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Atualizado: 14 minutos 33 segundos atrás

Icônica fabricante de guitarras, Gibson pode estar beirando a falência

seg, 19/02/2018 - 16:13

A histórica produtora de guitarras Gibson pode estar perto de declarar falência. De acordo com uma publicação do site Nashville Post, do último dia 9, a empresa possui uma dívida de U$375 milhões de dólares, que precisariam ser pagos em menos de seis meses.

Caso o pagamento não seja efetuado ou seja feito um refinanciamento até 23 de julho, o equivalente a U$145 milhões em empréstimo bancário serão adicionados à soma. Segundo o CEO da marca norte-americana, Henry Juszkiewicz, a empresa está voltando seus esforços para os segmentos que trazem lucro, e deixando para trás “aqueles que trarão pouca vantagem no futuro.”

De acordo com uma publicação feita pelo jornal Washington Post no ano passado, a crescente queda na venda de instrumentos como violões e guitarras se deve ao aumento da popularidade de gêneros musicais como EDM e hip-hop.

Fundada em 1902 e com um futuro incerto, a Gibson é a fabricante de guitarras que concretizou a sonoridade de ícones da música como B.B. King, Slash, Jimmy Page, Zakk Wylde e até Bob Marley.

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J.J. Abrams diz que críticos de Star Wars: Os Últimos Jedi se sentem “ameaçados” por mulheres

seg, 19/02/2018 - 14:30

O site IndieWire publicou na última sexta, 16, uma entrevista com J.J. Abrams, diretor conhecido por várias super-produções no gênero da ficção científica. Na publicação, ele aproveita para dar sua opinião sobre as polarizadas críticas em relação ao filme Star Wars: Os Últimos Jedi, dirigido por Rian Johnson. Segundo o cineasta, as críticas negativas vêm de pessoas que se sentem ameaçadas pelo crescente papel e força das mulheres na saga: “O problema deles não não está em Star Wars, está em se sentirem ameaçados.”

“Se você é alguém que se sente ameaçado pelas mulheres, e vê necessidade em atacá-las, então provavelmente encontrará um inimigo na saga Star Wars. É possível ver o primeiro filme, feito pelo George Lucas, e dizer que a personagem da Princesa Leia era muito sincera, ou muito durona. Qualquer um que quiser achar um problema em alguma coisa, vai conseguir achar. A internet parece ter sido feita para isso”, ele continua.

Abrams, que dirigiu Star Wars: O Despertar da Força, sétimo filme da saga, voltará a encabeçar o nono e próximo longa da franquia. Quando questionado se esses comentários negativos teriam efeito na sua produção, ele garante que “nem um pouco”, aproveitando para acrescentar que, sobre o novo filme: “Tem muita coisa que eu gostaria de contar, mas acho que ainda está muito cedo para essa conversa.”

“Posso dizer que a história de Rey, Poe, Finn e Kylo Ren — e para aqueles que reclamam que tem muita mulher em Star Wars, podemos ver que são três homens e uma mulher — vai continuar de uma forma que eu não poderia estar mais animado para que os fãs vissem”, ele conclui.

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Rita Lee assina acordo e autobiografia da cantora vai virar filme

seg, 19/02/2018 - 13:29

O recente livro autobiográfico de Rita Lee foi um sucesso: o mais vendido do gênero no Brasil, um best-seller. Agora, a história contada pela cantora em palavras já tem um projeto para ser levada às telonas e às telinhas. As informações são da coluna de Mônica Bergamo no jornal Folha de S.Paulo.

Rita Lee assinou um acordo com a produtora Biônica Filmes para a realização da cinebiografia baseada em Rita Lee – Uma Autobiografia, que saiu em 2016. De acordo com a coluna, o contrato também prevê as produções de uma série para a televisão e de um documentário a partir da história contada no livro.

Dissecamos a discografia e os incontáveis hits da essencial Rita Lee

O roteiro do filme, ainda sem título anunciado, deve ser assinado por Patricia Andrade e Nelson Motta, sendo que as filmagens estão agendadas para começar apenas em 2019. Este ano, os produtores irão atrás de uma atriz para dar vida à cantora ex-Mutantes nos cinemas (a atriz Mel Lisboa já interpretou Rita Lee no teatro).

A autobiografia foi publicada pela Globo Livros e passa por toda a vida de Rita Lee, desde a infância e o início da vida artística, a prisão dela em 1976, o encontro com Roberto de Carvalho, o nascimento dos filhos, as músicas e os discos. Não há previsão de estreia para o longa.

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Fergie canta desastrosa versão do hino dos EUA no Jogo das Estrelas da NBA; assista

seg, 19/02/2018 - 11:51

A interpretação de Fergie de “The Star-Spangled Banner”, o hino dos Estados Unidos, no Jogo das Estrelas da NBA – ou o “All-Star Game” da liga norte-americana de basquete – foi recebida com críticas na noite do último domingo, 18, depois que a ex-cantora do Black Eyed Peas optou por dar um toque blueseiro à canção.

Durante os dois minutos e meio em que Fergie cantou o hino, “um ruído baixo de risadas ressoou” na arena Staples Center, que estava lotada, segundo a agência de notícias Associated Press. Alguns dos jogadores de basquete, incluindo Draymond Green, supostamente não conseguiram segurar a risada durante a apresentação.

Lembre como foi o show de Fergie, com participação de Pabllo Vittar, no Rock in Rio 2017

No intervalo do jogo, depois de o ex-jogador Shaquille O'Neal chamar a interpretação de Fergie de “sexy”, Charles Barkley, outro ex-jogador de basquete, brincou que ele “precisava de um cigarro” depois da performance. As redes sociais também tiraram sarro e não perdoaram a versão do hino de Fergie.

Também no último domingo, 19, will.i.am afirmou que Fergie não está mais no Black Eyed Peas – pelo menos para o próximo projeto do grupo –, confirmando os rumores que já se espalhavam. “Agora somos um trio”, disse o cantor em entrevista ao jornal britânico Daily Star. “Eu não sei por que Fergie não está no projeto. Você tem que perguntar isso à Fergie”. Ele ainda disse que “somos capazes de fazer isso sem a Fergie.”

