Planet Hemp será tema de livro biográfico a ser lançado em 2018

RollingStone - ter, 07/11/2017 - 19:31

A trajetória do Planet Hemp será explorada em um novo livro biográfico, programado para chegar às prateleiras das livrarias ainda no primeiro semestre de 2018.

O anúncio da biografia acontece quando se completam 20 anos do histórico dia (9 de novembro de 1997) em que a banda carioca foi presa, durante um show em Brasília, acusada de fazer apologia ao uso de maconha. A prisão do Planet Hemp, àquela altura, transformou-se em um marco na luta pela liberdade de expressão e teve vasta repercussão pelo país.

O novo livro será assinado pelo jornalista e escritor Pedro de Luna e será publicado pela editora gaúcha Belas Letras. “O livro vem num momento apropriado, onde a caça às bruxas voltou, e os setores mais conservadores da sociedade tentam censurar a liberdade de expressão”, diz o autor da obra, em comunicado divulgado à imprensa.

A biografia do Planet Hemp ainda não tem título, mas conta com depoimentos exclusivos de integrantes (entre eles Marcelo D2 e BNegão), ex-integrantes (como Black Alien), membros da equipe, outros músicos com quem trabalharam, figuras do mercado e da imprensa, entre outros. O livro ainda traz cartazes, flyers, clipagens de revistas e jornais, credenciais, colagens, artes oficiais dos discos e singles promocionais.

O livro narra a formação do grupo e o lançamento do primeiro disco, Usuário, com foco especial no período entre 1995 e 2002, antes da primeira pausa nas atividades. De certa forma, a obra se relaciona com o filme biográfico Legalize Já, com previsão de lançamento para ainda este ano e que narra a gênese do Planet Hemp a partir da amizade entre Skunk – falecido integrante fundador do grupo – e Marcelo D2.

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Swift fará lançamento de álbum em parceria com 126 rádios

Terra Música - ter, 07/11/2017 - 18:51
Alguém tem dúvidas de que Taylor Swift só sai de casa se for para arrasar? O novo álbum da ...
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Esquenta: veja playlist para os shows do Coldplay no Brasil

Terra Música - ter, 07/11/2017 - 13:40
Um dos shows mais aguardados sempre pelos brasileiros é o da banda Coldplay. Com hits tocando em ...
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Atriz de Stranger Things diz que cena de beijo foi “forçada” por criadores

RollingStone - ter, 07/11/2017 - 13:06

Atenção, esta reportagem pode conter spoilers da segunda temporada de Stranger Things.

Em uma cena da segunda temporada de Stranger Things, os personagens Lucas e Max se beijam. Porém, segundo a atriz Sadie Sink, de 15 anos, a cena com o colega Caleb McLaughlin, de 16, não estava prevista no roteiro e a deixou extremamente desconfortável.

A declaração foi dada no Universo Stranger Things, especial da Netflix que mostra os bastidores da série. No programa, os criadores Matt e Ross Duffer discutem sobre a cena com Sadie e McLaughlin.

A atriz diz que o beijo não estava no roteiro, e Ross imediatamente se defende, afirmando que “é tudo culpa dela”. Ela rebate. “Eu cheguei lá, era o primeiro dia de filmagem do Baile de Inverno, e vi as decorações e todas as coisas. Um de vocês, acho que foi o Ross, disse: ‘Ei, Sadie, você está pronta para o beijo?’ e eu disse: ‘O quê? Não! Não tem nada disso no roteiro… isso não está acontecendo.'”

Depois, enfatiza que ficou muito estressada com a situação. “Eu fiquei pensando, meu Deus, espera, eu vou ter que fazer isso… isso vai acontecer, isso não… e não aconteceu naquele dia, mas sim no próximo”, continuou. E Ross disse que a decisão dele tinha sido tomada apenas por uma reação “nervosa” da atriz mirim.

“Você reagiu de forma tão irritada. Eu estava apenas brincando, mas você pirou com isso e então eu pensei, bem, agora eu tenho que dizer para ela fazer essa cena”, disse. Então a atriz questiona: “E por isso é minha culpa?”, e Ross responde que sim.

Nas redes sociais, os irmãos Duffer vem sendo fortemente criticados pela entrevista. Eles ainda não se pronunciaram sobre o caso. Abaixo, assista ao clipe (em inglês) que mostra a discussão entre Duffer e Sadie no Universo Stranger Things.


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“Não quis ser desrespeitoso”, diz Marilyn Manson após apontar fuzil de brinquedo para plateia

RollingStone - ter, 07/11/2017 - 11:59

Marilyn Manson cantou “We Know Where You Fucking Live” apontando um fuzil de brinquedo para a plateia na noite do último domingo, 5, durante um show no Knotfest Meets Ozzfest, em San Bernardino, na Califórnia, Estados Unidos. Ele justificou o ato dizendo que o objetivo era criticar a normalização do uso violento de armas na sociedade.

“Em uma era em que tiroteios em massa se tornaram quase que um evento diário, esse foi um ato teatral com o objetivo de mostrar como o acesso fácil à armas semi-automáticas tem sido normalizado”, afirmou.

“Dor excruciante”, diz Marilyn Manson sobre acidente com cenário de show que quase o matou

Manson usou um microfone acoplado a um fuzil, adaptação que fez com que o cantor segurasse o brinquedo em uma posição de constante “ataque”, como constatado pelo TMZ na última segunda, 6. Assista abaixo a um registro visual do momento.

“Eu não quis fazer uma performance desrespeitosa ou insensível”, disse. “Um policial aprovou o uso do microfone daquela maneira.”

