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Atualizado: 2 horas 12 minutos atrás

U2 em SP: depois da ascensão de Trump, banda decidiu trazer Joshua Tree de volta à vida com uma imensa turnê

ter, 17/10/2017 - 19:56

Em meados do ano passado, o U2 encarava um futuro incerto. A banda tinha encurtado sua altamente bem-sucedida turnê Innocence + Experience para trabalhar no álbum seguinte, Songs of Experience, que estava quase concluído, mas os integrantes acabaram decidindo que o material gravado não abordava adequadamente o caos dos eventos atuais, da ascensão de Donald Trump à saída da Inglaterra da União Europeia. “Percebemos que precisávamos colocar o disco na geladeira por um tempo para realmente pensar nessas coisas”, conta o guitarrista, The Edge. “O mundo é um lugar diferente e precisamos da oportunidade para reconsiderar tudo.”

Foi aí que o U2 decidiu marcar o 30º aniversário de The Joshua Tree – o álbum de 1987 que o catapultou de um grupo que tocava em arenas para a maior banda do mundo, com hits como “Where the Streets Have No Name” e “With or Without You” – com uma imensa turnê por estádios. The Joshua Tree foi o primeiro disco do U2 diretamente influenciado pela música e política norte-americanas, criticando o apoio do governo Reagan aos bombardeios de países da América Central (“Bullet the Blue Sky”) e o silêncio sobre assassinatos em massa pelo governo chileno (“Mothers of the Disappeared”). “Aquela era uma época difícil e sombria e parece que estamos de volta a isso, de certa forma”, diz The Edge. “Nunca nos demos a chance de celebrar nosso passado porque sempre olhamos para a frente, mas sentimos que este era um momento especial e este é um disco especial.” Em uma entrevista publicada no site do U2, Bono acrescentou: “É uma bela ópera... cantei muito algumas dessas músicas, mas não todas... Será uma grande noite”.

A turnê marca a primeira vez em que o U2 toca um álbum inteiro ao vivo, um formato explorado recentemente por Bruce Springsteen na turnê River, que foi a mais bem-sucedida do ano passado, arrecadando US$ 268 milhões. A banda pode adotar uma abordagem diferente e evitar tocar o disco na sequência. “Pode ser que não queiramos começar com a faixa 1, ‘Where the Streets Have No Name’”, afirma The Edge. “Talvez precisemos criar expectativa para esse momento.” O baixista, Adam Clayton, acrescenta: “Podemos agrupar algumas faixas com outras [de diferentes álbuns], mas de temática semelhante. Vamos experimentar até ter confiança de que está bom."

Para os fãs ardorosos, o show será uma oportunidade para ouvir faixas pouco conhecidas pelo público em geral, como “Exit” e “Trip Through Your Wires”, que a banda não toca desde os anos 1980. “Red Hill Mining Town” – uma balada comovente sobre a greve em 1984 do Sindicato Nacional dos Mineiros da Inglaterra, que originalmente seria o primeiro single do álbum – nunca foi tocada ao vivo. “Ela caiu na maldição do andamento médio”, diz Clayton. “Agora, acho que conseguimos encontrar maneiras de contornar isso.”

Willie Williams, diretor de shows que desenha os palcos da banda desde 1982, diz que a produção da turnê será menos grandiosa do que a da última passagem do U2 por estádios, com a 360 Tour, que rodou o mundo de 2009 a 2011. A turnê contava com um palco em formato de nave espacial, um dos maiores da história. “Aquele realmente foi o show em estádio para acabar com todos os shows em estádio”, diz Williams. O diretor está se inspirando na produção primitiva da turnê de 1987, mas incorporando novas ideias, incluindo um segundo palco em forma de árvore. “As expectativas são estratosfericamente mais altas do que há 30 anos”, afirma, “mas haverá menções a como tudo era naquela época.”

A turnê comemorativa das três décadas de The Joshua Tree tem quatro shows marcados no Brasil, no Estádio do Morumbi, em São Paulo, entre os dias 19 e 25 de outubro. A banda retorna ao país seis anos depois da última passagem, que aconteceu em 2011.

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Exclusivo: Karla da Silva canta sobre amor regido por Orixás em “Dia de Reis”

ter, 17/10/2017 - 18:31

Por: Redação

“Dia de Reis” é a música que abre o segundo e mais recente disco de Karla da Silva, Gente Que Nunca Viu Vai Ver a Pretíssima Coroação. A canção escrita por Wanderson Lemos ganhou um clipe nesta terça-feira, 17, que pode ser visto abaixo com exclusividade no Sobe o Som.



Com direção de Lincoln da Silva e participação de Danielli Mendes, o vídeo ilustra a faixa que trata sobre um amor regido por Orixás. “Eu acredito que em tempos em que políticos, cujas intenções de poder são calcadas no pensamento neopentecostal, avançam e ‘aplaudem’ a intolerância religiosa, é mais do que necessário se pronunciar artisticamente a favor das nossas tradições”, explicou Karla, tratando do tema da canção. “Eu sou do Candomblé desde que nasci e durante muito tempo nós precisamos nos esconder para sermos um pouco mais ‘aceitos’ por uma sociedade de pensamento escravocrata que sempre nos castrou.”

E, segundo a cantora fluminense, a música exerce esplendorosamente bem o papel de abrir o segundo álbum dela. “Gente Que Nunca Viu Vai Ver a Pretíssima Coroação é um prenúncio, fala de liberdade, de amor, de força e de lutas, sem perder a ginga, o balanço e a fé no futuro. ‘Dias de Reis’ é a coroa, a canção que abre as portas para um reinado que foi, que é e que será nosso, do nosso povo.”

Ouça Gente Que Nunca Viu Vai Ver a Pretíssima Coroação abaixo.


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Red Hot Chili Peppers fecha noite em mais uma edição do lendário festival Austin City Limits; veja como foi

ter, 17/10/2017 - 17:28

Já é uma tradição para os fãs de música que conseguem viajar para acompanhar os grandes festivais. A fervilhante capital texana, Austin, um oásis de cultura hipster dentro de um dos estados mais conservadores dos Estados Unidos, recebe em outubro, mês em que ainda registra altíssimas temperaturas, o Austin City Limits (ACL).

Segundo os locais, os 33-graus-na-sombra são mais do que usuais na cidade, aliás, eles foram considerado até um sinal de que o "friozinho" pós-verão norte-americano está finalmente chegando à cidade. Passando frio ou calor, 75 mil pessoas foram ver os headliners Jay-Z, na sexta-feira, 13, Red Hot Chili Peppers, no sábado, 14, e The Killers, no domingo, 15, quando chegou ao fim o segundo fim de semana do ACL.

O festival completa 16 anos em 2017 e recebeu gigantes da música não só nos palcos, mas também no tradicional programa de televisão da rede pública PBS, que completou 43 edições -- foi o programa que deu origem ao evento ao vivo. O lendário Willie Nelson deu o pontapé inicial ao programa de TV, em 1974, quando se apresentou com a banda Asleep at the Wheel. Essa é uma memória que o ACL não deixa morrer: o rosto de Nelson estampa pôsteres gigantes que são vistos em muitos dos 8 palcos espalhados pelo Zilker Park, que recebe o festival até hoje.

Sexta, 13

Na sexta-feira 13, não teve gato preto ou qualquer outra superstição que pudesse atrapalhar o ACL.

Sob um sol escaldante, o Foster the People se apresentou no palco principal pontualmente às 18h15. Como esperado, hits do primeiro álbum, como “Don't Stop” e “Pumped Up Kicks”, empolgaram mais do que os do novo álbum, Sacred Heart Club. O vocalista Mark Foster não ficou de muita conversa: “Não vou ficar falando muito porque só temos 1 hora. Só quero ressaltar o que está escrito aqui”, e apontou para a camiseta que estava usando durante boa parte do show, que dizia "foda-se o racismo" (Fuck Racism). Horas depois, no mesmo palco, Jay-Z apoiou a mensagem de Foster contra o racismo. No show que encerrou a noite de sexta, 13, o rapper homenageou o cantor do Linkin Park Chester Bennington, que morreu em julho deste ano. "Converse com os seus amigos, você nunca sabe pelo que eles estão passando", disse Jay-Z antes de cantar a parceria dele com a banda Numb/Encore.

A alguns metros dali acontecia o show do The xx, que deixou bem claro o quão lisonjeada a banda estava diante daqueles que deram preferência a assisti-los, em vez de prestigiar o headliner Jay-Z. “Posso começar dizendo que eu reconheço que vocês poderiam estar vendo o Jay-Z, mas estão aqui? Então, muito obrigado!”, disse Oliver Sim, vocalista e baixista da banda. Nas notas baixas de algumas músicas, como "I Dare You", dava pra escutar as batidas de outro show ao fundo, mas nada que atrapalhasse quem estava curtindo o xx.