Abaixo, assista à interpretação de Fergie para “The Star-Spangled Banner”.

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HQ sombria do autor de Astro Boy chega ao Brasil pela primeira vez

sex, 16/02/2018 - 18:45

Se o quadrinista japonês Osamu Tezuka (1928-1989) entrou para a história como “O Deus dos Mangás”, muito se deve a Ayako. Apesar de a fama do artista no Ocidente ter sido fomentada principalmente por seus trabalhos mais infantis, o épico familiar em preto e branco recém-lançado no Brasil pela editora Veneta é considerado por alguns como a obra-prima do autor.

Lançado originalmente entre 1972 e 1973 como uma trilogia e até agora inédito nas livrarias brasileiras, o álbum apresenta a versão integral do trabalho mais sombrio, cínico e pouco esperançoso de Tezuka, completamente distinto daqueles que talvez sejam seus títulos mais famosos no Ocidente: Astro Boy, Kimba - O Leão Branco e A Princesa e O Cavaleiro.

Tezuka sempre fez questão de explicitar a influência dos trabalhos de Walt Disney em suas obras, mas o diálogo mais óbvio de Ayako é com o sofrimento, a culpa e o niilismo presentes nos romances do russo Fiódor Dostoiévski – de quem o artista adaptou Crime e Castigo em 1953.

As 720 páginas de Ayako são ambientadas no Japão pós-2ª Guerra Mundial. O retorno de um dos cinco filhos da tradicional família Tenge de um campo de prisioneiros dá início a uma série de eventos que culminam em um período de 24 anos da caçula do clã trancada em um porão por decisão unânime de seus parentes mais poderosos, com o objetivo de proteger a honra de seus pais e irmãos.

“Nenhum personagem chega ao fim de Ayako ainda inteiro”, escreveu o crítico Simon Abrams, do tradicional site norte-americano especializado em quadrinhos The Comics Journal. Abrams classificou a obra como “mórbida” e “ideologicamente complexa”.

Enquanto a ingenuidade da jovem Ayako é preservada por seu distanciamento do mundo, os pais e irmãos dela expõem todas suas idiossincrasias e rancores ao mesmo tempo em que lutam pela manutenção do poder e das riquezas da família Tenge e tentam proteger interesses pessoais.

O contraste entre os valores tradicionais da fechada sociedade japonesa pré-2ª Guerra e a modernização imposta pela regência dos Estados Unidos pós-1945 fomentam ainda mais as tensões dos Tenge.
Ayako chega ao Brasil no ano em que é celebrado o aniversário de 90 anos do nascimento de Tezuka, marcado também por uma exposição aberta no fim de janeiro durante o tradicional Festival de Quadrinhos de Angoulême, na França, comemorando a carreira do autor. A edição nacional ainda apresenta como extra sete páginas com um final alternativo cogitado pelo autor.

Além da presença do traço característico de Tezuka, marcado pelos cenários realistas e rico em detalhes e pelas feições caricatas de seus personagens, o mangá é obrigatório principalmente por seus aspectos singulares no contexto do conjunto da obra do artista.

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O Senhor dos Anéis e o Álbum Branco: 16 coisas que você não sabia sobre os Beatles na Índia

sex, 16/02/2018 - 18:17

Em 1968, apesar, ou talvez por causa, de sua imensa popularidade e sucesso, os membros dos Beatles se viram espiritualmente exaustos. “Éramos os Beatles, o que era maravilhoso”, Paul McCartney lembrou mais tarde no livro The Beatles Anthology. “Tentamos não deixar isso subir à cabeça e estávamos indo muito bem – não estávamos ficando muito malucos ou egocêntricos –, mas acho que, no geral, havia uma sensação de: ‘É, bom, é ótimo ser famoso, é ótimo ser rico – mas qual o sentido disso tudo?’”

O grupo tentou encontrar a resposta por meio de Maharishi Mahesh Yogi, líder do movimento de Meditação Transcendental. Sua associação com o guru resultou em uma visita ao retiro de Maharishi em Rishikesh, na Índia, em fevereiro de 1968, o que se tornou um grande evento na mídia. Os Beatles não apenas tinham ido à Índia para um novo despertar espiritual através da meditação, mas a viagem também provou ser um de seus períodos mais criativos – diz-se que compuseram 48 músicas e a maioria delas foi parar no Álbum Branco, lançado naquele mesmo ano. No entanto, a estada da banda no retiro, planejada para três meses, foi interrompida, após alegações contra Maharishi de má conduta sexual. “Cometemos um erro lá”, Lennon afirmou mais tarde, como citado em The Beatles Anthology. “Acreditamos em meditação, mas não em Maharishi e na cena dele... pensávamos que ele fosse diferente do que era.”

Apesar de acabar amargamente, a visita dos Beatles teve um tremendo impacto e não apenas no Álbum Branco. “A relação entre a banda e Maharishi gerou um interesse enorme do Ocidente por roupas indianas, meditação, ioga e em tocar cítara”, Paul Oliver escreveu em seu livro Hinduism and the 1960s. “Embora os Beatles aparentemente tivessem saído de Rishikesh com diversos graus de sentimentos negativos por Maharishi, posteriormente eles tenderam a ter sentimentos mais brandos por ele e a falar publicamente sobre o efeito positivo que teve em suas vidas.”

Fevereiro de 2018 marca o 50º aniversário dessa viagem histórica para a Índia, que está sendo comemorada com uma exposição no museu Beatles Story na cidade natal dos Fab Four, Liverpool, e em 13 de fevereiro foi lançado The Beatles in India, um novo livro do fotógrafo Paul Saltzman, que esteve no retiro com os Beatles. Para homenagear este marco, veja 16 coisas que talvez você não saiba sobre a viagem – de como era a vida no retiro às histórias por trás das músicas que a banda compôs na Índia e o que levou ao seu afastamento do Maharishi.