O show de Manson aconteceu apenas horas após um homem identificado como Devin Patrick Kelley matar 26 pessoas ao abrir fogo em uma igreja no estado norte-americano do Texas. A cidade que recebeu a apresentação do roqueiro, San Bernardino, foi palco de um evento similar em dezembro de 2015, quando 14 foram mortos em uma festa de Natal. Um fuzil foi usado nos dois ataques terroristas.

“Minha arte foi sempre uma reação à cultura popular e o meu jeito de fazer com que as pessoas pensassem sobre as coisas terríveis que acontecem no mundo”, concluiu o cantor. “Minha empatia está com todos que foram afetados pelos irresponsáveis e repreensíveis usos de armas reais.”

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Exclusivo: O Terno ganha minidocumentário sobre experiência nos Estados Unidos

RollingStone - seg, 06/11/2017 - 18:02

Em junho de 2012, O Terno lançou o primeiro disco da carreira, 66. Cinco anos depois, o power trio formado por Tim Bernardes (voz, guitarra e piano), Gabriel Basile (bateria) e Guilherme D’Almeida (baixo) acumula mais dois álbuns, participações em festivais, indicações a prêmios e o título de uma das bandas mais relevantes da cena brasileira contemporânea.

A trajetória trouxe a oportunidade de um show nos Estados Unidos em agosto de 2017, como parte do line-up do Brasil Summerfest. A viagem a Nova York fez com que O Terno fosse convidado para ser tema de um minidocumentário do canal de YouTube norte-americano Convicts, focado em contar histórias de artistas de diferentes partes do mundo. O resultado do encontro dos brasileiros com o apresentador Chris Kim é o Cool as Fuck, registro de pouco mais de 15 minutos que pode ser assistido abaixo, em primeira mão na Rolling Stone Brasil.

Melhor do Que Parece, d’O Terno, entrou para a nossa lista de Melhores Discos Nacionais de 2016

“Foi muito doido conhecer esse figura que é o Chris e ver um retrato d’O Terno de um ponto de vista estrangeiro”, diz Bernardes. “Foi também a primeira vez em que gravamos em um estúdio fora do Brasil, o que foi interessante para testar o que é influenciado e o que fica intacto na nossa sonoridade”, completa, se referindo à experiência no Russell Street Recording Studio, no Brooklyn.

O Terno lançou o mais recente disco, Melhor do Que Parece, em 2016. Neste ano, Bernardes fez a estreia solo no dolorido Recomeçar. Ouça ambos abaixo.


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Demi Lovato e Kelly Clarkson têm shows confirmados no AMA

Terra Música - seg, 06/11/2017 - 16:56
A lista de performances confirmadas no AMA 2017 continua crescendo. Nesta tarde desta segunda- ...
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Liam Payne lança clipe com participação de Bella Thorne

Terra Música - seg, 06/11/2017 - 16:53
Depois de muita espera, finalmente saiu o novo clipe de Liam Payne nesta segunda-feira (6). Com ...
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Havana e Swish Swish ganham versões em português de Gretchen

Terra Música - seg, 06/11/2017 - 16:40
Gretchen, a nossa rainha da internet, atacou novamente e desta vez teremos mais do que memes ...
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Morrissey pede e Hollywood Bowl venderá apenas pratos vegetarianos pela primeira vez na história

RollingStone - seg, 06/11/2017 - 15:05

Morrissey é sempre muito claro sobre o ativismo dele na luta pelos direitos dos animais e pelo vegetarianismo. É um apoiador de longa data do PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) e frequentemente pede que os estádios e arenas em que se apresenta sirvam apenas comida vegetariana durante o show dele.

De acordo com informações do LA Weekly, o icônico Hollywood Bowl anunciou que será o mais novo local a atender ao pedido do cantor. Pela primeira vez na história, o menu gastronômico do anfiteatro terá apenas opções vegetarianas (e não veganas, já que alguns pratos contêm queijo e outros ingredientes de origem animal). A mudança ocorrerá nesta sexta, 10, e sábado, 11, datas em que o cantor se apresenta com Billy Idol como convidado.

Os 15 insultos mais polêmicos de Morrissey

Dentre as refeições disponíveis estarão hambúrgueres de falafel, tacos de batata, sanduíches vegetarianos e torradas com abacate. Mas, como é tradicional do Hollywood Bowl, as pessoas poderão entrar com a própria comida. Então, caso alguns fãs queiram muito contrariar o pedido de Morrissey, será possível levar sanduíches de carne feitos em casa.

O cantor pode ter tido facilidade em expressar a causa na música, estampando a opinião dele no título do segundo disco do The Smiths, Meat Is Murder (1985), mas nem sempre é possível fazer com que casas como o Hollywood Bowl abracem a causa. Em 2013, após os assessores do cantor anunciarem que o Staples Center havia concordado em servir opções sem carne, a arena informou que a afirmação era falsa, e que eles haviam apenas acordado em servir mais pratos vegetarianos.

No ano passado, a polêmica voltou à tona após Morrissey convencer os organizadores do Riot Fest a venderem produtos sem carne durante o show dele. Um dos estandes, chamado Puffs of Doom, protestou contra a decisão servindo um sanduíche intitulado “Pork Morrissey” — que consistia em pão, carne de porco desfiada e quatro tipos de queijo.

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Ozzy Osbourne anuncia a “última turnê mundial” da carreira com shows no Brasil

RollingStone - seg, 06/11/2017 - 12:09

Ozzy Osbourne anunciou nesta segunda, 6, que está preparando uma “turnê mundial de despedida”, começando em 2018, e levando o vocalista do Black Sabbath a diversos países do mundo (incluindo o Brasil) até 2020.

