Com câncer no estômago, Mr. Catra passará por nova cirurgia

Terra Música - qua, 31/01/2018 - 09:26
Mr. Catra vai se submeter a uma nova cirurgia em sua luta contra um câncer no estômago, ...
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Mark Salling, astro de Glee que aguardava sentença por posse de pornografia infantil, morre aos 35 anos, diz site

RollingStone - ter, 30/01/2018 - 16:19

O ator Mark Salling, que viveu o personagem Noah Puckerman no seriado Glee foi encontrado morto nesta terça, 30, aos 35 anos. As informações foram divulgadas inicialmente pelo site norte-americano TMZ e, posteriormente, o Hollywood Reporter disse que uma fonte da polícia por dentro da situação confirmou a notícia.

O corpo de Selling foi supostamente achado próximo a um rio na região de Sunland, em Los Angeles, Califórnia (EUA), onde ele morava. Apesar de a causa ainda ser desconhecida, a polícia norte-americana trabalha com a suspeita de suicídio. Segundo o TMZ, inclusive, ele teria se enforcado em uma quadra de basquete que costumava frequentar, próximo ao riacho.

Em outubro de 2017 ele se declarou culpado por posse de mais de 50 mil fotos de pornografia infantil e, com a declaração, conseguiu um acordo para ser sentenciado a até sete anos de prisão, 13 anos a menos do que a sentença inicialmente prevista (antes de ele se declarar culpado). O julgamento dele estava agendado para o dia 7 de março.

Em agosto do ano passado, pouco mais de um mês antes de se declarar culpado à justiça, Salling havia supostamente cortado os dois pulsos em uma tentativa de suicídio. Os advogados do ator, contudo, negaram o ocorrido.

Salling participou de todas as seis temporadas da série musical de sucesso Glee, na qual interpretava o bad boy "Puck", além de ter participado de outros filmes para a televisão de menor divulgação.

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Formação original do Misfits se reunirá para show no estado natal do grupo

RollingStone - ter, 30/01/2018 - 15:42

Os membros originais da banda The Misfits se reunirão para uma apresentação no Prudential Center, localizado na cidade de Newark, em Nova Jersey (estado natal do grupo), dia 19 de maio.

O show da formação icônica, composta pelo vocalista Glenn Danzing, baixista Jerry Only e guitarrista Doyle Wolfgang von Frankenstein, contará com abertura das também icônicas Suicidal Tendencies e Murphy’s Law.

Após 30 anos, Danzing e Only se reuniram, em 2016, para apresentações no festival punk Riot Fest Chicago e Riot Fest Denver. Após um certo silêncio, a banda voltou a se apresentar em datas esporádicas, no fim de 2017, em Los Angeles e Las Vegas.

Os ingressos ficarão disponíveis para o público dia 2 de fevereiro. Veja abaixo a apresentação da banda em 2016.

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Zayn Malik canta no Instagram trecho de possível música nova

Terra Música - ter, 30/01/2018 - 14:39
publicou em seu Instagram um vídeo em que canta o trecho do que pode ser uma música nova. Bem ...
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Dave Grohl convida “sósia” para subir ao palco e tocar “Monkey Wrench” com o Foo Fighters

RollingStone - ter, 30/01/2018 - 13:43

Na última quinta, 25, o Foo Fighters se apresentou no Suncorp Stadium, em Brisbane, cidade da Austrália. Durante a performance, o vocalista Dave Grohl convidou para subir ao palco um fã que segurava uma placa pedindo para tocar a música “Monkey Wrench” com a banda.

Joey McClennan, de 22 anos, conseguiu chamar a atenção do vocalista e subiu ao palco para tocar guitarra na música que queria. O fã, que se parecia muito com o próprio Grohl, tocou a faixa inteira com naturalidade e confiança, não se mostrando intimidado pelo enorme público que vibrava com sua performance.

Ao fim da música, Dave abraçou Joey e elogiou as roupas do fã: além de parecidos fisicamente por causa do cabelo comprido, os dois vestiam camiseta e calça pretas idênticas.

Veja abaixo a participação do fã.

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Altered Carbon, série de ficção científica da Netflix, traz novas perspectivas éticas acerca da morte

RollingStone - ter, 30/01/2018 - 12:55

Desde que começou a atividade de imaginar histórias, a raça humana se vê circulando a questão da morte e pensando em novas maneiras em como derrotá-la. Faz parte da nossa natureza ter dificuldade em aceitar a finitude da vida, o que torna o tema riquíssimo em possibilidades dentro da ficção. Especialmente no ramo da ficção científica, no qual proliferam contos sobre reverter ou impedir o que e? irreversível e impossível de impedir: a morte de todas as coisas vivas.

Enquanto as religiões têm suas maneiras próprias de lidar com o tema, a ficção científica dobra e retorce os limites da ética em prol das boas histórias. E quando pensamos as duas coisas juntas fica melhor ainda. É o que acontece em Altered Carbon, nova série da Netflix, que estreia em 2 de fevereiro. Baseada no livro de mesmo nome publicado em 2002 por Richard K. Morgan, a série, cuja primeira temporada tem dez episódios, se passa em um futuro em que as pessoas podem armazenar sua consciência (em “stacks”) e transportá-la de um corpo para outro, de forma que uma senhorinha pode, por exemplo, continuar vivendo dentro do corpo de um homem todo mal-encarado – a não ser que, por motivos religiosos, opte por não trocar de corpo diante da morte. Como não poderia deixar de ser, apesar de todos terem a possibilidade de usar essa tecnologia, os mais ricos têm acesso a corpos melhores enquanto os menos abastados ficam com corpos (ou “sleeves”) inferiores.

(Lista) As séries mais esperadas de 2018

“Estamos indo nessa direção, acho que é muito possível”, afirma Joel Kinnaman, protagonista da série, que esteve no Brasil para divulgá-la na Comic Con Experience. O ator de RoboCop vive Takeshi Kovacs, que pertencia a uma unidade militar criada para lidar com as guerras interestelares (com treinamento para sobreviver e lutar dentro dos mais diferentes corpos). Kovacs morreu e foi trazido de volta (no corpo de Kinnaman) por um sujeito rico, Laurens Bancroft, que está convencido de que foi assassinado, embora oficialmente a causa da morte tenha sido suicídio. Ele traz Kovacs de volta para que este investigue o que aconteceu.