Começou com um anúncio no jornal sobre aulas de meditação
Em fevereiro de 1967, em busca de espiritualidade em sua vida, a esposa de George Harrison, Pattie Boyd, viu um anúncio sobre aulas de Meditação Transcendental em um jornal. Ela imediatamente se inscreveu para fazer parte do Movimento de Regeneração Espiritual. Mais tarde, contou ao marido o que fez e ele também se interessou. Em agosto do mesmo ano, os Harrison, junto com os outros membros dos Beatles, foram a uma palestra que Maharishi estava dando em Londres. “Maharishi foi tão impressionante quanto achei que seria e ficamos enfeitiçados”, Boyd relembrou em sua autobiografia de 2007 Wonderful Tonight. Este mesmo grupo, acompanhado por Mick Jagger e Marianne Faithfull, participou, mais tarde, de uma conferência de 10 dias do Movimento de Regeneração Espiritual realizado em Bangor, Gales. Durante a conferência, os Beatles anunciaram que estavam largando as drogas. “Foi uma experiência pela qual passamos”, disse McCartney, como citado no livro de Philip Norman sobre os Beatles Shout! “Agora, acabou e não precisamos mais disso”. Sua estada na conferência, no entanto, foi interrompida pela notícia da morte repentina de Brian Epstein, empresário da banda. Foi então que Maharishi convidou os Beatles para ficar em seu retiro em Rishikesh, onde dava um curso para quem quisesse se tornar instrutor em Meditação Transcendental.

Donovan, Mia Farrow e Mike Love eram apenas três dos outros hóspedes ilustres do retiro com os Beatles.
Os integrantes dos Beatles e suas parceiras chegaram à Índia em fevereiro de 1968 – primeiro George Harrison e John Lennon, depois Paul McCartney e Ringo Starr. Além deles, do cantor Donovan, da atriz Mia Farrow e de Mike Love, dos Beach Boys, outros ocidentais estavam ficando no retiro durante este período. Entre os notáveis, estavam Paul Horn, flautista norte-americano de jazz descrito mais tarde pelo The New York Times como um fundador da música New Age; Prudence e John Farrow, irmãos de Mia Farrow; Nancy Cooke de Herrera, uma socialite norte-americana que foi uma das primeiras proponentes da Meditação Transcendental; Tim Simcox, ator norte-americano que apareceu em muitas séries de TV, como Bonanza e Gunsmoke (Cynthia Lennon lembrou em seu livro John, de 2005, que John Lennon a acusou de ter um caso com with Simcox); a modelo Jenny Boyd, irmã de Pattie Boyd e futura esposa do baterista Mick Fleetwood; Lewis Lapham, único jornalista permitido no retiro em uma matéria para o The Saturday Evening Post; Mal Evans, roadie de longa data dos Beatles e assistente pessoal desde os primeiros dias da banda no Cavern Club; Alexis “Magic Alex” Mardas, inventor grego e funcionário da Apple Corps; e o fotógrafo Saltzman.

A vida no retiro era como um acampamento de verão.
Financiado por uma doação de US$ 100.000 da herdeira norte-americana Doris Duke, o retiro de Maharishi foi construído em 1963, cobrindo 56.650 m² de floresta. A propriedade, disse Saltzman, era formada por seis bangalôs longos, cada um com cinco ou seis quartos duplos, floreiras com hibiscos vermelhos e jardins. Além do bangalô do próprio Maharishi, havia um posto dos correios, um teatro para palestras e uma piscina. Nancy Cooke de Herrera supervisionou a preparação das instalações dos Beatles antes da chegada da banda. “Eles nunca perceberam o que havia sido feito quando entraram nos quartos”, ela contou mais tarde. “Tinham colchões nas camas. Colocamos cortinas, espelhos, até o banheiro funcionava bem”. Cynthia Lennon lembrou que seu quarto no retiro com John tinha uma cama com dossel, lareira elétrica e algumas cadeiras.
Em The Beatles Anthology, McCartney comparou a experiência de estar no retiro de Rishikesh a um acampamento de verão. “Você acordava de manhã e ia tomar um café em comunidade”, contou. “A comida era vegetariana... e acho que comíamos flocos de milho no café. Depois, você voltava para seu chalé, meditava por um tempo, almoçava e então havia uma conversa ou um evento musical. Basicamente, era só comer, dormir e meditar – com uma palestra de Maharishi vez ou outra.”
No final do dia, os músicos tocavam juntos, segundo Donovan. “Compor vinha fácil”, escreveu em The Autobiography of Donovan. “Paul Mac nunca estava sem um violão nas mãos. Ele nos deixava tocar algumas músicas e dá para ouvir os resultados nos discos que se seguiram, o Álbum Branco dos Beatles e o meu, The Hurdy Gurdy Man.”

Maharishi tinha algumas peculiaridades.
Maharishi acabou se revelando mais afinado com negócios e mídia do que seus seguidores poderiam ter achado inicialmente. Segundo The Love You Make, um livro escrito pelo ex-associado aos Beatles Peter Brown, antes da viagem à Índia Maharishi estava negociando com advogados do canal ABC um especial para a TV que incluiria uma aparição da banda. Apesar de Brown avisar que este arranjo não era possível, Maharishi continuou dizendo aos advogados da ABC que ainda poderia fazer aquilo acontecer. Finalmente, Brown, acompanhado por Harrison e McCartney, visitou Maharishi na Suécia e lhe disse para não usar os Beatles para seus próprios fins de negócios – e a resposta de Maharishi foi balançar a cabeça e rir. “Ele não é um homem moderno”, Harrison afirmou, como citado no livro, na viagem de volta. “Ele simplesmente não entende essas coisas.”