A última turnê de Osbourne começa em maio de 2018, com datas no México, Chile, Argentina e quatro apresentações no Brasil: São Paulo (dia 13), Curitiba (16), Belo Horizonte (18) e Rio de Janeiro (20). As informações de lugares e ingressos ainda não foram divulgadas. Depois de duas datas na Rússia, em junho, Osbourne segue por um mês na Europa, passando por diversos festivais no continente.

Black Sabbath: as dez melhores raridades da banda com Ozzy Osbourne

Ainda que a excursão de despedida marque a aposentadoria de Osbourne das turnês, tanto como artista solo como com o Black Sabbath – que também fez recentemente um giro mundial derradeiro –, a lenda do heavy metal tem planos de continuar se apresentando em shows selecionados no futuro.

“As pessoas ficam me perguntando quando vou me aposentar”, disse Osbourne em comunicado à imprensa. “Esta será a minha última turnê mundial, mas não posso dizer que não vou fazer alguns shows aqui e ali.”

O anúncio da turnê derradeira de Osbourne acontece nove meses depois de o Black Sabbath dar adeus aos fãs com a própria excursão final, a The End, que chegou ao fim no último mês de fevereiro, em Birmingham – cidade natal do quarteto –, na Inglaterra.

Para os shows, o guitarrista Zakk Wylde, o baixista Blasko, o baterista Tommy Clufetos e o tecladista Adam Wakeman completam a banda de acompanhamento de Ozzy Osbourne.

Ozzy Osbourne, em turnê mundial de despedida, no Brasil
São Paulo
13 de maio (domingo)

Curitiba
16 de maio (quarta-feira)

Belo Horizonte
18 de maio (sexta-feira)

Rio de Janeiro
20 de maio (domingo)

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Robert Pattinson: “Todos os famosos que conheço são completamente loucos”

RollingStone - seg, 06/11/2017 - 12:07

Em uma entrevista recente ao The Daily Telegraph, Robert Pattinson falou sobre a relação entre saúde mental e fama. O ator e músico experienciou o sucesso ainda jovem, ao interpretar Cedrico Diggory em Harry Potter quando tinha 18 anos e o vampiro Edward Cullen na saga Crepúsculo aos 22.

“Quase todas as pessoas famosas que conheço são completamente loucas”, afirmou. Mas ressaltou que teve uma experiência diferente por ter uma estrutura pessoal bem construída. “Eu não mudei muito. E, para mim, foi divertido”, afirmou. “Tive bons agentes e ótimos amigos desde o começo. Acredito que seja perigoso quando você não tem essas coisas e pensa: ‘ah, se eu conseguir que estranhos me amem eu poderei preencher esse vazio’. E quando isso não acontece, você fica dez vezes mais louco.”

Entre a genialidade e a loucura: conheça músicos que sofreram de esquizofrenia

Mas Pattinson também enfatizou a importância da terapia na vida dele. “Eu não imagino como seja possível lidar com a vida sem terapia”, disse. Ainda que essencial, o ator afirmou que não teve uma fácil introdução à prática, já que os pais dele ficaram “literalmente horrorizados” quando contou que estava vendo um terapeuta. “Eu pensei: ‘por que isso é algo ruim?’”, continuou. “Existe esse estigma estranho. Acho que é um tipo de atitude que representa muito retrocesso.”

Pattinson atualmente está nos cinemas como protagonista de Bom Comportamento, filme que estreou em 19 de outubro no Brasil. O longa acompanha uma conturbada noite na vida de Connie Nikas, um criminoso de Nova York que luta para salvar a vida do irmão mais novo, Nick Nikas (Benny Safdie). Assista ao trailer abaixo.


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Tempo dos Zumbis: integrantes do Zombies lançam livro e recordam os 50 anos de Odessey and Oracle

RollingStone - dom, 05/11/2017 - 01:48

O ano de 1967 ficou marcado pelo lançamento de discos que mudaram a história do rock, entre eles Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (Beatles) e The Piper at the Gates of Dawn (Pink Floyd). Nos mesmos dias em que os Beatles trabalhavam em Sgt. Pepper’s, os estúdios do complexo Abbey Road, em Londres, também abrigavam outros ocupantes: o quinteto inglês The Zombies, que gravava o álbum Odessey and Oracle.

O trabalho só seria lançado no ano seguinte, quando, ironicamente, o The Zombies já não existia mais. Com o passar das décadas, Odessey and Oracle foi redescoberto, tornou-se cultuado e passou a figurar em listas de melhores de todos os tempos. Também ganhou por parte da crítica o epíteto de “Pet Sounds britânico”, já que, em termos de texturas sonoras e temáticas, tem várias similaridades com a influente obra dos Beach Boys, lançada em 1966.

Rod Argent, tecladista e compositor, e Colin Blunstone, vocalista, foram os fundadores da banda e seguem no núcleo da atual formação, com a qual permanecem na estrada relembrando a trajetória que construíram. Ainda nessa missão de resgate, eles lançaram o livro The Odessey, pela editora Reel Art Press (a obra não tem edição brasileira, mas pode ser encontrada em livrarias que trabalham com títulos importados).

“Esta é uma celebração de tudo o que The Zombies fez desde 1964, quando estouramos com ‘She’s Not There’”, conta o falante Rod Argent. A ideia foi lançar o livro justamente nos 50 anos da gravação de Odessey and Oracle. “O disco é especial para muita gente. Para nós, é um marco a ser superado.”