“É relativo, porque eu acho que se você pudesse perguntar para alguém que viveu há 100 anos, essa pessoa diria que a gente conseguiu enganar a morte”, argumenta Renée Goldsberry, intérprete da personagem Quell, refletindo a respeito das nossas reais possibilidades de vencer a mortalidade. “Como humanos, nosso desejo sempre foi ter mais tempo. O que continuamos tentando melhorar é a qualidade desse tempo que passamos aqui.”

“Estão tentando transportar cérebros e produzir órgãos em impressoras 3D. Com tudo isso, fica muito plausível. Acho que estamos no caminho de os seres humanos e a tecnologia se tornarem uma coisa só”, complementa Kinnaman, que, se pudesse, gostaria de emprestar seu corpo para que o líder político Nelson Mandela continuasse a missão que vinha cumprindo antes de morrer, em 2013. “Quando o corpo perde a importância dessa forma, questões como gênero e raça ficam completamente sem valor”, complementa ele, analisando os aspectos éticos que mudariam positivamente com a possibilidade de trocar de corpo.

Dichen Lachman, que vive Reileen na série, concorda que essa seja uma possibilidade tangível, mas se mostra menos afeita às revoluções tecnológicas. “Estamos seguindo por um caminho no qual vamos chegar ao ponto em que o desemprego será massivo”, diz. “A tecnologia vem ameaçando tantos empregos, e as empresas só querem aumentar as margens de lucro, então se der para arrumar uma máquina que trabalhe de graça, que se pague em alguns meses, eles adquirem. Mas essas empresas não estão enxergando a longo prazo, porque para quem eles estão fazendo essas coisas todas, quem vai comprá-las?”

Como destaca a coprotagonista Martha Higareda, que vive a detetive Ortega, “com o desenvolvimento da tecnologia nesse nível, a tendência de os ricos ficarem mais ricos e os pobres ficarem mais pobres só aumenta”. Isso aparece na série de uma maneira bastante clara, já que apenas os mais ricos conseguem alterar o corpo que habitam para mantê-lo jovem e saudável. As outras pessoas precisam passar pelo processo de envelhecimento e adoecimento a cada “reencarnação”, de forma que muitas delas acabam optando por não continuar “revivendo” por muito tempo.

“Tem muitas teorias de que o próprio corpo tem inteligência, ele aprende alguns hábitos e tem uma ‘mente’ própria”, explica Kinnaman. “No mundo da nossa série, quando você troca de corpo acaba sendo muito afetado por ele e, se troca muitas vezes, acaba enlouquecendo.”

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Grammy 2018: Bruno Mars e Cardi B fazem apresentação colorida da música “Finesse”

RollingStone - seg, 29/01/2018 - 16:54

Durante a cerimônia do Grammy, no último domingo, 28, Bruno Mars e Cardi B apresentaram, pela primeira ao vivo na televisão, o single “Finesse”. A faixa, colaboração entre os dois artistas, havia sido disponibilizada inicialmente no começo desse ano, com um clipe colorido inspirado na estética da série In Living Color, dos anos 1990.

Na apresentação, os dois mantiveram a estética do clipe. Cardi B, com suas roupas coloridas, entrou primeiro no palco e cantou perfeitamente seu verso de abertura. Em outro palco, Mars e a banda, juntamente com os dançarinos, executavam a outra parte do número, com direito a pausa para uma coreografia sincronizada ao som de um mashup das músicas “Finesse”, “Get Off”, do Prince e “Jump Around” do House of Pain. Após a pausa para a dança, Cardi B se juntou ao resto para finalizar a apresentação.

Antes da participação renovadora da cantora, a faixa “Finesse” já havia sido lançada no álbum 24k Magic, de Bruno Mars. Até 2017, o músico já havia vencido cinco prêmios Grammy ao longo da sua carreira, e só na edição da premiação desse ano, levou mais seis, incluindo Álbum do Ano (com o 24k Magic) e Música do Ano (com “That’s What I Like”). Por outro lado, 2018 foi o primeiro ano de Cardi B na cerimônia, e além de se apresentar, a rapper ainda concorreu em duas categorias com seu single “Bodak Yellow”, sendo uma delas Melhor Música de Rap.

Assista abaixo à apresentação da dupla.

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Grammy 2018: Kesha faz apresentação emocionante da música “Praying”

RollingStone - seg, 29/01/2018 - 14:15

No último domingo, 28, a cantora Kesha mostrou seu apoio à era #MeToo durante uma emocionante performance da música “Praying”, no palco do Grammy de 2018. Ao lado dela, se posicionaram Camila Cabello, Cindy Lauper, Julia Michaels, Bebe Rexha e Andra Day para cantar a música.

Grammy 2018: politicamente carregado, evento foi plataforma de diversas causas em meio a performances marcantes

Janelle Monae chamou a apresentação mencionando o movimento Me Too, que tomou força durante o Globo de Ouro. Após o provocante discurso de Janelle, as cantoras subiram ao palco, formando uma linha, todas vestidas de branco. A música, que começou com uma a capella, terminou com Kesha chorando de emoção e abraçando suas companheiras de palco.

O apoio público de Kesha ao #MeToo é particularmente emocionante, uma vez que a cantora passou anos enfrentando na justiça o produtor Lukasz “Dr. Luke” Gottwald, com quem havia trabalhado, e o selo Kemosabe, liderado por ele. A cantora alegou ter sido abusada sexual, verbal e emocionalmente por Gottwald, mas um juíz de Nova York negou uma injunção no tribunal, que permitiria ela de gravar novas músicas sem vínculo com a Sony ou o selo Kemosabe. Desde as acusações, o produtor foi afastado do selo, ao qual Kesha ainda faz parte e através do qual lançou, em agosto do ano passado, o álbum Rainbow, que rendeu a ela duas indicações ao Grammy. Gottwald negou todas as acusações.

Veja abaixo a apresentação da cantora durante o Grammy 2018.

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Sobrevivente do Holocausto, Coco Schumann morre aos 93 anos

Terra Música - seg, 29/01/2018 - 13:22
O guitarrista de jazz Heinz Jakob "Coco" Schumann, sobrevivente dos campos de concentração ...
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Jennifer Hudson interpretará Aretha Franklin em cinebiografia

RollingStone - seg, 29/01/2018 - 12:34

No último domingo, 28, o produtor musical Clive Davis divulgou que a atriz e cantora Jennifer Hudson interpretará Aretha Franklin em cinebiografia sobre a rainha do soul.