Entre tantos nomes, na sexta, 13, também tiveram espaço Ryan Adams e seus incríveis solos de gaita e Solange, que quase perdeu a vez. Atrasada 40 minutos, devido a acontecimentos inesperados durante a viagem a Austin, quase que não deu tempo. O público foi avisado do atraso por uma mensagem no telão do palco em que ela faria o show e muitos desistiram, mas os que ficaram e esperaram foram recompensados lindamente pela voz sempre estonteante da cantora.

Como em todo festival, os DJs também tiveram seu espaço. Quando Martin Garrix tocou, por exemplo, fez muita gente que estava ali por perto só de passagem desistir de continuar se dirigindo para os outros palcos e ficar curtindo as batidas de "In the Name of Love", entre outros sons eletrônicos.

Sábado, 14/10
Mais um dia quente, mas agora uma data de fim de semana, então o Zilker Park foi tomado por famílias inteiras, que chegaram cedo. Pais e filhos puderam aproveitar o Austin Kiddie Limits, espaço dedicado a crianças com oficinas e workshops que ensinavam a tocar instrumentos musicais, além contar com um palco de pequeno porte para shows curtos. Mas a estrutura do ACL é tranquila o suficiente para que os pais se animassem de levar as crianças para os palcos grandes também. Archibald Jones trouxe o pequeno Sebastian, de 6 meses, e ficou vendo bandas com ele até depois de anoitecer. O bebê, que assistiu ao primeiro show da vida com apenas 2 meses e meio, estava estreando em festivais. Pai e filho curtiram muito a performance de Chance the Rapper, que subiu ao palco alguns minutos atrasado e em cima de uma moto. O rapper de Chicago levantou o público, principalmente quando cantou "Juke Jam", parceria com Justin Bieber e Towkio.

Com tantos shows bons acontecendo ao mesmo tempo, as migrações eram constantes. Mas os fãs de Red Hot Chili Peppers já montavam acampamento desde quando Ice Cube tocou no palco principal, às 18h. O baixista Flea se disse honrado em se apresentar no mesmo palco em que o ator e rapper havia estado horas antes. Os californianos tocaram vários clássicos, como "Californication", "Give it Away" e "Can't Stop", e ainda fizeram cover de "Higher Ground", de Stevie Wonder. O guitarrista Josh Klinghoffer lembrou Tom Petty, que morreu há menos de 1 mês: "Sentimos muito a sua falta, Tom Petty".

Também no sábado, 14, os australianos do Rüfüs du Sol agitaram o palco Homeaway com suas batidas eletrônicas. No mesmo horário, a sueca Tove Lo se apresentou e causou alvoroço ao tirar o top durante a música "Habits (Stay High)", com a ideia de defender direitos iguais para homens e mulheres.

Domingo, 15/10

O dia, que ameaçava ser frio e cinza, acabou sendo o mais agradável (não tão quente) e com direito a um pôr do sol que fez os fãs de The Head and The Heart ficarem com inveja da banda. Isso porque a banda, que fez um show bem morno no fim da tarde, estava com a melhor visão do parque, bem em frente a um sol laranja, especial para encerrar o último dia de ACL. O ponto alto do show deles foi o cover "Don't Dream It's Over", da banda australiana Crowded House.

Os headliners do domingo, 15, eram Gorillaz e The Killers, mas foi surpreendente ver com quem ambas as bandas competiam: Silent Disco. A atração, que também existiu nos outros dias e no mesmo horário dos shows principais, das 20h às 22h, era uma tenda com 3 DJs e milhares de fones de ouvido. As pessoas já formavam fila antes das 20h, pegavam seus fones e pronto, cada um curtia sua própria vibe. O fone permitia trocar de "estação" e escolher entre os 3 sets, além de permitir regular o volume. O que se via era uma infinidade de crianças e adolescentes cantando e dançando músicas dos mais variados estilos e gostos: de "YMCA" a "Smells like Teen Spirit", de "Thriller" a "Don't Stop Believing". Os mais velhos, em geral, preferiram os shows de verdade. Como já era esperado, o hit que encerrou a última noite de ACL 2017 foi "Mr. Brightside", do the Killers, que fez um show sem grandes novidades.

Outros que atraíram multidões no domingo, 15, foram o duo Louis the Child, a banda Run the Jewels, que começou o show com "We Are the Champions", do Queen, e o australiano Vance Joy, que começou só com voz e violão e depois anunciou sua banda que se juntou a ele para a segunda parte do show.

Conexão ACL-Brasil
Das mais de 100 bandas que se apresentaram no ACL 2017, várias já estão confirmadas para apresentações no Brasil em 2018: The Killers, Red Hot Chili Peppers (que esteve mês passado no Rock in Rio), Chance the Rapper, Milky Chance, Royal Blood, Spoon, Alison Wonderland, Louis the Child e o tão esperado Gorillaz. A paulistana Ana Paula Santos, que quis aproveitar bem o feriado e convenceu duas amigas a irem para Austin curtir o festival, veio especialmente para ver o Killers: "Duas semanas depois que eu comprei o ingresso para o ACL, eles anunciaram que vão tocar no Brasil no ano que vem. Mas tudo certo, vou comprar pra esse também".

Além da Ana Paula e suas amigas, foram vistos alguns outros sinais de presença brasileira no evento. No primeiro dia, a bandeira do país foi vista circulando e no domingo, 15, havia um fã andando com a camiseta da seleção brasileira, mas era só um norte-americano apaixonado pelo nosso futebol. Comum a todos mesmo foi o prazer de curtir um dos maiores festivais de música dos Estados Unidos e poder ver de perto algumas das maiores bandas da atualidade na incrível capital do Texas.

Acesso, segurança e sabores de Austin
O festival é conhecido por ter um público fiel, que vai uma vez e aí quer voltar sempre. Mas quem é novato encontra em Austin a melhor estrutura que poderia esperar. Nas 3 entradas que davam acesso ao parque, os "ACL Experts" direcionavam o público para as filas corretas e respondiam a todas as dúvidas. Segurança era a prioridade do festival. Mensagens nos telões e nos alto faltantes das entradas ressaltavam procedimentos e precauções a todo momento (os Estados Unidos não brincam em serviço neste departamento e o trauma deixado pelo atentado recente em Las Vegas, também durante um festival de música, intensificaram o medo). As filas para a revista de bolsas e mochilas, que tinham tamanho limite, eram longas e demoradas, mas necessárias.

Uma vez lá dentro, era possível experimentar alguns sabores de Austin, uma conhecida capital gastronômica: o típico sorvete Amy’s, costelas com barbecue, comida mexicana, pizza e hambúrguer, entre muitos outros. Todos muito cheios, porém com serviço bem rápido. Lixeiras para comportar resíduos orgânicos e recicláveis estavam por toda parte e, ao final de cada dia, via-se o parque bastante limpo, especialmente se considerando que o local recebia um público de quase 100 mil pessoas.

Abaixo, assista a registros exclusivos das apresentações de Red Hot Chili Peppers, The Black Angels, Spoon, Royal Blood e Rüfüs Du Sol, captados pela Red Bull TV.

Red Hot Chili Peppers - "Dani California"

Red Hot Chili Peppers - "Aeroplane"

Rüfüs Du Sol - "Until the Sun Needs to Rise"



Royal Blood - "Little Monster"

Spoon - "Inside Out"

The Black Angels - "You on the Run"


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Prestes a tocar no Brasil, John Mayer fala sobre Ed Sheeran, Jay-Z, maconha e Katy Perry

ter, 17/10/2017 - 17:02

Em turnê com o disco The Search for Everything, que passa pelo Brasil este mês, John Mayer tem inovado nos shows, que são divididos em quatro partes, incluindo uma porção acústica e outra no formato trio de blues. “Quatro capítulos fazem com que eu tenha quatro inícios do zero. Eu saio do palco com a impressão de que poderia ficar lá mais uma hora”, ele diz.

Você se tornou uma grande influência para uma nova classe de compositores, como Ed Sheeran e Shawn Mendes.
Não esperava por essa. A gente não percebe que a cada cinco anos nasce um cara novo no mundo da música. Eu não uso tanto do mundo do blues no meu trabalho quanto gostaria, mas tem muito do espírito do blues que devemos adotar aqui: esses caras são eu. Eu idolatrava Eric Clapton e Stevie Ray Vaughan. Todos os meus heróis foram incríveis comigo, então há um contrato sobre fazer com que o cara novato se sinta aceito.

Você é um ótimo guitarrista de blues. Por que não se aproveitar melhor disso nos trabalhos de estúdio?
Depois de todas as jogadas que fiz no tabuleiro de xadrez musical, agora eu sou eu. Não sou um boneco. Uma vez por semana eu entrava no estúdio e tocava algo meio Black Keys, distorcia a guitarra e começava a inventar uma letra, mas não comprava a ideia. Quanto mais velho fico, mais percebo que você não tem que incorporar tudo que ama.

