Funeral de Malcolm Young, do AC/DC, tem homenagem com guitarra lendária

RollingStone - ter, 28/11/2017 - 11:58

Nesta terça-feira, 28, o corpo do guitarrista e cofundador do AC/DC Malcolm Young foi velado em uma cerimônia privada na catedral de St. Mary, em Sydney, na Austrália. Entre os presentes estavam Angus Young, irmão mais novo dele que o ajudou a formar o lendário grupo de rock, e os ex-integrantes Brian Johnson, vocalista que se afastou em 2016 por problemas de audição, e o baterista Phil Rudd.

O músico morreu aos 64 anos no último dia 18 de novembro. Em um comunicado publicado no Facebook, a banda lamentou o ocorrido e falou sobre a demência sofrida pelo artista, doença que o afastou do grupo em 2014, após quatro décadas.

Brian Johnson, do AC/DC, relembra Malcolm Young: “Ele nos ensinou o significado de estar em uma banda”

Além dos membros do AC/DC, os músicos australianos Jimmy Barnes e Angry Anderson compareceram ao funeral. Um grupo de fãs também se despediu do ídolo.

Segundo informações da ABC, a icônica guitarra de Malcolm (apelidada de “the beast”, ou “a fera”, em tradução livre para o português), foi colocada em cima do caixão durante a cerimônia. O funeral foi seguido de um enterro privado. A família pediu que, para homenagear Malcolm, os fãs substituíssem o tradicional gesto de enviar flores por doações ao Exército da Salvação.

O guitarrista deixou a esposa, Linda, dois filhos, Cara e Ross, três netos, além de uma irmã e o irmão. Em 23 de outubro, havia morrido também George Young, irmão deles, que era mentor dos músicos e produtor da banda.

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Revista Rolling Stone escolhe os 50 melhores álbuns do ano

Terra Música - seg, 27/11/2017 - 17:46
O final do ano está se aproximando e com isso as listas de "Melhores do Ano" começam a surgir. ...
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A Explosão da Contracultura

RollingStone - seg, 27/11/2017 - 17:38

Junho de 1967. Por um breve momento, a juventude parecia ter tomado conta do mundo ocidental. Naquele mês, tudo o que vinha sendo fermentado nos anos anteriores explodiu em São Francisco, Califórnia, em um fenômeno social que ficou conhecido como Verão do Amor. Cerca de 100 mil jovens rumaram até a cidade para se estabelecer na vizinhança do distrito de Haight-Ashbury. Foi um movimento espontâneo, com frentes em outras partes dos Estados Unidos e na Inglaterra. Os hippies traziam uma mensagem pacifista e a rejeição de um estilo de vida consumista. E, claro, se opunham aos horrores da Guerra do Vietnã.

Graças à sua herança cultural e posição geográfica privilegiada, em meio a belas praias e ao clima quente e iluminado, a Califórnia foi um local perfeito para o florescer da contracultura. Inspirados pelos ideais libertários e pelo estilo de vida propagado pela cultura beat, muitos jovens abandonaram a vida “convencional” e passaram a morar em comunidades onde tudo era compartilhado. Grupos organizados, como o Diggers, mantinham a ordem e cuidavam da assistência médica e da alimentação.

Não era apenas um modo alternativo de viver. Era também o retrato de uma efervescência cultural que iria mudar o panorama pop. Em 14 de janeiro de 1967, ocorreu o primeiro ponto alto desse processo, o Human Be-In, evento que juntou diversas tribos na Golden Gate, em São Francisco. Esse prelúdio do Verão do Amor reuniu cerca de 30 mil pessoas e juntou palestras, atividades culturais e shows. O mote inicial era protestar contra o decreto que bania o uso de LSD na Califórnia. As drogas lisérgicas eram uma das principais forças da contracultura e tinham como principal guru o doutor Timothy Leary, um ex-professor universitário que decidiu abandonar o sistema. Foi lá que ele entoou a célebre frase “Turn on, tune in, drop out” (algo como “fique ligado, entre de cabeça, caia fora”). Personalidades como o poeta beat Allen Ginsberg marcaram presença, além de diversos artistas que acabaram estabelecendo a cena musical de São Francisco, entre eles The Jefferson Airplane, The Grateful Dead e Janis Joplin & Big Brother and the Holding Company.

O Human Be-In causou um impacto tão grande que um novo evento foi marcado para o verão que se aproximava. Em maio, o cantor Scott McKenzie lançou a canção “San Francisco (Be Sure to Wear Flowers in Your Hair)”, escrita por John Philips, do grupo The Mamas and the Papas.
Era um convite sedutor, uma poderosa propaganda para o vindouro Verão do Amor. O single vendeu mais de 7 milhões de cópias e se tornou o hino definitivo da era hippie. Mas quando os Beatles lançaram Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, no dia 1º de junho, a contracultura ganhava mais do que um hino – ganhava uma declaração de princípios.

