1980 – como Ratt, Dokken, Stryper, Mötley Crüe, Warrant e milhares de outras –, nenhuma foi mais odiada e detonada do que o Poison. Uma resenha de uma estrela dada pela Rolling Stone na época acabou com a música da banda, chamando-a de um compêndio de “clichês flácidos em três acordes”, com letras que se resumiam a “um tour guiado pelo inferno dos bordões do rock”. Ainda assim, eles continuaram bravamente, pegando o visual glamouroso da época e o levando muito além até dos níveis da paródia.

“É o show business”, disse Michaels em 1987. “Queremos que as pessoas se lembrem de nós. E elas se lembram de rapazes maquiados.”

O Poison vendeu mais de 25 milhões dos três primeiros discos – Look What the Cat Dragged In (1986), Open Up and Say... Ahh! (1988) e Flesh & Blood (1990) –, só que a flanela e o grunge tomaram o lugar do glam e do glitter e, com isso, o lugar do Poison no topo. Nos anos que se seguiram, a banda pegou leve na farofa e lançou mais quatro álbuns de estúdio – o último com material original foi Hollyweird (2002) –, mas as vendas foram mornas. No entanto, estão aqui agora, prestes a tocar para os mesmos fãs que, nesse tempo todo, encontraram consolo e alegria na atitude descarada e incansavelmente positiva de Michaels com relação à sua música.

“Você não consegue ficar aqui durante 30 anos por acidente”, ele defende. “Estou confortável sendo quem sou e você precisa ser verdadeiro com quem é. Quando vê um show do Poison, começamos com ‘Cat Dragged In’ e ‘Talk Dirty to Me’, desde sempre. Só quero que todos se divirtam muito. Meu discurso é sempre o mesmo: ‘Mandem ver, sejam reais, mas sejam relevantes’. Não tenho saudade dos dias de glória. Este é meu dia de glória!”

É difícil não gostar de alguém que diz esse tipo de coisa e parece ser sincero, embora tudo talvez seja atuação e ele na verdade seja uma espécie de excelente homem de negócios – o tipo sagaz que assinou contrato para estrelar um reality show brega de namoro chamado Rock of Love with Bret Michaels, que durou três temporadas a partir de 2007, e que, em 2010, venceu o Celebrity Apprentice 3. Além disso, Michaels tem a própria linha de malas, a própria fragrância, a própria linha de roupas para animais de estimação, etc. Nesse sentido, é uma máquina de autocapitalização.

Os amantes do Poison aqui em New Hampshire estão, neste momento, com a atenção voltada para DeVille. Ele está concluindo a cover da banda para “Your Mama Don’t Dance” (do Loggins & Messina) com um extenso solo de guitarra que permite a Michaels sair correndo do palco e entrar em uma sala onde, como faz duas vezes durante qualquer show, espeta o dedo, pinga uma gota de sangue em um medidor de glicose e espera o resultado do teste. Ele tem diabetes desde os 6 anos e constantemente checa o nível de açúcar no sangue – se está alto demais, injeta insulina em si mesmo; se está baixo demais, toma glicose líquida, como agora. Então, pega um lápis para olho e retoca a maquiagem, borrifa um pouco de colônia Roses and Thorns by Bret Michaels, olha para o espelho para ajeitar a bandana, volta correndo enquanto DeVille toca o potente riff de abertura de “Fallen Angel” e, 20 minutos depois, encerra a noite com “Nothin’ But a Good Time”.

Em 2010, quando a hemorragia cerebral o derrubou, Michaels foi levado de cadeira de rodas para o pronto-socorro e ouviu um médico dizer que, caso tivesse filhos (tem duas meninas, Raine Elizabeth, de 17 anos, e Jorja Bleu, de 12, com Kristi Lynn Gibson), deveria chamá-los imediatamente, já que a chance de morte aparentemente não estava descartada. Mesmo naquele momento, e durante o resto da internação, ele diz que a bandana não saiu da cabeça. É um pouco estranho. Por que faria isso? Um tempo depois, conversando com Oprah Winfrey, explicou a constante presença do acessório da seguinte maneira: “Falei: ‘Se é para morrer, quer morrer como um roqueiro’.”

Depois de um show no cassino Mohegan Sun, em Connecticut, Michaels e os rapazes estão no camarim, enxugando o suor e dando opiniões sobre como foi a apresentação, embora DeVille possa ser ouvido do corredor, gritando sobre como “Papai Noel é Satã. Ambos usam roupa vermelha, você nunca os vê na mesma imagem, são a mesma pessoa”.