Na época, a banda estava frustrada com o som que fazia em estúdio. Por isso, deixou a gravadora Decca rumo à CBS, e o selo proporcionou a ajuda do produtor Ken Jones, responsável por conseguir horários em Abbey Road para o grupo. “Apenas as bandas contratadas pela EMI tinham permissão para gravar lá. Mas Ken tinha bons contatos”, Argent relembra. O timing foi perfeito. “Tivemos o mesmo engenheiro de som que os Beatles [Geoff Emerick] também usufruímos de todo o avanço técnico que o Fab Four levou a Abbey Road. Foi uma maratona. John Lennon nos mostrou antecipadamente faixas de Sgt. Pepper’s e nos emprestou o mellotron que eles haviam usado em ‘Strawberry Fields Forever’. Foi um instrumento-chave para a sonoridade de Odessey.”

Odessey and Oracle saiu em abril de 1968. Foi ignorado pela crítica e pelo público em geral; a recepção impulsionou a banda a terminar, de comum acordo, com os músicos conservando os laços profissionais e de amizade. Rod Argent então criou o projeto batizado com seu sobrenome. Colin Blunstone se lançou solo.

Em 1969, porém, aconteceu algo que ninguém poderia imaginar: o single “Time of the Season” chegou ao topo da parada norte-americana, alavancando a vendagem de Odessey. Com a demanda pela banda em alta, mas os integrantes separados, promotores norte-americanos inescrupulosos começaram a colocar The Zombies falsos na estrada. Dusty Hill e Frank Beard, que viriam a integrar o ZZ Top, estavam em uma dessas formações. “Hoje, virou folclore, mas na época não foi nada engraçado. Estávamos longe, na Inglaterra, enquanto aconteciam essas coisas nos Estados Unidos envolvendo nossa música e reputação”, fala o cantor Colin Blunstone. A primeira reunião do Zombies só seria realizada mais de duas décadas adiante, em 1990, para de fato colocar os criadores em contato com os fãs.

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Luiz Melodia 1951-2017

RollingStone - sab, 04/11/2017 - 06:43

Em show feito em 1987 na cidade natal do Rio de Janeiro, Luiz Melodia precisou entrar carregado no palco do Teatro Carlos Gomes. Ele não estava bêbado, tampouco fora de órbita por causa de algum aditivo químico. O que imobilizava o artista era o medo de encarar a plateia que já estava agitada e ansiosa por sua presença. Foi preciso que o produtor e músico Líber Gadelha, integrante da banda de Melodia, juntasse braços e forças com outro músico para carregar o cantor para o palco. “A apresentação foi um delírio e ele fez mais um show belíssimo, mas no início só conseguiu entrar carregado! Até se encontrar com o público dele, Luiz sempre foi tímido”, ressalta Gadelha, produtor de quase todos os álbuns gravados pelo artista a partir dos anos 1990, inclusive do Acústico ao Vivo (1999), que rendeu o único Disco de Ouro da carreira de Melodia pelas mais de 100 mil cópias vendidas.

Luiz Carlos dos Santos talvez tenha sido tímido por insegurança, por resquício do preconceito sofrido quando desceu, no início da década de 1970, o Morro de São Carlos, onde nascera em 5 de janeiro de 1951. Luiz, que herdou o sobrenome artístico do pai, Oswaldo Melodia, desafiou a racista lógica musical da época, que acreditava que cantor negro vindo do morro tinha de ser enquadrado como sambista.

Melodia fez e cantou samba. Mas incorporou blues, rock e soul ao ritmo, em uma fusão singular que deslumbrou os ouvintes antenados do primeiro álbum, Pérola Negra, lançado em 1973, ano em que a MPB também foi sacudida com os primeiros trabalhos de Fagner, João Bosco, Raul Seixas (1945–1989), Sérgio Sampaio (1947–1994) e Secos & Molhados. Por Sampaio, cantor e compositor capixaba que despontara em 1972 com a marcha “Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua”, Melodia logo se afeiçoou. Talvez porque ambos foram rotulados como “malditos” por se recusarem a seguir as regras do jogo da indústria da música.

Melodia sempre regravou canções de Sampaio. No que se tornou o último álbum de estúdio do artista, Zerima, lançado em 2014 com produção de Gadelha e Humberto Araújo, a escolhida foi “Leros, Leros e Boleros”, composição lançada por Sampaio em 1973, o ano em que Melodia despontou. Nessa música, o intérprete de voz aveludada cantou o verso “Vou me fazer de eterno no meu encontro com Deus”.

Melodia cumpriu o prometido aos 66 anos. Na madrugada de 4 de agosto, ele se fez eterno. Não resistiu às complicações decorrentes de um câncer na medula óssea, diagnosticado dias após sangramento no nariz nos bastidores do derradeiro show, feito na cidade paulista de Jaú em julho de 2016. Chegava ao fim a vida singular do Negro Gato, cantor cheio de fôlego rítmico que ganhara esse epíteto por ter se apropriado, desde 1980, do rock de Getúlio Côrtes que Roberto Carlos lançara em 1966. Cantor herdeiro do soul, Melodia tornou esse rock ainda mais black ao recriá-lo no quarto álbum, Nós (1980).

A o saber da passagem de Melodia, os colegas se encarregaram de eternizá-lo no panteão dos imortais da música brasileira. “Além de grande cantor e compositor, era uma pessoa muito especial. Tive a honra de ser a primeira cantora a dar voz a uma de suas composições”, vangloria-se Gal Costa, em alusão ao fato de ter lançado “Pérola Negra”, que apresentou ao Brasil em outubro de 1971 no show Fa-Tal – Gal a Todo Vapor.