O anúncio foi feito durante o jantar de gala em homenagem ao rapper Jay-Z, enquanto Davis chamava Jennifer para cantar os sucessos de Aretha “Think”, “Rock Steady” e "Respect".

Na introdução, o magnata da música disse que “no próximo ano, quando a biografia da grande Aretha Franklin começar a ser filmada, a artista indicada pela própria Aretha para interpretá-la é a próxima a se apresentar”.

“Essa cantora é, para nós, uma artista que transcende. Ela para todo e qualquer show em que aparece. Ela tem uma voz realmente incrível. Quando perguntam ‘Aonde está a próxima Aretha? De onde virá a próxima Aretha? Eu digo que é a Jennifer Hudson”, continuou Davis em seu discurso. O produtor musical, que recrutou Aretha para sua gravadora Arista em 1980, também assinou com Jennifer, após ela aparecer – e terminar em sétimo lugar – no programa American Idol, em 2004.

A cantora de 36 anos já havia feito homenagens à biografada na cerimônia de entrega do Grammy, em 2011, e em 2014, no BET Awards. Também em 2014, a rainha do soul já havia dado indícios do possível envolvimento de Jennifer Hudson na biografia filmada para as telonas.

De acordo com o site Deadline, a biografia, desenvolvida silenciosamente pela MGM, será produzida pelo produtor musical Harvey Mason Jr. e por Scott Bernstein, que também produziu Straight Outta Compton: A História do N.W.A.. Não foram divulgados ainda quem assinará roteiro e direção.

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Filha de Beyoncé e Jay-Z rouba a cena no Grammy 2018

Terra Música - seg, 29/01/2018 - 09:47
Filha de Beyoncé e Jay-Z, Blue Ivy teve os olhares voltados para ela durante a 60ª edição do ...
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Bruno Mars é grande vencedor do Grammy com 6 prêmios

Terra Música - seg, 29/01/2018 - 08:41
O cantor Bruno Mars ganhou o principal prêmio do Grammy na noite de domingo, em outra vitória ...
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Hillary Clinton surpreende com paródia de 'Fogo e Fúria'

Terra Música - seg, 29/01/2018 - 08:37
Bruno Mars derrotou o rapper Jay-Z na principal categoria do Grammy no domingo, mas a inesperada ...
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Grammy 2018: politicamente carregado, evento foi plataforma de diversas causas em meio a performances marcantes

RollingStone - seg, 29/01/2018 - 07:54

Bruno Mars e Kendrick Lamar dominaram a 60ª edição dos prêmios Grammy no último domingo, 28. Os dois artistas ganharam diversos troféus e fizeram algumas das performances mais memoráveis da noite. Mars obteve um feito impressionante: ganhou nas seis categorias nas quais estava indicado, sendo que três eram dos maiores prêmios: Gravação do Ano ("24K Magic"), Música do Ano ("That's What I Like") e Álbum do Ano (24K Magic).

Depois de faturar com o Álbum do Ano, Mars primeiramente agradeceu os outros indicados: "Lorde, Kung Fu Kenny [Kendrick Lamar], Jay-Z, [Childish] Gambino, vocês são a razão de eu ficar lá no estúdio arrancando os cabelos, porque sei que não vão fazer nada que não traga o máximo em termos de maestria artística e musical”.

Ele continuou relembrando o início da carreira, quando era um adolescente se apresentando para turistas no Havaí. "Montava um setlist com umas dez ou 12 músicas e, vou ser honesto, eu era incrível aos 15.” Ele contou que só mais tarde soube que aquelas faixas tinham sido compostas por Babyface, Jimmy Jam, Terry Lewis ou Teddy Riley. “Lembro de ver as pessoas dançando juntas, gente que nunca tinha se visto antes, dos dois lados do globo, brindando, celebrando. Tudo que eu queria fazer com este disco era isso. Essas canções foram feitas com nada além de alegria e com um único motivo de ser, que é o amor – era só isso que eu queria trazer com esse álbum."

Mars também foi premiado nas categorias Melhor Performance e Música R&B ("That's What I Like") e Melhor Álbum de R&B Album e Melhor engenharia de Disco Não-Clássico (24K Magic).

Já Lamar estava sob os holofotes desde o ínicio, já que ele abriu a cerimônia com um medley pesado e político de faixas de Damn. ao lado de U2, um exército de bailarinos e comentários de Dave Chappelle ("Eu só queria lembrar o público de que a única coisa mais assustadora do que ver um homem negro ser honesto nos Estados Unidos é ser um homem negro honesto nos Estados Unidos”, disse o comediante).

Depois disso, Lamar ganhou quarto prêmios Grammy: Melhor Performance de Rap ("Humble."), Melhor Rap/Performance Cantada ("Loyalty", com Rihanna), Melhor Videoclipe ("Humble") e Melhor Álbum de Rap (Damn.).

"Esse é um prêmio especial porque o rap foi o que me fez querer subir a um palco, fazer turnê, sustentar minha família e tudo isso”, disse Lamar quando foi aceitar o troféu de Melhor Álbum de Rap. "O mais importante de tudo foi que me mostrou a real definição do que é ser um artista. Eu achava que o importante eram os prêmios, os carros, as roupas, mas o mais importante é se expressar e colocar aquela tinta na tela para o mundo se desenvolver, e para o próximo ouvinte, a próxima geração depois disso. O hip-hop fez isso por mim."

O apresentador do Late Late Show, James Corden, voltou a comandar o Grammy este ano, mas em vez de fazer um monólogo ou performance de abertura, ele basicamente apareceu ocasionalmento para fazer uma piada aqui, outra gracinha ali. A mente por trás do “Carpool Karaoke" convidou Sting e Shaggy para fazer uma versão reconfigurada de seu quadro mais famoso no metrô de Nova York. Mais tarde, Corden cutucou o presidente Donald Trump organizando uma bateria de testes para a gravação do audiolivro da explosiva obra do autor Michael Wolff Fire and Fury. John Legend, Snoop Dogg, Cher, Cardi B e – a grande surpresa – Hillary Clinton leram trechos do texto para a esquete.

