20 anos de Cidadão Instigado: Fernando Catatau destrincha discografia “cíclica” da banda

RollingStone - sex, 10/11/2017 - 19:10

Em 1994, Fernando Catatau deixou Fortaleza, no Ceará, para passar um tempo em São Paulo. Desde então, começou a compor músicas que viriam a preencher os quatro discos e um EP lançados pela banda liderada por ele, o Cidadão Instigado, nos últimos 20 anos. “De uma forma conceitual, encerramos um ciclo”, conta o renomado guitarrista, que compara a discografia do grupo às fases da vida. “São 20 anos autobiográficos – eu sempre falando sobre o que vejo e o que penso da vida. O meu começo, com o O Ciclo da Dê.Cadência, é eu saindo de Fortaleza, a minha agonia, querendo ver tudo do lado de fora. No Método Tufo De Experiências, sou eu sentindo tristeza, confusão, querendo mudar. No Uhuuu!, eu estou me lembrando do mar, sentindo saudades, acreditando em mais coisas, olhando para Fortaleza de outro jeito. Fortaleza é a reconexão total, não só a parte que dava saudades, mas sim as minhas raízes e tudo mais.”



A seguir, veja toda a discografia do Cidadão Instigado sendo comentada e destrinchada por Catatau.



Por Lucas Brêda

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Taylor Swift quebra recorde de Katy Perry com 'Reputation'

Terra Música - sex, 10/11/2017 - 18:54
Ela queria reputação e foi o que aconteceu! Taylor Swift precisou de apenas SEIS MINUTOS para ...
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Preta Gil tem novo clipe retirado do ar por 12h

Terra Música - sex, 10/11/2017 - 18:06
Preta Gil, que já foi alvo de ofensas na internet pelo seu corpo, compartilhou com os seus ...
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Exclusivo: duo FingerFingerrr inicia turnê e lança clipe cheio de efeitos visuais

RollingStone - sex, 10/11/2017 - 17:32

Prestes a iniciar uma turnê que terá como início um show no festival DoSol nesta sexta, 10, o FingerFingerrr divulga em primeira mão no SoS o clipe de "Hypnotize", segundo single do disco MAR.

MAR saiu em 2016 pelo selo Rosa Flamingo, da cantora Tiê. "Hypnotize" foi dirigido por Pedro Margherito, que já trabalhou com bandas como Selvagens à Procura de Lei, Hellbenders, Boogarins e Far From Alaska.

“Na hora de decidir sobre como seria o clipe, queríamos captar essa energia ‘live’", conta o vocalista Ricardo Cifas. "Com isso em mente, a gente conversou com o Pedro e ele pirou na ideia de trazer isso de uma forma meio alucinada e frenética esteticamente.”

“Desde que eu conheci o som do Finger eu tinha essa ideia de fazer algo que remetesse à simplicidade dos caras em fazer um som tão ‘grande’ mesmo sendo um duo. Então, a chave sempre foi fazer algo sem muita firula e que passasse essa sensação de estar ali, na frente dos caras, hipnotizado pelo som e pensando ‘porra, são dois caras! Sério?’”, explica o diretor.

Depois de viajar com MAR para festivais como Primavera Sound (Barcelona, Espanha), SXSW (Austin, EUA), Northside Festival (Nova Iorque, EUA), Virada Cultural (São Paulo, SP), Casa Verde (Vitória, ES) e Circadélica (Sorocaba, SP), o FingerFingerrr fará dez shows em novembro e dezembro (veja a agenda no cartaz abaixo).

“Fiquei bem feliz de terminar o ano com tantos show, ainda mais nos festivais DoSol e Porão do Rock, que colocamos como objetivo ao longo do ano. E conseguimos chegar. São duas cidades para onde nunca fomos, então é empolgação em dobro”, comemora Flavio Juliano.

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Resenha: Taylor Swift abandona dramas da mídia em Reputation, disco mais íntimo da carreira

RollingStone - sex, 10/11/2017 - 17:00

“Eu juro que não amo o drama – ele que me ama!”. Este é um verso que resume Reputation, de Taylor Swift. Então descanse em paz, Velha Taylor, e abra espaço para a Nova Taylor, porque é disso que Reputation se trata. Ela passou a maior parte do último ano fora dos holofotes – um grande desafio para uma estrela que sempre está disposta a compartilhar sentimentos. O fato de Taylor ter desligado o telefone é equivalente ao de Leonard Cohen ter se mudado para um monastério Zen por cinco anos.

Pelos sons do excelente sexto disco dela, Taylor passou esse tempo indo para lugares mais profundos, mais obscuros e mais introspectivos. Reputation é o álbum mais íntimo dela – um ciclo de músicas sobre como é parar de procurar um romance e deixar a vida acontecer. Como uma das maiores mentes da história do pop, ela está tentando algo novo, como sempre. Mas porque é Taylor Swift, não consegue parar de ser turbulenta, exagerada e gloriosa. Sem dúvidas o caso de amor da garota com o drama está vivo e bem.

