Morre aos 64 anos o guitarrista Malcolm Young, que foi guitarrista e um dos fundadores do AC/DC

RollingStone - sab, 18/11/2017 - 11:49

Morreu aos 64 anos o guitarrista e compositor Malcolm Young, que ao lado do irmão, Angus, ajudou a fundar o AC/DC. A banda divulgou um comunicado no Facebook neste sábado, 18, lamentando a morte do artista, que sofria de demência, doença que o afastou do grupo em 2014, após quatro décadas.

"É com profunda tristeza que informamos sobre a morte de Malcolm Young, nosso querido marido, pai, avô e irmão. Malcolm sofria de demência há anos e morreu pacificamente na cama, ao lado de sua família."

"Hoje, é com muita tristeza no coração que o AC/DC tem que anunciar a morte de Malcolm Young", começa um texto postado pela banda posteriormente. "Malcolm, ao lado de Angus, foi o fundador e criador do AC/DC. Com enorme dedicação e e compromisso, ele era o motor por trás da banda. Como guitarrista, compositor e visionário, ele era um perfeccionista e um homem único. Ele sempre foi um sujeito convicto e que dizia exatamente o que tinha vontade. Ele sentia muito orgulho de tudo que fazia. A lealdade dele aos fãs era incomparável.

Como irmão dele, é difícil expressar com palavras o significado que ele teve para mim durante a minha vida, a nossa ligação era única e especial. Ele deixa para trás um enorme legado, que viverá para sempre. Bom trabalho, Malcolm."

A família também pediu privacidade e pede que em vez de enviar flores os fãs façam doações ao Exército da Salvação. Malcolm deixa a esposa, Linda, dois filhos, Cara e Ross, três netos, além de uma irmã e o irmão, Angus.

Em 23 de outubro, havia morrido também George Young, irmão de Malcolm e Angus, que era mentor dos músicos e produtor da banda.

O AC/DC nasceu em 1973, em Sydney, na Austrália. É, até hoje, uma das maiores bandas de hard rock do mundo. Atualmente, apenas Angus segue como integrante original e o time de vocalistas que passaram pelos microfones do grupo conta com Dave Evans (1973–1974), Bon Scott (1975-1980), Phil Rudd (1975–1983, 1994–2015), Brian Johnson (1980–2016) e Axl Rose, que em 2016 saiu em turnê com o AC/DC.

A discografia inclui 15 trabalhos, sendo que o mais recente é Rock or Bust, de 2014, e inúmeros hits, como "Highway to Hell", "Back in Black", "Thunderstruck", "You Shook Me All Night Long", "TNT", "Hells Bells" e "Dirty Deeds Done Dirt Cheap".

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João Gilberto, muito calor e novas realidades — um encontro inesperado com os integrantes do Phoenix

RollingStone - sab, 18/11/2017 - 10:00

Por: Anna Mota

Na competição entre frio e calor, reanimada com frequência em terras brasileiras, eu fico com o time cobertor, cachecol e chocolate quente. Antes mesmo do surgimento da (pertinente) pergunta “o que raios isso tem a ver com o Phoenix?”, eu respondo: quando se trata dessa última vinda do grupo ao Brasil, tudo. E se você esteve em São Paulo no dia 15 de novembro, aposto que concorda comigo.

Além da Proclamação da República, na data foram celebrados também o acontecimento da edição de 2017 do Popload Festival e o esperado retorno dos franceses ao país. Após uma catártica apresentação no Lollapalooza 2014, Thomas Mars (vocal), Deck d’Arcy (baixo, teclado), Laurent Brancowitz (guitarra, teclado) e Christian Mazzalai (guitarra) foram escolhidos para fechar a programação do evento (que também teve PJ Harvey, AlunaGeorge, Carne Doce, Ventre e Neon Indian).

Como representante da Rolling Stone Brasil, fui convidada para uma conversa com alguns dos integrantes do Phoenix, apenas algumas horas antes do show da banda no Popload, marcado para às 21h. Às 18h45, como inimiga declarada do calor que sou, já carregava comigo as marcas do sol e dos 33 graus que torraram o público no Memorial da América Latina durante todo o dia. Além dos braços queimados, sentia um cansaço que me dominava dos pés à cabeça. O que eu não imaginava é que estava prestes a esquecer tudo isso ao longo de um encontro imprevisível e bem interessante.

Do estereótipo francês blasé, os guitarristas do grupo não têm nada. Havia recebido a orientação de realizar a entrevista sentada em uma mesinha improvisada na frente dos camarins, estrategicamente posicionada embaixo de árvores que forneciam uma das raras sombras do local. “E se essas frutinhas começarem a cair em nós?”, questionou Mazzalai. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, Brancowitz respondeu: “Eu gostaria de ver o pôr-do-sol”, e começou a caminhar em direção de uma saída protegida por seguranças. “Venham.”

Após convencer a equipe do Memorial a me deixar entrar no local, sentei em uma guarita, com Mazzalai ao meu lado e Brancowitz em pé, todos de frente para um lago, para finalmente falar sobre o show que estava prestes a acontecer. “Nós estamos pegando fogo.” Esta foi a ambígua declaração de Laurent, que podia fazer referência ao calor, à emoção do momento ou às caipirinhas experimentadas antes do festival.

“Não conseguimos ouvir nada [das bandas do Popload], acabamos de chegar. Estávamos em um bar de samba”, admitiu Mazzalai, que fez questão de me mostrar o registro da apresentação que viu, guardado no celular. Apesar de “amarem” samba, este não é o único gênero que agrada os irmãos franceses. “Quando pequenos, éramos fãs basicamente de duas coisas: Beatles e João Gilberto”, revelou Laurent. “Temos uma conexão muito forte com ele, é uma grande influência no que fazemos.”

E esta é apenas uma das referências mundiais na música do Phoenix. Só no disco mais recente, Ti Amo, eles misturam três culturas. Em batidas eletrônico-experimentais, eles falam sobre amor e felicidade em praias italianas, enquanto cantam em inglês e recitam versos em francês.

Difícil imaginar como um trabalho tão colorido nasceu no estúdio La Gaîté Lyrique, vizinho ao teatro Bataclan, um dos principais alvos dos ataques terroristas que aconteceram em Paris, na França, em 13 de novembro de 2015. Mas Laurent garante que a escolha trouxe ainda mais diversidade ao trabalho. “Como o local se tornou inóspito, apenas artistas interessantes se apresentam por lá. Ouvimos muita gente, encontramos pessoas que não imaginávamos.”

Para Christian, até mesmo a temática do disco diz muito sobre o local em que ele foi gravado. “Vivemos em um mundo dominado pelo medo. E nós tentamos criar uma realidade ideal em que percebamos o oposto disso tudo. E em que possamos celebrar as pequenas coisas, a nostalgia, ou qualquer outra coisa que pareça boa o suficiente.”

“O tempo de vocês acabou”, disse a agente deles, ainda meio atordoada por ter tido que nos procurar pelos bastidores do Popload. Depois, tive novamente a chance de presenciar a tal felicidade da fala de Mazzalai no palco, onde os franceses usaram de toda a energia para levantar os presentes, com direito a Mars se jogando na plateia (como em 2014) e muitos hits dos 20 anos de carreira — sendo “Lizstomania”, “If I Ever Feel Better” e “1901” as faixas mais celebradas, como já era esperado. Uma performance e uma conversa que refletem o comportamento de uma banda que se mantém como um dos exemplos do que tem sido feito de melhor na música francesa nas últimas décadas.

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Haikaiss e o 1Kilo se unem no clipe festeiro de “Uma Noite à Toa”

RollingStone - sex, 17/11/2017 - 21:32

Dois dos maiores fenômenos de público do cenário recente do hip-hop nacional, Haikaiss e o 1Kilo se reuniram para um novo single e, nesta sexta, 17, um clipe em conjunto. O clipe de “Uma Noite à Toa” funciona como a reconstrução de uma ambiente de festa, com os integrantes dos grupos interpretando a canção.