Você tuitou que tem em mente um conceito para um disco do Jay-Z há anos.
Não quero que soe como se eu estivesse mandando para ele uma mensagem privada de forma pública, mas eu acho que existe espaço para a psicodelia no hip-hop. Mas claro que todas as minhas ideias são egoístas e me incluem.

Você disse recentemente que estava “entrando na vida da cannabis”. Como anda isso?
Estou colocando isso no lugar onde costumava colocar o álcool. A qualidade de vida melhorou consideravelmente.

Você apareceu nos tabloides porque a Katy Perry disse que você foi o “melhor amante” que ela já teve. Gostaria de comentar?
Não tenho uma resposta cool o suficiente para você. Eu venci o jogo: pago um preço muito baixo pela fama agora e toco as músicas que mais mexem comigo. Estou me divertindo como nunca.

John Mayer tem cinco shows marcados no Brasil. O giro do cantor tem início em São Paulo, no dia 18, no Allianz Parque. Depois, ele segue para Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre, encerrando a série de shows no Rio de Janeiro, no dia 27, na Jeunesse Arena.

John Mayer no Brasil
São Paulo

18 de outubro (quarta)
Allianz Parque | Francisco Matarazzo, 1705 - Água Branca
Ingressos: entre R$ 240 e R$ 640; há meia-entrada
Venda geral: segunda, 5 de junho, às 00h01

Belo Horizonte
20 de outubro (sexta)
Esplanada do Mineirão | Av. Presidente Carlos Luz - São Luiz
Ingressos: entre R$ 240 e R$ 500; há meia-entrada
Venda geral: sexta, 23 de junho, às 10h

Curitiba
22 de outubro (domingo)
Pedreira Paulo Leminski | Parque das Pedreiras, R. João Gava, 970 - Abranches
Ingressos: entre R$ 400 e R$ 1000; há meia-entrada
Venda geral: terça, 6 de junho, às 10h

Porto Alegre
24 de outubro (terça)
Anfiteatro Beira Rio | Av. Padre Cacique, 891 - Praia de Belas
Ingressos: entre R$ 230 e R$ 700; há meia-entrada
Venda geral: sexta, 23 de junho, às 10h

Rio de Janeiro
27 de outubro (sexta)
Jeunesse Arena | Av. Embaixador Abelardo Bueno, 3401 - Barra da Tijuca
Ingressos: entre R$ 290 e R$ 590
Venda geral: quinta, 22 de junho, às 10h

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João Donato, Yamandu Costa e Dr. Lonnie Smith inundam Ilhabela com jazz

ter, 17/10/2017 - 16:57

O Centro Histórico de Ilhabela, cidade do litoral norte de São Paulo, foi tomado pelo melhor do jazz ao longo do último feriado, entre 11 e 14 de outubro. Cerca de 10 mil pessoas puderam acompanharam 16 shows gratuitos de altíssima qualidade, sendo quatro deles de bandas locais e os outros 12 de atrações nacionais e internacionais. A Rolling Stone Brasil esteve lá para acompanhar as performances da quinta edição do Ilhabela in Jazz. Veja abaixo um resumo de como foi.

Emesp & Juilliard Big Band, Dr. Lonnie Smith e Yamandu Costa & Jazz Cigano
A abertura oficial, na quarta, 11, aconteceu com uma reunião inusitada de músicos da Emesp (Escola de Música do Estado de São Paulo), sob regência do maestro Daniel Alcântara, e da renomada Juilliard School de Nova York, com naipes de sopro, bateria e piano. Os músicos daqui tocaram temas da MPB, como “Tempestade”, do violonista Chico Pinheiro, “Maria Três Filhos”, de Milton Nascimento, e “Nanã ou Coisas no 5”, de Moacir Santos. Em seguida, a banda dos músicos da Juilliard, com piano, contrabaixo, guitarra e um naipe de metais, entrou com solos individuais para, depois, juntarem-se aos brasileiros, formando uma big band que encerrou com “Viajando pelo Brasil”, tema de Hermeto Pascoal.

A festa só estava começando e a atração que veio a seguir daria o tom do que seria o festival a partir daquele momento. Novidade na programação, o público se deparou com um senhor franzino de vestes brancas, turbante amarelo e apoiado em uma bengala de metal, subindo ao palco e se posicionando junto a um órgão Hammond B-3. O norte-americano Dr. Lonnie Smith veio acompanhado do guitarrista Jonathan Kreisberg e do baterista Xavier Breaker. Durante uma hora, o mago do órgão executou os temas do mais recente álbum, Evolution, provocando quase sempre um suspense com sua música hipnótica e etérea. Mas também houve espaço para o brilho do guitarrista Jonathan e do baterista Xavier, que não estavam ali só para acompanhar. Um momento particularmente estranho foi quando Dr. Lonnie mostrou outro uso para a bengala, ou melhor, o “Slaperoo Walking Cane”. Percutindo a peça como se fosse um contrabaixo, ele tirou sons inusitados, deixando o público sem entender muito bem de onde vinha aquele barulho.

A noite ainda teve o violão de sete cordas do sempre genial Yamandu Costa, tocando sozinho e depois acompanhado pelo grupo curitibano Jazz Cigano, que assume a influência de Django Reinhardt, o criador do gypsy jazz. Tocaram temas conhecidos da MPB, como “Palpite Infeliz”, de Noel Rosa, e uma versão indescritível de “Nunca”, de Lupicínio Rodrigues, encerrando com “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso.

Louise Woolley, Phillipe Baden Powell e Carlos Malta
A segunda noite, dia 12, começou com o show de Louise Woolley Quinteto, que fez uma apresentação correta, para um público ainda frio, tocando o repertório do seu segundo álbum, Ressonâncias, lançado em 2016.

Filho do festejado violonista e compositor Baden Powell, o pianista Phillipe Baden Powell, com o grupo Ludere (Rubinho Antunes no trompete; Bruno Barbosa no contrabaixo e Daniel de Paula na bateria), fez o segundo show da noite tocando temas próprios, como “Origami” e “Espaço Tempo”, além de faixas do clássico disco Os Afro-Sambas (Baden Powell e Vinicius de Moraes), que homenageia tanto os afrossambas como o seminal grupo da bossa nova Tamba Trio. Foi um show bastante técnico e que levantou o público com a execução de “Canto de Ossanha”, já no final.

A música nordestina teve espaço no último show da noite, com a apresentação de Carlos Malta & Pife Muderno, trupe composta tocadores de flautas variadas, zabumba, pandeiro e triângulo. Foi uma mistura de forró com pitadas de jazz. As execuções de “Ponteio” (Edu Lobo) e “Pipoca Moderna” (Caetano e Sebastião Piano) foram especialmente empolgantes. O mesmo aconteceu com o solo da flautista Andrea Dears, que brilhou com “Assum Preto” e “Asa Branca” (Luiz Gonzaga), chamada por Malta de “o verdadeiro hino nacional brasileiro”. O gaitista Gabriel Grossi subiu ao palco como convidado. Malta, em dado momento, declarou: “Enquanto o país está essa bagunça, nós seguimos fazendo tudo na maior harmonia. Só a música salva”. Como o público pediu, o show terminou em festa fora do palco.

Amilton Godoy, Uri Caine e Barbatuques
Se tivesse sido escalada num horário mais avançado, e não para abrir a terceira noite, dia 13, a apresentação do pianista Amilton Godoy certamente teria uma maior repercussão. No entanto, ainda assim, ela deve ser considerada a mais marcante de todo o festival. Acompanhado de Sidiel Vieira no contrabaixo acústico e de Edu Ribeiro na bateria, o veterano pianista, que carrega com ele a história da música popular brasileira moderna, fez um show de clássicos da MPB e bossa nova, executando o arranjo original de “Garota de Ipanema” (Tom e Vinicius), gravado em 1964 por ele e o Zimbo Trio, do qual fez parte por quase 50 anos. Houve também “Chega de Saudade” (Tom e Vinicius), tocada para o público, de forma entusiástica, cantar junto, e o primeiro movimento, chamado “Cantilena”, da “Bachiana no 5” (Heitor Villa-Lobos), que o próprio Hamilton gravou com o Zimbo na década de 1970, nos discos Opus Pop 1 e 2. Milton Nascimento foi especialmente homenageado no “Pout-pourri Milton”, uma peça composta de “Ponta de Areia”, “Fé Cega, Faca Amolada”, “Nada Será como Antes”, “O Que Foi Feito Devera”, “Coração de Estudante” e “Maria Maria”, encerrando o show de forma empolgante. Teve até um bis chamado ironicamente de “Passagem de Som”.