George e John realmente gostavam de meditar...
De todos os Beatles no retiro, Harrison e Lennon eram os mais comprometidos com a disciplina da meditação. “Fiquei em um quarto por cinco dias meditando”, afirmou Lennon em The Beatles Anthology. “Escrevi centenas de músicas. Não conseguia dormir e estava alucinando como louco, tendo sonhos que você conseguia cheirar. Fazia isso por algumas horas e então viajava, durante três ou quatro horas. Era só uma maneira de chegar lá e você podia fazer viagens incríveis”. Cynthia Lennon disse no livro The Beatles, de Bob Spitz, que, para John, nada mais importava quando se tratava de meditação, acrescentando: “John e George [finalmente] estavam em seu elemento [no retiro]. Eles mergulharam totalmente nos ensinos de Maharishi, estavam felizes, relaxados e, acima de tudo, encontraram uma paz mental que lhes havia sido negada por muito tempo.”
Harrison sentia que a meditação e Maharishi tiveram impacto em sua vida. “A vibração da meditação é incrível”, contou a Paul Saltzman. “Ascendo mais do que ascendia com as drogas. É simples... e é meu jeito de me conectar com Deus”. Ele levava muito a sério o propósito da banda no retiro. “Era bem rigoroso”, McCartney contou mais tarde em The Beatles Anthology. “Lembro que eu falava sobre o próximo álbum e ele dizia: ‘Não estamos aqui para falar sobre música – estamos aqui para meditar’. Ah, tá, tudo bem, Georgie. Calma aí. Senso de humor é necessário aqui, sabe. Na verdade, amei aquilo.”

...e Ringo teve mais dificuldade.
Ringo Starr afirmou mais tarde que sua experiência na Índia foi divertida e empolgante, mas na época ele teve dificuldade em se adaptar à comida e aos arredores. Como era alérgico, levou latas de feijão Heinz na viagem. O baterista dos Beatles também lembrou que quem fazia a comida no retiro lhe ofereceu ovos, que não eram permitidos. “Então, vi que estavam enterrando as cascas”, contou em The Beatles Anthology. “Foi o primeiro dos vários incidentes que me fizeram pensar que aquilo não era o que achei que seria”. Outros problemas para ele e sua esposa, Maureen, incluíam ser aborrecidos por insetos: “Você tinha de lutar contra escorpiões e tarântulas na banheira”, disse. “Então, saía do banho, se enxugava e saía do quarto, porque todos os insetos voltavam”. Com saudade de casa e dos filhos, os Starr decidiram ir embora depois de 10 dias, seguidos por McCartney e sua namorada, Jane Asher, algumas semanas depois. “Paul simplesmente não estava entendendo”, Peter Brown escreveu em The Love You Make. “A falsa seriedade de Maharishi e o tédio da meditação pareciam demais com a escola para ele.”

Os Fab Four gostavam de suas roupas indianas.
Em sua reportagem no retiro, Lewis Lapham escreveu: “Como os outros Beatles, Harrison adorou as roupas – blusas grandes bordadas, pendentes trabalhados em latão, calças de pijama de algodão com listras grandes e de cores vivas, roupões para todas as ocasiões. Pareciam ciganos, com seus rostos angulosos emoldurados pelo longo cabelo comprido.”
“Se você vai à Índia, não pode vestir roupas ocidentais”, disse Harrison em The Beatles Anthology. “É uma das melhores coisas de lá – ter essas roupas legais: camisas grandes e folgadas e calças de pijama. Eles também têm calças justas que parecem canos”. Starr acrescentou: “Fizemos muitas compras. Todos mandamos fazer roupas indianas porque eles faziam do jeito certo ali: calças enormes e bobas com pernas muito justas e largas no cós, que você podia amarrar, colares Nehru. Mergulhamos de cabeça.”

Os Beatles ouviram uma proposta para um filme de O Senhor dos Anéis.
Muito antes de o diretor Peter Jackson levar a trilogia O Senhor dos Anéis para o cinema, os Beatles um dia pensaram em fazer uma adaptação da obra épica de J.R.R. Tolkien para as telonas. Segundo a biografia escrita por Philip Norman sobre Paul McCartney em 2016, Denis O’Dell, chefe da Apple Films, chegou ao retiro para discutir O Senhor dos Anéis como o próximo projeto cinematográfico dos Beatles. Devido à enormidade da série de livros, ele deu um volume da trilogia para cada Beatle ler: A Sociedade do Anel para Lennon, As Duas Torres para McCartney e O Retorno do Rei para Harrison. Em seu livro The Beatles in India, Paul Saltzman escreveu que a lista de possíveis diretores incluía Stanley Kubrick, Michelangelo Antonioni e David Lean. Em uma entrevista em 2014 para o site Deadline, Jackson confirmou a história sobre o envolvimento inicial dos Beatles no projeto com base em uma conversa que teve com McCartney: “John Lennon seria Gollum. Paul faria Frodo. George Harrison seria Gandalf e o papel de Sam ficaria com Ringo Starr. Paul foi muito gracioso; disse: ‘Que bom que nunca fizemos, porque então você não teria feito o seu e foi ótimo ver o seu’. Falei: ‘Eu me sinto mal pelas músicas; vocês teriam composto algumas boas para isso’.”

A Índia não conseguiu salvar o primeiro casamento de John.
Antes da viagem a Rishikesh, o casamento de John Lennon com Cynthia estava em crise, exacerbada pela presença de Yoko Ono na vida de Lennon. Em seu livro John, de 2005, Cynthia explica que inicialmente viu a visita à Índia como uma segunda lua de mel e uma chance de se reconectar com o marido, mas não foi o que aconteceu. “John estava ficando cada vez mais frio e distante”, escreveu. “Ele acordava cedo e saía do nosso quarto. Falava pouquíssimo comigo e, depois de uma semana ou duas, anunciou que queria se mudar para um quarto separado para ter mais espaço. Dali em diante, praticamente me ignorou, inclusive em público”. Mais tarde, ela ficou sabendo que toda manhã o marido ia ao posto dos correios para ver se Ono havia mandado uma carta. Em 1970, John Lennon revelou a Jann Wenner, da Rolling Stone, que também levaria Ono à viagem, “mas perdi a coragem porque levaria minha mulher e Yoko e não sabia como isso funcionaria [risos]. Então, não levei. Não deu.”