Como profetizou Scott McKenzie, uma quantidade surpreendente de jovens rumou a São Francisco e entupiu as ruas na região de Haight-Ashbury. Muitos deles também foram a eventos como o Fantasy Fair and Magic Mountain Music Festival e o Monterey Pop Festival, que marcou o ápice do Verão do Amor. O festival, realizado de 16 a 18 de junho, reuniu cerca de 60 mil pessoas e hoje é considerado o primeiro grande evento do tipo na história do rock. Vários ícones se consagraram lá, como Jimi Hendrix e The Who, que eram praticamente desconhecidos nos Estados Unidos. Janis Joplin e Otis Redding viraram superastros depois de Monterey. Filhos da cena local, como Jefferson Airplane e The Grateful Dead, também marcaram presença, além de hitmakers como The Mamas and the Papas, The Byrds, Bufallo Springfield, Johnny Rivers e The Association. Paralelamente, Ravi Shankar mostrou a força da música indiana. As memoráveis apresentações foram registradas em um filme homônimo dirigido por D.A. Pennebaker.

O flower power (“poder da flor”) se tornou palavra de ordem. Mas nem tudo era paz e solidariedade. Haight-Ashbury ficou pequena para tanta gente; houve uma explosão do abuso de drogas e da criminalidade. Quando junho terminou, muitos jovens voltaram para casa e São Francisco retornou, gradativamente, a uma certa normalidade. Independentemente disso, o que hoje é visto como apogeu hippie mudou a música, a moda, a cultura pop. Foi na esteira daquele momento que, inspirados pelos eventos ocorridos em São Francisco, Jann S. Wenner e Ralph Gleason criaram uma publicação chamada Rolling Stone. Não fosse o Verão do Amor, você não teria esta revista em mãos.

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Phil Collins traz turnê solo pela primeira vez ao Brasil em 2018

RollingStone - seg, 27/11/2017 - 14:04

Phil Collins anunciou três shows no Brasil em 2018. Em fevereiro, o britânico passará pelo Rio de Janeiro (Estádio do Maracanã), no dia 22, por São Paulo (Allianz Parque), no dia 24, e Porto Alegre (Beira Rio), no dia 27.

Após ficar afastado dos palcos por 10 anos, ele retorna com a turnê The Legendary Phil Collins Live, que na América Latina também contará com apresentações no México, Peru, Chile, Uruguai, Argentina e Porto Rico. Esta será a primeira vez que o músico faz shows solo no Brasil, já que a última vez que esteve no país foi em 1977, com a banda Genesis.

Phil Collins sai da aposentadoria e se apresenta pela primeira vez em quatro anos na escola dos filhos; assista

Os ingressos começarão a ser vendidos no dia 7 de dezembro, pelo site da Eventim. Os preços variam de acordo com a localidade, mas no geral ficam entre R$ 270 e R$ 760, com opções de meia-entrada.

O disco de inéditas mais recente de Collins é Going Back (2010), que antecedeu o anúncio da aposentadoria dele, em 2011. No ano passado, o artista lançou uma coletânea com os maiores sucessos da carreira, Take a Look at Me Now.

Phil Collins no Brasil

Rio de Janeiro
22 de fevereiro, quinta-feira
Estádio Maracanã - Av. Pres. Castelo Branco, Portão 3 - Maracanã, Rio de Janeiro
Entre R$ 270 e R$ 750, com opções de meia-entrada, pelo site da Eventim

São Paulo
24 de fevereiro, sábado
Allianz Parque - Av. Francisco Matarazzo, 1705 - Água Branca, São Paulo
Entre R$ 350 e R$ 760, com opções de meia-entrada, pelo site da Eventim

Porto Alegre
27 de fevereiro, terça-feira
Beira Rio - Av. Padre Cacique, 891 - Praia de Belas, Porto Alegre
Entre R$ 270 e R$ 680, com opções de meia-entrada, pelo site da Eventim

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Noel Gallagher conta quem ele gostaria de ter como atração de abertura dos shows dele

RollingStone - seg, 27/11/2017 - 14:01

Noel Gallagher acabou de lançar o disco Who Built The Moon? (ele, inclusive, estampa a capa da edição atual da Rolling Stone Brasil) e deve sair em turnê com o trabalho já em 2018. Em entrevista recente à Radio X, ele comentou sobre quem gostaria de ter como atração de abertura dos próximos shows dele.

“Voltei de Nova York um dia desses e estava na cozinha com meus dois filhos, que, como vocês sabem, têm dez e sete anos de idade”, disse o ex-guitarrista do Oasis. “Pedi a um deles para tirar a blusa enquanto almoçava. Ele disse – e eu nunca tinha ouvido isso antes – ‘Mans not hot’. E eu fiquei tipo, o que? E ele disse, de novo: ‘Mans not hot’. E eu: ‘Quem não está quente?’. E ele respondeu: ‘O homem’.”

(matéria de capa) Noel Gallagher: “Se o rock está morto, sabe o que o matou? A música rock”

A história se trata de uma referência à música “Mans Not Hot” (literalmente traduzida para ‘o homem não está quente/com calor’ ou ‘o homem não está com tesão’), cujo vídeo se tornou uma espécie de meme do grime – subgênero britânico do hip-hop – ultrapassando as 70 milhões de visualizações só no YouTube. Big Shaq, rapper que assina a divertida canção, é um personagem criado pelo comediante Michael Dapaah. Na música, o refrão traz algo como “A garota me disse: ‘Tire a jaqueta’/ Mas eu disse: ‘O homem não está com calor/tesão’.”