Outros momentos politicamente carregados incluir a abertura, com Lamar, e a performance de “Get Out of Your Way”, do U2, em frente à estátua da liberdade. Mas o momento mais potente da noite foi protagonizado por Kesha, que ao lado de Camila Cabello, Cyndi Lauper, Julia Michaels, Andra Day e Bebe Rexha fez uma versão de "Praying", faixa do disco dela (indicada ao Grammy) Rainbow. A performance serviu como uma declaração poderosa sobre solidariedade ao movimento Time's Up, que outros artistas apoiaram ao usar rosas brancas. Janelle Monáe fez a introdução de Kesha com um discurso comovente, durante o qual declarou: "Viemos em paz, mas estamos falando muito sério. E para aqueles que ousam tentar nos silenciar, digo apenas que esse tempo acabou”.

A cerimônia do Grammy está cada vez mais focada nas performances e menos na entrega dos prêmios, que são anunciados na festa não televisionada, realizada sempre algumas horas antes. Foram entregues apenas nove troféus durante a transmissão. No resto do tempo, Bruno Mars e Cardi B ensoparam o palco de nostalgia noventista; Luis Fonsi e Daddy Yankee mandaram ver em uma performance cintilante de "Despacito"; DJ Khaled fez um de seus tradicionais discursos inspiracionais antes de mostrar "Wild Thoughts" com Rihanna e Bryson Tiller; Ladu Gaga e Mark Ronson apostaram no minimalismo para apresentar "Joanne" e "Million Reasons"; Pink deixou para trás a teatralidade de performances como a que fez em 2010 e soltou a voz em "Wild Hearts Can't Be Broken"; SZA impressipnou cantando "Broken Clocks" e Childish Gambino mostrou sua impressionante amplitude vocal em "Terrified".

Também chamaram atenção as colaborações especiais, como Miley Cyrus cantando com Elton John, que foi o recipiente do prêmio de conjunto da obra. Eles se juntaram para interpretar “Tiny Dancer”. Eric Church e Maren Morris fizeram uma cover de “Tears in Heaven", de Eric Clapton, para homenagear as vítimas do massacre ocorrido no Las Vegas Harvest Festival e no bombardeio da Manchester Arena. Chris Stapleton e Emmylou Harris fizeram um tributo a Tom Petty com uma performance de "Wildflowers".

Outros vencedores notórios desta edição do Grammy foram Dave Chappelle, que ganhou na categoria Melhor Álbum de Comédia, e Carrie Fisher, que ganhou um Grammy póstumo na categoria Melhor Disco de Palavra Falada graças à leitura de sua autobiografia The Princess Diarist. Greg Kurstin recebeu o título de Produtor do Ano (Não-Clássico) pelo trabalho com Foo Fighters, Beck, Liam Gallagher, Zayn, Halsey, Kendrick Lamar, entre outros.

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Grammy 2018: Bruno Mars ganha Álbum do Ano e Kendrick Lamar brilha na cerimônia

RollingStone - seg, 29/01/2018 - 02:21

O Grammy de 2018 aconteceu no último domingo, 28, no Madison Square Garden, em Nova York, nos Estados Unidos, novamente apresentado por James Corden. Bruno Mars ganhou como Álbum do Ano, por 24k Magic, e Jay-Z, que chegou à cerimônia com o maior número de indicações (oito, no total), saiu sem nenhum prêmio. O rapper Kendrick Lamar também foi um dos que mais ganharam na premiação. Abaixo, veja a lista completa de indicados e vencedores.

Álbum do Ano
Awaken, My Love! — Childish Gambino
4:44 — Jay-Z
DAMN — Kendrick Lamar
Melodrama — Lorde
24K Magic — Bruno Mars

Gravação do Ano
"Redbone" — Childish Gambino
"Despacito" — Luis Fonsi & Daddy Yankee Featuring Justin Bieber
"The Story Of O.J" — Jay-Z
"HUMBLE" — Kendrick Lamar
"24K Magic" — Bruno Mars

Música do Ano
"Despacito" — Ramón Ayala, Justin Bieber, Jason "Poo Bear" Boyd, Erika Ender, Luis Fonsi & Marty James Garton (Luis Fonsi & Daddy Yankee Featuring Justin Bieber)
“4:44”— Shawn Carter & Dion Wilson (JAY-Z)
"Issues" — Benny Blanco, Mikkel Storleer Eriksen, Tor Erik Hermansen, Julia Michaels & Justin Drew Tranter (Julia Michaels)
"1-800-273-8255" — Alessia Caracciolo, Sir Robert Bryson Hall II, Arjun Ivatury, Khalid Robinson (Logic Featuring Alessia Cara & Khalid)
"That's What I Like" — Christopher Brody Brown, James Fauntleroy, Philip Lawrence, Bruno Mars, Ray Charles McCullough II, Jeremy Reeves, Ray Romulus & Jonathan Yip (Bruno Mars)

Artista Revelação
Alessia Cara
Khalid
Lil Uzi Vert
Julia Michaels
SZA

Melhor Álbum Alternativo
Everything Now — Arcade Fire
Humanz — Gorillaz
American Dream — LCD Soundsystem
Pure Comedy — Father John Misty
Sleep Well Beast — The National

Melhor Álbum Urbano Contemporâneo
Free 6lack — 6lack
Awaken, My Love! — Childish Gambino
American Teen — Khalid
Crtl — SZA
Starboy — The Weeknd

Melhor Álbum Dance/Eletrônica
Migration — Bonobo
3-D The Catalogue — Kraftwerk
Mura Masa — Mura Masa
A Moment Apart — Odesza
What Now — Sylvan Esso

POP

Melhor Álbum Vocal Pop
Kaliedoscope EP — Coldplay
Lust For Life — Lana Del Rey
Envolve — Imagine Dragons
Rainbow — Kesha
+ (Divide) — Ed Sheeran

Melhor Álbum Pop Vocal Tradicional
Nobody But Me (Deluxe Version) - Michael Bublé
Triplicate - Bob Dylan
In Full Swing - Seth Macfarlane
Wonderland - Sarah McLachlan
Tony Bennett Celebrates 90 - (Various Artists) Dae Bennett, Producer

Melhor Performance Solo Pop
Love So Soft — Kelly Clarkson
Praying — Kesha
Million Reasons — Lady Gaga
What About Us — P!nk
Shape Of You — Ed Sheeran