Havia um Bungalow Bill da vida real.
Um incidente envolvendo a morte de um tigre durante a estada dos Beatles na Índia inspirou Lennon a escrever “The Continuing Story of Bungalow Bill”, que mais tarde apareceu no Álbum Branco. De acordo com The Complete Beatles Songs, de Steve Turner, o norte-americano Richard A. Cooke III, recém-formado na universidade, visitou sua mãe, Nancy Cooke de Herrera, no retiro; os dois foram de elefante a uma caça a tigres em Naintal. Quando um tigre se aproximou, Richard atirou e o matou. Sentindo-se culpado pelo que tinha feito, foi com a mãe falar com Maharishi sobre o incidente, e John e Paul estavam presentes na conversa. “Maharishi pareceu bastante horrorizado por seus seguidores realmente conseguirem fazer algo assim”, Richard relembrou mais tarde. Nancy acrescentou: “Então, John perguntou: ‘Você não acha isso levemente autodestrutivo?’ Respondi: ‘Bom, John, era o tigre ou nós. O tigre deu um salto em nossa direção’”. Algumas frases da música fazem referência a Richard e Nancy, como “He went out tiger hunting with his his elephant and gun/In case of accidents he always took his mom”, [Ele saiu para caçar tigres com o elefante e uma arma/Em caso de acidentes, sempre levava a mãe] e “If looks could kill, it would have been us instead of him” .[ Se olhar matasse, teríamos sido nós em vez dele]. Richard – que admitiu que a letra que descrevia Bungalow Bill como “o filho americano atirador da mãe saxônica” era uma avaliação precisa de si – mais tarde se tornou fotógrafo da National Geographic.

O dedilhado de Donovan no violão influenciou a composição dos Beatles na Índia.
O cantor escocês Donovan já era um astro quando chegou a Rishikesh. Mais do que um amigo dos Beatles, ele também foi uma influência musical enquanto estavam no retiro. Em sua autobiografia, de 2005, Donovan lembrou que mostrou a Lennon seu estilo de dedilhado no violão. “Meu novo pupilo mandou ver com vontade”, escreveu, “e aprendeu o conhecimento arcano em dois dias... Assim, John começou a compor de um jeito totalmente novo, escrevendo ‘Dear Prudence’ e ‘Julia’ em pouco tempo”. Donovan também alegou que a composição de Harrison no Álbum Branco surgiu do que os dois tocavam juntos na Índia. “Ele disse que tinha um estilo de dedilhar muito parecido com o de Chet Atkins”, Donovan relembrou em 2016, “mas o que o fascinava eram esses padrões de acordes descendentes que eu tocava e daquilo veio a música mais dolorosa que já o vi compor, e também que qualquer pessoa já escreveu: ‘While My Guitar Gently Weeps’” (na Índia, Donovan compôs sua própria música, “Hurdy Gurdy Man”, que incluiu um verso dado por Harrison).

Prudence Farrow, musa de “Dear Prudence”, não ficou tão impressionada com a presença dos Beatles.
Irmã caçula da atriz Mia Farrow, Prudence Farrow foi a inspiração por trás de “Dear Prudence” dos Beatles. A história frequentemente contada é de que ela passava muito tempo sozinha no quarto meditando, o que deixou Lennon e Harrison preocupados com seu bem-estar (“Ela estava tentando encontrar Deus mais rápido do que todo mundo”, Lennon disse uma vez. “Essa era a competição no acampamento de Maharishi: quem ficaria cósmico primeiro”). Prudence não entrou no burburinho em torno da presença dos Beatles no retiro e estava mais focada no curso de meditação. “Eu tinha conhecido gente famosa, mas não havia sido tão interessante”, contou à Rolling Stone em 2015. “Os Beatles estarem ali – posso falar sinceramente – não significou nada para mim, mas essas duas pessoas que conheci, John e George, realmente gostei delas e estávamos basicamente na mesma sintonia”. Agora professora de Meditação Transcendental, Prudence considera “Dear Prudence” uma música que resumia o que os anos 1960 representaram. “Sinto que ela captura aquela essência do curso”, disse, “aquela parte levemente exótica de estar na Índia, onde passamos por aquele silêncio e meditação.”

Mike Love colocou a “Rússia” em “Back in the U.S.S.R.”
Maharishi havia ensinado meditação ao vocalista dos Beach Boys, Mike Love, em Paris depois que a banda tocou em um show beneficente para a UNICEF – uma experiência que teve um efeito transformador nele. Segundo sua autobiografia, Good Vibrations, Love foi convidado a ir para Rishikesh e, ao chegar, descobriu que Paul McCartney estava ficando no quarto ao lado. Como Love lembrou, McCartney estava tocando violão no café da manhã um dia. A música em que estava trabalhando, que acabou sendo influenciada pelos Beach Boys, virou “Back in the U.S.S.R.”. “Achei que ele estava no caminho certo”, escreveu. Love disse ao Beatle: “‘Você sabe o que deveria fazer. Na parte da ponte, fale sobre as garotas na Rússia. As meninas em Moscou, na Ucrânia e tudo isso’... Se funcionou para ‘California Girls’, por que não para a União Soviética?” Em uma entrevista para a Playboy em 1984, McCartney explicou a história por trás da música: “Escrevi como uma espécie de paródia dos Beach Boys. E ‘Back in the USA’ era uma música do Chuck Berry, então ela meio que partiu daí. Simplesmente gostei da ideia de garotas da Geórgia e falar sobre lugares como a Ucrânia como se fossem a Califórnia, sabe? Também foi uma união cultural, e ainda sou consciente disso. Porque eles gostam de nós ali, embora os chefes no Kremlin possam não gostar. A garotada gosta. Para mim, isso é muito importante para o futuro da raça.”

Algumas faixas compostas na Índia não foram parar em álbuns dos Beatles.
Embora a maioria das músicas escritas durante a estada dos Beatles na Índia tenha sido gravada para o Álbum Branco e Abbey Road, várias outras composições do período acabaram incluídas, mais tarde, nos álbuns solo dos integrantes. Uma das notáveis foi “Child of Nature”, de Lennon, mais tarde retrabalhada como “Jealous Guy” para Imagine, de 1971; “Junk” e “Teddy Boy”, de McCartney, foram gravadas para seu primeiro disco solo, McCartney, de 1970. Algumas canções de Harrison da Índia apareceram em seus álbuns solo, incluindo “Not Guilty”, que os Beatles gravaram em agosto de 1968, mas que o guitarrista revisitou para seu autointitulado disco solo de 1979; e “Circles”, que entrou em Gone Troppo, de 1982. Harrison também compôs “Sour Milk Sea”, gravada por Jackie Lomax para a Apple Records. “Ela se baseia no Vishvasara Tantra, da arte tântrica”, Harrison comentou uma vez sobre a faixa. “‘O que está aqui está em todo lugar, o que não está aqui não está em lugar algum’. É uma imagem e a imagem se chama Mar de Leite Azedo – Kalladadi Samudra em sânscrito. Usei ‘Sour Milk Sea’ como a ideia de – se você está na merda, não fique reclamando sobre isso: faça algo”. Os Beatles também gravaram outra composição da Índia, a experimental “What's the New Mary Jane?”, que apareceu mais tarde em Anthology 3. Já “Spiritual Regeneration”, outra canção, foi gravada na Índia e continua inédita.