Segundo o rapper SPVIC, do Haikaiss, a ideia de fazer uma música em parceria surgiu depois que os músicos passaram a se encontrar com mais frequência em camarins e aeroportos espalhados pelo Brasil. “Sempre comentamos sobre a possibilidade de gravarmos juntos e, agora, aconteceu.”

Além de SPVIC, Pedro Qualy – outro MC do Haikaiss – cocompôs da faixa com Pablo Martins, Xamã e Pelé Mil Flows, todos do 1Kilo. “Uma Noite à Toa” é uma balada festeira com pegada romântica, batidas sutis e muitos vocais melódicos, guiados pelo uso proeminente do AutoTune.

O Haikaiss está atualmente divulgando o disco Teto Baixo, quarto do grupo, lançado em março deste anjo. Já o 1Kilo acabou de soltar a mixtape Reza Sincera, Vol. 2.

Assista ao clipe de abaixo.

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Novo clipe do Republica se passa em estúdio de gravação de Nevermind, do Nirvana

RollingStone - sex, 17/11/2017 - 15:43

Prestes a embarcar em uma turnê europeia, o Republica lança, nesta sexta, 17, o clipe de “Broken”, que registra o clima das gravações do mais recente disco, Brutal & Beautiful. Assim como o álbum, o vídeo foi realizado em Los Angeles e produzido pelo norte-americano Matt Wallace (Faith No More, Maroon 5, Deftones), mas com uma característica especial: foi feito no estúdio Sound City, onde foi gravado o clássico Nevermind, do Nirvana.

No Velho Continente, a banda irá participar de turnês de dois nomes icônicos do rock and roll: Alice Cooper, que divulga agora o disco Paranormal, e Scorpions, que faz a excursão Crazy World 2017.

Assista ao clipe incendiário de “Stand Your Ground”, do Republica

O grupo primeiro toca com o Scorpions, abrindo os trabalhos no dia 24 de novembro, na cidade de Gothenburgo, na Suécia, e depois no dia seguinte, em Estocolmo, capital do país. Em dezembro, se junta a Alice Cooper para os shows dos dias 3 e 7 em Paris, na França, e no dia 5, em Deinze, na Bélgica.

Brutal & Beautiful foi gravado em Los Angeles, nos Estados Unidos, com o produtor norte-americano Matt Wallace (Faith No More, Maroon 5, Deftones). Duas das faixas do trabalho integram trilhas sonoras de produções brasileiras: “Stand Your Ground” está na novela da Globo Rock Story enquanto “Beautiful Lie” embala o filme Amor.com (2017).

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Exclusivo - Noel Gallagher: “Se o rock está morto, sabe o que o matou? A música rock”

RollingStone - sex, 17/11/2017 - 14:02

Noel Gallagher* acaba de sair do estúdio, em Londres, e se encontrar com a esposa, a escocesa Sara MacDonald. “Como foi hoje?”, ela pergunta. “Não sei, toquei sintetizador por umas seis horas.” Ele está trabalhando em Who Built the Moon?, terceiro disco com o grupo High Flying Birds. Na realidade, trata-se do primeiro álbum em que o ex-guitarrista e vocalista do Oasis tenta com afinco “fazer algo diferente”. “Mas você não sabe tocar teclado”, ele é lembrado pela cônjuge. “Pois é”, concorda o artista. “Mas como está o som do álbum?”, ela insiste. “Não faço a menor ideia. Definitivamente não é um disco de rock.”

“Sabe quando você come a mesma coisa todo dia no café da manhã? É entediante, não é?”, cutuca Noel Gallagher, provocando o riso em uma pequena plateia de jornalistas e fãs comandada pelo apresentador Zeca Camargo. Estamos em um estúdio na região do Morumbi, em São Paulo, próximo ao estádio onde ele se apresentaria quatro vezes, nos dias que se seguiriam, como número de abertura da turnê do U2 que comemora três décadas do disco The Joshua Tree. É nesse evento para a imprensa que Gallagher narra o diálogo acima. “Eu começava a tocar uma música e o produtor, David Holmes, dizia: ‘Pare, está parecendo Oasis’. ‘Então está incrível, não?’, eu respondia. Mas ele ficava: ‘Não, vamos tentar algo diferente’. Toquei outra, e ele: ‘Isso parece o High Flying Birds’. Falei: ‘Igualmente incrível’.”

“Você já fez isso. Você é o melhor do mundo nisso. Por que não tenta fazer outra coisa?” Essa foi a resposta de Holmes, que também é DJ e autor de trilhas para filmes, e a fagulha que acendeu Who Built the Moon? O disco, previsto para 24 de novembro e que saiu no Brasil pela Universal Music, nasceu e cresceu a partir da vontade de Gallagher de renovar a sonoridade que ele estabeleceu desde os anos 1990, com o Oasis, e desenvolveu nesta década, com o High Flying Birds. O produtor foi inicialmente convocado quando Gallagher trabalhava em Chasing Yesterday (2015) havia duas semanas, mas os dois acabaram não colaborando naquele álbum. “Eu já tinha as músicas prontas, e ele disse que preferia estar presente durante o processo de criação”, explica o britânico. A dupla, então, se reuniu para criar em uma nova leva de canções simultaneamente à feitura de Chasing Yesterday, que acabou saindo escasso de novidades sonoras (exceção a algumas faixas, como “Ballad of the Mighty I”). “Eu trabalhava um mês em Chasing Yesterday, parava um tempo, trabalhava um mês em Who Built the Moon?, dava outra pausa, e assim por diante.”

Gallagher acabou sendo colocado em uma situação pouco confortável. Logo no primeiro encontro para se dedicar a Who Built the Moon?, o produtor chamou o músico para ouvir uma série de discos – velharias e novidades, coisas raras e outras nem tanto – e a partir daquilo encontrar uma direção. “No estúdio, ele me dizia para tentar ‘alguma coisa diferente’. Isso é uma frase muito vaga! Que porra isso quer dizer?”, lembra. A abordagem de Holmes, especialmente no que diz respeito à busca de samples, assemelha-se muito à produção de discos de hip-hop, geralmente focados na criação de batidas, arranjos em sintetizadores e trechos de outras músicas que podem ser reaproveitados. O primeiro single, “Holy Mountain” – que adianta muito pouco em termos de sonoridade –, por exemplo, surgiu a partir do sample de uma canção “irritantemente alegre”, segundo Gallagher. “Nunca tinha feito algo como isso”, admite. O estilo de produção, que também guiou o próximo LP do U2 (Songs of Experience) e o último de David Bowie (Blackstar), certamente o encantou. “Me levou a diversos momentos mágicos”, diz ele, agora conversando somente com a reportagem da Rolling Stone Brasil, em um quarto de hotel também no Morumbi, em São Paulo. “Esse álbum não foi sequer feito em uma mesa de mixagem, para se ter uma ideia – foi direto na porra do computador! É algo que com certeza pretendo fazer novamente.”

“Eu e David estávamos no estúdio por acaso quando essa música foi lançada. E estávamos conversando sobre Kanye West”, recorda Gallagher, referindo-se à faixa “Fade”, do mais recente álbum do rapper, lançado no primeiro semestre de 2016. “David disse: ‘Você deveria tentar fazer algo assim’. E eu fiquei: ‘Uau’.” A conversa acabou rendendo “Fort Knox”, outro single de Who Built the Moon?, um quase-instrumental guiado por graves robustos e coros que remetem a outra música de West da qual Gallagher é fã, “Power” (de My Beautiful Dark Twisted Fantasy, 2010). Apesar da influência direta do rapper, a relação do britânico com o hip-hop não é exatamente das mais próximas. “Como gênero, é algo que me interessa? Não muito. Mas se eu gosto ou amo algumas faixas? Porra, com certeza!”

É curioso que Gallagher esteja se afastando do rock, mesmo que seja por um único álbum. Liam Gallagher, irmão mais novo, desafeto e ex-colega dele no Oasis, acaba de iniciar a carreira solo com um disco cheio de referências ao gênero, que gradativamente encontra menos espaço nas paradas de sucesso e no gosto da crítica (no último mês de julho, foi divulgado que o “hip-hop/R&B” ultrapassou o rock como o gênero mais popular nos Estados Unidos pela primeira vez na história). Nunca se falou tanto em “morte” ou “envelhecimento” do rock, sendo que o Oasis (bem como o contemporâneo Nirvana) é frequentemente citado como um dos últimos grupos essencialmente roqueiros a ter sucesso de massa e lotar estádios ao redor do mundo.