Ao estrelado pianista norte-americano Uri Caine (e trio) coube a tarefa ingrata de manter os ânimos em alta, logo após o show de Amilton Godoy. No geral, o resultado foi uma apresentação fria, em que pese o perfeito entrosamento com Clarence Penn (bateria) e Mark Helias (contrabaixo). A música de Uri é bastante técnica e cerebral e, por isso, exige atenção, sendo pouco adequada para um lugar aberto como uma praça. Ele, contudo, ganhou a simpatia do público quando pediu desculpas por terem imposto o presidente norte-americano, Donald Trump, ao mundo, dizendo que se manifestava em nome de 80% do povo de seu país. Foi bastante aplaudido.

Escalar a trupe Barbatuques para fechar a noite também foi um risco que a curadoria do festival assumiu. Surpreendeu a boa receptividade de uma música feita só com a percussão corporal e uso reduzido de vocais, e desfez o que diz o senso comum: de que o público não quer pensar. A apresentação comprovou que as plateias do Ilhabela in Jazz estão receptivas a novas experiências sonoras.

Trio Ciclos, Arismar do Espírito Santo & João Donato e Ilhabela in Jam
Os três shows de encerramento da maratona, no dia 14, tiveram início com a apresentação do Trio Ciclos (Edson Santanna no piano; Bruno Migotto no baixo acústico e Alex Buck na bateria). O trio trouxe uma experiência sonora sutil, sensível e radical, bastante adequada para locais fechados, tanto que teve que mudar as configurações das caixas acústicas tradicionais, espalhando outras oito pelo espaço da praça, para que a música pudesse ser ouvida. Reproduziram o repertório do álbum Móbiles Vol. 1.

João Donato e o baixista Arismar do Espírito Santo, com o apoio do baterista Cleber Almeida, fizeram o show de maior apelo popular de todo o festival. Donato trouxe um setlist de sucessos da carreira, começando com “Bananeira” e seguindo com “A Rã”, “A Paz”, “Emoriô”, “Sambou, Sambou”, “Café com Pão”, “Simples Carinho”, “Suco de Maracujá”, “Lugar Comum”, “Ê Menina”, “Nasci para Bailar” e “Cala Boca Menino”, esta já no bis. Nos bastidores, Arismar, ao ser questionado a respeito de ensaios, respondeu: “E precisa? É só sair tocando”. Donato arrematou que “procura ser simples para que as pessoas recebam as mensagens com tranquilidade e para que fiquem felizes. A finalidade é essa. Não enfeito muito para não perder a naturalidade”, concluiu.

O show de encerramento do festival, denominado Ilhabela in Jam, trouxe ao palco um time de formação inédita, mas com músicos já conhecidos de outras edições, formado por Toninho Ferregutti (acordeão), Ricardo Herz (violino), André Marques (piano), Eduardo Neves (saxofone e flauta), Bruno Migotto (contrabaixo) e Edu Ribeiro (bateria), com entrosamento incrível, especialmente se levarmos em conta o grupo teve só algumas horas de ensaio na manhã do mesmo dia, como a reportagem da Rolling Stone Brasil apurou. A jam teve repertório próprio, já que quase todos os músicos são também compositores, incluindo “Um Tom para Jobim”, de Sivuca, e “Tacho”, de Hermeto Pascoal, como bis. E ainda teve espaço para a canja do curador do festival, o pianista Paulo Braga, também executando uma música própria, de nome “O Lugar”.

Atrações locais
A reportagem da Rolling Stone também assistiu a dois shows de abertura em dois dias do festival. Na noite do dia 13, sábado, tocou a banda Filipe Blues Man, com repertório focado no blues e no pop rock e, no dia 14, domingo, Dudu França in Jazz, o cantor que foi massificado na década de 1980 em programas televisivos e, hoje, em forma, continua na ativa cantando um repertório também baseado no pop rock dos anos 1970 e 1980.

*O repórter viajou a convite do festival.

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Assédio em Hollywood: tudo o que você precisa saber sobre o caso Harvey Weinstein

ter, 17/10/2017 - 15:07

A bomba sobre Harvey Weinstein, magnata de Hollywood, explodiu no dia 5 de outubro, quando o The New York Times publicou uma matéria detalhando como o cofundador da Miramax Films e da The Weinstein Company assediou mulheres sexualmente ao longo das últimas décadas. Desde a revelação, opiniões, posições e relatos relacionados ao caso do produtor vem surgindo.

Para entender a magnitude do acontecimento, é preciso esclarecer o nível de influência de Weinstein na indústria do cinema norte-americano. Em 1979, ele fundou, com o irmão Bob, a Miramax, produtora responsável por alguns dos mais importantes longas dos anos 1990, como Pulp Fiction: Tempo de Violência (1994), Shakespeare Apaixonado (1998) e Gênio Indomável (1997). A próxima empresa dele, a The Weinstein Company, também assinou projetos de sucessos estrondosos. Django Livre (2012), O Discurso do Rei (2010) e Namorados para Sempre (2010) são alguns dos exemplos.

E tanto poder e fama aparentemente foram capazes de mascarar uma história de agressões contra mulheres. O The Cut publicou uma lista compilando 29 denúncias contra ele de assédio e abuso sexual. Entre as relatoras estão desde ex-funcionárias das empresas até atrizes como Angelina Jolie e Gwyneth Paltrow. De acordo com as declarações, as atitudes do empresário foram sempre banalizadas por executivos, assistentes e produtores.

No último domingo, 14, Bob Weinstein, irmão de Harvey, disse, em uma entrevista ao The Hollywood Reporter, que “não imaginava” que Harvey pudesse se comportar dessa maneira. “Eu achava que ele só saía e traía a mulher dele. Não era como se ele tivesse uma amante, era uma após a outra até onde eu sei. Mas isso é muito diferente do que li no The New York Times. De jeito nenhum eu imaginei que ele era esse tipo de predador. E como ele convencia as pessoas a fazerem coisas? Eu pensei que eram todas relações consensuais.”

Após a reportagem, Weinstein foi demitido da empresa que leva o nome dele, e quatro membros da diretoria — todos homens — também pediram demissão. De acordo com o The Hollywood Reporter, um novo nome para comandar a empresa será anunciado em breve, com rumores de que o rapper Jay-Z poderia ser um dos candidatos. A Variety apontou que Georgina Chapman, esposa dele, pretende se divorciar do marido.

Ainda há muito a ser discutido, já que novas acusações surgem ao longo dos dias. Aqui, fizemos um resumo do caso até agora, com informações essenciais sobre o caso e também com os reflexos da situação em Hollywood.

Quais são as acusações contra Harvey Weinstein?

A primeira acusação contra Weinstein é de 1984, ano em que o produtor chamou a atriz Tomi-Ann Roberts, então com 20 anos, para ir ao seu hotel discutir um possível papel em um filme. Ao The New York Times, ela afirmou que ao chegar o encontrou pelado na banheira, e que Weinstein a encorajou a também tirar a roupa, o que ela recusou.

O padrão se repetiu nas outras alegações que vieram à tona, com o produtor sempre sendo acusado de convidar uma mulher jovem ao seu hotel, a partir de uma suposta pretensão profissional, para depois se utilizar da situação, aparecendo em um robe de banho ou completamente pelado, pedindo massagens e/ou favores sexuais em troca de recompensas profissionais.

Gwyneth Paltrow afirmou que, aos 22 anos, enquanto trabalhava em Emma (1996), foi assediada sexualmente por Weinstein em um encontro na suíte de hotel dele. Brad Pitt, namorado dela na época, confrontou o produtor, mas com medo de ter a carreira prejudicada, a atriz não falou publicamente sobre o acontecimento. “Era esperado que eu mantivesse isso em segredo”, relembrou, ao The New York Times.

A modelo e atriz Cara Delevigne contou a história dela com Weinstein em uma publicação no Instagram (leia abaixo na íntegra, em inglês). Ela declarou que o empresário tentou iniciar uma relação sexual com ela e outra mulher durante o que havia sido apresentado como um encontro profissional. “Assim que ficamos sozinhos, ele começou a se gabar sobre as atrizes com quem tinha dormido e sobre como ele tinha as ajudado em suas carreiras”, escreveu. “Então me convidou ao seu quarto. Quando falei que queria sair, ele ficou de pé em frente à porta e tentou me beijar. Eu consegui pará-lo e fugir de lá.”