Na noite de 4 de agosto, Gal voltou a cantar “Pérola Negra”, incluída de última hora no roteiro de Trinca de Ases, show que a reúne com Gilberto Gil e Nando Reis. Em turnê pelo Brasil, a apresentação estreou no dia da morte de Melodia, em São Paulo. No Rio de Janeiro, Maria Bethânia também incluiu no roteiro do show que apresentava o samba “Estácio, Holly Estácio”, composto por Melodia e lançado por ela no álbum Drama (1972). “A estrela africana agora brilha no céu”, poetiza Bethânia.

Tanto Bethânia como Gal tiveram a honra de lançar as duas músicas mais famosas de Melodia porque as composições lhes foram apresentadas pelo poeta tropicalista Waly Salomão (1943–2003). A história de Melodia talvez tivesse sido outra se Waly não tivesse subido o Morro de São Carlos ao lado de outros integrantes da geleia geral brasileira, como o também poeta Torquarto Neto (1944–1972) e o artista plástico Hélio Oiticica (1937–1980). Quando voltaram de lá, alardearam a descoberta do artista.

Apesar das conexões fundamentais de Bethânia e Gal com a obra de Melodia nessa fase inicial, foi Zezé Motta a cantora que ficou mais próxima do cantor ao longo da vida. “Ele era meu amigo, meu irmão, meu ídolo. Eu era apaixonada pelo Melodia com o consentimento da Jane”, brinca Zezé, em referência a Jane Reis, viúva de Melodia. Zezé e Jane choraram juntas no velório do cantor, realizado na quadra da escola de samba Estácio de Sá. Mas também se lembraram, saudosas, das idiossincrasias bem-humoradas do artista. “Eu me divertia muito com ele. Melodia era engraçado. Ele tinha um lado bem introvertido, mas, de repente, soltava as pérolas dele e fazia umas brincadeiras”, conta Zezé, que ganhou de Melodia em 1978 a canção “Dores de Amores”.

Bem-humorada, a atriz e cantora relembra que, no meio de uma crise conjugal com Jane, Melodia a procurou para desabafar. Depois de passar a noite cogitando a separação da mulher, o artista de repente mudou de ideia e desanuviou o semblante. “Ele me disse: ‘Zezé, você acha que eu vou ter o trabalho de me separar da Jane para depois ter outro trabalho de pedir para voltar?’ E começou a rir. Ele era genial, tinha essas sacadas”, relata Zezé. O poeta ficou com Jane até a morte, que não foi por amor no bairro do Estácio, como Melodia imaginara, trágico e romântico, nos versos do samba “Estácio, Holly Estácio”, em homenagem ao berço carioca de pioneiros bambas como Bide (1902–1975), Marçal (1902–1947) e Ismael Silva (1905–1978).

No Estácio, Luiz Melodia viveu e cresceu entre rodas de samba e choro frequentadas pelo pai, Oswaldo. Só que o filho bamba se recusou a seguir somente os sons do samba. Na era pré-fama dos anos 1960, chegou a integrar um conjunto, Os Instantâneos, para animar bailes com o pop-rock da época. As fusões de Melodia renderam, entre 1973 e 2014, 15 registros fonográficos oficiais. Essa discografia será acrescida do registro póstumo do show Zerima, captado em 2016 em duas apresentações no Teatro da Urca, na cidade mineira de Poços de Caldas (MG).

Pedra inicial e fundamental dessa obra, repleta de joias como “Magrelinha”, Pérola Negra resiste ao tempo, carioca da gema como seu criador, que também amou as canções do Roberto Carlos e da turma comandada pelo então “Rei da Juventude” nas tardes dominicais dos anos 1960 (a propósito, Melodia não teve tempo de concretizar a gravação de um show batizado Música e Romance, de roteiro calcado no cancioneiro da Jovem Guarda).

Contudo, é injusto restringir a genialidade de Melodia ao álbum de 1973. Dois anos após a edição de Pérola Negra, o compositor defendeu a música “Ébano” no Festival Abertura, promovido pela Rede Globo em 1975, ano em que a cantora Vanusa lançou “Congênito”, outra joia desse ourives de suingue próprio. No ano seguinte, 1976, saiu o segundo álbum de Melodia, Maravilhas Contemporâneas, cujo repertório continha “Juventude Transviada”. Esse samba torto, de mensagem desvairada, virou hit ao parar na trilha Sonora da novela Pecado Capital, exibida pela Globo. Era o tema da principal personagem feminina da trama, Lucinha (Betty Faria), mulher tão suburbana quanto Melodia. Essa malemolência carioca garantiu ao cantor a admiração de mestres como Zeca Pagodinho. “Melodia não tinha maldade com nada. O negócio dele era cantar samba e as coisas que ele amava”, depõe o sambista.

As coisas que o artista amou transcenderam rótulos e gerações, a ponto de possibilitar conexões com a rapper curitibana Karol Conka. “A melodia dele inspirou e encantou juntamente com a voz cheia de personalidade. Tenho orgulho de ter um registro com uma das pessoas mais importantes da música brasileira”, celebra Karol, em referência ao dueto na música “Até Amanhecer”, composta por ela e gravada com Melodia em novembro de 2012 para o projeto Meet the Legends.