“Se o rock está morto – e eu não acredito que esteja –, sabe o que o matou? A música rock”, teoriza Gallagher, explicando que seu novo LP “não é um disco de rock”, apesar de ser um “disco de rock and roll”. “Porque há uma diferença: rock and roll é o espírito e a atitude. E música rock é sair gritando, como Dave Grohl [imita com deboche um típico berro do vocalista do Foo Fighters]. Que porra ele tanto grita? Sobre que merda ele está gritando? Eu não saco, sabe?” Críticas à falta de espírito nas canções do Foo Fighters à parte, Gallagher é partidário da ideia de que “faltam bons compositores”. “Você está falando com alguém que compõe por hobby. Eu não preciso mais fazer isso. Então, por que não há mais bons compositores no rock? Eu não sei dizer.”

Gallagher não chega a renegar o Oasis – até porque sempre toca muitas músicas da banda nos shows –, mas, ao mesmo tempo, nunca esteve tão desconectado dele. “Exceto um [obviamente, Liam], todos os integrantes do Oasis tinham gostos bem diversos, mas, quando entrávamos no mesmo cômodo, só conseguíamos fazer uma coisa: rock de estádio”, remonta. “Não tinha jeito de levar uma música dessas [das novas] para um ensaio.” Até por isso, As You Were, o álbum solo de Liam lançado no começo de outubro, deve fazer muito mais sucesso entre os fãs órfãos do Oasis – e Noel já sabe disso. “Sim, estou esperando reações negativas dos fãs. Estou absolutamente confortável com isso. Não temo o futuro. Não temo abandonar o passado.”

“Acho Who Built the Moon? fascinante, confuso, divertido. E as opiniões de qualquer pessoa sobre ele estão certas – porque são opiniões. Amo pra caralho esse disco”, crava, orgulhoso. Se eu estivesse relutante em relação a ele, não estaríamos aqui conversando. “Se eu estivesse relutante, não teria escolhido ‘Holy Mountain’ como single. É uma música irritante, alegre, [escolhi porque] imaginei que os fãs do Oasis iriam odiar. Vamos supor que, seis meses depois de o disco ter sido lançado, eu esteja prestes a sair em turnê e meu funcionário me ligue dizendo que não vendi nenhuma cópia. Vou continuar achando o melhor disco do mundo.”

‘‘Eu sou?” Noel Gallagher ri quando sugiro que ele passa a imagem de “durão” em entrevistas. Não se trata de ser “chato” ou “ranzinza”. Aos 50 anos, o principal compositor do Oasis continua uma pessoa prática, cheia de certezas e definitivamente desbocada (independentemente das consequências, ele dificilmente vai guardar uma opinião polêmica para si mesmo). Gallagher mantém a imagem de artista “inabalável”, que é bem resolvido com esposa e família, sustenta uma carreira solo que teve seus dois únicos álbuns no topo da parada britânica, não está (mais) envolvido em brigas ou problemas com drogas e segue gerando interesse do público sem precisar ser apelativo. Ele até harmonizou uma rixa histórica ao participar do disco do Gorillaz (Humanz, 2017), projeto de Damon Albarn, vocalista do Blur e protagonista da famosa disputa com o Oasis por quem vendia mais álbuns no auge do britpop.

No quarto de hotel no Morumbi, ele demanda respeito apenas com a postura. Veste jaqueta, calça e tênis, tudo preto, e esconde o olhar com as lentes escuras de um par de óculos tipo Club-Master. É certamente um tipo muito mais socialmente estimado do que aquele dos anos 1990, quando poderia aparecer em um programa de TV ou ao subir ao palco de um estádio lotado usando um moletom amassado. A atual imagem, mais “burguesa”, é justificada: Gallagher fez e faz milhões com os incontáveis sucessos que escreveu para o Oasis. Mas é também (mais um) motivo de chacota por parte do irmão, que recentemente disse à Rolling Stone EUA: “É um cretino, virou classe média. Virou o establishment. É um deles. Está todo sr. Puro e Correto. Do jeito que ele toca as músicas do Oasis é como se tivesse sugado a vida delas, porque ele não quer as pessoas pulando como antigamente”.

No Twitter, Liam também criticou a ausência de Noel em um evento em prol das vítimas do ataque terrorista que deixou 23 pessoas mortas (e centenas feridas) após uma bomba explodir na Manchester Arena durante um show da cantora Ariana Grande. Na ocasião, o Gallagher mais novo cantou na apresentação beneficente One Love Manchester, que arrecadou fundos para as famílias das vítimas. De férias, o irmão mais velho não esteve presente na data, mas doou os lucros de “Don’t Look Back in Anger” – música de 1995 que virou um hino improvável para a cidade dos Gallaghers – depois que ela foi cantada espontaneamente em praça pública por uma multidão para homenagear os que morreram no ataque.

“Foi triste e chocante”, Noel tenta recordar. “Eu estava em casa, vendo o noticiário, quando as pessoas começaram a cantar. Acho que, pela primeira vez na minha vida, eu estava atônito. Não tinha palavras. Era só tipo: ‘Caralho’. Por um lado, eu pensava: ‘Meu Deus, a música que eu escrevi 20 anos atrás tem um significado muito mais profundo do que eu pude imaginar. Estava fascinado e confuso’. Por outro lado, eu só queria que nada disso tivesse acontecido.” Gallagher compôs “Don’t Look Back in Anger” pensando em “uma mulher de uma certa idade que está meio que vendo a vida passar, mas ela não tem arrependimentos e está fazendo um brinde, dizendo: ‘Quer saber? Foda-se’”. “Agora, virou um hino de resistência contra as merdas que estão acontecendo no mundo. Meu desejo era que continuasse sendo sobre aquela mulher”, lamenta.

Para Gallagher, morar em Londres nos dias de hoje, em meio às ameaças de terrorismo internacional, é viver em constante suspense sobre como seu dia vai acabar. “Não dirijo, então tenho que usar o transporte público”, conta. “E você sabe que, quando a porta do trem fecha, você pode ser mandado pelos ares a qualquer segundo. Tente imaginar essa sensação. Tipo tenho um ensaio e levo 35 minutos para chegar até lá. Nesse meio-tempo, tudo pode acontecer: armas, bombas, facas, qualquer coisa, não dá para saber. Você começa a valorizar certas coisas na vida. Quando seus filhos vão à escola de manhã, é melhor dizer a eles que você os ama.” O músico, que “odeia religiões organizadas”, acredita que a solução – ou a “defesa” – contra o terrorismo é o governo britânico ser “mais forte do que é”. “Há 300 pessoas sendo secretamente vigiadas pelo governo, pois são conhecidamente associadas com terroristas. Por que eles estão sendo vigiados – e não presos? Não tem sentido. Esses políticos são fracos, estão interessados em economia. Não só a primeira-ministra [Theresa May], o outro cara, o filho da puta do [líder do partido trabalhista, Jeremy] Corbyn, é pior, porque é um comunista. Em dez anos isso vai estar pior. Para o ISIS acabar, as pessoas teriam que parar de acreditar em Deus.”

Noel não fala diretamente sobre Liam. Diz que não ouviu As You Were e que não se importa com nada relacionado ao irmão. Mas fica evidente que dá um jeito de enfiá-lo em praticamente qualquer assunto. Refere-se a ele como “pessoa que usa parkas” quando faz piada sobre “fãs que não vão gostar” de Who Built the Moon?; sugere que ele “deveria se juntar a Donald Trump e à Coreia na atividade de provocar guerras pelo Twitter”; e o critica indiretamente ao se reafirmar como autor: “Não preciso de ninguém para compor para mim nem comigo”. “Por favor, não pergunte mais sobre o Liam, ele já respondeu milhares de vezes e a entrevista fica chata depois”, alertou uma assessora, tentando evitar um assunto de que nem o próprio Noel consegue se livrar. Não é preciso evocá-lo em questionamentos para que o ex-vocalista do Oasis surja na conversa, o que, para um sujeito tão bem resolvido como Noel Gallagher, parece indicar algo bem incômodo.