When I first started to work as an actress, i was working on a film and I received a call from? Harvey Weinstein asking if I had slept with any of the women I was seen out with in the media. It was a very odd and uncomfortable call....i answered none of his questions and hurried off the phone but before I hung up, he said to me that If I was gay or decided to be with a woman especially in public that I'd never get the role of a straight woman or make it as an actress in Hollywood. A year or two later, I went to a meeting with him in the lobby of a hotel with a director about an upcoming film. The director left the meeting and Harvey asked me to stay and chat with him. As soon as we were alone he began to brag about all the actresses he had slept with and how he had made their careers and spoke about other inappropriate things of a sexual nature. He then invited me to his room. I quickly declined and asked his assistant if my car was outside. She said it wasn't and wouldn't be for a bit and I should go to his room. At that moment I felt very powerless and scared but didn't want to act that way hoping that I was wrong about the situation. When I arrived I was relieved to find another woman in his room and thought immediately I was safe. He asked us to kiss and she began some sort of advances upon his direction. I swiftly got up and asked him if he knew that I could sing. And I began to sing....i thought it would make the situation better....more professional....like an audition....i was so nervous. After singing I said again that I had to leave. He walked me to the door and stood in front of it and tried to kiss me on the lips. I stopped him and managed to get out of the room. I still got the part for the film and always thought that he gave it to me because of what happened. Since then I felt awful that I did the movie. I felt like I didn't deserve the part. I was so hesitant about speaking out....I didn't want to hurt his family. I felt guilty as if I did something wrong. I was also terrified that this sort of thing had happened to so many women I know but no one had said anything because of fear.

Uma publicação compartilhada por Cara Delevingne (@caradelevingne) em Out 11, 2017 às 10:39 PDT

Em muitos casos, segundo informações do The New York Times e da New Yorker, os funcionários da Miramax e da The Weinstein Company foram cúmplices, de forma voluntária ou involuntária. Lauren O’Connor, que distribuiu um memorando na empresa do produtor para falar sobre os diversos assédios de Weinstein e sobre o “ambiente tóxico para as mulheres” afirmou que o chefe dela a pedia para “ter reuniões com novas atrizes após elas terem encontros privados com ele em hotéis”.

Como Weinstein respondeu às acusações?

Em 5 de outubro, Weinstein enviou uma resposta à reportagem do The New York Times. “Eu cresci nos anos 1960 e 1970, quando todas as regras sobre comportamento e trabalho eram diferentes. Isso era uma cultura na época”, afirmou. “Mas aprendi que isso não é uma desculpa, nem no escritório nem fora dele. Para ninguém. Percebi há algum tempo que eu precisava ser uma pessoa melhor e minhas interações com meus colegas de trabalho mudaram. Sei que a maneira como me comportei no passado causou muita dor, e eu peço sinceras desculpas.”

Mas essa não é a história completa. Lisa Bloom, ex-integrante do time jurídico do empresário, declarou que Weinstein “nega muitas das acusações”. De acordo com o Deadline, o advogado Charles Harder disse estar preparando um processo contra o The New York Times pela publicação de uma história “cheia de falsas e difamatórias informações sobre Harvey Weinstein”.

Reações em Hollywood

Muitos da indústria do entretenimento condenaram as atitudes de Weinstein. Meryl Streep, que trabalhou em projetos recentes com o produtor (como A Dama de Ferro), expressou surpresa acerca das revelações, mas aplaudiu as mulheres que relataram os casos. “As vergonhosas notícias sobre Harvey Weinstein foram desaprovadas mesmo por quem teve o trabalho apoiado por ele. As corajosas mulheres que levantaram a voz para expor esse abuso são nossas heroínas”, declarou ao The Huffington Post.

George Clooney, que teve o primeiro papel de sucesso em Um Drink no Inferno (1996), produzido pela Miramax, disse que ouviu rumores sobre o comportamento de Weinstein ao longo dos anos mas que nunca testemunhou nada. “É indefensável”, opinou, ao The Daily Beast.

Hillary Clinton e Barack Obama também condenaram o produtor, que fez várias doações ao Partido Democrata. No Twitter, ela falou que estava “chocada e decepcionada” com as notícias.

Statement from Secretary Clinton on Harvey Weinstein: pic.twitter.com/L1l2wl9l0I

— Nick Merrill (@NickMerrill) October 10, 2017

Woody Allen, que enfrentou acusações similares de abuso sexual, em entrevista à BBC, opinou que a situação era “toda muito triste”. “É trágico para as pobres mulheres envolvidas, e para Harvey, por ter a vida tão bagunçada. Não há ganhadores nisso.” Apesar do sentimento, o diretor opinou que espera que o acontecimento não leve “a um clima de caça às bruxas”.

“Você também não quer que isso se transforme em uma atmosfera de caça, em que cada cara que pisca para uma mulher no escritório de repente tenha que chamar um advogado para se defender. Isso também não é certo”, disse. “Mas claro que esperamos que isso possa se transformar em um benefício para as pessoas em vez de só uma situação triste ou trágica.”

A declaração de Allen causou polêmica, assim como a da atriz Mayim Bialik, de Big Bang Theory. Após publicar um texto no The New York Times relatando sua experiência como atriz em Hollywood, ela foi criticada por ter “culpabilizado as vítimas”.

No depoimento, ela escreveu sobre algumas medidas de “autoproteção” que ela tomou quando era jovem na indústria. “Eu decidi que minha personalidade sexual cabe melhor em situações privadas com pessoas que são íntimas. Eu me visto modestamente. Eu não flerto com homens a todo momento.” Após as críticas, ela se desculpou.

“Dizer isso nunca foi minha intenção e eu sei que não há uma maneira para se evitar ser vítima de um assédio. Não importa o que você veste ou como você se comporta. Eu estava falando sobre uma experiência específica em uma indústria ainda mais específica. Os únicos responsáveis por esses comportamentos são os homens que cometem esses atos horrorosos.”

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Bruno Mars é primeira atração confirmada do Rock in Rio Lisboa 2018

ter, 17/10/2017 - 11:26

A oitava edição do Rock in Rio Lisboa está marcada para os dias 23, 24, 29 e 30 de junho, novamente no Parque Bela Vista. E, nesta terça, 17, a organização do evento revelou a primeira atração do festival. Bruno Mars será o responsável por encerrar a segunda noite do evento.

Esta será a segunda vez do cantor no Rock in Rio, já que em 2015 ele marcou presença na edição dos Estados Unidos, que aconteceu em Las Vegas. Atualmente, Mars está em um giro mundial para divulgar o disco mais recente dele, 24K Magic (2016). Inclusive, ele traz a turnê ao Brasil em novembro, com duas apresentações em São Paulo (nos dias 18 e 19) e outras duas no Rio de Janeiro (nos dias 22 e 23).

[Vídeo] Bruno Mars canta “Jailhouse Rock”, de Elvis Presley, no “Carpool Karaoke”

Os ingressos para a oitava edição portuguesa do megafestival já estão à venda no site do Rock in Rio. As entradas do tipo “early bird”, que dão acesso ao primeiro final de semana do festival, custam 99 €.

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Luta no Palco: Roger Waters usa canções solo e clássicos do Pink Floyd para criticar Donald Trump

seg, 16/10/2017 - 18:44

Em 4 de agosto, quase no final de uma apresentação na cidade de Washington, capital federal dos Estados Unidos, Roger Waters parou por um momento para saborear a reação empolgada da plateia. Então, o vocalista e baixista britânico e um dos fundadores do Pink Floyd falou aos fãs. “Eu disse: ‘Tem gente sugerindo que podemos estar entrando na cova dos leões aqui’”, relembra uma semana depois do evento. “Tudo o que tenho a dizer sobre isso é que, em Washington, há muitas pessoas com coração de leão.”

Foi uma variação de um discurso que ele frequentemente faz em sua atual turnê pela América do Norte, após a sequência de “Brain Damage” e “Eclipse”, canções do disco The Dark Side of the Moon (1973). A reação em Washington foi especialmente tocante para Waters. Us + Them – o espetáculo de duas horas e meia que ele comanda – mostra sua banda de dez integrantes tocando músicas do primeiro álbum solo de estúdio do artista em 25 anos, Is This the Life We Really Want? (2017), entre quase 2 dezenas de clássicos do cânone do Floyd.

No show, também há cutucadas visuais em Donald Trump. A certa altura, o presidente dos Estados Unidos é mostrado como membro da Ku Klux Klan; mais tarde, durante uma atualização vigorosa de “Pigs (Three Different Ones)”, do LP Animals (1977), uma imagem de Trump com cifrões nos olhos aparece em um porco inflável de 6 metros ao lado das palavras “bem-vindo à máquina”. A turnê de Waters, que vai até outubro, estabeleceu o músico como, provavelmente, o crítico mais voraz de Trump dentro do universo do rock. “[As plateias] parecem abraçar a ideia de que o amor deve superar o ódio”, diz. “O presidente deveria estar internado. Não sou a favor de trancafiar as pessoas; ele deveria estar cercado de gente cuidando dele e tentando ajudá-lo. Só par crescer um pouco. Até para ser capaz de tocar as bordas do que significa ser humano e ser capaz de amar.”

No entanto, “o ataque a Trump é uma pequena parte da mensagem geral”, insiste Waters, de 73 anos, durante um dia de folga na Filadélfia. Us + Them “é sobre a natureza transcendental do amor e sobre termos dentro de nós a capacidade de mergulhar nele, deixar que transforme nossa vida em algo que possa deixar este planeta viável por um pouco mais de tempo”.