Melhor Dupla Pop/Performance em Grupo
The Chainsmokers — "Something Just Like This" ft. Coldplay
Luis Fonsi & Daddy Yankee — "Despacito" ft. Justin Bieber
Imagine Dragons — "Thunder"
Zedd — "Stay" ft. Alessia Cara
Portugal. The Man — "Feel It Still"

RAP

Melhor Álbum de Rap
4:44 — Jay-Z
DAMN — Kendrick Lamar
Culture — Migos
Laila’s Wisdom — Rapsody
Flower Boy — Tyler, The Creator

Melhor Performance de Rap
"Bounce Back" — Big Sean
"Bodak Yellow" — Cardi B
"4:44" — Jay-Z
"HUMBLE" — Kendrick Lamar
"Bad And Boujee" — Migos Featuring Lil Uzi Vert

Melhor Música de Rap
"Bodak Yellow" — Dieuson Octave, Klenord Raphael, Shaftizm, Jordan Thorpe, Washpoppin & J White, (Cardi B)
"Chase Me" — Judah Bauer, Brian Burton, Hector Delgado, Jaime Meline, Antwan Patton, Michael Render, Russell Simins & Jon Spencer (Danger Mouse Featuring Run The Jewels & Big Boi)
"HUMBLE" — Duckworth, Asheton Hogan & M. Williams II, (Kendrick Lamar)
"Sassy” — Gabouer & M. Evans,(Rapsody)
"The Story Of O.J" — Shawn Carter & Dion Wilson,(Jay-Z)

Melhor Performance de Rap/Cantada
"PRBLMS" — 6Lack
"Crew" — Goldlink Featuring Brent Faiyaz & Shy Glizzy
"Family Feud" — Jay-Z ft. Beyoncé
"LOYALTY" — Kendrick Lamar ft. Rihanna
"Love Galore" — SZA ft. Travis Scott.

R&B

Melhor Álbum de R&B
Daniel Caesar — Freudian
Ledisi — Let Love Rule
Bruno Mars — 24K Magic
Pj Morton — Gumbo
Musiq Soulchild — Feel The Real

Melhor Performance de R&B
Daniel Caesar ft Kali Uchis — "Get You"
Kehlani — "Distraction"
Ledisi — "High"
Bruno Mars — "That’s What I Like"
SZA — "The Weekend"

Melhor Performance de R&B Tradicional
The Baylor Project — "Laugh And Move On"
Childish Gambino — "Redbone"
Anthony Hamilton Featuring The Hamiltones— "What I’m Feelin"
Ledisi — "All The Way"
Mali Music — "Still"

Melhor Música de R&B
PJ Morton (PJ Morton) — "First Began"
Alfredo Gonzalez, Olatunji Ige, Samuel David Jiminez, Christopher McClenney, Khalid Robinson & Joshua Scruggs (Khalid)— "Location"
Donald Glover & Ludwig Goransson, songwriters (Childish Gambino)— "Redbone"
Tyran Donaldson, Terrence Henderson, Greg Landfair Jr., Solana Rowe & Pharrell Williams, (SZA)— "Supermodel"
Christopher Brody Brown, James Fauntleroy, Philip Lawrence, Bruno Mars, Ray Charles McCullough II, Jeremy Reeves, Ray Romulus & Jonathan Yip (Bruno Mars)— "That’s What I Like"

Melhor Performance de R&B Tradicional
The Baylor Project — "Laugh And Move On"
Childish Gambino — "Redbone"
Anthony Hamilton Featuring The Hamiltones— "What I’m Feelin"
Ledisi — "All The Way"
Mali Music — "Still"

COUNTRY

Melhor Álbum de Country
Cosmic Hallelujah — Kenny Chesney
Heart Break — Lady Antebellum
Life Changes — Thomas Rhett
From a Room: Volume 1 — Chris Stapleton

Melhor Performance Solo de Country
"Body Like A Back Road" — Sam Hunt
"Losing You" — Alison Krauss
"Tin Man" — Miranda Lambert
"I Could Use A Love Song" — Maren Morris
"Either Way" — Chris Stapleton

Melhor Performance de Raízes Americanas
"Cumberland Gap" — David Rawlings
"I Wish You Well" — The Mavericks
"If We Were Vampires" — Jason Isbell And The 400 Unit
“It Ain’t Over Yet" — Rodney Crowell Featuring Rosanne Cash & John Paul White
"My Only True Friend" — Gregg Allaman

Melhor Álbum de Comédia
The Age Of Spin & Deep In The Heart Of Texas — Dave Chapelle
Cinco — Jim Gaffigan
Jerry Before Seinfeld — Jerry Seinfeld
A Speck Of Dust — Sarah Silverman
What Now? — Kevin Hart

Melhor Música Escrita Para Trilha Sonora
“City Of Stars" — Justin Hurwitz, Benj Pasek & Justin Paul, (Ryan Gosling & Emma Stone), trilha sonora de La La Land
"How Far I'll Go" — Lin-Manuel Miranda,(Auli'i Cravalho), trilha sonora de Moana: The Songs
"I Don't Wanna Live Forever (Fifty Shades Darker) — Jack Antonoff, Sam Dew & Taylor Swift, (ZAYN & Taylor Swift), trilha sonora de Fifty Shades Darker
"Never Give Up" — Sia Furler & Gregg Kurstin,(Sia), trilha sonora de “Lion"
"Stand Up For Something" — Common & Diane Warren,(Andra Day Featuring Common), trilha sonora de Marshall

Melhor Videoclipe
"Up All Night" — Beck
"Makeba" — Jain
"The Story Of O.J" — Jay-Z
"Humble" — Kendrick Lamar
"1-800-273-8255" — Logic Featuring Alessia Cara & Khalid

Melhor Filme Sobre Música
Nick Cave & The Bad Seeds— One More Time With Feeling
(The Grateful Dead)— Long Strange Trip
(Various Artists)— The Defiant Ones
(Various Artists)— Soundbreaking
(Various Artists) — Two Trains Runnin

Produtor do Ano, Não-clássico
Greg Kurstin

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Tim Bernardes precisou perdeu o medo de se expor para fazer um dos melhores discos de 2017

RollingStone - sex, 26/01/2018 - 14:13

“Mais uma música de amor, será que precisa?” O pensamento tão autocrítico quanto pertinente foi o que barrou Tim Bernardes de compor abertamente sobre os próprios sentimentos durante anos. Enquanto líder d’O Terno, ele inventa histórias amalucadas ou reflete sobre o mundo a seu redor, só que, no último mês de setembro, pegou de surpresa fãs e gente que nem conhecia seu trabalho com Recomeçar, um disco que é solo não apenas na assinatura – é uma obra sobre a solidão, feita quase inteira por uma única pessoa. É também um álbum tão íntimo e (des) apaixonado que revelou uma faceta emocionalmente vulnerável pouquíssimo conhecida de Bernardes.