Hoje, os irmãos parecem muito mais um casal divorciado choramingando sobre a guarda das crianças (as canções do Oasis e o direito de ser reconhecido por elas). Noel, cujos dois álbuns “solo” atingem alguns momentos de real inovação, mas em geral soam como spin-offs menos agressivos da antiga banda, foi quem carregou o legado do grupo, muito graças à timidez da existência do Beady Eye, projeto pós-Oasis de Liam. Com o álbum solo, Liam está oficialmente de volta. Em perfil publicado em outubro pela Rolling Stone, ele clama ter tido, com a voz e interpretação, tanta influência sobre as faixas do Oasis quanto o compositor delas. “Sou o vocalista, a cara da banda, poderia cantar [a cantiga inglesa] ‘Baa Baa Black Sheep’ e fazê-la soar como Oasis”, disse. Noel reclama: “Como ele poderia sequer saber quem é Lyla? Eu sei quem é Lyla”. Para Liam, o irmão “é só um veículo nisso tudo”: “As músicas não exatamente pertencem a ele – também não pertencem a mim”.

“É assim: tem o cara e um time de compositores em volta do cara”, Noel inicia uma teoria sobre a falta de bons compositores na música atual. Logo percebe-se que ele está (novamente) falando de Liam, que conta com a ajuda de diversos cocompositores no disco solo. “Isso não está certo, é uma merda. Se você não compõe, como vai se conectar às pessoas? Quando você vai a uma festa, você usa as suas roupas, que você acha que ficam bem em você, certo? Não há argumento contra isso. Se você tem outra pessoa escrevendo suas músicas, você está usando roupas alheias.” Por que, então, o Oasis era uma banda boa, se seu vocalista nem sabia sobre o que estava cantando? “Química e timing”, ele recupera o ar e responde, de maneira espontânea e evasiva.

É domingo e só o clima chuvoso denunciado pela sacada do hotel pode atrapalhar a felicidade implacável de Noel Gallagher. Dali a algumas horas, ele vai subir novamente ao palco do Estádio do Morumbi para abrir o terceiro dos quatro shows do U2 em São Paulo. Nos preparativos para Who Built the Moon?, ele chama a turnê com os amigos irlandeses de “férias”, já que faz shows mais curtos e espaçados, antes de iniciar 2018 com a própria excursão – que, segundo ele, vem ao Brasil. O clima é tão leve que o artista decidiu parar de encerrar os shows com a emocionalmente densa “Don’t Look Back in Anger”, trocando-a por “AKA... What a Life!”, descrita pelo autor como uma “declaração de alegria”. A faixa de 2011, segunda dele depois do Oasis, é uma das que se alinham com a atmosfera divertida de Who Built the Moon?

Mas a verdade é que Noel Gallagher sempre foi um otimista. “Digo isso e as pessoas ao meu redor ficam: ‘De que porra ele está falando?’”, ri. “Tendo a ver o melhor em cada situação. Ou, pelo menos, tento. Isso sempre apareceu nas minhas músicas como um certo tipo de esperança. Mesmo nas dos anos 1990, eu estava sempre falando de ‘nós’, e não de ‘mim’.” De fato, no mesmo ano em que Kurt Cobain se matou, 1994, o Oasis estreava com um clássico instantâneo, Definitely Maybe, uma pá de cal no sentimento sombrio do grunge. Se os norte-americanos agonizavam sobre não se encaixarem nos padrões, Gallagher compunha manifestos sobre viver e aproveitar a vida ao máximo, de “Live Forever” (“Talvez eu só queira voar/ Quero viver, não quero morrer”) a “Supersonic” (“Você pode ter tudo/ Mas quanto você quer?”). No otimismo do guitarrista, era possível ser um rock star, mesmo que por uma noite (“Rock ‘n’ Roll Star”) e até o tédio não parecia tão chato assim (“Cigarettes & Alcohol”).

“Quero ser compositor, estar aqui, hoje, tocando com o U2”, exalta-se enquanto masca um chiclete com cada vez mais intensidade. “Para um moleque pobre que estava aqui [indica o chão] na sociedade, eu fiz tanto dinheiro que você não pode imaginar. Sabe quando você vê Paul McCartney e Keith Richards por aí? São uns super-heróis, certo? Eles não precisam fazer isso – fazem porque querem. É um sentimento, eu não conseguiria te explicar.” Medos? “Não tenho nenhum.” Velhice? “Não tem como temer a velhice, ela está acontecendo, não dá para parar, tenho que abraçá-la.” Morte? “Vai vir em algum momento, espero que seja rápida, mas às vezes fico pensando que gostaria de me despedir das pessoas que amo.” Perder a capacidade de tocar? “Não sou um dos melhores performers do mundo. Se não conseguir mais subir a um palco, fico feliz de saber que fiz as músicas que fiz.”

Só mesmo uma tragédia do tamanho do atentado em Manchester para abalar a fé do homem de gelo na felicidade. “Se eu choro? Chorei no nascimento dos meus filhos e nas duas vitórias do Manchester City no campeonato [inglês de futebol]”, revela. “Choro de alegria. Nada me deixa triste.”

Embate de Gallaghers
Na ausência de uma macarronada de domingo, Noel e Liam lavam roupa suja usando o Twitter e a imprensa

Se você é um Gallagher, há duas certezas a seu respeito no segundo semestre de 2017: está lançando um disco solo e vai falar sobre o irmão em entrevistas para divulgá-lo. Os ataques intermináveis mais do que um ódio mútuo vazio, parecem funcionar como tentativas frustradas de resolver publicamente questões profundas – as quais não são tratadas de maneira privada porque eles basicamente não se falam nem se encontram – em torno da relação de irmãos e companheiros de banda que tiveram. Possivelmente porque quando o Oasis se desfez, em Paris, oito anos atrás, o confronto final entre eles foi traumático. Noel diz que Liam teve um ataque violento e chegou a agredi-lo com o violão. Já o irmão argumenta que foi provocado (não só na ocasião mas em todo o convívio deles) e desmente a agressão. Há todo um histórico nada amistoso na relação entre eles.

Se Liam é quem carrega o maior rancor em relação ao irmão (com tuítes hilários em que diz que Noel se parece com uma batata), Noel parece tê-lo muito mais como uma espécie de pedra no sapato: não é irritante o suficiente para tirá-lo do sério nem indiferente o suficiente para não incomodá-lo. “Tem muitas pessoas na Inglaterra que não conseguem se livrar do passado, e eu entendo isso”, Noel reflete, voltando a falar indiretamente de Liam, cujo álbum, em uma visão pouco deslumbrada, é uma tentativa de “emular” o Oasis, com alguns toques de modernidade e performances interessantes. “São pessoas que não veem mais tanta graça no futuro, e eu entendo isso. Falando sobre mim, acho o passado ótimo, mas enxergo o futuro com infinitas possibilidades.” No fim, parece que o mundo seria um lugar com menos comparações entre eles e os personagens bíblicos Caim e Abel e menos tuítes sobre “batata” se Noel tivesse a mesma facilidade para deixar o irmão de lado que demonstra para superar a antiga banda. “Hipoteticamente falando, se alguém chega para mim e diz: ‘A partir de hoje, você não tem mais permissão de tocar músicas do Oasis’, respondo ‘estou bem com isso’”, assume. Não é necessário perguntar, então, sobre uma possível volta do grupo.

*A edição 135, com Noel Gallagher na capa, chega às bancas a partir de terça, 21

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Grammy Latino 2017: Tiago Iorc e Nando Reis são premiados em noite dominada pelo sucesso de “Despacito”

RollingStone - sex, 17/11/2017 - 12:37

Na última quinta, 16, aconteceu a 18ª premiação do Grammy Latino, em Las Vegas. A noite foi dominada pelo sucesso de “Despacito”, canção de Luis Fonsi e Erika Ender, gravada em parceria com Daddy Yanke, que somou quatro prêmios. A faixa levou os títulos de Gravação do Ano, Canção do Ano, Melhor Fusão/Interpretação Urbana (pelo remix com Justin Bieber) e Melhor Vídeo Musical Versão Curta.