Dez canções de Taylor Swift sobre ex-namorados, celebridades e desafetos

O mundo estava esperando que Reputation fosse uma festa de vingança contra celebridades, pelo single “Look What You Made Me Do”, que relembrou histórias em que ela tinha sido maltratada por famosos. Mesmo que você acredite que aquelas foram reclamações totalmente justificáveis, pareceu uma total perda de tempo criativo que fez com que muitos fãs temessem o resultado final de Reputation. Mas me desculpe, mundo – esse foi só mais um movimento falso Swifitiano, porque não há nada parecido no disco. Em vez disso, ela está jogando com maiores níveis emocionais – é um álbum cheio de músicas de amor adultas. O que representa uma ousada guinada, já que a compositora conseguiu muitos hits buscando a próxima paixãozinha.

Como já sabemos, as músicas de Taylor são autobiografia direta. E um ano em um relacionamento com o ator Joe Alwyn fez com que ela não se acabasse em músicas de término. Faixas como “Dancing With Our Hands Tied” e “New Year’s Day” são histórias de amores duradouros que não terminam com um cachecol escondido em uma gaveta. Como ela canta em “Call It What You Want”, “Ninguém tem ouvido falar de mim há meses/Eu estou melhor do que nunca.” As músicas são cheias de detalhes cotidianos – derrubar vinho em uma banheira, construir barracas de cobertores. Mas também exploram uma questão temporal: o que acontece com a sua identidade se ela para de se definir a partir da visão de estranhos sobre você?

Há uma surpreendente quantidade de sexo e zombaria, como em “I Did Something Bad”, que tira sarro de ex-namorados: “Se um homem fala merda, então eu não devo nada para ele.” “Dress” fala sobre transar: “Eu só comprei esse vestido para que você pudesse tirá-lo.” Mas mesmo quando a Sra. White Horse faz piadas sensuais, ela não consegue não rir de si própria. Até o título é uma piada interna, já que Taylor sempre amou odes aos vestidos dela – é como se Bruce Springsteen chamasse uma música de “Car”. “End Game” é a profundamente estranha, ainda que divertida colaboração de R&B com Future e Ed Sheeran (um trio que ninguém previu).

Reputation se constrói no synth-pop de 1989 – com ganchos engenhosos que maximizam a sonoridade bombástica, produzida por Max Martin e Shellback e Jack Antonoff. A delirante “Getaway Car” fala sobre um triângulo amoroso que começa em algum lugar chique, mas termina com o pobre sentimento de que “nada de bom começa em um carro de fuga”. E se você estava preocupado com ela abandonar a Tay Reclamona, “This Is Why We Can’t Have Nice Things” é um beijo de despedida para uma amiga com quem ela costumava sair, assim como “Better Than Revenge”.

A palavra “reputation” aparece em algumas das músicas – não como referência à imagem pública dela, mas ao dilema de deixar a identidade de lado para priorizar os likes das redes sociais. De alguma maneira, esse sempre foi um tema das composições de Taylor. No começo, cantava sobre garotas lutando para não internalizar a misoginia que as cercava, em faixas como “Fifteen” e“New Romantics”.

Taylor não entra no modo “baladas” em Reputation, o que é uma pena. Mas ela salva a mais romântica para um final matador com “New Year’s Day”, que continua com a tradição de terminar álbuns com uma explosão de lágrimas. É o momento mais quieto de Reputation, ainda que o mais poderoso – ela acorda após uma glamourosa festa de ano novo e reflete sobre o que ainda pode chamar de seu, que é o seu não-tão-glamouroso namorado, com quem ela irá passar um dia também não-tão-glamouroso. É um pequeno momento de duas pessoas, um que o resto do mundo jamais notaria. E em diversas partes de Reputation, Swift faz com que banalidades pareçam colossais, o único adjetivo possível para a cantora.

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American Music Awards será transmitido ao vivo na TV e web

Terra Música - sex, 10/11/2017 - 16:25
No dia 19 de novembro, domingo, acontece o tão esperado American Music Awards 2017, uma das ...
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Shakira adia shows devido a problema nas cordas vocais

Terra Música - sex, 10/11/2017 - 15:45
A cantora e compositora colombiana Shakira anunciou que adiou suas apresentações em Paris, ...
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Exclusivo: Coruja BC1 faz ode ao R&B em “Jazz Records”, single do disco No Dia dos Nossos

RollingStone - sex, 10/11/2017 - 12:31

O jovem rapper paulista Coruja BC1 vai enfim lançar o vastamente aguardado primeiro disco da carreira, adiantado como NDDN e oficialmente chamado No Dia dos Nossos, previsto para o próximo dia 17. Depois de soltar o primeiro single do trabalho, “NDDN”, ele libera mais uma faixa do álbum, adequadamente chamada “Jazz Records”, com exclusividade no site da Rolling Stone Brasil.

Sonoramente, “Jazz Records” é uma espécie de ode ao soul e R&B, tanto nas batidas quanto nos arranjos de sopro e no refrão, cantado por Evandro Fióti (irmão de Emicida e um dos nomes por trás do selo Laboratório Fantasma, do qual Coruja faz parte). Nas rimas, o rapper de 23 anos faz acenos a mestres como KL Jay (Racionais MC’s) e a Sabotage e reflete sobre a própria trajetória, como se estivesse marcando a chegada definitiva no cenário do hip-hop nacional.