Gallagher seguiu contando a história do filho: “Ele continuou falando sobre Big Shaq. Eu nunca tinha ouvido falar dele até três dias atrás. É a coisa mais engraçada que eu já vi na vida. Estava assistindo ao Big Shaq e pensando: ‘Não pode ser real’. Aí descobri que era um comediante chamado Michael Dapaah. Ele é um gênio. A coisa mais engraçada que eu já vi na internet.”

Na entrevista à rádio, o mais velhos dos irmãos Gallagher ainda fez uma apelação: “Se você estiver ouvindo isso, Michael, entre em contato, vamos fazer alguns shows, vai ser incrível!”. Leia a íntegra da nossa matéria de capa com Noel Gallagher.

Abaixo, conheça o vídeo viral de Big Shaq.

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James Cameron revela por que Jack tinha que morrer em Titanic

RollingStone - seg, 27/11/2017 - 13:04

Uma das grandes lamentações da história do cinema mundial é a morte do personagem Jack (Leonardo DiCaprio) no fim de Titanic. O diretor e roteirista do filme, James Cameron, deu uma entrevista ao Vanity Fair recentemente e comentou mais uma vez a questão – desta vez, sendo um pouco mais impaciente em relação a ela.

Para quem não se lembra, a cena final mostra Rose (Kate Winslet) esperando o resgate em cima de uma porta flutuante, enquanto Jack fica mergulhado na água gelada e acaba morrendo de frio. Desde então, as pessoas afirmam que a porta era grande o suficiente para acomodar ambos. Até mesmo a atriz Kate Winslet já chegou a comentar: “Acho que, na verdade, ela poderia tê-lo encaixado naquele pedaço de porta”. Mas eles caberiam naquela tábua? Esta pergunta, aliás, já foi respondida (mas ainda gera dúvidas).

Há quem diga até que o grande segredo é que Rose seria uma psicopata ou que deixou Jack morrer para ficar com todos os desenhos feitos por ele. A cena em questão que se tornou um dos maiores fenômenos na história do cinema, virando meme após diversos fãs mostrarem em imagens e com fórmulas matemáticas que o casal poderia ter sobrevivido e vivido feliz para sempre.

De 1939 a 2002: relembre 20 falas icônicas do cinema

Ao Vanity Fair, Cameron afirmou pensar que é “tudo bobagem, na verdade”. “Se ele tivesse vivido, o fim do filme não teria sentido”, acrescentou. “O filme é sobre morte e separação, ele tinha que morrer. Isso se chama arte, as coisas acontecem por razões artísticas, não para razões físicas.”

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“Tudo ainda parece um grande sonho”, diz corredora que participou pela 2ª vez do Rolling Stone Music & Run após transplante de coração

RollingStone - dom, 26/11/2017 - 02:51

“Quando eu estava na UTI, os Titãs me deram muita força.” Com muito brilho nos olhos, a corredora Patrícia Fonseca relembra a importância da banda durante os 30 anos que lutou contra uma doença cardíaca congênita. “A música mais especial para mim é ‘Flores’. E não só pela letra, mas por como ela me faz sentir.” Quando conversou com a reportagem, ela não sabia ainda que subiria ao palco para cantar a faixa com a banda na Rolling Stone Music & Run.

Há dois anos, Patrícia passou por um transplante de coração. “Eu sempre vivi com pouquinho, mas nunca reclamei. O que dava para fazer dava, e tudo bem. Mas agora eu posso ser o que quiser, quando quiser. É incrível”, afirma. No último sábado, 25, ela participou pela segunda vez da prova de 5km da Rolling Stone Music & Run, que aconteceu no Sambódromo do Anhembi e contou com o show do Titãs. Foi a primeira apresentação da banda que Patrícia conseguiu acompanhar, e com certeza ela foi inesquecível: a corredora foi convidada ao palco para acompanhar os músicos, fazer uma participação especial em “Flores” e contar um pouco da história dela. Patrícia aproveitou a oportunidade para reforçar a importância de ser doador de órgãos.

“A Rolling Stone Music & Run foi a primeira prova que fiz. Estar aqui novamente é muito simbólico para mim, quase que uma afirmação da transformação que vivi. Tudo ainda parece um grande sonho”, conta, encantada com a oportunidade que teve de conhecer os músicos Sérgio Britto, Branco Mello e Tony Bellotto, integrantes da formação original dos Titãs — grupo que hoje conta também com Beto Lee na guitarra e Mario Fabre na bateria.

Além de ter conhecido a banda, Patrícia também realizou o sonho de correr divulgando a causa por qual tanto luta. Após o transplante, ela desenvolveu o site Sou Doador, que busca conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos. “Hoje quase 20 pessoas vieram com a camiseta da minha campanha, e isso é lindo. Meu principal objetivo é fazer com que aqueles que estão na agoniante espera por um transplante saibam que existe alguém fazendo algo por eles fora dos hospitais.”

A sexta edição paulistana do Rolling Stone Music & Run aconteceu no Sambódromo do Anhembi. Realizado pela Rolling Stone Brasil, o evento reuniu cerca de 10 mil pessoas que celebraram os benefícios do esporte e da música. Os atletas, que puderam escolher entre realizar percursos de 5km ou 10km — além da caminhada de 3km —, praticaram a corrida de rua ao som de rock, e desfrutaram de apresentações exclusivas do Warriors e dos Titãs.