Fonsi subiu ao palco para uma animada performance do fenômeno, acompanhado por Victor Manuelle, Bomba Estéreo (que veio ao Rock in Rio neste ano para uma apresentação com Karol Conka) e Diplo. Abaixo, assista a um registro visual do momento.

Nas categorias dedicadas exclusivamente à música brasileira, Tiago Iorc levou as estatuetas de Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa (por Troco Likes Ao Vivo: Um Filme de Tiago Iorc) e de Melhor Canção em Língua Portuguesa (por “Trevo (Tu)”, parceria com a dupla Anavitória). Já Nando Reis venceu The Baggios, Blitz, Curumin e Metá Metá e ficou com o prêmio de Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa pelo trabalho em Jardim-Pomar.

Relembre os destaques do Grammy Latino 2016

+ Misturado, de Mart’nália, foi nomeado como o Melhor Álbum de Samba/Pagode e Dos Navegantes, de Edu Lobo, Romero Lubambo e Mauro Senise, como Melhor Álbum de Música Popular Brasileira.

Anitta pode ter ficado de fora dos premiados, mas ainda marcou presença no evento. Durante a cerimônia pré-Grammy, que homenageou o espanhol Alejandro Sanz (a Personalidade do Ano), a brasileira se juntou ao norte-americano Nick Jonas para uma versão de “Looking for Paradise”.

Abaixo, veja a lista de ganhadores das principais categorias do prêmio.

Grammy Latino 2017

Álbum do Ano
Salsa Big Band — Rubén Blades com Roberto Delgado & Orquesta
Obras Son Amores — Antonio Carmona
A La Mar — Vicente García
Fénix — Nicky Jam
Mis Planes Son Amarte — Juanes
La Trenza — Mon Laferte
Musas (Un Homenaje Al Folclore Latinoamericano En Manos De Los Macorinos, Vol. 1) — Natalia Lafourcade
Residente — Residente
El Dorado — Shakira
Palabras Manuales — Danay Suarez

Gravação do Ano
“La Flor De La Canela” — Rubén Blades
“El Surco”— Jorge Drexler
“Quiero Que Vuelvas”— Alejandro Fernández
“Despacito” — Luis Fonsi featuring Daddy Yankee
“El Ratico” — Juanes featuring Kali Uchis
“Amárrame” — Mon Laferte featuring Juanes
“Felices Los 4”— Maluma
“Vente P’a Ca” — Ricky Martin featuring Maluma
“Guerra” — Residente
“Chantaje”— Shakira featuring Maluma

Canção do Ano (prêmio aos compositores)
"Amárrame" — Mon Laferte, compositor (Mon Laferte featuring Juanes)
"Chantaje" — Kevin Mauricio Jiménez Londoño, Bryan Snaider Lezcano Chaverra, Joel Antonio López Castro, Maluma e Shakira, compositores (Shakira featuring Maluma)
"Desde Que Estamos Juntos" — Descemer Bueno & Melendi, compositores (Melendi)
"Despacito" — Daddy Yankee, Erika Ender e Luis Fonsi, compositores (Luis Fonsi featuring Daddy Yankee)
"Ella" — Ricardo Arjona, compositor (Ricardo Arjona)
"Felices Los 4" — Mario Cáceres, Kevin Mauricio Jiménez Londoño, Maluma, Servando Primera, Stiven Rojas e Bryan Snaider Lezcano Chaverra, compositores (Maluma)
"Guerra" — Residente e Jeff Trooko, compositores (Residente)
"La Fortuna" — Diana Fuentes e Tommy Torres, compositores (Diana Fuentes featuring Tommy Torres)
"Tú Sí Sabes Quererme" — Natalia Lafourcade, compositores (Natalia Lafourcade featuring Los Macorinos)
"Vente Pa' Ca" — Nermin Harambasic, Maluma, Ricky Martin, Mauricio Montaner, Ricky Montaner, Lars Pedersen, Carl Ryden, Justin Stein, Ronny Vidar Svendsen e Anne Judith Stokke Wik, compositores (Ricky Martin featuring Maluma)

Melhor Canção em Língua Portuguesa
“Noturna (Nada de Novo na Noite)” - Marisa Monte, Silva & Lucas Silva
“Pé na Areia” - Cauique, Diogo Leite & Rodrigo Leite
“Só Posso Dizer” - Nando Reis
“Trevo” (Tu) - Ana Caetano & Tiago Iorc
“Triste, Louca ou Má” - Francisco, El Hombre

Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa
AnaVitória - AnaVitória
Boogie Naipe - Mano Brown
Troco Likes Ao Vivo: um Filme de Tiago Iorc - Tiago Iorc
Tudo Nosso - Jamz
A Danada Sou Eu - Ludmilla

Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa
Brutown - The Baggios
Aventuras II - Blitz
Boca - Curumin
MM3 - Metá Metá
Jardim – Pomar - Nando Reis

Melhor Álbum de Samba/Pagode
+ Misturado - Mart'nália
Na Luz do Samba - Luciana Mello
Alma Brasileira - Diogo Nogueira
Delírio no Circo - Roberta Sá
Sambabook: Jorge Aragão - Vários Artistas

Melhor Álbum de Música Sertaneja
Daniel - Daniel
(...) - Day & Lara
1977 - Luan Santana
Realidade Ao Vivo em Manaus - Marília Mendonça
5. Live - Simone & Simaria

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Tiago Iorc comemora prêmio com Anavitória no Grammy Latino

Terra Música - sex, 17/11/2017 - 09:31
Tiago Iorc e Anavitória saíram vitoriosos no Grammy Latino 2017, realizado em Las Vegas, nos ...
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"Nasci para brilhar", diz Titica, a cantora trans angolana

Terra Música - sex, 17/11/2017 - 08:49
Ela é a rainha do som africano do kuduro e a primeira cantora a assumir a transexualidade em ...
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Exclusivo: Humberto Gessinger canta sobre o tempo na inédita “Pra Caramba”; ouça

RollingStone - sex, 17/11/2017 - 07:01

“Para sempre é tempo para caramba”, reflete Humberto Gessinger em “Pra Caramba”, canção que pode ser ouvida em primeira mão na Rolling Stone Brasil. Lançada junto a um videoclipe minimalista nesta sexta, 17, a música integra o próximo DVD solo do músico, previsto para março de 2018.

O vídeo foi gravado em Porto Alegre, com direção de Pietro Grassia. Nele, Gessinger canta, toca piano e harmônica, enquanto é acompanhado por Nando Peters no contrabaixo e Filipe Rotta no bandolim e voz.

Relembre nossa cobertura do João Rock 2017, que teve Humberto Gessinger no line-up

“Pra Caramba” é a primeira de quatro faixas inéditas que o ex-Engenheiros do Hawaii apresentará ao público nos próximos meses. Todas farão parte do DVD, que também inclui o registro da turnê Desde Aquele Dia - 30 Anos da Revolta dos Dândis.

Assista ao clipe de “Pra Caramba” abaixo.

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Metáfora Perfeita: atores de Liga da Justiça se esforçam para manter a boa fase da DC Comics no cinema

RollingStone - qui, 16/11/2017 - 18:34

Gal Gadot e os colegas de elenco em Liga da Justiça acabaram de sair da Comic-Con de San Diego, também conhecida como a Comic-Con mais importante do mundo. Acabaram mesmo: eles participaram do painel do filme e, em seguida, atravessaram a rua para encontrar a imprensa internacional e falar sobre o longa. Dentro do centro de convenções onde é realizado o evento anual, o que impressionou a atriz não foi ver muitas garotinhas vestidas como a personagem que ela interpretou no recente filme solo da heroína, e que volta a viver no novo longa. Por isso ela já esperava.