“A pressão de serem os Beatles havia criado tensão entre eles e isso havia transparecido nos meses antes da visita a Rishikesh”, Bob Spitz, biógrafo dos Beatles, afirmou ao The New York Times. “Quanto eles chegaram ali e se livraram da carga de tudo aquilo, voltaram a se conectar com sua composição e sua criatividade. Simplesmente fluiu.”

As acusações sobre Maharishi continuam sendo um mistério.
Cinquenta anos depois da visita dos Beatles à Índia, nunca houve um relato oficial e definitivo sobre as alegações em torno de Maharishi que levaram Harrison e Lennon a deixar o retiro. Supostamente, Maharishi foi acusado de má conduta sexual com uma seguidora – e o propagador dessas alegações foi Alex “Magic Alex” Mardas (em uma declaração ao The New York Times, Mardas, que morreu em 2017, lembrou que olhou pela janela do chalé de Maharishi uma noite e viu o guru abraçando uma professora, uma cena que, escreveu, deixou ele, Harrison e Lennon aborrecidos). Sobre a revelação, Lennon foi o crítico mais contumaz de Maharishi; isso o levou a compor a música “Sexy Sadie”, que originalmente tinha o título “Maharishi”.

“Falei: ‘Estamos indo embora’”, Lennon se lembra de dizer a Maharishi, como mais tarde narrado em The Beatles Anthology. “‘Por quê?’ Bom, se você é tão cósmico, saberá o porquê. Fiquei dizendo ‘você tem de saber’ e ele me olhava como se quisesse dizer ‘vou te matar, desgraçado’”. Cynthia Lennon lembrou em John que Lennon expressou a ela seu desencanto com Maharishi – que o yogi estava preocupado demais com “reconhecimento público, celebridades e dinheiro.”

Nenhum processo foi aberto contra Maharishi pelas acusações de má conduta. Ao longo do tempo, alguns dos participantes duvidaram que ele tivesse feito algo impróprio e Harrison e McCartney pediram desculpas ao yogi nos anos 1990; mais tarde, Harrison disse em The Beatles Anthology que o boato era basicamente ciúme de Maharishi: “Esta besteira toda foi inventada... havia muitos esquisitões ali; o lugar estava cheio de gente excêntrica. Alguns deles eram nós”. Pattie Boyd, a primeira esposa de Harrison, escreveu posteriormente em sua autobiografia que o suposto incidente pode ter dado uma desculpa para Lennon sair do retiro e ficar com Yoko Ono. Outro que duvidou dos rumores foi Mike Love, que escreveu em Good Vibrations: “Maharishi queria muito que os Beatles e os Beach Boys o ajudassem a divulgar seu movimento. Além disso, esteve cercado de devotas a vida inteira. Só que a única vez em que foi acusado de má conduta foi quando os Beatles estavam ali? Por favor”. Desde o cisma, Maharishi continuou promovendo o movimento de Meditação Transcendental e se recusou a falar sobre os Beatles até o fim da vida, segundo o The New York Times. Ele morreu em 2008, com mais de 90 anos.

O retiro agora é um ponto turístico.
Em algum momento nos anos 1970, o retiro em Rishikesh foi abandonado e ficou às moscas por mais de três décadas; várias construções foram destruídas e outras continuaram de pé. Em 2003, o departamento florestal assumiu o local e, 12 anos depois, o retiro foi reaberto como atração turística. Anteriormente, as paredes do retiro foram pintadas como parte de um projeto artístico antes de as autoridades fecharem suas portas em 2012. “Para mim, era óbvio que as pessoas quisessem tomar conta deste espaço e celebrar as lendas que caminharam por este chão”, disse o artista de rua Pan Trinity Das, que trabalhou nas pinturas, ao canal CNN. “Quase todo mundo que entra ali fica chocado por um lugar tão histórico e espetacular estar sendo arruinado.”

Além de futuras reformas, também há planos de fazer um museu dos Beatles no retiro, dependendo da possibilidade de comprar o terreno do departamento florestal, diz Meenakshi Sundaram, oficial de turismo, que acrescentou: “Se isso acontecer, podemos atrair mais turistas estrangeiros para Rishikesh.”

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Um mês após a morte de Dolores O’Riordan, integrantes do Cranberries planejam álbum com gravações da cantora

sex, 16/02/2018 - 15:24

Os ex-companheiros de banda de Dolores O’Riordan, Noel Hogan, Mike Hogan e Fergal Lawler, divulgaram na última quinta, 15, na página do Facebook do Cranberries, a informação de que planejam lançar um álbum utilizando vocais que a cantora já havia gravado antes de morrer.

No comunicado, eles agradecem aos fãs todas as mensagens de apoio e força que têm recebido, e dizem que “ver todo o impacto positivo que Dolores teve na vida de tanta gente é incrível e nos conforta nesse momento tão difícil.”

“Muita gente tem nos perguntado qual será o futuro da banda”, eles continuam. “Temos discutido isso durante os últimos dias. Ao longo dos último meses, já havíamos começado o processo de composição do novo álbum do Cranberries, e algumas músicas já até estão bem desenvolvidas. Dolores já tinha gravado o vocal dessas faixas, então decidimos finalizá-las, que é o que ela gostaria que fizéssemos.”

Eles encerram dizendo que, ao longo dos próximos meses, “além de finalizar o novo álbum, existem ainda outros projetos do Cranberries que já estavam encaminhados. Vamos olhar para cada um deles conforme o tempo permitir.”