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Titãs embala mais de dez mil pessoas na 6ª edição paulistana da Rolling Stone Music & Run

RollingStone - sab, 25/11/2017 - 23:42

A já tradicional corrida de rua Rolling Stone Music & Run chegou à sexta edição paulistana neste sábado, 25. O evento ganhou casa nova: o espaçoso Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte de São Paulo. Desta vez, o Titãs foi responsável por finalizar o dia, com um show que reuniu hits e esteve recheado de momentos emocionantes, incluindo a participação de uma corredora e fã da banda que passou por um transplante de coração e, ano passado, retornou ao esporte correndo 5k na quarta edição da Music & Run, feito que repetiu hoje.

No Anhembi, a capacidade da corrida aumentou: agora foram mais de 10 mil presentes, que esgotaram absolutamente todos os ingressos e puderam escolher entre realizar percursos de 5km ou 10km – fora a caminhada de 3km –, antes do show com open bar de cerveja. Além do Titãs, a banda Warriors também aqueceu o público com dois sets exclusivos, reunindo e reproduzindo clássicos da história do rock, tanto nacional quanto estrangeira.

O começo de noite estava quente, com os termômetros da rua indicando cerca de 30º de temperatura. Por volta de 19h, quando foi dada a primeira largada, contudo, o ambiente já estava mais ameno e chegada dos ventos noturnos contribuiu para a atmosfera agradável para a corrida. A primeira partida aconteceu para o percurso de 5km, sendo seguida pela largada da caminhada de 3km, às 20h, e, por último, a corrida de 10km, meia hora depois.

O Warriors tocou duas vezes: o começo foi às 19h10, saudando os corredores de 5km e fazendo o aquecimento para os que iriam caminhar por 3km. Depois, o grupo subiu ao palco às 20h40, marcando o início do open bar – às 21h –, recebendo os corredores que chegavam e preparando o terreno para as premiações e para a grande atração da noite, o Titãs. Este ano, o Warriors teve uma formação diferente: em vez de Leo Beling, que também é vocalista do Republica, quem assumiu os vocais foram Ana Andrade e Thaís Piza, uma em cada set, ambas somando performances poderosas e muita simpatia, além de Sergio Kachikian, que eventualmente tomou o microfone principal.

“Quem veio correr e quem veio pra tomar cerveja e ouvir rock and roll? Essa é pra todo mundo cantar!”, disse o baixista Arnaldo Rosa, antes de puxar uma performance de “Rádio Pirata”. Além da clássica faixa do RPM, o Warriors foi dos anos 1960 – com “A Hard Day’s Night”, dos Beatles, “Oh, Pretty Woman”, de Roy Orbison – até “Used to Love Her”, lançada pelo Guns N’ Roses nos anos 1990. A banda demandou muita energia e coros do público, passeando por ícones do punk (como “Blitzkrieg Bop”, do Ramones, e “The Kids Aren’t Alright”, do The Offspring) até hinos no rock nacional oitentista, como “São Paulo”, conhecida com os Inocentes.

Não havia dúvidas de que o repertório estava cheio de peso e história, e ainda houve espaço para o pós-punk do The Cure (“Boys Don’t Cry”), o glam de David Bowie (“Rebel Rebel”) e até um aceno a Cássia Eller em “Malandragem”. “Essa vocês não conhecem, é uma música nova, novinha”, brincou Thaís, chamando “Sweet Child O’ Mine”, clássico absoluto do Guns N’ Roses e penúltima na segunda apresentação do Warriors, A faixa levantou a plateia, que já estava bastante lotada. Pouco antes de deixar o palco, a banda ainda tocou “Highway to Hell”, petardo da fase setentista do AC/DC, que rendeu uma breve lembrança a Malcolm Young, guitarrista da banda australiana que sofria de demência há anos e morreu recentemente.

Entre os shows de Warriors e Titãs aconteceu a premiação dos vencedores das corridas. “É muito legal porque aqui é todo mundo muito animado”, disse Mariana Regina Arins, atleta profissional que foi a primeira colocada na prova de 5km. Segundo ela, que é de Santa Catarina e nunca tinha participado da Rolling Stone Music & Run, o diferencial da corrida noturna paulistana, além do astral elevado, é a quantidade de pessoas. “É muita gente! Normalmente corro com 3 ou 4 mil”. Waldecir Delmonte dos Santos, vencedor dos 10km masculino, não corre profissionalmente, mas é veterano na corrida da Rolling Stone. “Já ganhei em 2015 e fiquei em terceiro depois”, conta, orgulhoso. “Vim pela corrida e pelo som também.”

Quem também gostaria de ter competido por um lugar no pódio é o guitarrista Tony Bellotto, do Titãs. "Fiquei pensando em correr e fazer o show, mas achei melhor não. Talvez fosse muita coisa para uma noite só", brincou, em uma conversa que aconteceu poucos minutos antes da eletrizante apresentação da banda. “É ótimo receber a galera cheia de energia. Eles já chegam com a adrenalina lá em cima [após a corrida], e tudo fica melhor quando é somado a rock and roll”, adicionou o tecladista Sérgio Britto.