Ele reconhece as vaias e o esvaziamento dos shows, aparentemente por apoiadores de Trump, em Nova Orleans e Houston, mas acrescenta: “Já fizemos 35 apresentações, então estou na posição de dizer, de jurar, que há muito amor neste país. Sei que somos um grupo pequeno – alguns milhares de nós em cada cidade. Só que eles me dão esperança de que o amor nas pessoas dos Estados Unidos pode ser maior do que a sujeira no sistema político. Estou me sentindo muito otimista”.

O novo álbum de Waters é uma mudança marcante para o baixista. Is This the Life We Really Want? é o primeiro disco solo em que ele cedeu totalmente as rédeas a um produtor, no caso Nigel Godrich, mais conhecido por seu trabalho com o Radiohead. Por sugestão de Godrich, Waters editou algumas letras para dar coesão e clareza. “Nigel sempre gostou muito da ideia de que não deveríamos ser especificamente políticos. Você pode dar sua opinião sobre algo sem ser específico.”

O show da turnê Us + Them foi desenvolvido a partir da produção de Waters em outubro do ano passado no festival Desert Trip, em Indio, na Califórnia. O visual grandioso da turnê inclui um complexo sistema de lasers que reproduz a capa do LP The Dark Side of the Moon.

Waters tem sido atacado durante a turnê por críticas sobre sua posição a respeito dos direitos dos palestinos sob a ocupação israelense e, em particular, sobre o movimento Boycott, Divestment, Sanctions (BDS), uma campanha palestina para exercer o que chama de “pressão não violenta sobre Israel”. A tentativa de Waters de convencer o Radiohead a cancelar um show em Tel Aviv, em 19 de julho, virou uma guerra pública de palavras com o vocalista da banda, Thom Yorke; a apresentação ocorreu com o Radiohead encerrando mordazmente o bis com “Karma Police”. Um legislador republicano de Nova York pediu o cancelamento dos dois shows de Waters em Long Island, citando uma lei que impede empresas e pessoas que apoiam o BDS de fazerem negócios com o condado.

Segundo Waters, duas semanas antes do início da turnê, a American Express retirou um patrocínio de US$ 4 milhões, por causa, diz, de sua defesa ao BDS: “A American Express teria sido bombardeada por uma campanha de bots – e-mails dizendo ‘Se você apoiar esta turnê, não vamos mais fazer negócios com você’. Então, ela cedeu. Sabe, estou muito acostumado com isso. Quase não reajo” (a American Express nega ter negociado patrocínio dos shows).

O músico comentou em entrevistas recentes que Us + Them pode ser sua última turnê, mas há planos para mais datas no ano que vem e ele continua energizado pelas questões e riscos em sua música e pela reação esperançosa das plateias. “Sei de uma coisa”, afirma enfaticamente. “Estou velho demais para pegar leve no que acredito.”

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Foo Fighters e Queens of the Stone Age: ingressos para shows no Brasil custam entre R$ 220 e R$ 880

seg, 16/10/2017 - 15:07

O Foo Fighters e o Queens of The Stone Age estão com uma turnê conjunta no Brasil marcada para o início de 2018. E, nesta segunda, 16, as bandas soltaram mais informações sobre os preços e venda dos ingressos para as apresentações que acontecerão em quatro capitais do país.

Os grupos liderados por Dave Grohl e Josh Homme passarão primeiro pelo Rio de Janeiro (estádio do Maracanã), no dia 25 de fevereiro, depois seguirão para São Paulo (no Allianz Parque), no dia 27, Curitiba (Pedreira Paulo Leminski), já no dia 2 de março, e Porto Alegre (estádio Beira-Rio), no dia 4.

Crítica: Josh Homme cai no glam rock no novo disco do Queens of the Stone Age

Os fãs que se cadastraram no site Eventim até o dia 27 de setembro e foram sorteados pela plataforma serão os primeiros a ter acesso aos ingressos, a partir das 10h desta terça, 17. Na quarta, 18, os usuários dos cartões Ourocard Black, Infinite, Nanquim, Platinum Estilo e Grafite Estilo do Banco do Brasil poderão adquirir as entradas e, a partir de 0h01 da quinta-feira, 19, todos os clientes Ourocard terão acesso a venda. O público geral poderá comprar os ingressos a partir de 0h01 do sábado, 21.

O preço varia de acordo com a localidade, mas no geral está entre R$ 220 (cadeira superior, no Maracanã) e R$ 880 (pista premium, na Pedreira Paulo Leminski). Há opção de meia-entrada. Mais informações abaixo.

Tanto o Foo Fighters quanto o Queens of the Stone Age lançaram novos discos nos últimos meses. A banda de Dave Grohl fez Concrete and Gold, nono álbum de estúdio, com colaboração do produtor Greg Kurstin (Adele, Tegan and Sara). Já o grupo de Josh Homme soltou Villains, nono LP de inéditas, no qual trabalhou com Mark Ronson. Além disso, Grohl e Homme são amigos e frequentes colaboradores (Grohl famosamente tocou bateria no disco Songs for the Deaf, de 2002, e eles têm até uma banda juntos, o Them Crooked Vultures).

Frequentadores constantes dos line-ups de grandes festivais no Brasil, Foo Fighters e Queens of the Stone Age já tocaram no Lollapalooza (FF em 2012 e o QoTSA em 2013), no Rock in Rio (QoTSA em 2001 e 2015 e FF em 2001) e SWU (QoTSA em 2010), entre outros eventos. A última excursão solo do Foo Fighters pelo Brasil aconteceu em 2015, enquanto a última passagem solo do Queens of the Stone Age foi no ano anterior.

Foo Fighters e Queens of the Stone Age no Brasil
Rio de Janeiro
25 de fevereiro (domingo)
Maracanã | Rua Professor Eurico Rabelo – Maracanã
Entre R$ 220 e R$ 720, com opção de meia-entrada. Venda no site da Eventim.

São Paulo
27 de fevereiro (terça-feira)
Allianz Parque | Avenida Francisco Matarazzo, 1705 – Água Branca
Entre R$ 270 e R$ 740, com opção de meia-entrada. Venda no site da Eventim.

Curitiba
2 de março (sexta-feira)
Pedreira Paulo Leminski | Rua João Gava, 970
Entre R$ 440 e R$ 880, com opção de meia-entrada. Venda no site da Eventim.

Porto Alegre
4 de março (domingo)
Estádio Beira-Rio | Avenida Padre Cacique, 891 – Praia de Belas
Entre R$ 250 e R$ 680, com opção de meia-entrada. Venda no site da Eventim.

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Exclusivo: Fióti exalta produção independente no single “Dá Pra Fazer”

seg, 16/10/2017 - 13:55

O cantor e compositor Evandro Fióti revelou uma nova música nesta segunda-feira, 16. Intitulada “Dá Pra Fazer”, a faixa foi composta por ele em parceria com o irmão, o rapper Emicida, e é uma espécie de exaltação à produção cultural independente.

Saiba como foi o show de Fióti com Emicida e Rael no festival Coala de 2017

“É o que eu digo para vocês: ‘Um passo de cada vez’”, canta Fióti na faixa, descrita como um “manifesto daqueles que têm ‘o pé no chão e a cabeça no céu’”. “Na coletividade, na manha, onde todo mundo ganha”, ele continua.

Com produção de Marcio Arantes, “Dá Pra Fazer” mescla a sonoridade baseada na música brasileira, que Fióti mostrou no EP Gente Bonita, de 2016, com batidas eletrônicas e vozes processadas, puxadas para o hip-hop. A faixa vai ganhar um videoclipe no próximo dia 19.

Conheça “Dá Pra Fazer” abaixo.

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Astros de Game of Thrones produzem adaptação de O Corcunda de Notre Dame para a TV

seg, 16/10/2017 - 12:09

Charles Dance e Peter Dinklage estão trabalhando em uma adaptação do clássico romance Notre-Dame de Paris (também conhecido como O Corcunda de Notre Dame) para a televisão. Os astros de Game of Thrones serão os produtores executivos do projeto que irá recriar o universo do clássico personagem Quasimodo, imaginado por Victor Hugo em 1831.

Intitulada Quasimodo, a série se situa em uma Paris de clima tenso, durante o século XV. A história é de Ashley Pharoah (Life On Mars). Na produção, também estão Tracey Scoffield, David Tanner (ambos de The Frankenstein Chronicles) e Frank Doelger, de Game of Thrones.

Game of Thrones: quem morreu, quem viveu e o que ficamos sabendo na sétima temporada

O programa faz parte de uma iniciativa da Atrium, distribuidora criada para que empresas de comunicação de diferentes partes do mundo financiem e encomendem séries televisivas. O projeto também inclui o drama histórico Jerusalem, de Russell Rothberg, ex-chefe de desenvolvimento da NBC, State of Decay, baseado no videogame homônimo, e Perfect People, uma adaptação do romance de Peter James comandada por Adi Hasak (Shades of Blue: Segredos Policiais).