Pouco depois, Rockett conta uma história sobre Michaels dos dias pré-glória da banda, quando todos moravam em um armazém no qual “dava para ouvir o outro cara trepando e peidando e tudo o mais” e para onde, uma noite, ele e Michaels levaram duas meninas e começaram a transar. “Então, estou com essa garota e depois de uns três ou quatro minutos ela me diz: ‘Tem alguma coisa errada com seu vocalista?’ Porque o Bret está do outro lado da sala com a menina e ela está choramingando. Fui até lá e ele estava desmaiado, de calça arriada. Dormiu em cima da menina. Então, o agarrei pela calça e pelo colarinho da camiseta e o tirei dali. Foi como separar dois cachorros, entendeu?”

Bem em tempo de pegar o final da história, Michaels se aproxima e diz: “Viu, é assim que começa. Agora vamos nos socar muito. Mas é verdade, realmente apaguei em cima dela”.

Rockett continua: “Só ouvi o choro e ela era pequenininha, acho que asiática, não lembro, mas o Bret não é enorme...”

Michaels interrompe falando alto. “Opa, opa, espera aí”, reclama. “Meça suas palavras. Ok, estou caindo fora. Isso vai dar merda.” Ele realmente sai, mas só consegue ficar longe por pouco tempo até voltar e dizer: “Só quero que você saiba que não desmaiei com todas as groupies, ok? Essa foi a única vez” – depois disso, parece que seu ego não lhe deixa escolha não ser acrescentar: “E depois, bom, acordei e terminei o serviço”.

Rockett está perambulando com uma toalha nos ombros. Gente o cumprimentando e os outros integrantes da banda estão preenchendo o ambiente e parece que ele só quer que todos saiam para poder tomar um banho sossegado. Ninguém se dá conta, o que o força finalmente a dizer: “Ei, alguém quer ver meu pau?”

De repente, a sala esvazia e só Michaels fica para trás, dizendo: “Quer dizer, esta banda deveria estar morta e enterrada faz tempo, mas não está. Somos uma banda norte-americana de rock cheia de suor, suja, e estamos prosperando e sobrevivendo”. Ele prossegue, sem prestar atenção à ameaça de Rockett, porque é o último dos astros de rock da era do glam metal e, sem ele, ninguém daria a mínima para o pau do baterista.

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Resenha: Liam Gallagher se apoia no britpop do Oasis e em baladas no estilo Beatles em estreia solo

RollingStone - sex, 06/10/2017 - 18:00

Talvez seja o mais próximo que Liam Gallagher pode chegar de um pedido de desculpas. “In my defense all my intentions were good” (“Em minha defesa, todas as minhas intenções foram boas”), o ex-vocalista do Oasis afirma no disco de estreia solo dele – As You Were, lançado nesta sexta, 6 –, em uma música que compartilha o título com “For What It's Wort”, do Buffalo Springfield.

Liam contra Noel Gallagher: uma breve história da eterna briga entre os irmãos do Oasis

“But I am a dreamer by design” (“Mas eu sou um sonhador por natureza”), Gallagher acrescenta, como uma descrição do estrelato tão boa quanto qualquer coisa que ele cantava no Oasis, diretamente dos cadernos do irmão, Noel Gallagher.

Oito anos depois da separação conturbada da ex-banda dele, Liam coloca sua voz característica em um repertório original, sólido e reflexivo, que se apoia no modelo do Oasis – britpop robusto, baladas no estilo Beatles – e frequentemente o revigora.

Assim como o irmão, Liam cita abertamente as inspirações: “She's so purple haze” (“Ela é tão ‘purple haze’”, referência a Jimi Hendrix na adequadamente viajada “When I'm in Need”); “Angels, gimme shelter/Cause I'm about to fall” (“Anjos, dêem-me abrigo/ Pois estou prestes a cair”, aceno aos Rolling Stones na mais pesada e vibrante, “You Better Run”).

Há mudanças pequenas que dão uma renovada no tom clássico também: a mudança cortante de riff e a caída do vocal em “Greedy Soul”; o urro ecoado de Gallagher navegando pela acid-folk “Chinatown”.

As You Were carece de uma especialidade do Oasis – a franca e espotânea confusão. No entanto, se o disco está alguns passos atrás do melhor já produzido pela banda, ele traz Gallagher compondo de maneira a se fazer acreditar e cantando como se o sonho rockstar dele ainda não tivesse acabado.

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