Em “NDDN”, single que foi lançado com um videoclipe – no qual Coruja aparece amarrado em uma cadeira –, ele já havia feito uma espécie de crítica ao discurso limitador de parte do rap nacional: “Se eu me ajuntar com meus amigos, fiz panela/ Se eu vencer com meu talento, eu sou vendido/ Se aparecer na mídia, esqueci a favela/ E se eu abraçar a opinião de terceiros, tô fodido!”, arrematando: “Revolução para alguns é nascer e morrer na merda.”

Tanto “Jazz Records” quanto “NDDN” tem produção do beatmaker Skeeter, que já havia assinado a música que fez Coruja ganhar destaque, “Passando a Limpo” (a outra faixa pela qual ele ficou conhecido, “MODO F”, é a reutilização de uma batida do MC norte-americano J Cole). O DJ também assina as bases de todas as 11 faixas de NDDN, que conta com algumas “participações de peso”, não reveladas.

Conheça “Jazz Records” e, em seguida, “NDDN”, abaixo.

Jazz Records (Pseudo Video) (Audio Only) by Coruja BC1 on VEVO.

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Exclusivo: Dado Villa-Lobos antecipa espírito natalino em single de novo disco solo

RollingStone - sex, 10/11/2017 - 11:00

Dado Villa-Lobos abraça antecipadamente o espírito do final de ano em “Fogueira de Natal”, primeiro single do próximo disco ele, EXIT. A música é fruto da parceria com Nenung, do Os The Darma Lóvers.

A faixa ganhou um making of, que mostra os bastidores da gravação de Villa-Lobos ao lado da banda dele no estúdio. Assista ao vídeo, em primeira mão na Rolling Stone Brasil.

Especial Renato Russo: "Renato ajudou a criar uma identidade para o rock do Brasil", diz Dado Villa-Lobos

EXIT será o quarto álbum solo lançado pelo ex-guitarrista do Legião Urbana. O LP chegará em 1 de dezembro, cinco anos após O Passo do Colapso (2012).

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Para Largar o Joystick — Bares especializados em jogos de tabuleiro oferecem algo para o nerd e para o boêmio que moram dentro de nós

RollingStone - qui, 09/11/2017 - 17:51

É bem possível que sua relação com jogos de tabuleiro (ou board games) esteja atrelada a uma memória afetiva e tenha como fundação uma série de domingos chuvosos na praia e muita competitividade entre os primos. Mas, se ela parou por aí, você não sabe o que está perdendo. A indústria brasileira de jogos de tabuleiro não para de crescer, importando – e desenvolvendo – novidades que vão de franquias famosas (conhece um tal de Game of Thrones? Pois é, dá para participar de Westeros via tabuleiro) às mais malucas criações. E, como essa é uma atividade que exige uma companhia divertida, diversos bares do Brasil adotaram a alcunha de “game bars” ou “luderias” e têm suas prateleiras repletas de jogos (além das tradicionais comidinhas e bebidas) como chamariz principal.

ENCOUNTER CAFÉ
Nada casa tão bem com todo o invencionismo noturno do bairro de Pinheiros quanto o Encounter. O café, que se define como especializado em jogos de tabuleiro modernos, oferece cerca de 300 títulos – e as novidades não param de chegar. Como ninguém é obrigado a entender rapidamente tantas regras diferentes, o local oferece monitores. Aliás, quase todos os bares do gênero têm uma equipe especializada que ajuda os clientes a selecionar os jogos que mais combinam com eles e, ainda, explica as regras e tira dúvidas ao longo da brincadeira – assim não tem como dar briga na hora de contar os pontos. Não importa se você é novato nesse mundo ou já conhece bem o universo boardgamer, se chegou lá totalmente sozinho ou acompanhado de uma turma grande. O pessoal do Encounter promete que terá algumas opções para te entreter.
No lado “bar” do local, o menu traz opções de cafés, sanduíches, pratos rápidos e bebidas. O estabelecimento também organiza festas de lançamentos de jogos nacionais, além de campeonatos e torneios. E para quem está realmente levando a coisa a sério e pensando em transformar entretenimento em carreira, o local também realiza oficinas de criação de board games.

Rua dos Pinheiros, 1022 – Pinheiros, São Paulo (SP)
(11) 99845-4090
www.facebook.com/pg/encontrboardgamecafe/

Paga-se apenas o que for consumido

CARCASSONNE PUB
Este pub de estilo medieval se estabeleceu em 2013 e foi inspirado diretamente em seus “ancestrais” europeus. Os donos ficaram encantados com os bares do gênero que encontraram em sua primeira viagem ao Velho Continente e resolveram criar algo semelhante em Brasília. O cardápio de comidas traz o melhor da culinária mediterrânea, enquanto o cardápio de jogos oferece opções para quem gosta de brincar em tabuleiros, com palavras, com cartas, com dados e o que mais conseguirem inventar. Isso além de contar com o game cujo nome foi utilizado para batizar o estabelecimento (Carcassonne, o jogo, é um dos mais famosos do meio). O local também tem uma equipe de monitores e um portfólio sempre crescente de jogos, de forma que mesmo os frequentadores assíduos sempre encontrarão novidades.