Mas, para seu autor, e para os fãs mais atentos, Recomeçar não é exatamente novidade. Ele começou a trabalhar na leva de canções que acabaria no disco solo por volta de 2013, antes do segundo e autointitulado LP d’O Terno. Desde então, ele foi deixando “dicas”, espalhadas pela discografia da banda, do que estava indiretamente preparando. Faixas como “Eu Vou Ter Saudades” (O Terno, 2014), “Vamos Assumir” e “Minas Gerais” (ambas de Melhor do Que Parece, 2016) chegaram a figurar nas tracklists de Recomeçar rascunhadas por Bernardes nos últimos anos. “Foi só no terceiro disco que eu fiz uma lista das músicas que eu tinha, separei-as e me liguei que o álbum solo já estava meio pronto”, revela. “Ficou mais uma questão de quando eu ia ter um tempo para gravar – e calhou de ser no começo deste ano.”

Melhor do Que Parece, o mais recente trabalho d’O Terno, abriu algumas portas para a chegada de Recomeçar. “Eu ainda não bancava o nível de exposição”, confessa, falando de quando começou a trabalhar nas canções solo. “É mais fácil você fazer uma música ‘freak’, como as d’O Terno, que são esquisitas e geram estranhamento, mas você tem uma persona para se esconder atrás. Sempre quis tratar de coisas improváveis, mas aí comecei a me ligar que não tem problema falar da ‘história mais velha do mundo’: amor, desilusão. O Melhor do Que Parece foi importante para perder o medo e o fato de as pessoas terem curtido as [músicas] ‘mais coração’ deu um pouco de coragem também.”

“Volta”, uma das “mais coração” e mais queridas do álbum d’O Terno, tem toda a atmosfera do LP solo, com uma diferença crucial. “Cara, o Melhor do Que Parece é certamente um disco ‘in love’. Claramente, eu estava namorando, sabe?”, ri, evidenciando o fato de que Recomeçar é uma obra sobre separação. “Até dá para interpretar assim, mas, em ‘Volta’, na real, ela estava viajando, sabe? Para mim, é uma faixa sobre amor correspondido. Na hora de mixar [oRecomeçar], eu já estava sozinho de novo”, recorda. “Foi meio foda, porque eu ficava ouvindo essas músicas tristes pra caralho o dia inteiro [risos]. Às vezes eu estava focando em um violino, concentrado, e de repente: ‘Nossa, olha o que eu estou cantando! Que bosta, que bad’.”

“Não gosto de ouvir com as pessoas, prefiro que elas ouçam sozinhas, fico meio constrangido até”, Bernardes admite sobre Recomeçar. Até pelo caráter pessoal, ele preferiu realizar o álbum por conta própria, com a ajuda de amigos apenas para a inclusão de harpas e cordas e do produtor Gui Jesus Toledo, amigo de longa data e espécie de “parceiro de crime” – pois as sessões foram quase “secretas” – nos três meses que o cantor passou em estúdio registrando quase tudo que é ouvido no disco. O processo solitário não só casou com a emoção das canções, como é sentido até nos silêncio das gravações. “Gravamos com ganho alto, dá para ouvir até a baba, sabe?”, ele explica. “Queria que fosse assim.”

Tim Bernardes começa a apontar para trás enquanto indica o caminho até o Estúdio Canoa, em São Paulo, local onde ele grava praticamente tudo que produz atualmente. Estamos em um boteco que costuma ser frequentado nas pausas para almoço das sessões de gravação, e Bernardes está tomando uma água sem gás. Em 2017, ele dá a impressão de ser até mais jovem do que cinco anos atrás, quando O Terno lançou 66, o disco de estreia. Antes, graças às botas, cintos e os cabelos longos e soltos, parecia algum roqueiro da virada dos anos 1960 para os 1970 que parou no tempo. Hoje, de calças apertadas, um tênis baixo, bigode e o cabelo preso, é muito mais a cara de um moleque dos anos 2000, tão desleixado quanto interessado pelo vintage.

Bernardes está mais inserido em uma geração do que imagina. Ele é mais um entre diversos compositores autodidatas e muito interessados pelo passado, que cresceram com acesso rápido e irrestrito à internet. Esta mesma geração consegue funcionar à margem da indústria convencional, sem financiamentos de gravadoras e sem atingir as massas, mas gravando com investimento baixo e distribuindo o som online. Mac DeMarco, do Canadá, e Kevin Parker (mente por trás do Tame Impala), da Austrália, são referências para Bernardes e trabalham de um jeito muito parecido com o dele: produzem álbuns sozinhos, em um estúdio pequeno ou em casa.

“A minha viagem é o pacotão. Quero poder fazer o arranjo, a composição, o intérprete, o instrumentista, a mixagem, tudo. Cada vez tenho menos tesão em fazer só um pedaço. Quero me comunicar com cada coisa, desde o uso de um reverb até a palavra que eu escolhi”, conta Bernardes, que compôs até os arranjos de corda em Recomeçar (ele assina “voz, coros, violões, guitarras, pianos, bateria, baixo, órgão, mellotron, percussões, autoharp, metalofone”). “Uns anos antes, quando a gente começou, ainda tinha um pouco disso. Você ia ao estúdio e tinha um velho que ia mandar gravar assim e assado e ‘cale a boca, moleque’. A partir do segundo disco d’O Terno, já éramos ‘donos’ de tudo.”

Ele é também de uma geração que leva a astrologia muito “a sério”. “Dizem que geminiano é meio indeciso, né?”, abre uma risada enquanto desvia o olhar para o vai e vem do barzinho. “Sou Gêmeos com [ascendente em] Virgem, seja lá o que isso quer dizer. Virgem parece que é mais organizado, mas nasci no mesmo dia [18 de junho] que Paul McCartney e Maria Bethânia.” Ele também sabia que Brian Wilson, ex-Beach Boys, Chico Buarque e o rapper Kendrick Lamar são geminianos. “Acho que Gêmeos tem uma coisa de comunicação do não concreto. E acho que música é isso. Na imagem, Gêmeos é tipo um moleque com as asinhas nos pés, e ele comunica o Olimpo com o mundo. É meio isso: o sagrado com o profano; o sentimento da vida de uma maneira prática, em uma canção. Tem sentido? [risos]”.