De acordo com informações da Variety, os roteiristas e produtores das séries estiveram recentemente em Cannes, na França, para falar com integrantes da Atrium sobre os programas.

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Com algumas surpresas, mas com o carisma de sempre, Paul McCartney mostra seu legado diversificado em São Paulo

seg, 16/10/2017 - 04:05

Paul McCartney subiu ao palco do Allianz Parque neste domingo, 15, para mostrar ao já fiel público paulistano o show da turnê One on One. A performance teve praticamente o mesmo repertório mostrado ao público gaúcho na noite da última sexta, 13, quando o ex-beatle começou o giro pelo Brasil. Mas, naturalmente, ele mesmo assim fez com que as cerca de 45 mil pessoas presentes voltassem no tempo inúmeras vezes, sempre com grande emoção.

A apresentação começou por voltas das 21h05. McCartney, carregando o inconfundível baixo violino marca Hofner, se juntou a seus afiados músicos e deu início com "A Hard Day's Night", tema do filme homônimo lançado pelos Beatles em 1964. Ele não tocava esta música nas turnês anteriores que passaram por aqui, talvez pelo fato de o vocal ser feito predominantemente por John Lennon, na gravação. Sem problemas, a versão funcionou muito bem. A partir daí começou a bem amarrada mescla de canções solo, hits e lados B dos Beatles, tudo intercalado por uma ou outra surpresa no meio do caminho.

Na primeira parte da apresentação, o cantor e baixista reviveu clássicos dos Beatles ("Can't Buy Me Love", "Drive My Car", "I've Got a Feeling") e faixas da época em que liderava o Wings ("Junior's Farm", "Jet", “Let me Roll it” – nesta, o músico demonstrou que também é um exímio guitarrista –, "Nineteen Hundred and Eighty-Five" e "Maybe I'm Amazed"). Ele também veio com "My Valentine", balada jazzy endereçada a Nancy Shevell, a atual esposa dele.

Para "We Can Work it Out", McCartney introduziu um violão e, desta forma, abriu o segmento acústico da apresentação. Convidando para “voltar ao passado”, tocou "In Spite of All the Danger", canção do The Quarrymen, banda embrionária que ele tinha em Liverpool junto a Lennon, George Harrison e outras figuras que não entraram para a história. Esta porção da noite ainda teve "Love Me Do" ( o primeiro single do Fab Four, lançado em 1962), "And I Love Her" e "Blackbird".

"Esta é para John. É sobre uma conversa que nunca tivemos a oportunidade de ter". Foi assim que Paul McCartney apresentou e definiu "Here Today", uma sincera homenagem a John Lennon, incluída no álbum Tug of War (1982).

Algo que sempre marca as performances do artista é que ele nunca fica somente preso a glórias do passado, ao contrário, sempre faz questão de destacar algum material contemporâneo. Em 2013, ele lançou o bom álbum New e, deste trabalho, veio com a balançada "Queenie Eye" e também a faixa-título – ambas, ele cantou ao piano. Ainda tocando o instrumento, mostrou "Lady Madonna", dos Beatles. A principal surpresa, apesar de ela já ter feito parte do show de Porto Alegre, foi a execução de "FourFiveSeconds" a inusitada colaboração dele com Kanye West e Rihanna, lançada em 2015. A canção, que chegou a tocar em baladas e festas noturnas, recebeu um interessante arranjo para funcionar somente na voz de McCartney.

O dono do show voltou ao repertório com Beatles com a barroca "Eleanor Rigby”. Ainda dentro do setor de homenagens, teve "I Wanna be Your Man", com a qual celebrou o baterista Ringo Starr e também os Rolling Stones, já que Lennon e McCartney cederam esta canção originalmente para Mick Jagger e cia. em 1963, como o músico contou à plateia. Com "Something", é claro, o foco ficou em George Harrison. O tributo ao guitarrista morto em 2001 é sempre um momento muito bonito das apresentações de McCartney. A noite ainda teve o momento Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band com o vaudeville psicodélico de "Being For The Benefit of Mister Kite!" e a sempre impressionante "A Day in The Life" desaguando em "Give Peace a Chance", outro tributo a Lennon.

"Esta vocês vão cantar junto. Mas quando eu der o sinal, vocês estarão por sua própria conta". Assim, quando os primeiros acordes de piano de "Ob-La-Di, Ob-La-Da" foram ouvidos, quem tem experiência em shows de Paul McCartney já sabia que chegava a hora dos ex-beatle tocar aquelas canções que não faltam de forma alguma nas performances dele. Elas foram, na sequência, "Band on the Run" (faixa-título do LP que lançou com os Wings em 1973), a paródia/homenagem aos Beach Boys "Back in The U.S.S.R." e a solene "Let it Be" – outro belo momento, com o estádio todo iluminado pelos celulares.

Na hora de "Live and Let Die", tema do filme Com 007 Viva e Deixe Morrer (1973), a pirotecnia se fez presente com fogos de artifício e explosões emanando do palco e encantando os fãs. Depois deste ponto alto, o ex-beatle colocou todo mundo para cantar ao som de "Hey Jude". Ela falava: "Agora, os manos"; depois, "agora, as minas". Enquanto isso, os fãs no estádio inteiro seguravam placas como o refrão "Na Na Na". Neste clima triunfante de "cante junto", Paul McCartney encerrou a parte principal da apresentação.

Para o bis, ele voltou segurando um bandeira do Brasil enquanto os músicos empunhavam uma bandeira da Inglaterra e outra do movimento LBGT. Acompanhado apenas pelo violão, ele recomeçou com "Yesterday". Após a breve "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" (reprise), quem estava no Allianz para ouvir puro rock and roll se esbaldou com as pesadas "Helter Skelter" e "Birthday", ambas de The Beatles (1968), mais conhecido como Álbum Branco.

Depois de agradecer banda, técnicos, organização e público, McCartney anunciou que era hora de partir. Ele veio com a sequência que encerra o LP Abbey Road (1969): "Golden Slumbers", "Carry That Weight" e "The End", com os músicos de McCartney recriando todos os solos, harmonias e nuances da gravação original dos Beatles. Por volta de 23h40, McCartney e banda deixaram o palco.

Com um catálogo de sucessos tão vasto é natural que algumas canções importantes sejam sacrificadas. Nesta turnê, ele vem deixando de lado "My Love", "The Long and Winding Road" e "All My Loving". Mas se alguns fãs sentiram estas ausências, o resto compensou. Ao longo da apresentação, McCartney se expressou muito em português (lendo as frases na nossa língua, depois de pronunciá-las em inglês), mas nada soou forçado. As tentativas dele de falar gíria foram hilariantes. Aos 75 anos, a voz do músico apresenta algum desgaste, mas conforme o show foi avançando e as cordas vocais dele foram esquentando e tudo se ajustou. Agora, o ex-beatle tem apresentações agendadas em Belo Horizonte (Estádio Mineirão, dia 17) e em Salvador (Estádio Fonte Nova, dia 2).

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Em HQ, Fábio Moon, Gabriel Bá e Neil Gaiman promovem balada fantástica na Londres dos anos 1970

dom, 15/10/2017 - 10:21

Os nomes dos gêmeos e quadrinistas brasileiros Fábio Moon e Gabriel Bá estão lado a lado ao do escritor Neil Gaiman na capa de Como Falar com Garotas em Festas, que adapta para o formato de quadrinhos um conto de 2006 do autor da série Sandman e do livro Deuses Americanos. O álbum chega às livrarias brasileiras às vésperas do lançamento de sua versão para o cinema, em um longa estrelado pelas atrizes Elle Fanning e Nicole Kidman e dirigido pelo cineasta John Cameron Mitchell.

O título com tom de autoajuda esconde nuances dignas da mente de um dos grandes mestres da literatura fantástica das últimas décadas. “O mais legal do texto do Neil Gaiman foi mantido: o ritmo da escrita, os diálogos, o jogo de palavras, tudo o que ele faz melhor do que ninguém”, diz Moon. Ele e o irmão tiveram liberdade plena para criar a partir do enredo concebido pelo escritor inglês e contaram com o auxílio de Gaiman, que enviou fotos dele aos 15 anos, na época em que se passa a história, para ajudar na composição dos protagonistas.

O quadrinho narra a ida dos amigos adolescentes Enn e Vic a uma festa no sul de Londres com o propósito de conhecer garotas. O passeio ganha contornos fantásticos conforme os dois vão interagindo com as anfitriãs.