Bellotto, Britto e Branco Mello são os representantes das raízes oitentistas da banda, que hoje é completada por Beto Lee na guitarra e Mario Fabre na bateria, após a saída de Paulo Miklos, em 2016. Segundo o tecladista (que também está nos vocais e no baixo atualmente), a mudança na formação é um combustível para novos desafios. “Estamos sempre buscando algo que nunca fizemos antes e, de toda a nossa carreira, esta é a fase mais frenética em termos de produção.”

Tanto trabalho irá culminar em uma ópera rock em 2018. “Já gravamos mais de 25 músicas, e agora estamos ensaiando para a apresentação nos palcos. É um projeto muito elaborado, mas também extremamente divertido de se fazer”, comenta Mello. “Estamos muito felizes por poder experimentar novas realidades, e também por sermos pioneiros no assunto no Brasil”, disse Belloto. Do álbum, já se conhecem três músicas: “Doze Flores Amarelas”, “A Festa” e “Me Estuprem”, tocadas pela banda no Rock in Rio, em setembro.

O Titãs subiu ao palco minutos depois das 22h. O Anhembi já estava abarrotado pelas pessoas que haviam corrido e já estavam desfrutando do open bar de cerveja. Depois da saída de Miklos, o quinteto praticamente abdicou do disco mais recente, Nheengatu (2014), no setlist, focando quase exclusivamente nos sucessos mais antigos. Exatamente na data da RS Music & Run, um álbum clássico do Titãs, Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas, completou 30 anos. “Vamos celebrar!”, gritou Sergio Britto antes de tocar a pesada “AA UU”.

O clima estava perfeito, com o calor já bem menos incômodo, e nem o cansaço dos quilômetros percorridos mais cedo afetaram na animação do público. Depois de músicas irreverentes, como “Diversão” e “A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana”, o Titãs pôs o Anhembi a cantar com “Família” e “Sonífera Ilha” – cenas que se repetiriam com as baladas vastamente conhecidas “Pra Dizer Adeus” e “Epitáfio”, entre outras. De inusitado tivemos “32 Dentes”, emblemática canção de Õ Blésq Blom (1989). “A gente não toca faz um bom tempo”, avisou Mello.

Antes de “Pra Dizer Adeus”, Tony Bellotto elogiou os corredores. “Vocês correram 5km e 10km e estão muito animados – isso é muito legal”, disse, antes de pedir ajuda à plateia para cantar a faixa e, curiosamente, dedicar a balada a uma garotinha que estava dançando efusivamente em frente palco desde o começo do show. “Do Barão Vermelho para vocês”, anunciou Britto, antes de cantar a cover da “banda irmã” – como ele se referiu ao grupo – de “Pro Dia Nascer Feliz”, e emendar “Go Back”.

A sequência mais animada, com certeza, foi quando os Titãs enfileiraram “Marvin”, “Homem Primata”, “Polícia” e “Flores”, botando o Anhembi entupido de gente para cantar a plenos pulmões. Em “Flores”, aliás, uma bela homenagem deixou todo mundo emocionado. A corredora Patrícia Fonseca, fã do Titãs que passou por um transplante de coração, subiu ao palco e cantou o hit. “Se eu estou viva hoje é graças a uma doação de órgão e queria dizer que viver é muito rock and roll”, disse ela.

O quinteto saiu do palco aos pedidos de “mais um” e, depois de um breve momento, retornou para o bis, igualmente incendiário, com “Desordem” e a ácida “Bichos Escrotos”. Foi um encerramento tão animado quanto o resto do show, para que todos pudessem voltar para casa de alma lavada.

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Lou Reed: nova biografia relata como um sujeito temperamental definiu os limites do rock por décadas

RollingStone - sab, 25/11/2017 - 09:03

Por ser um dos poucos jornalistas de quem Lou Reed realmente gostava, o colaborador de longa data da Rolling Stone EUA Anthony DeCurtis nunca viu em primeira mão algum comportamento ruim do cantor. Mas, como ele diz, “todo mundo conhece as histórias”.

Quando Reed morreu aos 71 anos, em 2013, DeCurtis começou a trabalhar na biografia do artista, o recém-lançado livro Lou Reed: A Life, ainda sem previsão de chegar ao Brasil. Para conseguir alinhar a obra, ele precisou traçar uma longa caminhada pelo lado obscuro do cantor. Com isso, ele foi bem além dessas histórias que todo mundo conhece.

O Lou Reed que aparece no livro é um artista brilhante, que ajudou a definir o significado de ser cool e a expandir os limites do rock por gerações, realizando uma missão que tomou para si de fundir “o mundo da alta literatura com o rock and roll selvagem”. Mas o cantor também foi – pelo menos nos tempos de juventude – um cara mimado e cruel. Já no ensino médio, em Long Island, Reed era o único adolescente da cidade que sabia onde comprar maconha, já lia a obra do Marquês de Sade, tocava em bandas de rock e frequentava os bares gay da região – mesmo que, para os amigos, Reed parecesse promiscuamente heterossexual. Na Syracuse University, ele repelia a turma das “festas de fraternidades” com suas primeiras experiências no mundo da composição, que resultou em faixas como “The Fuck Around Blues”, traficava drogas e contraiu hepatite ao usar uma agulha contaminada. Ainda assim, contrariando todas as expectativas, conseguiu se formar com honras.