Tendo trabalhado por muito tempo com o artista, Líber Gadelha o admirou profundamente. “Melodia foi o maior cantor brasileiro, um grande compositor, muito amigo, generoso. Foi a humildade em pessoa. Quando dançava, era uma coisa linda. Ele adorava as crianças e os amigos dele”, testemunha o produtor.

Luiz Melodia saiu de cena, mas a obra do bamba do Estácio está viva, entranhada no coração do Brasil.

Em Forma de Oração
Sete canções que resumem a importância de Luiz Melodia para a música brasileira

“Pérola Negra” (1971)
Uma atormentada canção de amor que deu o tom da obra de Melodia, primeiramente conhecida na voz de Gal Costa e, dois anos depois, no canto aveludado do autor.

“Estácio, Holly Estácio” (1972)
Amor e ódio se misturam no samba em que Melodia acalma os sentidos ao falar do Estácio, bairro onde viveu no Morro de São Carlos.

“Estácio, Eu e Você” (1973)
Esse clássico abriu o álbum Pérola Negra, mostrando o que Melodia aprendera com o pai nas rodas de samba e choro.

“Ébano” (1975)
Música em que defendeu o orgulho negro com suingue black no festival Abertura, promovido pela Rede Globo em 1975.

“Juventude Transviada” (1976)
A poética alucinada da letra não impediu que o Brasil cantasse uma das melodias mais inspiradas de Luiz. Foi tema da novela Pecado Capital.

“Negro Gato” (1980)
O rock é de 1966 e foi lançado por Roberto Carlos na era da Jovem Guarda. Mas Melodia se apropriou como ninguém da canção do compositor Getúlio Côrtes ao regravá-la em 1980.

“Codinome Beija-Flor” (1991)
A balada lançada na voz de Cazuza em 1985 se renovou no canto de Melodia, em gravação feita em 1991 para a trilha da novela O Dono do Mundo. Prova da grandeza dele como intérprete.

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Green Day retorna a SP resgatando raridades e com show mais “compacto” do que sete anos atrás

RollingStone - sab, 04/11/2017 - 04:59

Sete anos separam os dois shows do Green Day em São Paulo nesta década. Em 2010, no mesmo espaço, a Arena Anhembi, a banda vinha em seu momento mais grandioso, depois dos dois discos mais ambiciosos da carreira (American Idiot, de 2004, e 21st Century Breakdown, de 2009). Agora, o trio norte-americano voltou à capital paulista tendo passado por uma trilogia pouco (ou quase nada) celebrada (¡Uno!, ¡Dos! e ¡Tré!, de 2012) e retornando ao noticiário musical ao atualizar a veia política no recente Revolution Radio (2016). Do clima festeiro de 2010, algumas estripulias foram mantidas – fogos e chamas, papel picado, fãs chamados ao palco, as roupas extravagantes de “King For a Day” –, mas, mesmo tocando por 2h30, o Green Day da última sexta, 3, substituiu parte do tom épico de sete anos atrás por uma postura sutilmente mais direta e, consequentemente, mais condizente a atual condição de veterana da banda.

Até o setlist foi mais corajoso: a banda abriu mão de hits recentes (como “Wake Me Up When September Ends”) e foi buscar raridades antigas como “F.O.D.” (não tocada desde 2013, apesar de ter sido mostrada no último show de São Paulo), “Scattered”, “Waiting”, “J.A.R.” e “Armatage Shanks”, em uma sequência focada nos anos 1990 (e em Warning, de 2000). O momento de nostalgia da produção primordial do trio, que foi alçado ao sucesso com o punk desleixado – de letras sobre indignações e inseguranças adolescentes – de Dookie (1994), foi um presente à gigante fatia de fãs trintões e quarentões e também uma lembrança do porquê, mesmo com a dimensão adquirida após o sucesso comercial de American Idiot (2004), o Green Day é uma das bandas fundamentais na história do punk.

Outra lembrança da energia essencial do trio (que, no palco, chega a virar septeto) aconteceu quando o vocalista, Billie Joe Armstrong, agachado no palco, começou a falar: “Quer saber? Eu gosto dos loucos”, no meio da jam estendida de “King for a Day”, tradicionalmente emendada com “Shout” e com algumas citações a clássicos, entre eles “Hey Jude”, dos Beatles, “(I Can't Get No) Satisfaction”, dos Rolling Stones, e “Break On Through (To The Other Side)”, do The Doors (teve até uma menção a “Garota de Ipanema” em um solo de sax). Ele continuou demonstrando amor pelos “esquisitos, estranhos”, pessoas que em geral têm dificuldade de se encaixar em padrões. Faixas como “Longview” – música sobre tédio e masturbação que, mesmo tocada noite após noite, parece manter intacto seu sentimento original – e até “Jesus of Suburbia” evocam ao palco personagens que são reflexos de um quinhão da sociedade desde sempre identificada com a obra do trio da Califórnia.

American Idiot, álbum mais bem-sucedido do Green Day, foi impulsionado pela revolta contra o então presidente norte-americano George W. Bush e o avanço de uma agenda conservadora da época. Revolution Radio, lançado em 2016, trouxe a banda de volta à evidência justamente ao recuperar a indignação da ópera-punk de 2004, só que desta vez com o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incorporando o novo momento político conturbado. E, das cinco performances que o disco recente rendeu ao show de São Paulo, as duas mais celebradas foram justamentes as mais ácidas: “Bang Bang” e “Revolution Radio”. A divertida “Youngblood” soou quase protocolar e “Forever Now”, junto a “Still Breathing” (canção demasiadamente melódica que funciona, em Revolution Radio, como “Wake Me Up When September Ends” funcionou em American Idiot e “21 Guns” em 21st Century Breakdown), pouco fizeram além de esfriar um pouco os ânimos antes do primeiro bis.