“Pudemos manter quase todo o texto e expandir a história visualmente”, conta Bá. “Não tínhamos um limite de número de páginas e isso nos possibilitou trabalhar melhor a narrativa e o ritmo visual da história.” Em meio a essa expansão visual, constam as cores em aquarela do gibi. “A história se passa nos anos 1970, e fazer um livro todo colorido à mão numa época em que quase todos os quadrinhos são coloridos no computador ajuda a dar outra cara para a HQ”, afirma Moon.

Leitores já habituados aos artistas notarão, inclusive, um diálogo entre o enredo de Gaiman e os trabalhos iniciais de Moon e Bá, focados principalmente em relacionamentos. Foi exatamente essa ligação que motivou a editora norte-americana do projeto, Diana Schutz, a fazer a ponte entre o trio.

“Essa temática do relacionamento sempre nos interessou. Acreditamos que seja o tipo de coisa que pode ser muito bem trabalhada em quadrinhos, escolhendo o close certo, a troca de olhares, a intimidade da leitura que seduz o leitor”, reflete Bá. A semelhança da trama de Gaiman com Fadas e Bruxas, conhecida história da quadrinista Laerte, envolveu os dois ainda mais com a HQ. “Era uma chance de tratar de um tema que nos é querido, trabalhando a partir do conto de um autor que admiramos e ainda criando um diálogo visual com outra pessoa que, como o Neil Gaiman, foi fundamental na nossa formação”, conclui.

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Daniela Mercury, Karol Conká e Johnny Hooker se apresentam na estreia do Festival Pilantragi

sab, 14/10/2017 - 08:29

A Pilantragi é uma festa que celebra a produção musical brasileira e ocupa o calendário da noite da capital paulista desde 2012. Ela cresceu e agora vai ganhar uma versão em formato de festival. O evento de estreia acontece no próximo dia 21 de outubro, no Estádio Ícaro de Castro Melo, em São Paulo.

O debute conta com Daniela Mercury e Karol Conká como principais headliners. Os paulistanos do Bixiga 70, o recifense Johnny Hooker, a baiana Karina Buhr, Samuca e a Selva e Coco de Oyá completam o line-up. Nos intervalos, Telefunksoul (BahiaBass/Salvador), Tahira, PG, Lia Macedo, Fred Lima e Rodrigo Bento assumem o som com discotecagem.

O festival terá outras atividades, como performances do Circo no Beco, Maravilhosas Corpo de Baile, Marquesa Amapola, Animalia e Manu Yael. Os VJs Micra e Luancito assinarão as intervenções visuais e Donizete de Paula e Natasha Ferreira, do Dnarte, farão maquiagens tribais. Os artistas Julia Montanarini, Silvia Strass, Catharina Gushiken e Os Paulestinos, coletivo formado por Atila Fragozo e Renoir Santos, farão live painting, e o espaço terá uma exposição fotográfica de Mariana Cobra com registros do carnaval paulistano de 2017.

Os ingressos para a festa já estão à venda, custam entre R$ 100 e R$ 240, com opções de meia-entrada.

Festival Pilantragi
21 de outubro, sábado, das 11h às 22h
Estádio Ícaro de Castro Melo (Estádio do Ibirapuera) - Rua Manoel da Nóbrega, 1361
Entre R$ 100 e R$ 240, com opção de meia-entrada. À venda no site Ingresse.

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“Dor excruciante”, diz Marilyn Manson sobre acidente com cenário de show que quase o matou

sex, 13/10/2017 - 20:59

Marilyn Manson deu detalhes sobre o terrível e perigoso acidente que sofreu recentemente no meio de um show. Em 30 de setembro, Manson estava tocando no Hammerstein Ballroom, em Nova York, quando parte do cenário dele, duas enormes pistolas de mentira, caíram em cima dele. O músico teve que cancelar nove datas e até hoje sofre com dores na perna, onde ficou ferido. "Só recentemente fui assistir ao vídeo da queda [que viralizou e pode ser assistido abaixo]", disse o artista ao Yahoo. “Assistindo dá para entender porque todo mundo achou apavorante. Foi apavorante para mim, porque não estava bem preso.”

A apresentação em questão era apenas a terceira da porção norte-americana da nova turnê dele, que promove o disco Heaven Upside Down. Manson estava cantando havia mais ou menos uma hora quando, durante a performance de sua famosa cover de "Sweet Dreams (Are Made of This)", do Eurythmics, se agarrou ao cenário e uma delas tombou em cima dele, esmagando os ossos de sua perna direita.

Manson explicou que não estava "tentando escalar", na verdade queria “empurrar para tirar do caminho”. "Quebrei a fíbula em dois lugares diferentes. A dor era excruciante.”

Ele foi do show direto para o hospital e, após realizar vários exames, acabou inserindo uma placa e onze parafusos ósseos. Desde então, está engessado e se recuperando em casa, em Los Angeles.
Apesar de tudo, o artista se sente grato por não ter acontecido algo pior. “Certamente poderia ter esmagado meu crânio ou minhas costelas. Tenho alguns machucados menos graves nessas regiões. Precisou de seis caras para tirar aquilo de cima de mim. Foi como entrar em uma luta livre com um monstro gigante de ferro." Manson ainda lamentou que tenha sido obrigado a interromper a turnê, mas afirma que vai voltar em breve. A próxima apresentação ainda marcada é a de 5 de novembro, na Califórnia.

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Ex-guitarrista do Guns N' Roses revela que está com problema grave no coração: “Poderia morrer amanhã”

sex, 13/10/2017 - 20:28

Buckethead, que ficou mais conhecido por ter sido guitarrista do Guns N' Roses entre 2000 e 2004, revelou durante uma entrevista ao podcast Coming Alive que está com problema grave no coração.

O músico, nascido Brian Patrick Carroll e que já colaborou também com gente como Iggy Pop e Mike Patton, foi diagnosticado recentemente com uma espécie de arritmia. Ele convivia com a condição há anos, mas ele só a descobriu porque houve uma piora no quadro que, segundo ele, tornou difícil até para que ele ande de um lado para o outro do cômodo.

"O médico disse que eu estava prestes a ter um derrame. Eles sugeriram um procedimento no qual se congela o coração para fazer algo com os nervos. Porque o coração, em si, está bom, é uma condição genética", explicou. "Estou sempre ciente das batidas do meu coração e da intensidade delas, é assustador. Mas tem o lado positivo, que é que agora estou fazendo todas as coisas que tenho vontade. Eu poderia morrer amanhã."

Veja o músico tocando no Rock in Rio.

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Guitarrista de Paul McCartney: “Tenho que respeitar o material original e refazer com perfeição os solos criados por George Harrison”

sex, 13/10/2017 - 16:12

Paul McCartney está novamente no Brasil. Nesta sexta, 13, o ex-beatle subirá ao palco do Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, para a primeira performance da turnê brasileira. Como sempre, traz com ele um grupo de músicos competentes, que há anos o acompanham nos longos shows. Um dos principais integrantes do núcleo da banda de McCartney é o guitarrista Rusty Anderson, que conversou brevemente com a Rolling Stone Brasil sobre a experiência de tocar com o ex-beatle.

Fã dos Fab Four desde que era criança, claro que ele considera uma grande honra tocar com McCartney. “Na hora, eu preciso criar e dar o meu toque pessoal às canções”, ele conta sobre a dinâmica no palco. “Mas ao mesmo tempo, também tenho que respeitar o material original, e assim refazer com perfeição os solos criados originalmente por George Harrison e pelos guitarristas que Paul usou em toda a trajetória solo.”

O músico norte-americano relata que se diverte bastante durante os shows, já a turnê atual de McCartney traz inúmeras canções que ele gosta de tocar. “Ah, ‘Helter Skelter’ é mesmo umas das melhores, ela é bem pesada e tem muitas nuances”, exemplifica, acrescentando que a nova abertura das performances, com “A Hard Day’s Night”, tem sido fantástica. “É uma grande canção para se tocar ao vivo, dá para explora bastante.”

Além de tocar com Paul McCartney, Rusty Anderson é um requisitado músico de estúdio e tem uma interessante carreira solo, tendo lançado quatro álbuns. Anderson já tocou com Elton John, Neil Young, Slash, The Bangles, Courtney Love, Stevie Wonder, Stewart Copeland e muitos outros. “O hit ‘Livin la Vida Loca’, do Rick Martin’, bem, a guitarra é minha”, ele conta. A faixa "Points of Interest" deu notoriedade a Anderson depois que foi incluída, em 2014, na trilha sonora da série The Big Band Theory. “Tocar com Paul é um trabalho em tempo integral, mas ainda faço as minhas coisas, como meus discos solo e estes trabalhos de estúdio.” Mesmo com tantas atividades, em maio do ano passado Anderson lançou o disco RAA, o quarto da carreira solo.

Neste domingo, 15, Rusty Anderson e Paul McCartney estarão no Allianz Parque, em São Paulo. Na semana que vem, eles tocarão em Belo Horizonte (Estádio Mineirão, dia 17) e em Salvador (Estádio Fonte Nova, dia 20).

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