O impacto causado pelo Velvet Underground, na segunda metade dos anos 1960, é um conto mais familiar, e todos sabem como o quarteto quebrou diversos paradigmas dentro do rock. Mas na obra DeCurtis existe um recorte sobre a “singularidade da vontade” de Reed: ele conseguia obter o que queria de gente como Andy Warhol (artista plástico e mecenas do Velvet), por exemplo, e depois simplesmente descartava a pessoa. Mas, talvez, a parte mais surpreendente seja a que retoma os anos do cantor logo após o Velvet. É bem conhecido o fato de que, nessa época, ele voltou a morar com os pais e começou a trabalhar como datilógrafo para o pai, mas a narrativa exótica do livro – enriquecida com história pouco ou nada conhecidas – deixa tudo ainda mais bizarro.

Já nos anos 1970, Reed estava dividido entre a excitante cena roqueira decadente de Nova York e os confortos de uma vida doméstica convencional. Esse conflito, aliás, é o cerne de uma de suas melhores canções, “Perfect Day”. No fim das contas, por mais que tenha desapontado e causado dor a amantes e parceiros de trabalho, Lou acabou encontrando o equilíbrio ideal, graças à decisão de deixar as drogas e à relação de mais de 20 anos com a artista performática Laurie Anderson, com quem ele se casou em 2008 e permaneceu até o dia em que morreu, em 27 de outubro de 2013. “Todos imaginariam que estar próximo a eles fosse uma loucura”, diz DeCurtis. “Mas era mais como ser amigo do atleta mais importante do time da escola e de sua namorada líder da torcida. Reed a respeitava muito.”

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Anitta e J Balvin divulgam 'Downtown' na Times Square, em NY

Terra Música - sex, 24/11/2017 - 19:05
Vai ter carreira internacional consolidada sim! O enorme sucesso de "Downtown" subiu o nível de ...
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Radiohead pode vir ao Brasil com Flying Lotus em abril de 2018

RollingStone - sex, 24/11/2017 - 18:03

O jornalista Lúcio Ribeiro, do Popload, deu novamente esperanças aos fãs do Radiohead, afirmando que a banda vem ao Brasil em 2018. Em outubro, as informações divulgadas no blog diziam que seriam três shows no país. Já segundo a matéria publicada nesta sexta, 24, serão dois, mas com a novidade de que os britânicos podem ser acompanhados pelo norte-americano Flying Lotus na passagem pelo país.

Segundo o veículo, a banda comandada por Thom Yorke e o músico participarão do Soundhearts Festival, que também contará com a participação do Junun e dos brasileiros do Aldo, the Band. As datas cotadas para o evento são 20 de abril, no Rio de Janeiro, e 22 de abril, em São Paulo. O site afirmou ainda que o festival passará também por Buenos Aires, na Argentina, Lima, no Peru, e Bogotá, na Colômbia.

O Radiohead entrou na nossa lista de melhores músicas internacionais de 2016

O Popload divulgou a notícia baseado em uma publicação de Facebook feita por um dos integrantes do Junun, que mostra um possível line-up do Soundhearts. Veja a imagem abaixo.


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Uma Thurman sobre Harvey Weinstein: “Fico feliz que tudo esteja desmoronando devagar. Você não merece um tiro”

RollingStone - sex, 24/11/2017 - 16:25

Uma Thurman quebrou o silêncio sobre o produtor Harvey Weinstein em um post no Instagram na última quinta, 23. Segundo informações do portal Dazed, o magnata de Hollywood já foi acusado de abuso e assédio sexual por 80 mulheres, uma lista que inclui desde ex-funcionárias das produtoras dele até atrizes como Angelina Jolie e Gwyneth Paltrow.

Assédio em Hollywood: tudo o que você precisa saber sobre o caso Harvey Weinstein

Na rede social, a atriz publicou uma foto do personagem dela em Kill Bill: Volume 2 (2004), Beatrix Kiddo. “Recentemente eu disse que estava irritada, e eu tenho algumas razões para isso, #eutambém, caso vocês não tenham percebido pela minha expressão. Acho que é importante respeitar seu próprio tempo, ser justo, certo… então feliz Dia de Ação de Graças para todos! (exceto para você Harvey, e para seus doentios conspiradores - eu fico feliz que tudo esteja desmoronando devagar. Você não merece um tiro)”, escreveu na legenda. Veja o post original (em inglês) abaixo.

H A P P Y T H A N K S G I V I N G I am grateful today, to be alive, for all those I love, and for all those who have the courage to stand up for others. I said I was angry recently, and I have a few reasons, #metoo, in case you couldn’t tell by the look on my face. I feel it’s important to take your time, be fair, be exact, so... Happy Thanksgiving Everyone! (Except you Harvey, and all your wicked conspirators - I’m glad it’s going slowly - you don’t deserve a bullet) -stay tuned Uma Thurman

Uma publicação compartilhada por Uma Thurman (@ithurman) em Nov 23, 2017 às 12:58 PST

Uma trabalhou em sete filmes com Weinstein, incluindo os clássicos dirigidos por Tarantino, a saga Kill Bill e Pulp Fiction: Tempo de Violência (1994). No início deste mês, durante uma entrevista com o Access Hollywood, ela foi questionada sobre a relação com o produtor. “Eu não tenho uma frase nervosa para dizer a você, porque eu aprendi, não sou mais criança. Aprendi que quando falo enquanto ainda estou com raiva, normalmente me arrependo da maneira como me expressei. Então estou esperando esse sentimento passar e, quando estiver pronta, direi o que tiver que dizer.”