407 Bloco Norte E – Brasília (DF)
(61) 9968-4186
www.facebook.cmo/carcassonnepub

Entre R$ 7,50 e R$ 20 (entrada)

HANDS BAR BOARD GAME
Amigos, bebidas e board games. Esse é o lema deste lugar, que quer ser como a segunda casa do pessoal de Maringá. O catálogo de jogos é dividido em três categorias. Tem os clássicos (Banco Imobiliário, War, Batalha Naval e aqueles outros que todo mundo conhece), os “party games”, que apesar do nome festivo podem fazer estourar as veias competitivas dos amigos (alguns destaques são o Dixit e o Bang!, ambos já bem conhecidos) e os estratégicos (conforme o nome já indica, é melhor não beber se for fritar os neurônios com, por exemplo, o celebrado Catan). O Hands é bem estruturado para receber eventos particulares e pode ser lar para festas de aniversário, confraternizações de fim de ano e eventos de empresas que querem integrar a equipe por meio de jogos de tabuleiro.

Av. Cerro Azul, 1028 – Zona 2 – Maringá (PR)
(44) 3037-5219
www.handsbar.com.br

R$ 10 (entrada)

QUE COMECEM OS JOGOS!
As luderias do mundo que são ponto de peregrinação para os jogadores-turistas

Uncommons
Principal point para os jogadores de tabuleiro de Nova York, o Uncommons fica dentro da famosa Universidade de Nova York (NYU) e, de quebra, tem uma vista deslumbrante da cidade.

Draughts
O pub londrino foi inaugurado em 2014 e foi o primeiro do gênero na cidade. Batizado em homenagem a um dos nomes dados para o jogo de damas, o lugar conta com mais de 600 títulos.

Snakes & Lattes
Considerada a casa mais famosa do mundo, esta luderia com acervo invejável em Toronto, no Canadá, também abriga uma ótima loja de board games, vendendo raridades ali mesmo e online.

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Ator de Gossip Girl é acusado de estupro pela segunda vez

RollingStone - qui, 09/11/2017 - 17:09

Ed Westwick foi acusado novamente de assédio sexual nesta quinta, 9. De acordo com uma publicação no Facebook da última quarta, 8, ele estuprou a atriz Aurélie Wynn em julho de 2014, mesma época em que atacou a também atriz Kristina Cohen, que o denunciou na última segunda, 6.

Na acusação mais recente, Aurélie afirma ter sido estuprada enquanto estava na casa de Westwick. Ela diz ter sido convidada por uma amiga, que namorava o então colega de quarto de Westwick, “um ator de Glee

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“Ficamos todos conversando até às cinco da manhã, (...) mas como todos tinham coisas a fazer, decidimos ir dormir por algumas horas, em quartos diferentes, já que a casa era enorme”, escreveu, em um post no Facebook. “E como Kristina, eu disse não, mas ele me fez ficar com o rosto para baixo e eu não pude fazer nada. Ele era forte.”

Ela também escreveu que Westwick “rasgou” o maiô que ela usava. “Quando tudo acabou eu peguei meu telefone e descobri que a garota que tinha me convidado tinha ido embora ou tinha sido expulsa”, continuou. “Contei para o cara que estava saindo que tinha sido estuprada, Mark Salling [de Glee], e quando ele descobriu quem tinha feito isso, fingiu que não o conhecia, depois me culpou e terminou comigo.”

Primeira acusação

Também no Facebook, Kristina Cohen contou uma história parecida a de Aurélie. Ela estava em um encontro com um produtor, que era amigo de Westwick, quando foi levada para a casa do ator. “Eu esperava ir embora quando Ed sugeriu que todos devíamos fazer sexo.” Mas ele insistiu que a atriz e o produtor ficassem para o jantar e, como ela disse que estava cansada, Westwick sugeriu que ela descansasse no quarto de hóspedes.

“Eu acabei cochilando e acordei abruptamente com Ed em cima de mim, colocando seus dedos dentro do meu corpo. Eu pedi para ele parar, mas ele era forte. Lutei o máximo que eu pude (...). Ele me segurou e me estuprou. Aquilo foi um pesadelo e os dias que se seguiram não foram melhores.”

Kristina afirmou também que o produtor que a acompanhava colocou a culpa nela e disse que ela não poderia falar nada sobre o corrido, pois Westwick poderia “acabar com a carreira dela”. “E por muito tempo, acreditei nisso.”

Posicionamento

Westwick está usando o Instagram para se defender das acusações. Ele fez um post na última terça, 7, sobre Kristina. “Eu não conheço essa mulher. E eu nunca me forcei de nada, e nem fiz isso com outra pessoa. Certamente nunca cometi um estupro.”

Nesta quinta, 9, ele fez outra publicação na rede social após a declaração de Aurélie. “É muito triste para mim que, por conta de duas publicações não verificadas e provavelmente falsas nas redes sociais, alguns dessa indústria possam concluir que eu tive a ver com esses terríveis comportamentos. Eu não tenho, e estou cooperando com as autoridades para poder limpar o meu nome o mais rápido possível.”