O Green Day também mostrou estar tirando o pé do acelerador e, apesar de fazer um show longo, regado a jams e performances alongadas, vem reduzindo os setlists, possivelmente para respeitar a idade cada vez mais avançada dos integrantes (no entanto, em relação à apresentação no Rio de Janeiro, dois dias atrás, São Paulo ouviu quatro músicas a mais). Armstrong, passando dos 45 anos, entretanto, continua um moleque frenético e cuja garganta parece não sentir os berros incessantes, pedindo gritos de “hey” tão facilmente quanto sai correndo pelo palco ou dispõe de gracinhas no microfone. Ele fez uma breve crítica a Trump em “Holiday” – respondido com gritos de “fora, Temer” –, discursou em prol da Amazônia, amarrou-se em uma bandeira LGBT e até deu uma espécie de “bronca” na plateia, em “Boulevard of Broken Dreams”. “Nós não precisamos de Facebook”, avisou, indiretamente pedindo para os fãs baixarem os celulares. “Não salve para depois. Viva agora.”

O vocalista, inclusive, é o símbolo de um momento de renovação para o Green Day. No começo da década, ele esteve envolvido com problemas de alcoolismo e conhecidamente foi parar na reabilitação. Neste mesma época, o grupo lançava os quase simultâneos álbuns ¡Uno!, ¡Dos! e ¡Tré! (2012), tão mal recebidos e desnecessários que sequer renderam uma única faixa na atual turnê. A recuperação de Armstrong, que manteve a sobriedade por anos após os incidentes, significou também o resgate parcial de uma atmosfera menos apocalíptica do que a era-21st Century Breakdown havia estabelecido. Até por isso, o disco de 2009 só teve duas músicas tocadas em São Paulo, sendo uma delas a energética “Know Your Enemy”, na abertura, e a outra a balada “21 Guns”, inteira acústica, fechando ao lado da tradicionalmente derradeira “Good Riddance (Time of Your Life)”.

Os 25 mil que estiveram na Arena Anhembi na última sexta certamente saíram satisfeitos com a jornada de Armstrong e companhia. Não viram um setlist protocolar – uma seleção simplista das músicas mais conhecidas do cancioneiro – e nem uma banda ultrapassada – que se apoia em artimanhas apelativas ou em um passado quase inalcançável de tão distante. O Green Day de 2017, em São Paulo, foi humano e “compacto”, não viu problemas em abrir mão da megalomania, limitar a quantidade de hits e de músicas no setlist e resgatar “velharias” pouco conhecidas para soar menos “bombástico” – e levemente mais como o trio de maconheiros da classe operária que foi alçado ao sucesso global mais de 20 anos atrás.

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Bad Religion se apresenta em São Paulo como atração principal do Rock Station 2017

RollingStone - sex, 03/11/2017 - 17:54

A segunda edição do Rock Station acontece neste domingo, 5, em São Paulo (Espaço das Américas). Bad Religion, clássica banda punk norte-americana, é a principal atração da noite.

O line-up comandado pelo grupo do vocalista Greg Graffin também conta com Pegboy, Samiam, Teenage Bottlerocket e os brasileiros do Dead Fish. O evento comemora o aniversário de 32 anos da Rádio Rock 89FM.

Ainda há ingressos à venda no site da Ticket360, entre R$ 160 e R$ 260, com opções de meia-entrada.

Rock Station 2017
5 de novembro de 2017, domingo, a partir das 14h
Espaço das Américas - Rua Tagipuru, 795 - Barra Funda, São Paulo
Entre R$ 160 e R$ 260, com opção de meia-entrada, na Ticket360
Line-up: Bad Religion - Pegboy - Samian - Teenage Bottlerocket - Dead Fish
Mais informações no evento oficial do Facebook

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Paul McCartney alerta sobre os perigos da pecuária para o aquecimento global em novo vídeo

RollingStone - sex, 03/11/2017 - 17:07

Paul McCartney narra um novo curta-metragem sobre o devastador impacto da pecuária para o aquecimento global, o One Day a Week. O minidocumentário é fruto de uma colaboração da campanha Meat Free Monday, da família McCartney, e da Hope Production, comandada pelo diretor francês Yann Arthus-Bertrand. Ele chega antes da 23ª Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, que acontece entre 6 e 17 de novembro, em Bonn, na Alemanha.

One Day a Week também conta com a participação dos atores Emma Stone e Woody Harrelson, além das filhas de McCartney, Mary e Stella. O filme é embalado por uma música inédita do ex-Beatle, “Botswana”, além de faixas do clássico Standing Stone (1997).

Relembre como foi o mais recente show de Paul McCartney em São Paulo

No clipe, McCartney fala sobre a massiva quantidade de gases produzida pela pecuária e sobre a crescente necessidade de água, terras e energia nessa indústria. “Há um jeito simples mas significante de proteger o planeta e seus habitantes”, diz. “E tudo começa com apenas um dia por semana. Um dia sem comer produtos animais pode ter um enorme impacto na manutenção do delicado balanço que nos sustenta.”

McCartney, Stella e Mary lançaram a Meat Free Monday em 2009, com o objetivo de inspirar pessoas a mudarem suas dietas para combater o aquecimento global. Assista a One Day a Week abaixo.