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Katy Perry confirma três shows no Brasil em março

RollingStone - sex, 24/11/2017 - 14:07

Katy Perry confirmou três apresentações no Brasil em março de 2018. A cantora passa por Curitiba (Pedreira Paulo Leminski) no dia 15, por São Paulo (Allianz Parque) no dia 17 e pelo Rio de Janeiro (Parque Olímpico) no dia 18 do mesmo mês.

Os shows fazem parte da turnê do mais recente disco da norte-americana, Witness, lançado em junho e com sucessos como “Swish Swish” — que ganhou um lyric video estrelado por Gretchen —, “Chained to the Rhythm” e “Bon Appétit”.

Katy Perry: 5 coisas que você pode esperar do show da diva pop

Informações sobre datas de venda e preços dos ingressos serão divulgadas em breve. Será possível adquiri-los pelo site da Livepass.

Em 2015, Katy veio ao Brasil como atração do Rock in Rio. Na época, ela trouxe a turnê de PRISM (2013), e fez uma apresentação eufórica repleta de hits — para a alegria dos fãs não faltaram “I Kissed a Girl”, “Hot N’ Cold” e “California Gurls”.

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Katy Perry confirma shows no Brasil em 2018

Terra Música - sex, 24/11/2017 - 13:38
Depois de muitos rumores, a vinda de Katy Perry ao Brasil foi finalmente confirmada! A cantora ...
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Terra transmite ao vivo show sertanejo de Marcos e Belutti

Terra Música - sex, 24/11/2017 - 13:31
O Terra, em parceria com a Jeep do Brasil, transmite ao vivo na madrugada deste sábado, 25/11, a ...
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BTS e Steve Aoki lançam MV de 'Mic Drop Remix'

Terra Música - sex, 24/11/2017 - 13:15
O BTS está levando a música coreana a novos patamares. Após uma passagem explosiva pelos Estados ...
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A Primeira Viagem: Pink Floyd mudou o rock com The Piper at the Gates of Dawn, 50 anos atrás

RollingStone - qui, 23/11/2017 - 19:32

Antes de se tornarem titãs do rock progressivo, os músicos que iriam formar o Pink Floyd começaram de forma convencional. O repertório era basicamente constituído de covers de artistas norte-americanos de R&B, algo bastante similar ao que Rolling Stones, Yardbirds e outras bandas britânicas faziam. Sob o comando inicial de Roger “Syd” Barrett, porém, o grupo iria muito além do blues. O destino de Barrett era borrar os limites entre som e imagem, transformando de maneira sinestésica o que passava em sua mente em um tipo de música nunca ouvido até então.

Logo no início, a formação se fixou em Barrett (guitarra), Roger Waters (baixo), Nick Mason (bateria) e Richard Wright (teclados). Barrett, que rebatizou a banda como Pink Floyd (The Abdabs e The Tea Set foram alguns dos primeiros nomes), era o líder e frontman. A imaginação do jovem se comparava ao entusiasmo que ele mantinha pela ingestão de substâncias alucinógenas.

As apresentações do nascente Pink Floyd em clubes underground de Londres não demoraram a ficar concorridas. A banda apimentava a performance com efeitos eletrônicos e muito feedback, antecipando o rock psicodélico que iria invadir a cena inglesa. Em umas dessas ocasiões, o quarteto foi visto por um professor chamado Peter Jenner, que acabou se tornando empresário dos músicos. Uma de suas primeiras providências foi incentivar Barrett a desenvolver suas próprias e estranhas canções.

Jenner conseguiu um contrato com a gravadora EMI Columbia, resultando nos singles “Arnold Layne” e “See Emily Play”, lançados no primeiro semestre de 1967. A primeira canção falava de um rapaz que roubava peças íntimas femininas de varais de roupa; a segunda era sobre uma garota que Barrett viu dormindo no mato. Não eram faixas convencionais, nem na estrutura nem nas letras. Mas as cativantes melodias de Barrett pegavam instantaneamente. Esses discos de 7 polegadas se tornaram sucesso nas paradas e transformaram o Pink Floyd na nova sensação do rock inglês. Barrett virou um astro, algo com que ele não lidava bem. Começou a exagerar na dose de LSD; seu comportamento foi se tornando cada vez mais errático.

Em maio de 1967, a banda se juntou ao produtor Norman Smith para gravar o primeiro álbum da carreira, no complexo de estúdios Abbey Road. Simultaneamente, em uma outra sala, os Beatles elaboravam Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band. Mas, apesar de compartilharem da psicodelia, o álbum do Pink Floyd, que iria se chamar The Piper at the Gates of Dawn (o título foi inspirado em um capítulo do livro O Vento nos Salgueiros, de Kenneth Grahame), não tinha muita coisa em comum com a influente obra dos Beatles. The Piper at the Gates of Dawn era uma lisérgica viagem espacial, filtrada através de uma visão que juntava curiosidade infantil e ironia adulta. Se o trabalho do Fab Four transpirava um espírito coletivo, o do Pink Floyd era uma criação quase que exclusiva da mente visionária de Syd Barrett. Como cantor e guitarrista, Barrett se mostrava imprevisível e inovador. As melodias fluíam, mas em um determinado instante, sem que ninguém esperasse, se partiam em dissonâncias e desaguavam em improvisos. Ele sempre fugia do lugar-comum ou do que se esperava dele.