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Há 50 anos, a 1ª Rolling Stone, publicação que revolucionou a cultura pop, chegava às bancas

RollingStone - qui, 09/11/2017 - 15:38

Quando o rock and roll explodiu na consciência geral, na metade da década de 1950, obviamente ainda não existia o que iria ser chamado de “crítica de rock”. A nova música abraçada pela juventude mundial era proveniente do rhythm and blues e do country, unificando de forma orgânica a cultura dos negros e a dos brancos marginalizados. Até meados da década de 1960, o estilo era coberto por revistas de mercado, que apenas registravam os lançamentos e seu eventual potencial comercial. Ou então o rock surgia em publicações dirigidas a fãs, sem análises ou grande profundidade. Uma visão mais séria sobre a música era inexistente. Esse tipo de cobertura era dedicada ao jazz e à música erudita. Mas os Beatles, os Rolling Stones, Bob Dylan e outros provaram que o rock era mais do que uma moda passageira e que existia por trás do som e da imagem destes artistas um espectro cultural capaz de mudar a sociedade. Na década de 1960, o gênero também se juntou ao universo mais intelectualizado da música folk. Os garotos que cresceram ao som dos pioneiros agora iam para a faculdade e adquiriam um verniz literato.

Chegamos a 1967, ano em que o underground dominou os procedimentos do universo pop. A cidade de São Francisco, na Califórnia, tornava-se o ponto focal dessas mudanças. Em 14 de janeiro daquele ano, aconteceu o Human Be-In, evento que juntou diversas tribos na região da Golden Gate. Foi um prelúdio ao Verão do Amor, que ocorreria em junho e teve em sua pauta palestras, atividades culturais e shows, tudo na borbulhante região de Haight-Ashbury. Foi o Monterey Pop Festival que marcou o ápice do Verão do Amor. Ele aconteceu entre os dias 16 e 18 daquele mês, reunindo 60 mil pessoas na península homônima. Monterey hoje é considerado o primeiro grande festival da história do rock e revelou Jimi Hendrix, Janis Joplin e muitos outros. No mesmo mês, no dia 1º, com a chegada do álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles, a contracultura tinha a sua Carta Magna.

O nova-iorquino Jann Wenner, na época com 21 anos, era um desses jovens que tinham sido tocados pelo aspecto transcendental do rock. Ele percebeu que muita coisa estava acontecendo e de forma muito rápida, gerando a necessidade de dar voz aos criadores e agitadores. Ele havia deixado a Universidade de Berkeley, mas escrevia sobre música em um jornal do campus chamado The Daily Californian. Quem compartilhava a mesma visão de Wenner sobre jornalismo e cultura alternativa era um crítico de 48 anos chamado Ralph J. Gleason, que escrevia sobre jazz no San Francisco Chronicle. Gleason, muito bem-humorado, também estava de olho na cena de rock de São Francisco, que tinha em seu bojo Jefferson Airplane, Grateful Dead e outros luminares psicodélicos. Gleason e Wenner conheceram-se em um show e o veterano falou para o novato que admirava os textos e as ideias dele.

Wenner e Gleason se deram bem e pensaram em fundar uma publicação que, a princípio, cobrisse a cena cultural de São Francisco e arredores, mas sem o aspecto político radical típico da prosa universitária do período. Não seria um mero fanzine; teria que ser algo que registrasse um impacto nacional. O nome Rolling Stone veio de um ensaio que Gleason escreveu no The American Scholar chamado “Like a Rolling Stone”, citando a famosa criação de Bob Dylan, embora também possa ter vindo à mente deles “Rollin’ Stone”, do bluesman Muddy Waters, canção que batizaria a banda de Mick Jagger e Keith Richards – ou seja, tudo estava interligado, provando que a tempestade de ideias de Wenner e Gleason seria um grande caldeirão.

Com todos esses fios conectados, Wenner correu atrás de pessoas que pudessem investir na nova marca. Um grupo doou a ele e a Gleason US$ 7,5 mil. O local escolhido como sede era um pequeno apartamento localizado na Brannan Street, no número 746, e o espaço sairia de graça se os novos locatários utilizassem os serviços de impressão do proprietário. Vários voluntários se prontificaram a ajudar na empreitada. Um time de talentosos colaboradores foi criado por Wenner, incluindo o fotógrafo Baron Wolman, responsável por várias capas vindouras da RS.

Sgt. Pepper’s ainda era o álbum mais falado naquele momento e Wenner achava que os Beatles tinham que estar na capa de uma forma ou outra. Mas em vez de repetir as imagens do LP, ele escolheu uma foto de John Lennon caracterizado como o cabo Gripweed, personagem da comédia de humor negro Como Eu Ganhei a Guerra, dirigida por Richard Lester. Na edição também havia uma matéria sobre o filme, que tinha acabado de chegar às telas. A publicação também trazia uma matéria investigativa sobre as finanças do festival de Monterey, uma entrevista com o músico escocês Donovan, uma nota sobre a saída de David Crosby do The Byrds e resenhas de LPs de Arlo Guthrie, Sopwith Camel e Chuck Berry. O cocriador Gleason assinou a coluna “Perspectives” falando de cantores de soul, como Jackie Wilson, Wilson Pickett e Otis Redding. E para que ninguém esquecesse de onde tudo veio foi publicada um resenha de uma apresentação de Bill Haley, o homem que deu o pontapé para a popularização do rock em 1955 com “Rock around the Clock”.