A vocalista da banda, Dolores O’Riordan, foi encontrada morta em Londres, no dia 15 de janeiro, aos 46 anos. A causa oficial da morte ainda não foi divulgada. Dolores estava na cidade inglesa para gravar uma participação na cover da música “Zombie” (sucesso da banda em que cantava) que estava sendo produzida pelo grupo de metal Bad Wolves, mas morreu antes.

Ouça abaixo a produção final, sem a participação da cantora.

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Muse lança single sobre “como falsas ideologias infectam nossos sentimentos”; ouça “Thought Contagion”

sex, 16/02/2018 - 14:09

O Muse não está nem perto de terminar as gravações do próximo disco, o oitavo da banda, mas eles deram uma prévia do que os fãs podem esperar, lançando o clipe do novo single “Thought Contagion”. A música é, como de costume recentemente entre as composições do grupo, politicamente carregada, e, depois de “Dig Down”, é o segundo single do próximo álbum ainda sem nome.

É uma grande mudança para a banda lançar singles dessa forma, uma vez que eles costumavam segurar todas as faixas até que o álbum inteiro fosse disponibilizado. Mas perto de completarem um quarto de século de carreira, o trio está mudando um pouco o processo que adotava anteriormente. “É legal ter essa rápida reviravolta, em vez de esperar pelo disco inteiro para lançar qualquer material”, conta o vocalista Matt Bellamy em entrevista à Rolling Stone EUA. “O álbum vai ser bem diverso, as músicas serão bem diferentes entre si. Estamos interessados também em fazer um pouco de mistura de gêneros e mistura de eras.”

Antes do lançamento do novo single, “Thought Contagion”, Bellamy contou sobre frustrações na era-Trump, ser atração principal do festival Bonnaroo na véspera do aniversário e porque ele acha que o próximo álbum do Muse será o mais forte.

Qual é a história por trás de “Thought Contagion”?
É uma faixa bem recente, acho que escrevi a letra no fim do ano passado. Criei a linha de baixo e, inicialmente, usei um teremim para fazer a melodia que seguiria por cima. Só quando começamos a gravar a música, em novembro, que tive a ideia de que a melodia do teremim ficaria legal como um vocal com pegada de hino, então o Chris [baixista da banda] e eu gravamos essa parte umas dez vezes para criar o efeito de multidão no vocal. Originalmente, a sonoridade do verso era muito mais pesada do que é agora. Mas quisemos experimentar com a bateria eletrônica, e puxar o som para o trap, o que acabou levando a música para um caminho diferente.

Qual foi a inspiração para a letra? Versos como “É tarde demais para uma revolução/ Se preparem para a solução final” chamaram minha atenção.
Provavelmente assistir a canais de notícias norte-americanos. Vivemos em uma época em que essas ideologias e sistemas de crença, independente se falsos ou verdadeiros, estão sendo bastante exibidos na TV, especialmente os que se encaixam no lado das mentiras. Acho que estamos vivendo em uma época em que ideias malucas estão ganhando muito tempo de transmissão, além de ser uma época em que apontar os erros de alguém, pela ciência por exemplo, está se tornando cada vez mais difícil. Às vezes é até considerado algo insensível de se fazer.
No verso, eu libero minhas ansiedades e sentimentos que, ao longo da música, acabo me questionando se são realmente meus ou não. Não sei até que ponto sou influenciado pelos outros. As ansiedade em relação ao mundo e ao futuro, por várias vezes, podem ser amenizadas apenas por desligar a televisão e o celular por alguns dias. Aí você percebe que está tudo bem.

O verso-chave da música é “Você foi mordido por alguém que realmente tem fé/ Você foi mordido por alguém que está mais faminto que você/ Você foi mordido pelas falsas crenças de alguém”. Isso resume aonde eu quero chegar, no sentido de que, diversas vezes na vida, a gente se depara com situações em que alguém com ideologias e crenças que não são nem um pouco verdadeiras terá mais poder que você, terá poder sobre você e mais espaço na TV que você. A música é sobre isso. Sobre como falsas ideologias podem acabar infectando a gente e até nossos sentimentos.

“Thought Contagion” e “Dig Down” estarão no próximo álbum ou são apenas singles soltos?
Todas a músicas que estamos lançando estarão no próximo disco. Estamos mais ou menos na metade do processo. Vamos lançar no meio desse ano ou no começo do próximo, mas queremos divulgar mais dois singles antes disso.

É uma abordagem bem diferente da que vocês costumavam fazer. Por que a mudança?
Sim. Para nós é renovador trabalhar em uma música por vez. Estamos escrevendo, gravando, mixando e até fazendo o clipe de cada uma das músicas antes de ir para a próxima. É bom para nós não precisar fazer 12 músicas ao mesmo tempo e estar toda hora pensando no álbum como um todo.

Acho que nos últimos dois ou três álbuns, trabalhamos pensando no todo. “Qual o conceito? Quais os temas? Qual a sonoridade? Em quais texturas vamos focar no disco?”. Foi bom a gente voltar a pensar em uma música por vez. Cada faixa que você ouvir ao longo do próximo ano será totalmente única em sua sonoridade, abordagem, texturas e por aí vai.

Vocês vão tocar em vários festivais nos próximos meses. Vocês vão preencher o calendário com apresentações regulares?
Esse ano vamos fazer apenas uns quatro ou cinco shows, para conseguir realmente usar as energias no estúdio. É basicamente um ano para fazer música nova, e fazer esses shows vai ajudar a nos manter ativos, não nos deixando esquecer o que é uma apresentação ao vivo.
Ano que vem, quando o álbum já estiver disponível, faremos nossa própria turnê mundial, ou algo do tipo.

Quem está produzindo o álbum?
Vai ser uma mistura. Fizemos “Dig Down” com Mike Elizondo e “Thought Contagion” com Rich Costey. Acho que vamos fazer ainda algumas outras faixas com esses dois, mas também procurar outros produtores para o material que ainda será feito.

Vocês estão animados para o Bonnaroo?
Totalmente. É um dia antes do meu aniversário, então vou comemorar no palco.