“Astronomy Domine”, a faixa de abertura, mostra a peculiar visão de Barrett sobre o espaço sideral – ficava claro que era em Netuno, Júpiter ou Saturno, citados na letra, que a mente dele estava. “Interstellar Overdrive”, criação coletiva do quarteto, segue pela mesma linha do space rock – é uma longa digressão instrumental simulando gravidade zero e cujo riff principal foi inspirado em uma canção da banda californiana Love.

O gato de Barrett ganha uma homenagem no agitado rock de garagem “Lucifer Sam”. “Matilda Mother”, com jeito de conto de fadas medieval, é uma parceria de Barrett com Richard Wright, e nela o tecladista toma conta de parte dos vocais. Em “Flaming”, a visão surreal das letras de Bob Dylan se une a uma encantadora melodia de canção de ninar. “The Gnome” é uma composição ingênua, que reflete o interesse de Barrett pelo universo de fantasia criado pelo escritor J.R.R. Tolkien (O Senhor dos Anéis). A instrumental “Pow R. Toc H.” é outra criação coletiva. Cheia de ruídos, ela começa jazzística, regida pelo piano de Wright, e acaba como um pesadelo sonoro. Os sons da música hindu e uma letra inspirada no I Ching formam a estrutura de “Chapter 24”. Com uma levada de R&B, “Take Up Thy Stethoscope and Walk” é a única composição de Roger Waters. O folk se une à psicodelia na barroca “Scarecrow”, que já prenunciava o colapso mental que Barrett iria sofrer mais tarde. O disco fecha de forma lúdica e barulhenta com “Bike”, um passeio de bicicleta cujo percurso é dominado por criaturas bizarras.

O LP chegou às lojas no dia 5 de agosto de 1967 e alcançou o sexto lugar da parada inglesa. Anos depois, Roger Waters recordou esses primórdios: “Nós achávamos que havia mais dentro do rock do que simplesmente tocar ‘Johnny B. Goode’ ou então reciclar os riffs de ‘Louie Louie’”. The Piper at the Gates of Dawn, o fugidio momento de Syd Barrett ao sol, é um dos ápices da experiência lisérgica na música; como poucas obras dentro do rock and roll, o disco emula o efeito da expansão da mente, mas também reflete o caos e a confusão que as drogas alucinógenas podem
causar.

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Eles largaram o trabalho para fazer um Festival de Música

Terra Música - qui, 23/11/2017 - 18:34
No Sábado (25), Os Mutantes tocam no Tropical Butantã, em São Paulo. Eles são a maior, mas não a ...
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Neil Young: ouça a íntegra de The Visitor, novo disco dele com o Promise Of The Real

RollingStone - qui, 23/11/2017 - 15:22

Neil Young programou o lançamento do novo disco dele, The Visitor, para o dia 1º de dezembro. Mas já nesta quinta, 23, o álbum do canadense, novamente acompanhado pela banda Promise of the Real, já está disponível para audição gratuita, na íntegra, pelo site da rádio norte-americana NPR.

Apesar de ser o primeiro de inéditas, The Visitor já é o segundo disco lançado por Neil Young em 2017. Ele dá sequência a Hitchhiker, um LP “perdido” do cantor e compositor, que tem versões acústicas gravadas em apenas uma noite de agosto de 1976. The Visitor também marca o terceiro trabalho dele com o Promise of the Real – banda formada por filhos de Willie Nelson –, depois do ao vivo Earth (2016) e de The Monsanto Years (2015). Young também lançou recentemente Peace Trail, LP solo de dezembro de 2016.

The Monsanto Years, do Neil Young e do Promise of the Real, entrou para a nossa lista de Melhores Discos Internacionais de 2015

Dias antes do álbum completo estar disponível para audição, Young e o Promise of the Real haviam soltado o single “Already Great”, uma irônica resposta ao slogan da campanha de Donald Trump, “Make America Great Again”. Young já havia proibido que o presidente dos Estados Unidos usasse “Rockin’ in the Free World” – música do canadense – na eleição de 2016, mesmo ano em que gritou “vai se foder, Donald Trump” durante um show, em junho.

“Você já é ótimo/Você é a terra prometida/Você é quem ajuda”, canta Young para os Estados Unidos no refrão. A música termina com a repetição de um grito que clama “De quem são essas ruas? São nossas!”, uma frase popular em recentes protestos no país. Ouça “Already Great” abaixo. E, para ouvir o disco inteiro, acesse o site da rádio norte-americana NPR.

Capa e track list de The Visitor

1- “Already Great”
2- “Fly By Night Deal”
3- “Almost Always”
4- “Stand Tall”
5- “Change of Heart”
6- “Carnival”
7- “Diggin' a Hole”
8- “Children of Destiny”
9- “When Bad Got Good”
10- “Forever”

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