No dia 9 de novembro, a primeira edição na novidade do jornalismo cultural chegava às bancas, custando 25 centavos de dólar. É importante frisar que a Rolling Stone ainda não era exatamente uma revista. Naquela época, ela tinha o formato de um jornal tabloide. Wenner buscava profissionalismo e visibilidade. Revistas e jornais underground apareciam e sumiam em um piscar de olhos, mas este título havia sido planejado para durar. Ficava claro que a Rolling Stone já deixava as outras publicações para trás. Os textos, apesar de elaborados e escritos de forma precisa, não tinham pedantismo ou ranço elitista.

Ao juntar música, atitude e uma visão intuitiva sobre arte e sociedade, a RS foi abraçada pela elite do rock, que finalmente achou um veículo ideal no qual poderia expor suas ideias e projetos. Quando Bob Dylan saiu da reclusão após ter sofrido um misterioso acidente de motocicleta em 1966, foi a Rolling Stone que quebrou o silêncio dele e revelou que o bardo iria embarcar em uma jornada musical totalmente diferente. Desde então, ela tem sido a única revista para a qual Dylan abre o coração e a mente.

O final da década de 1960 foi um período fértil, mas também tumultuado para a música pop. Enquanto a Guerra do Vietnã rugia no distante continente asiático, o rock florescia em megafestivais. A Rolling Stone antecipou lançamentos de álbuns que se tornaram clássicos e também cobriu, melhor do que ninguém, os históricos festivais de Woodstock e de Altamont, ambos realizados em 1969. A revista penetrou na mente do assassino Charles Manson, noticiou o fim dos Beatles e posteriormente abriu espaço para John Lennon alertar que “o sonho havia acabado”.

Com a chegada da década de 1970, a RS já era a referência máxima quando o assunto era rock e cultura pop. O sonho de Jann Wenner se tornava realidade. Com os 50 anos de existência da marca, só podemos ratificar as palavras dele: “Quando eu iniciei a Rolling Stone em novembro de 1967, a intenção original era dar espaço ao rock, mas com inteligência e respeito. E tínhamos noção de que aquela geração queria mais do que música. Assim, ampliamos o leque para incluir tudo mais: política, cinema, televisão, videogame, internet, esportes, crime, quadrinhos, gurus, fanáticos por Jesus Cristo, cafetões e drogas. Queríamos falar de todos os espectros do comportamento social norte-americano, fossem eles heróicos ou patológicos.”

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Elton John: “Já temos os remédios para extinguir a AIDS, só precisamos acabar com o estigma da doença”

RollingStone - qui, 09/11/2017 - 13:04

Elton John falou sobre os desafios da luta contra a AIDS na última terça, 7. A data marcou o aniversário de 25 anos da Elton John AIDS Foundation, que foi celebrado em um evento que teve nomes como Neil Patrick Harris, Aretha Franklin e Bill Clinton entre os convidados.

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, John falou sobre a trajetória traçada na organização. “Estou muito orgulhoso de tudo o que conquistamos, do modo como trabalhos, como arrecadamos dinheiro, como o gastamos sem desperdiçá-lo. Mas espero que isso acabe nos próximos dez anos”, disse. “Já temos os remédios necessários extinguir a AIDS — só precisamos acabar com o estigma da doença, e passar a enxergar as pessoas como uma só unidade.”

Dez faixas que mostram a versatilidade musical de Elton John

Recentemente, o cantor publicou um comunicado para chamar a atenção dos australianos sobre a legalização do casamento homossexual. Em 12 de setembro, foi aberta uma votação no país para decidir o caminho legal da ação que terá o resultado anunciado em 15 de novembro.

No Instagram, ele relembrou o casamento com Renate Blauel, engenheira de som alemã, que aconteceu em Sidney, na Austrália, em 1984. Ele disse que sentia “culpa e arrependimento” por não ter conseguido “ser um bom marido”, mas que sabia que o motivo disso foi “ter negado quem ele realmente era”. Veja a publicação original abaixo.

I'm so excited to be back in Australia for a series of shows. Many years ago, I chose Australia for my wedding to a wonderful woman for whom I have so much love and admiration. I wanted more than anything to be a good husband, but I denied who I really was, which caused my wife sadness, and caused me huge guilt and regret. To be worthy of someone's love, you have to be brave enough and clear eyed enough to be honest with yourself and your partner. Almost 24 years ago, I met the person with whom I could be fully myself. When we married in 2014, it felt like that fact was accepted by the world. For David and I, being able to openly love and commit to one another, and for that to be recognised and celebrated is what makes life truly worth living. That acceptance and support makes us want to be as kind, responsible and productive members of society, as well as the best parents, that we can be. I love Australia. I love its spirit, its lack of pretence, its passion. I hope it can embrace the honesty and courage that seeks gay marriage as an expression not of desire but of love. #loveislove #marriageequality @davidfurnish

Uma publicação compartilhada por Elton John (@eltonjohn) em Set 21, 2017 às 1:53 PDT

John está com o parceiro David Furnish desde 1993. Eles se casaram em 2014, quando o casamento homossexual foi legalizado no Reino Unido, e têm dois filhos — Zachary, de 6 anos, e Elijah, de 4.