“O que me empolga mais é ver os meninos e os homens usando fantasia de Mulher-Maravilha, porque me parece que ela rompeu todas as barreiras de gênero”, comemora. Gal, Ray Fisher (Cyborg), Ezra Miller (The Flash), Ben Affleck (Batman) e Jason Momoa (Aquaman) estão extremamente empolgados com a recepção do público da Comic-Con e, embora Affleck não largue do celular e Momoa tenha que interromper a entrevista diversas vezes para correr atrás dos filhos, que demandam atenção o tempo todo, os atores falam com genuíno afeto sobre a produção, que estreia em 16 de novembro e chega em uma hora excelente.

[Crítica] Sem sal, Liga da Justiça é endereçado aos seguidores fiéis da DC Comics e a mais ninguém

Os filmes de herói nunca estiveram tão em alta e nunca tiveram tanta liberdade de, por exemplo, penderem mais para a comédia do que para roteiros de ação amarrados. Acima de tudo, as adaptações das HQs da DC Comics estão surfando na onda do sucesso de Mulher-Maravilha, que quebrou vários recordes de bilheteria. Um dos elogios mais tecidos à obra de Patty Jenkins, que dirigiu Gal e seu laço da verdade na bem-sucedida incursão cinematográfica, é que o filme traz humor de uma forma orgânica, com piadas bem escritas e apropriadas para cada personagem. A fórmula e o tom devem se repetir na Liga. “É mais divertido, tem mais leveza do que os outros filmes”, garante Affleck.

Mas nem só de piadas pode viver um filme de herói. Especialmente quando são cinco deles, cada um levando para o conjunto uma série de intenções, traumas e particularidades. Pensando nessas características de cada personagem, o intérprete de The Flash, cujo poder é a rapidez, brinca: “Bom, eu geralmente torno tudo mais lento”. Apesar de Ezra Miller ser praticamente incapaz de dar uma resposta séria (durante quase toda a entrevista), Gal fica compenetrada na hora de refletir a respeito de o que a personagem dela acrescenta ao coletivo. “O Batman e a Mulher-Maravilha meio que são a cola que gruda a Liga”, define. “Mas eles, obviamente, precisam de cada um dos outros integrantes para conseguirem atuar como a melhor versão deles mesmos.”

“Eles são os líderes do rebanho”, completa Fisher. “Estão ali para argumentar, nos convencer das coisas e fazer com que todos trabalhem juntos. Segundo Ezra, são nossos pai e mãe.” “Sim”, interfere o intérprete de The Flash. “O Ben é meu pai e a Gal é a minha mãe. Eles são muito legais até eu fazer alguma coisa errada”, ri.

“A ironia de tudo isso é que o Bruce/Batman nunca foi um cara particularmente bom em cooperar”, diz Affleck. “E, ainda assim, ele é colocado nessa posição de ter que não apenas trabalhar ao lado dos outros como também liderar, organizar a ação e reunir a turma.”

Uma das expectativas dos fãs é dever como a equipe superou um problema que poderia colocar tudo a perder. Em maio deste ano, o diretor de Liga da Justiça, Zack Snyder, anunciou que teria que se afastar do projeto para cuidar de sua vida pessoal, arrasada depois que a filha cometeu suicídio em março. A pós-produção e a refilmagem de algumas cenas, então, foram assumidas pelo cineasta e corroteirista do longa Joss Whedon, que tem um estilo bem diferente do de Snyder – o que pode causar um efeito de os fãs saírem do cinema tentando adivinhar qual cena foi assinada por quem.

Fisher concorda que são dois diretores com estéticas divergentes, mas argumenta: “No fim das contas, acho que todos queremos a mesma coisa, que é contar a melhor história possível. Tivemos um processo de trabalho muito mais longo com Zack do que com Joss, mas como uma boa parte da equipe era a mesma isso deu uma familiaridade.”

Miller, nesse momento, deixa as gracinhas de lado e é ele quem explica da forma mais “super-heroinesca” a situação toda. Diante da adversidade, do momento de crise, foi tomada a melhor solução possível para resolver as coisas de uma forma justa. “Foi muito bonito ver as pessoas, artistas, se unindo para dar apoio um ao outro em uma hora como essa. Uma das coisas mais belas que você pode fazer é ajudar a realizar a visão de outro artista quando ele não é capaz. E isso é, de certa forma, o tema do filme: quando a situação é complicada demais, a única solução é a união. E encontrar nos outros a bondade e os talentos deles.”

“Todos temos essa capacidade interna de fazer a coisa certa e pensar nos outros. Simplesmente atribuímos essas qualidades aos heróis, mas é algo que está dentro de nós e que é necessário aplicar à vida”, Momoa complementa. Miller retoma: “Precisamos confiar uns nos outros. É quase a metáfora perfeita, não?”.

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Festival espanhol de música eletrônica, Sónar tenta enviar música para extraterrestres

RollingStone - qui, 16/11/2017 - 15:58

Por: Redação

Sónar, o conceituado festival de música eletrônica de Barcelona, está celebrando o aniversário de 25 anos de uma maneira única: tentando contatar vidas extraterrestres inteligentes. A transmissão, chamada “Sónar Calling GJ273b”, é a primeira mensagem de rádio a ser enviada para um planeta fora do sistema solar que é potencialmente habitável.

A mensagem inclui 33 trechos de 10 segundos de música especialmente curados pelo festival. Entre os artistas contribuintes estão Holly Herndon, Matmos, Autechre, Laurel Halo, Richie Hawtin, Modeselektor, Jean-Michel Jarre, the Black Madonna, Kode9 e outros. É esperado que a transmissão alcance o planeta GJ273b, a estrela B de Luyten, localizado a 12,4 anos-luz da Terra.

O primeiro sinal foi enviado no último mês de outubro, e um próximo está planejado para abril de 2018. O festival está convidando o público do Sonar para fazer parte do projeto, incluindo composições próprias no envio. De todo o material recebido, serão escolhidas três músicas para integrar a transmissão de abril. Todas as informações estão no site do projeto.

Abaixo, assista a um vídeo (em inglês) que explica como funciona o “Sónar Calling GJ273b”.


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CRACCA Festival estreia em Santa Catarina com baixista dos Ramones como headliner

RollingStone - qui, 16/11/2017 - 14:51

Quinze bandas de rock agitam os palcos de Itajaí, em Santa Catarina, nas noites de 24 e 25 de novembro (sexta e sábado). O Mercado Pirata, bar de Balneário Camboriú conhecido por fomentar a cena underground da região, recebe grupos brasileiros e internacionais no Centreventos Itajaí para a estreia do CRACCA (Cerveja, Rock, Arte, Cultura, Comida e Amigos) Festival.

O headliner do evento é CJ Ramone, ex-baixista dos lendários Ramones. Após dois anos, o músico retorna ao país para a turnê de divulgação do terceiro disco solo dele, American Beauty, lançado em março. A segunda atração internacional do CRACCA também está ligada aos Ramones. Produtor, baixista e presidente da fábrica de guitarras Mosrite Americana, Jiro Okabe já trabalhou com o icônico baterista Richie Ramone e traz três canções assinadas por CJ no mais recente álbum, My Revolution, motivo da vinda ao Brasil.

Discípulos dos Ramones: 10 bandas influenciadas pelo grupo punk

O line-up do CRACCA é completado por bandas do Sudeste e do Sul do país: Tropical Caos, Apicultores Clandestinos, Daniel Belleza & os Corações em Fúria, The Dead Rocks, Devilish, Escambau, FingerFingerrr, Identidade, O Lendário Chucrobillyman, Marzela, Mary Lee & The B-side Brothers, The Mullet Monster Mafia e Relespública.

Além de muita música, o festival oferece quatro opções de restaurantes regionais, inclusive com pratos veganos, para o público. Ainda há ingressos à venda. É possível adquirir o passaporte, que dá acesso aos dois dias, por R$ 100, ou entradas individuais para a sexta ou para o sábado, por R$ 80. Há a opção de meia-entrada.

Veja mais informações abaixo.

CRACCA Festival
24 e 25 de novembro, sexta e sábado, a partir das 18h
Centreventos Itajaí, pavilhão Anexo - Av. Min. Victor Konder, 303, Itajaí, Santa Catarina
Entre R$ 100 e R$ 80, com opção de meia-entrada. À venda no Mercado Pirata, na MPBC Store ou no site da Loop Ticket.