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Morrissey toca “I Started Something I Couldn’t Finish”, do The Smiths, pela primeira vez ao vivo; assista

RollingStone - sex, 03/11/2017 - 16:04

Morrissey apresentou “I Started Something I Couldn’t Finish”, de Strangeways, Here We Come (1987), quarto disco de estúdio do The Smiths, em um show recente. A performance marcou a primeira vez em que um membro do grupo tocou a músico ao vivo.

Assista a um registro visual do momento abaixo.

Em 17 de novembro, Morrissey lança Low in High School, três anos após World Peace Is None of Your Business, álbum mais recente do ex-vocalista do The Smiths que foi produzido por Joe Chicarelli e alcançou o segundo lugar da parada de discos britânica. Para o novo LP, ele se une novamente ao engenheiro e produtor de rock que ganhou prêmios Grammy pela colaboração em trabalhos do The White Stripes e do The Raconteurs. O disco foi gravado no La Fabrique Studios, na França, e no Forum Studios, em Roma, na Itália.

Os 15 insultos mais polêmicos de Morrissey

O cantor já liberou o single principal de Low in High School, “Spent the Day in Bed”, que ganhou um videoclipe no último dia 17 de outubro.

No ano passado, em uma entrevista ao NME, o cantor afirmou que estava tentando se destacar em uma indústria “completamente controlada e monitorada para que nenhum cantor passasse uma mensagem política.” “Antes, a indústria musical trabalhava para o artista, mas agora o artista deve trabalhar para a indústria musical. E é por isso que tudo está tão sem graça”, opinou.

Track List de Low in High School:

1- "My Love, I'd Do Anything for You"
2- "I Wish You Lonely"
3- "Jacky's Only Happy When She's Up on the Stage"
4- "Home Is a Question Mark"
5- "Spent the Day in Bed"
6- "I Bury the Living"
7- "In Your Lap"
8- "The Girl from Tel-Aviv Who Wouldn't Kneel"
9- "All the Young People Must Fall in Love"
10- "When You Open Your Legs"
11- "Who Will Protect Us from the Police?"

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Neil Young ironiza campanha de Donald Trump na inédita “Already Great”

RollingStone - sex, 03/11/2017 - 14:32

Neil Young se juntará novamente ao Promise of the Real em The Visitor. O disco será o segundo dele ao lado da banda, após The Monsanto Years, de 2015.

O álbum, previsto para 1 de dezembro, chega apenas três meses depois de Hitchhiker, o LP “perdido” de Young, que tem versões acústicas gravadas em apenas uma noite de agosto de 1976.

The Monsanto Years, do Neil Young e do Promise of the Real, entrou para a nossa lista de Melhores Discos Internacionais de 2015

Nesta sexta, 3, Young e o Promise of the Real soltaram o primeiro single do trabalho, “Already Great”, uma irônica resposta ao slogan da campanha de Donald Trump, “Make America Great Again”. Young já havia proibido que o presidente dos Estados Unidos usasse “Rockin’ in the Free World” em 2016, mesmo ano em que gritou “vai se foder, Donald Trump” durante um show, em junho.

“Você já é ótimo/Você é a terra prometida/Você é quem ajuda”, canta Young para os Estados Unidos no refrão. A música termina com a repetição de um grito que clama “De quem são essas ruas? São nossas!”, uma frase popular em recentes protestos no país. Ouça “Already Great” abaixo.

Além de “Already Great”, as dez faixas de The Visitor também incluem a patriota “Children of Destiny”, lançada de surpresa pela lenda do rock em 4 de julho. Young gravou a música no famoso estúdio Capitol Studios com o Promise of the Real – comandado por Lukas Nelson, filho de Willie Nelson – e uma orquestra de 56 músicos. No total, 62 pessoas colaboraram na canção.

The Visitor também chega menos de um ano após o solo Peace Trail, que saiu em dezembro de 2016. No ano passado, Young e o Promise of the Real divulgaram Earth, um disco duplo ao vivo.

Capa e track list de The Visitor

1- “Already Great”
2- “Fly By Night Deal”
3- “Almost Always”
4- “Stand Tall”
5- “Change of Heart”
6- “Carnival”
7- “Diggin' a Hole”
8- “Children of Destiny”
9- “When Bad Got Good”
10- “Forever”

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Exclusivo: Eggo Waffles, bailinhos e gírias dos anos 1980 — Assista ao videoclipe de Stranger Things 2

RollingStone - sex, 03/11/2017 - 12:17

“Isso sim é música.” A frase dita por Jim Hopper, personagem de David Harbour em Stranger Things, dá início ao novo vídeo da série, “Totally Tubular”. Em formato de clipe, ele traz cenas da segunda temporada remixadas ao som de uma batida dos anos 1980, que embala a nostálgica atmosfera do programa.

A expressão que dá nome ao vídeo, “totally tubular”, nasceu nos anos 1970, como uma gíria geek para se referir a algo legal. Nos anos 1980, passou a pertencer a linguagem dos surfistas norte-americanos, ainda com o mesmo sentido. Na série, Lucas (Caleb McLaughlin) usa a frase para falar sobre a novata Max (Sadie Sink), em uma cena que integra o clipe, divulgado nesta sexta, 3.

Stranger Things: quais serão as músicas de cada personagem na 2ª temporada?

O registro traz ainda momentos de Hopper, Lucas, Dustin (Gaten Matarazzo), Eleven (Millie Bobby Brown), Mike (Finn Wolfhard) e Will (Noah Schnapp) dançando. E, claro, muitos Eggo Waffles.

Assista abaixo ao videoclipe “Totally Tubular”, de Stranger Things 2, em primeira mão na Rolling Stone Brasil. A segunda temporada da série já está disponível na Netflix.


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