“Sete anos atrás, sofri um acidentão, o ônibus virou no meio da estrada, morreu um monte de gente, eu quase morri”, Bernardes começa a contar uma história para tentar explicar as próprias crenças. “Ali me deu uma onda que não é religiosa – é sobre o tamanho da vida. Podia ter encerrado, e não encerrou. Lembra aquele conceito de delta da física? De variação [risos]? Enquanto vivos, nós estamos na inércia de estar vivo. O que senti nesse rolê foi um ‘delta vida’. Fiquei: ‘Que louco, se tivesse acabado, não teria mais existência’. Me veio um lance de otimismo”. Músicas como a faixa-título de Melhor do Que Parece são indiretamente derivados desta experiência. “Não é tipo: ‘Ah, gente, a política tá uma bosta, mas tá tudo bem’. Não está tudo bem. É só que, se você olhar de cima, a humanidade é uma coisa bem louca. É legal estarmos vivos, vendo as paradas. E daí sim: não está tudo bem, vamos resolver.”

É interessante ouvir Bernardes refletir com certo entusiasmo sobre a vida, especialmente depois da densidade sentimental de Recomeçar. Ele encara a tristeza do álbum como um tipo de esperança, daquela que só é alcançada quando se tem coragem suficiente para enxergar profundamente os próprios demônios. “Hoje está todo mundo lindo no Instagram, é todo mundo bem-sucedido no Facebook. Às vezes eu olho e fico pensando que queria alguma coisa que fosse real, que tivesse falhas”, teoriza. O disco solo, além de um passo importante na “perda do medo” de Bernardes, ratifica-o como um dos compositores em maior ascensão no país. “São engraçadas as reações, a galera [postando] tipo: ‘Puta merda, vou chorar [ouvindo Tim Bernardes]’. Todo mundo comovido de um jeito ‘meme’”, diz. “Já passou a fase inicial de ter aquele cagaço – vai ter gente no show? Se tiver, vão gostar de mim ou vão me achar idiota? Agora, não precisa ficar tão preocupado. Já lotou, eles querem te ver. Isso te deixa mais à vontade, você consegue falar da vida como a gente está fazendo agora, na mesa do bar. Antes, era tipo: ‘Não sei o que falar, melhor tocar a próxima música’. Estou mais confiante para me expor.”

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O Jogo dos Grammy: artistas fazem de tudo para conseguir uma indicação

RollingStone - sex, 26/01/2018 - 13:18

Quando Harry Styles deu entrevista ao programa de TV This Morning, em 15 de outubro, o primeiro álbum solo do cantor, um sujeito normalmente tímido com a imprensa, já tinha sido lançado havia cinco meses e ele não tinha nenhuma data nova de show para promover, mas, para especialistas, seu timing foi perfeito – a Academia da Gravação havia acabado de enviar cédulas a 12 mil eleitores do Grammy para decidir os indicados. Os vencedores serão premiados no dia 28 de janeiro. “Harry Styles estava cotado para Álbum do Ano, então isso dava a ele visibilidade durante o período de votação”, afirma uma fonte de uma gravadora. Outra fonte acrescenta: “Alguém como Harry fazer algo para um grupo demográfico mais velho como o do This Morning é exatamente o que um bom gerente de relações públicas aconselharia. ‘Queremos que os eleitores saibam que você não é um quinto de um grupo pop adolescente, é um artista sério’.”

Nos últimos anos, concorrentes ao Grammy têm promovido campanhas mais agressivas. As gravadoras fazem os artistas participarem de eventos da Fundação Grammy e garantirem aparições em veículos com os quais os eleitores simpatizam. Antes do Grammy de 2016, Kendrick Lamar gravou o Austin City Limits para a PBS e deu uma entrevista de alta repercussão para a NPR. “Quero ganhar todos”, disse a um repórter (levou por Melhor Álbum de Rap). Alguns até pagam por acesso a listas de correspondência que alegam revelar eleitores secretos do Grammy. “Fica mais intenso a cada ano”, afirma Daniel Glass, presidente da Glassnote Records, que está promovendo Childish Gambino para um Grammy. “Como eleitor, sou atingido pessoalmente por e-mails com ‘para sua consideração, por favor, vote em mim!’ em um nível que nunca vi. Os limites do decoro e da classe estão sendo rompidos.”

Veja a lista completa de indicados ao Grammy 2018

Comitês de eleitores do Grammy mudam todo ano; para votar, você precisa ter contribuído em seis faixas lançadas comercialmente. Para entrar na mira dos eleitores, alguns artistas participam de conversas intimistas no palco do Grammy Museum. Styles, Julia Michaels, Zac Brown Band, Steve Martin e Lindsey Buckingham e Christine McVie, do Fleetwood Mac, fizeram isso. “Isso aumenta o conhecimento sobre seu artista”, diz Bob McLynn, empresário de Lorde, Sia, Green Day e outros. “Você faz eventos durante todo o ano do mesmo jeito que um ator cotado para o Oscar participa de vários eventos para a Academia.” Alguns artistas vão ainda mais longe: a banda indie The Head and the Heart visitou os escritórios do Grammy e tocou no MusiCares Person of the Year – Tom Petty, neste ano. Embora o grupo tenha visto isso como apenas uma maneira de homenagear um herói, esse evento é considerado uma ótima forma de aparecer para possíveis eleitores. Uma pessoa próxima à banda acrescenta: “Quando artistas estão na estrada, você também tenta ver se podem fazer [programas] em escolas do Grammy, nos quais as crianças fazem perguntas. Os artistas acham recompensador e você aparece nas newsletters do Grammy”.