*Publieditorial

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Morre aos 21 anos o rapper norte-americano Lil Peep

Terra Música - qui, 16/11/2017 - 13:35
O rapper norte-americano Lil Peep, 21 anos, faleceu nesta quinta-feira (16), confirmou o ...
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Lil Peep, “rapper emo” em ascensão, morre aos 21 anos

RollingStone - qui, 16/11/2017 - 13:31

Lil Peep, o rapper nova-iorquino que misturou o emo de guitarras com produções de hip-hop em mixtapes e angariou milhões de plays no SoundCloud, morreu na última quarta, 15, aos 21 anos de idade. Um representante do rapper confirmou a informação à Rolling Stone EUA, mas disse que a causa da morte ainda não foi oficialmente determinada (há suspeitas de overdose de drogas).

“Estou chocado e de coração partido”, disse Sarah Sennett – CEO da First Access Entertainment, empresa que trabalhou com Peep durante o último ano – em comunicado. “Não acredito que Peep queria morrer, isso é muito trágico. Ele tinha muitos objetivos e sonhos para o futuro e ele os compartilhou comigo, a equipe, a família e os amigos dele. Ele era altamente inteligente, muito criativo, absolutamente carismático, gentil e educado. Ele tinha grandes ambições e a carreira estava florescendo.”

Nascido Gustav Åhr em 1º de novembro de 1996, em Long Island, Nova York, e criado em Long Beach (EUA), Åhr largou o ensino médio e fez cursos de Gerenciamento Eletrônico de Documentos pelo computador antes de se mudar para Los Angeles. “Vim para cá direto do ensino médio achando que iria pagar o aluguel com essa carreira de rapper de SoundCloud”, Lil Peep disse ao Pitchfork em 2016. “Mas, no fim das contas, eu não conseguia fazer isso ainda. Então tive que voltar [para Long Island]”. Ele logo retornou à Costa Oeste norte-americana e gravou parte do material mais conhecido dele em um apartamento de Los Angeles.

Ele lançou o disco de estreia, Lil Peep Part One, no Bandcamp, em dezembro de 2015. O projeto misturou guitarras lânguidas e letras despedaçadas – “ got a feeling that I'm not gonna be here for next year”, ele canta em “The Way I See Things” – e batidas de trap. Åhr continuou refinando o som dele em outros lançamentos, sendo o mais recente deles Come Over When You're Sober, Pt. 1., que saiu no último mês de agosto.

Peep foi aclamado como um jovem artista revivendo o emo para a era do hip-hop. Åhr já descreveu o próprio som como “uma coisa completamente nova”. “É bom para o gênero emo como um todo e para todos os fãs e pessoas que alguma vez já gostaram disso, porque o mantém relevante”, acrescentou. “É só adaptar para os novos sons para que as pessoas queiram ouvir quando estão botam um som no carro e tal.”

Mesmo tendo acumulado milhões de plays em diversas plataformas, Åhr admitiu que teve problemas com drogas e pensamentos suicidas. “Sofri com depressão e alguns dias acordava, tipo: ‘Porra, queria não ter acordado’”, ele disse ao Pitchfork. “Isto é parte do porquê me mudei para a Califórnia: tentar fugir do lugar que estava causando isso em mim, e as pessoas que estavam em volta de mim. Percebi que era só eu mesmo – um desequilíbrio químico no meu cérebro.”

Conforme as notícias da morte de Peep foram saindo, músicos, produtores, rappers e roqueiros lembraram de Peep no Twitter. “Lil Peep para sempre”, escreveu Pete Wentz, baixista e líder do Fall Out Boy. “Peep tinha muito mais a fazer, cara; ele estava constantemente me inspirando”, acrescentou Diplo. Post Malone, que recentemente chegou ao topo da parada norte-americana, postou uma foto com Peep e escreveu: “No curto período que te conheci, você foi um grande amigo e uma grande pessoa. Sua música mudou o mundo e ele nunca mais será o mesmo.”

Abaixo, veja o vídeo que Peep postou no Instagram horas antes de morrer.

EL PASO TX TONITE !!!! ITS ALIIIIIIVE!!!!

A post shared by @lilpeep on Nov 14, 2017 at 3:16pm PST

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Popload Festival 2017: PJ Harvey enfrenta calor e Phoenix resgata hits em dia de sol escaldante

RollingStone - qui, 16/11/2017 - 00:51

O verão brasileiro encontrou o indie gringo e nacional no Popload Festival 2017. Na última quarta, 15, os norte-americanos do Neon Indian começaram a programação quando a temperatura ultrapassava os 30º, e o público ainda se aventurava no cimento quente do Memorial da América Latina, em São Paulo.

Todo de branco, o vocalista Alan Palomo comandou uma festa dançante que terminou com uma cover de "Pop Life", do Prince. Entre copos de cerveja (a R$ 12) e águas (a R$ 5), o público recebeu o político show do Ventre, segunda atração da ocasião e primeira banda brasileira, em uma transição do pop para o rock experimental.

Como de costume, após "Carnaval" e antes de "Mulher", a baterista Larissa Conforto tomou o microfone para falar pela banda fluminense. "Há uma semana, 18 homens brancos, héteros e cis decidiram que o aborto em caso de estupro — que é um crime — deveria ser proibido por lei", enfatizou. "Nós precisamos falar sobre feminicídio."

Todos os primeiros shows foram afetados – direta ou indiretamente – pelo sol incomumente forte na capital paulista. Gabriel Ventura, vocalista do Ventre, tocou sem camiseta e até Salma Jô, líder do Carne Doce (atração seguinte) se molhou constantemente com um copo d'água. E o calor também afetou o público, que, quando não estava buscando refúgio nos espaços com sombra, sofria para assistir às apresentações debaixo do sol.

O Carne Doce já está há algum tempo na estrada com Princesa, disco de 2016 que colocou a banda goiana nos holofotes do público nacional. O quinteto mostrou as apropriadas jams alongadas (foram apenas seis performances completas) e a presença magnética de Salma continua sendo um dos maiores trunfos da dinâmica do grupo ao vivo.

Se o sol foi empecilho para todos os que tocaram de dia, no caso do Daughter, a influência foi ainda mais direta. Isto porque o trio (no palco, em momentos, um quarteto) trouxe uma sonoridade soturna ao ambiente nada condizente do Memorial da América Latina na quarta, 15, de feriado. A vocalista do grupo, Elena Tonra, até teve que trocar a guitarra pelo baixo inesperadamente por um problema técnico nos pedais (devido à quentura).

Por conta dos problemas, o Daughter acabou mudando a ordem do setlist padrão, mas a atmosfera das performances acabou pouco afetada pelos imprevistos. O trio britânico fez a trilha reflexiva da tarde quente, com o single “Numbers” puxando o clima para “To Belong”, “Humans”, “No Care” e um catado do cancioneiro de dois álbuns do trio.

PJ Harvey, coheadliner e uma das atrações mais esperadas do dia, teve o privilégio de subir ao palco – alguns minutos atrasada – já no fim da tarde, quando o sol se escondia. Com uma banda numerosa (oito integrantes finamente vestidos e bastante sérios, revezando-se entre guitarras, violões percussões e sintetizadores, entre outros), ela criou uma parede sonora, puxada pela voz que surgiu como força motriz no aglomerado de sons emanados do palco do Popload.

A apresentação não foi bombástica: PJ evitou momentos de celebração exacerbada com um setlist basicamente focado nos dois últimos lançamentos dela, os discos Let England Shake (2011) e The Hope Six Demolition Project (2016), evitando hits e momentos protocolares. Sentimentalmente, contudo, o show dela é hipnotizante: cada elemento no palco contribui, à sua maneira, para a construção de uma massa sonora que ganha sentido completo com os vocais precisos e as performances sensíveis da britânica.

O Popload Festival de 2017 também teve uma atração surpresa. O projeto AlunaGeorge assumiu um palco secundário, até então desconhecido, nas adjacências do portão principal do evento. A apresentação reuniu um público considerável, mas pareceu mais uma espécie de “pausa para o DJ”, já que ela se apoiou basicamente em playbacks e reprodução de sons. A cantora brasileira IZA foi convidada dela e até animou a plateia em meio a um show pouco vibrante.