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Anitta publica paródia de Is That For Me feita por MC Melody

Terra Música - qui, 09/11/2017 - 12:53
Anitta publicou a paródia de 'Is That For Me' feita pela MC Melody e, ao contrário do que muita ...
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Produtor Musical: como fazer um álbum e viver de música

Terra Música - qua, 08/11/2017 - 16:27
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Paul McCartney está morto? A teoria da conspiração explicada

RollingStone - qua, 08/11/2017 - 15:03

Quanto maior o nome, mais estranha é a teoria.

Paul McCartney se tornou um nome conhecido quando ele ascendeu à proeminência integrando os Beatles, nos anos 1960, e a posição dele como astro se manteve praticamente intacta desde que a banda terminou, em 1970. No entanto, alguns teóricos da conspiração acreditam que o Paul que conhecemos e amamos atualmente não é o Paul de fato, mas “Faul”, ou pelo menos um Paul McCartney falso.

Segundo uma teoria há muito conhecida, o Paul McCartney real não é septuagenário que continua lotando estádios – este, na verdade, morreu em 9 de novembro de 1966, depois que o carro dele derrapou em uma estrada congelada e se chocou em um poste.

Os teóricos clamam que John Lennon, George Harrison e Ringo Starr se preocuparam sobre como a morte dele poderia impactar o imenso sucesso comercial dos Beatles, então eles encobriram a morte ao substituir McCartney por uma pessoa muito parecida com ele, Billy Shears, que não só tinha semelhanças físicas, como agia e soava como o “original”.

Teóricos mais extremos apontam para discrepâncias nas fotos antigas e mais recentes de Paul , dizendo que detalhes como o formato do queixo ou o posicionamento das orelhas são indicativos. O tamanho e o formato da cabeça de “Faul” também são supostamente diferentes de McCartney. Alguns teóricos até vão mais longe ao dizer que Shears era um órfão que uma vez ganhou uma competição de pessoas parecidas com McCartney.

E, então, conforme a história segue, os Beatles poderiam seguir com a carreira de sucesso, fazendo hits, uma vez que o grande segredo estava escondido do mundo.

Mas, de acordo com os crentes na teoria, Lennon, Harrison e Starr começaram a se sentir culpados pela situação, então começaram a deixar pistas da morte definitiva de McCartney nas capas dos discos da banda e até mesmo nas músicas em si.

A capa de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, lançado em 1967, é supostamente uma grande dica, com os teóricos afirmando que a imagem recheada de figuras é não apenas uma reunião, mas um funeral. Eles apontam para a terra recém escavada na parte da frente, os jovens Beatles todos vestidos de preto e um retalho de flores amarelas proeminentemente exibidas na frente – seria um aceno ao baixista canhoto?

Os fãs que acreditaram na teoria começaram a procurar por pistas nas músicas da banda também, e encontraram algumas coincidências interessantes.

Talvez uma das mais conhecidas seja a faixa “Revolution #9”, de 1968, na qual, se tocada ao contrário, traz uma parte que soa bastante como uma violenta batida de carro e uma voz que pode estar dizendo: “He hit a pole! Better get him to see a surgeon” (“Ele bateu em um poste! Melhor levá-lo para ver cirurgião”).

As pistas em áudio não param por aí. Toque “I'm So Tired” de trás para frente e você vai ver uma frase gravada que soa como “Paul is dead, miss him, miss him” (“Paul está morto, sinto falta dele, sinto falta dele”). Desacelere “Strawberry Fields Forever” e você vai ouvir John dizendo: “I buried Paul” (“Eu enterrei Paul”). Em entrevistas, contudo, Lennon já explicou que aquela frase era, na verdade, “cranberry sauce”.

E então há a famosa capa de Abbey Road, na qual todos os quatro integrantes da banda estão atravessando a rua em direção ao estúdio. Em uma primeira olhada, a imagem parece normal. Os teóricos da conspiração, no entanto, estão convencidos de que o álbum é uma grande confirmação de que McCartney está, de fato, morto.

No caso, McCartney seria o cadáver a ser enterrado (vestindo terno e com os pés descalços, lembrando um corpo quando é levado ao caixão); John seria o padre (de branco, com barba e os cabelos compridos); George, o coveiro (de jeans, roupas comuns); e, por fim, Ringo seria o responsável pela cerimônia (com um terno preto). Além disso, o baixista está com os olhos fechados; o passo trocado em relação aos dos companheiros de banda (com a perna direita na frente); além de segurar o cigarro com a mão direita, sendo que Macca é canhoto.