Também há métodos secundários. Monique Grimme, coproprietária do selo indie de Bongo Boy Records, fez networking, ganhou acesso a um painel de mensagens exclusivo para eleitores e compilou uma lista de 8 mil prováveis votantes. Os clientes podem pagar US$ 125 para que ela envie um e-mail em massa à sua lista, destacando uma banda ou um artista. Monique afirma que os sucessos incluem artistas indie, como Fantastic Negrito, que venceu o prêmio por Melhor Álbum de Blues Contemporâneo em 2017. “Estávamos tentando achar uma forma de nos diferenciarmos”, afirma Philip Green, coempresário de Negrito, acrescentando que os e-mails foram apenas parte da campanha. Uma fonte importante de uma gravadora adverte que essas listas não são confiáveis: “Me sinto muito mal quando o pessoal contrata terceiros, porque as listas deles não chegam a nossos membros”.

O Portugal. The Man, que foi indicado, se juntou à pressão do Grammy, publicando anúncios em jornais. “Você precisa ter um perfil durante esse período [de votação], senão as pessoas não se lembrarão de seu disco”, afirma o empresário da banda, Ritch Holtzman. Chance the Rapper fez o mesmo em 2016. “No começo pensei: ‘As pessoas fazem anúncios pelo Grammy – por quê? Parece bobo’”, tuitou. “Depois pensei... ‘Vou fazer um monte deles.’”

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The Post: A Guerra Secreta é acadêmico e conta história instigante, mas não “pega fogo”

RollingStone - qui, 25/01/2018 - 07:59

Durante as décadas de 1970 e 1980, o diretor e produtor Steven Spielberg notabilizou-se criando mundos fantasiosos. De alguns anos para cá, porém, dinossauros, seres extraterrestres e tubarões carniceiros tornaram-se elementos do passado. Desde o premiado A Lista de Schindler (1993), ele passou a priorizar temáticas “adultas” e situações mais reais. O que não quer dizer que tenha perdido o dom de exímio contador de histórias.

The Post: A Guerra Secreta segue a mesma linha de alguns de seus mais recentes trabalhos, como Lincoln (2012) e Ponte dos Espiões (2015). Baseada em fatos reais, a ação se passa em junho de 1971, quando o presidente dos Estados Unidos era Richard Nixon e a impopular Guerra do Vietnã dominava as manchetes dos jornais. Na época, os jornalistas do The New York Times receberam através de Daniel Ellsberg, ex-colaborador do governo, um longo e detalhado relatório sobre o conflito, encomendado em meados da década de 1960 por Robert McNamara, ex-Secretário de Defesa durante os governos de John F. Kennedy e de Lyndon B. Johnson. Na verdade, a análise, classificada como Top Secret ia muito além da guerra em si, detalhando todo o envolvimento dos Estados Unidos na região da Indochina desde 1945. A conclusão era de que a Guerra do Vietnã era uma inutilidade, um desperdício de vida e de dinheiro, e de que todos os governos tinham muito esqueletos no armário.

Veja a lista completa de indicados ao Oscar 2018

O governo de Nixon conseguiu evitar que o NYT publicasse os documentos vazados, agora conhecidos como The Pentagon Papers, alegando prática de espionagem e quebra de segurança. Só que o modesto, mas combativo The Washington Post entrou na jogada, e isso aconteceu em um momento decisivo para publicação. Katharine “Kay” Graham (Meryl Streep), publisher e proprietária do jornal, estava em meio a uma campanha bem-sucedida que tinha o objetivo de angariar investidores para o insolvente negócio. Mas o impetuoso e arrogante editor Ben Bradlee (Tom Hanks), quando notou que tinha a chance de publicar os documentos, não arregou diante das possíveis ameaças do governo. Kay ficou em um dilema. Se publicasse os Pentagon Papers, perderia todo o apoio financeiro que conquistou, comprometendo o futuro do TWP, patrimônio da família dela. Sem contar que ela e Bradlee ainda poderiam ser presos. Mas para a equipe do Post, a liberdade de imprensa era o que mais importava e, apoiados na Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, lançaram-se à empreitada.

Spielberg revisita meticulosamente a atmosfera e visual dos anos 1970 e garante a credibilidade do longa. A cinematografia de Janusz Kaminski também recria a redação esfumaçada e bagunçada do The Washington Post. O diretor não hesita em usar os clichês de filmes sobre jornalismo, com todos os mecanismos inerentes a este tipo de produção: as verborrágicas reuniões de pauta, a correria em meio à redação cheia de gente, e os telefonemas frenéticos para as fontes misteriosas. Apesar de ser uma produção contemporânea que se passa na década de 1970, a alma de The Post está mesmo nos filme sobre jornalismo dos anos 1930 e 1940, como A Primeira Página e Jejum de Amor. Trata-se ainda de uma visão romantizada sobre o ofício e bem distante do jornalismo moderno. Mesmo com todo o esmero, o grande problema com The Post é que ele não pega fogo. Falta tensão à visão acadêmica que Spielberg impõe ao filme.

Apesar dos problemas na narrativa, o filme tem acertos notáveis, como quando detalha a proximidade dos bastidores do jornalismo em meio aos poderosos e influentes. A aristocrática Katharine era amiga dos chefões de todos os lados do poder. Ela e Robert McNamara, que no filme é interpretado por Bruce Greenwood, eram muito chegados. E o próprio Ben Bradlee também era confidente de John F. Kennedy. Fica claro que havia um verdadeiro conflito por parte deles em ter que expor os podres que os amigos tentaram esconder. Kay Graham, Bradlee e os funcionários do Post eram alinhados aos pensamentos do partido democrático. Assim, foi fácil mirar no truculento Richard Nixon. E como todos sabem, o The Washington Post foi crucial na queda de Nixon ao publicar uma série de reportagens reveladoras sobre o escândalo de Watergate (junho de 1972), engendrado pelo Partido Republicano, algo que Spielberg nos lembra na coda de The Post.

Mesmo não sendo um dos trabalhos mais impressionantes de Spielberg, The Post: A Guerra Secreta não deve ser ignorado, não só por recordar um capítulo importante dos Estados Unidos, mas também por conter notáveis interpretações. Meryl Streep e Tom Hanks são dois ícones que até agora nunca tinham trabalhado juntos, e a dobradinha deles em The Post é maravilhosa. O elenco coadjuvante, com Bob Odenkirk, Sarah Paulson, Tracy Letts e outros, também é de primeira.

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Festival João Rock anuncia data para 9/6, em Ribeirão Preto

Terra Música - qua, 24/01/2018 - 20:30
Importante evento de música nacional, o Festival João Rock anuncia a data para 2018: acontecerá ...
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