Ti Amo, disco mais recente do Phoenix, é uma grande fuga das catástrofes cinematográficas que tem rondado o mundo atualmente. E o show da banda francesa no Popload também foi uma grande corrida do novo álbum (lançado este ano e marcando a quebra de um hiato de quatro depois de Bankrupt!, de 2013).

O setlist indie-experimental-eletrônico, contudo, foi baseado majoritariamente nos sucessos de um passado não tão distante. "Lisztomania", quarta da apresentação, foi inevitavelmente a mais celebrada. Neste momento, o público lembrou o porquê de o grupo comandado por Thomas Mars ter sido convidado para ser o headliner do Popload Festival de 2017 – mesmo com um nome como PJ Harvey no line-up). Em músicas como "Ti Amo", o público aproveitou a catarse para se transportar para outras realidades.

Por estar divulgando um novo álbum, apresentação do Phoenix foi digna, mostrando um pouco do momento atual do grupo e resgatando os poucos hits que o grupo tem no cancioneiro. Se comparado ao ano passado do Popload Festival, cujos headliners foram Wilco e Libertines, o Phoenix não demandou tanta energia – e nem evocou uma quantidade de canções relevantes e hits suficientes.

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Gal Gadot esclarece exclusão de Brett Ratner de Mulher-Maravilha 2

RollingStone - qua, 15/11/2017 - 18:53

Depois da repercussão mundial de uma notícia do Page Six de que Gal Gadot teria se recusado a participar de Mulher-Maravilha 2 (2019) se o cofinanciador Brett Ratner fosse mantido no projeto, a atriz foi ao Today Show esclarecer que não foi bem assim.

Ratner foi acusado de assediar sexualmente de várias mulheres, como Olivia Munn (The Newsroom), Natasha Henstridge (As Espiãs) e Ellen Page (Juno). O produtor e diretor norte-americano negou envolvimento nos casos, e está processando Melanie Kohler, uma ex-funcionária de sua produtora, a RatPac-Dune Entertainment, pela acusação de estupro.

Gal explicou que antes mesmo de essa notícia sair a própria Warner, responsável pelo filme, já havia cortado relações com o diretor em 1 de novembro, logo depois que foi publicada a matéria com as acusações. Segundo ela, esse sentimento de "não podemos mais trabalhar com ele" era coletivo.

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Stone Temple Pilots lança single com novo vocalista e relembra Scott Weiland e Chester Bennington

RollingStone - qua, 15/11/2017 - 17:25

"É a vez do Stone Temple Pilots de novo", diz Robert DeLeo, e se tivermos como base o show que a banda fez na última terça, 14, no lendário clube de Hollywood Troubadour, realmente dá para dizer que é a hora do STP. O grupo, que ainda inclui o guitarrista (e irmão mais velho de Robert) Dean DeLeo e o baterista Eric Kretz, usou o evento fechado promovido pela SiriusXM como uma oportunidade de anunciar o novo vocalista, Jeff Gutt, que venceu quase 15 mil candidatos. A procura durou quase um ano. Gutt, que tem 41 anos e chegou a ser um dos competidores do The X Factor, tem uma grande missão diante dessa contratação – cantar as músicas que ficaram famosas pelo frontman original do Stone Temple Pilots, Scott Weiland, e que nos últimos anos vinham sendo interpretadas pelo substituto de Weiland, Chester Bennington, do Linkin Park.

"Não estávamos dispostos a aceitar pouca coisa”, diz Dean. “Pensa só no tanto de critérios que tínhamos aqui. Sabe, esse é STP, cara. O fãs mereciam o melhor." Para Dean, eles encontraram isso em Gutt, que apareceu já no final das buscas. "Ele foi um dos últimos caras que testamos, nos dois dias finais. Isso foi em setembro de 2016. E ele nem tinha entrado no concurso. Robert, por acaso, fez um show com o Hollywood Vampires e alguém foi falar com ele no fim da apresentação. ‘Você deveria conhecer esse cara, ele é daqui’. Robert me ligou no dia seguinte todo meio ‘então, cara...’”

Alguns meses depois, Gutt já era o vocalista do Stone Temple Pilots. "Escolhi a música mais difícil primeiro, 'Piece of Pie”, conta ele sobre a audição. Pensei que se eu conseguisse tocar aquela, ia ficar bom."

"Eu tinha tipo 16 ou 17 anos quando saiu Core”, ele continua. “Lembro de como Scott conseguia se adaptar às músicas e criar esses personagens. Isso me deixou embasbacado. Estava estudando vocalistas na época e Scott estava no topo da lista”, diz. “A gente sonha com coisas assim acontecendo.

"Mr. Weiland abriu um caminho muito impressionante”, retoma Dean. “Mas não é todo mundo que consegue cantar esse catálogo. Precisamos de alguém que realmente saiba cantar. E Jeff é o pacote completo. É um barítono, mas consegue entrar no mundo do tenor. É um cantor de verdade."

Mas embora Gutt tenha se provado mais do que capaz de dar conta do material velho, a banda enfatiza que ele não foi chamado somente para uma viagem nostálgica. Aliás, quando o STP deu as boas-vindas a ele, o grupo já tinha preparado várias músicas novas para gravar um disco. E por mais que quisessem um cantor, estavam também buscando um colaborador para ajudar a terminar o trabalho.

"A maior parte do tempo que passamos juntos foi compondo”, diz Kretz. "E Jeff estava absorvendo as coisas novas e criando mais material logo de cara."

Entre essas músicas está "Meadow", que a Rolling Stone EUA estreou em primeira mão nesta quarta, 15. "Essa foi uma das primeiras que fizemos", diz Gutt. Kretz acrescenta: "Soa como STP. Tem todos os elementos. É moderna, mas tem uma sonoridade clássica. Nos pareceu boa para representar [essa nova fase]."

E tem muito mais por vir. A banda acaba de terminar a gravação do novo disco, ainda sem título e que eles mesmos produziram. A previsão de lançamento é para o ano que vem.

O momento é de grande expectativa e traz muitas sensações para os integrantes. Em dezembro de 2015, Scott Weiland, que na época estava afastado da banda, foi encontrado morto, vítima de uma overdose. Em julho deste ano, Chester Bennington, que havia substituído Weiland, tirou a própria vida na Califórnia.

Fica claro ao falar com os integrantes que eles ainda estão sofrendo com as duas perdas. E o processo de testes serviu para intensificar algumas das emoções. Ouvir tanta gente captar o material antigo deles foi um “lembrete do brilhantismo de Scott”, diz Dean. Quando questionado sobre Bennington, ele só consegue dizer: “Aquele sujeito era um anjo, cara. Simplesmente um anjo”.

"Saber que perdemos duas pessoas com quem dividimos tanta coisa íntima é muito triste”, fala Robert. “Não foi como eu imaginei que a vida seria.”

Para Kretz, uma forma de honrar as memórias de Weiland e Bennington é tocando as músicas que eles fizeram juntos. Mas isso é diferente de tocar as músicas que ainda vão fazer. “Acho que é importante para nós ter muito material novo daqui em diante para que tudo seja real novamente. Porque se fosse só para ficar no nosso catálogo atual, esse seria um caminho fácil. Não teria muita substância. O fato de termos gravado todas essas faixas novas é uma ajuda no processo de nos recuperarmos da perda de Scott e Chester. Porque o catálogo sempre estará lá, mas se as canções novas realmente nos empolgar, e empolgar fãs também, isso é algo que tem muito mais significado em termos de homenagear o que Scott e Chester trouxeram para a banda."

Mais do que isso, Robert diz, "acho que ainda há músicas do Stone Temple Pilots para serem feitas. E entre nós três, nos conhecemos tão bem a essa altura que meio que quando estamos longe disso aqui, não pensamos muito a respeito. Mas quando tocamos juntos, logo recuperamos um respeito um pelo outro e o que fazemos individualmente e como trio”.

"Não vamos durar para sempre”, diz, “então só queremos fazer música. E queremos que Jeff faça parte disso.”

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