Alguns dos carros que compõem a cena da capa de Abbey Road também endossam a teoria da morte do baixista. Um fusca, no lado esquerdo da imagem, tem na placa as letras “LMW”, que poderiam representar as iniciais da frase “Linda McCartney Widow” (em português, “Linda McCartney [então esposa dele] Viúva”). Além disso, embaixo das letras, há um “28IF”, no qual o “if” (que, em português, significa “se”) indica que Macca completaria 28 anos se estivesse vivo. Outro automóvel de destaque aparece ao lado direito: há quem acredite que o carro preto seja um típico modelo usado em funerais.

Outro exemplo que os teóricos apontam é o significado da morsa preta que aparece na capa do disco Magical Mystery Tour, de 1967. De acordo com os crentes da teoria, a morsa preta simboliza a morte em certas culturas escandinavas e McCartney estava sem dúvidas vestindo a roupa daquele animal.

E, em uma verdadeiramente bizarra coincidência (ou não?) em outro lançamento dos Beatles, o White Album (Álbum Branco), Lennon canta: “Well here's another clue for you all – the walrus was Paul!” (“Bem, aqui vai outra pista para vocês – a morsa era Paul!”), em “Glass Onion”.

Quanto a Paul – ou seria “Faul”? –, os rumores não o incomodam. “Quanto as mentes das pessoas que preferem pensar nisso como rumores, eu não vou vou interferir”, ele disse à revista Life em 1969. “Não vou acabar com a fantasia deles.”

Curiosamente, o próprio McCartney, em 1993, lançou o disco ao vivo Paul is Live, no qual parece “desmentir” todo o mito ao recriar a capa de Abbey Road contrariando todos os elementos que poderiam sugerir que ele estaria morto (não está?).

As pistas sobre a tal morte de McCartney são muitas, veja mais algumas delas no vídeo abaixo.

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Jack Johnson canta com fãs, fala sobre maconha, pôquer e Willie Nelson durante simpático show em São Paulo

RollingStone - qua, 08/11/2017 - 03:02

Combinada à leve iluminação branca que raiava do chão, a imensidão azul do palco de Jack Johnson fez com que os presentes embarcassem em uma tranquila viagem pelo fundo do mar. Com a ajuda de varais de lâmpadas vermelhas pendurados no teto, a atmosfera impecavelmente montada ampliou a calma dos versos acústicos do cantor havaiano no Espaço das Américas, em São Paulo, na última terça, 7. O show integra a quarta passagem dele no país, agora divulgando All the Light Above It Too, disco lançado em setembro.

Apesar da nova turnê, Johnson preferiu explorar a extensa carreira e apresentar apenas três músicas do LP mais recente: “You Can’t Control It”, “My Mind Is For Sale” e “Sunsets For Somebody Else”. Do trio, a última foi a mais celebrada, pelo fato da performance ter contado com a participação especial de um fã. Após tocar a aclamada “Taylor” (de On and On, de 2003), o cantor pegou um cartaz do público, leu e perguntou: “Você quer vir cantar aqui comigo? Suba!”. Minutos depois, um sortudo chamado Henrique dividiu os vocais e os acordes da faixa com o ídolo. “Eu estou tremendo”, deixou escapar, entre os versos. O ato foi repetido em “I’ve Got You”, só que dessa vez com um garoto chamado Hugo, que apenas trocou o violão pelo assobio, mas foi igualmente aplaudido.

A simpatia do artista continuou a transbordar durante toda a apresentação, o que tornou possível um repertório não apoiado apenas em hits. Além de sucessos como “Flake”, “You and Your Heart”, “Breakdown” e “Upside Down”, o cantor também apresentou canções mais discretas da vasta carreira de sete álbuns, a exemplo de “Never Know”, “Rodeo Clowns” e “At Or With Me”.

O envolvimento com o público se manteve alto, apesar do ambiente sempre tranquilo. Nas mais de duas horas de show, Johnson pulou na plateia (e fez com que o talentosíssimo pianista dele, Zach Gill, pulasse também), arriscou frases em português, fez covers de Led Zeppelin (“Whole Lotta Love”), Ramones (“I Wanna Be Your Boyfriend”) e contou duas histórias divertidas sobre músicas.

Na primeira, de “Tomorrow Morning”, o havaiano explicou que havia escrito a canção após uma briga com Kim Johnson, atual esposa dele. “Foi o recado que eu deixei na secretária eletrônica dela”, relembrou. “Afinal, vocês ainda sabem o que é uma secretária eletrônica? Hoje vocês têm telefones prontos para tudo, mas antes era assim que fazíamos as coisas.”

Já no bis, ele pegou outro cartaz do público que brincava com o título de uma música nunca gravada em estúdio por ele, “Willie Got Me Stoned and Took All My Money”. “Eu normalmente não toco essa, mas vou atender ao pedido especial, porque esse é um dos melhores cartazes que já ganhei”, disse. Segundo o cantor, a faixa improvisada fala exatamente sobre uma noite em que Johnson fumou maconha com Willie Nelson e perdeu todo o dinheiro para ele no pôquer.

É claro que o setlist de 28 músicas não deixou de fora outras esperadas pelo público, como “Do You Remember”, “Times Like These” e “Banana Pancakes”. Mas o interessante está mais no clima do que nas faixas. Johnson se sentiu em casa no palco de São Paulo, fazendo com que o público se parecesse mais com grandes amigos do que com fãs desesperados para vê-lo novamente.

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