Alguns fãs podem ver essa abordagem de lançar singles como um não comprometimento com a ideia de álbum, como era de costume para vocês.
Esse não é o caso. É só uma abordagem diferente. Se alguma coisa vai mudar, é que teremos um disco em que todas as músicas serão melhores. Ainda não decidimos se o álbum vai ter um conceito, mas acho que já fizemos dois ou três seguidos com conceito. Acho que vai ser o nosso melhor álbum, em termos de qualidade de cada uma das músicas.

Assista abaixo ao clipe do novo single "Thought Contagion".

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Smashing Pumpkins anuncia oficialmente a turnê de reunião sem a baixista D’arcy Wretzky

qui, 15/02/2018 - 15:33

Há mais de uma semana, o Smashing Pumpkins vem provocando a curiosidade dos fãs, com uma contagem regressiva no site oficial do grupo. Nesta quinta, 15, o cronômetro finalmente chegou a zero, e a tão esperada notícia foi oficializada. Os membros originais Billy Corgan, James Iha e Jimmy Chamberlin serão acompanhados por Jeff Schroeder em uma turnê norte-americana ao longo do ano de 2018. A baixista original, D’arcy Wretzky, não fará parte do projeto.

Chamada The Shiny and Oh So Bright, a turnê, que coincide com o aniversário de 30 anos da formação da banda, começa no dia 12 de julho, no estado de Arizona, e chega ao fim em 7 de setembro, em Idaho. Os ingressos começam a ser vendidos no próximo dia 23. Mais datas podem (e devem) ser anunciadas.

Durante os shows, o Smashing Pumpkins tocará exclusivamente músicas dos cinco primeiros álbuns que lançaram: Gish (1991), Siamese Dream (1993), Mellon Collie and the Infinite Sadness (1995), Adore (1998) e Machina (2000).

“Essas apresentações serão diferentes de tudo que já fizemos, e contarão com um setlist único, diferente de qualquer um que já tocamos”, contou o vocalista Corgan. “Essa é uma chance de um novo começo, queremos conduzir isso com uma explosão.”

O anúncio da reunião percorreu, até agora, uma caminho um tanto quanto conturbado. Na última segunda, 12, o Smashing Pumpkins divulgou um comunicado dizendo que os integrantes haviam tentado entrar em contato com a baixista D’arcy Wretzky, para inclui-la nos planos, mas concluiu dizendo que ela recusou diversas vezes o convite. Este comunicado foi emitido logo após a baixista dizer, em vários posts nas redes sociais e em um breve comentário ao site Blast Echo, que Corgan havia feito a proposta para ela participar do reencontro, sendo que logo em seguida desfez a proposta.

De acordo com D’arcy, depois de trocar algumas mensagens de texto com Corgan, ela ficou sabendo que ele já havia convocado Jack Bates (filho de Peter Hook, ex-baixista do New Order e do Joy Division) para tocar baixo na turnê, ao lado de Corgan, James Iha, Jimmy Chamberlain (integrantes originais do Smashing Pumpkins) e do guitarrista adicional Jeff Schroeder. O que ela não sabia é que o vocalista havia planejado que ela participasse mais como uma atração especial, semelhante a Steven Adler, baterista do Guns N’ Roses, que recentemente apenas faz participações esporádicas nos shows.

A turnê The Shiny and Oh So Bright foi anunciada com um curto vídeo que exibe, ao som da clássica “Today”, o que parece ser a versão mais velha e decadente das gêmeas siamesas da capa do álbum Siamese Dream (1993) ateando fogo em um logo de coração do Smashing Pumpkins com um lança-chamas. Assista abaixo.

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Spice Girls de volta? Integrantes assinaram contrato para turnê de reunião, diz site

qui, 15/02/2018 - 14:26

A tão comentada e aguardada volta do grupo Spice Girls pode enfim estar confirmada. Nesta quinta, 15, o site norte-americano TMZ publicou a informação de que as integrantes já teriam assinado um contrato que concretizaria uma turnê de reunião.

De acordo com fontes da publicação, Mel B assinou sua participação na última sexta, 9, e teria sido a última a confirmar presença. O site conta também que as integrantes já sabem o número exato de apresentações, além das localizações exatas dos shows, que acontecerão nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Por outro lado, a edição norte-americana da revista Vogue publicou, no último sábado, 10, uma matéria em que a designer e ex-Spice Girl Victoria Beckham declarou: “Eu não vou entrar em turnê. As meninas não vão entrar em turnê”.

O grupo, que tinha como integrantes Emma Bunton, Geri Halliwell, Melanie B, Melanie C e Victoria Beckham, surgiu em 1994 e fez sucesso com a música “Wannabe”, se apresentando juntas até os anos 2000, quando se separaram.

Recentemente, três das Spice Girls até chegaram a anunciar um retorno parcial. Mel B, Emma Bunton e Geri Horner se juntaram sob a alcunha GEM (referências às letras iniciais dos nomes delas), sem Mel C e Victoria Beckham.

Antes disso, o grupo inteiro se reuniu em 2007 e na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres, na Inglaterra, em 2012. O Spice Girls é o grupo feminino que mais vendeu discos na história – 75 milhões de álbuns no total.

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Frances Bean, filha de Kurt Cobain e Courtney Love, fala sobre vícios e sobriedade: “Batalha diária”

qui, 15/02/2018 - 13:45

Na última terça, 13, Frances Bean Cobain compartilhou no Instagram a notícia de que completou oficialmente dois anos sóbria. Filha única do casal Kurt Cobain e Courtney Love, ela nunca havia falado publicamente sobre seu seus vícios.

“Pensei em começar esse post usando um momento puro em Oahu, no meio da natureza e com meu amor”, ela começa a longa publicação. “Esse momento é a representação de quem sou no dia 13 de fevereiro de 2018. É importante, porque completo meu segundo ano sóbria.”

Ela acrescenta que “compartilhar meus sentimentos sobre algo tão íntimo em um fórum público é uma decisão interessante e caleidoscópica. O fato de eu estar sóbria não é de conhecimento público. Acho mais importante colocar de lado meu medo de ser julgada, incompreendida ou fixada como algo específico.”

Tanto o pai quanto a mãe de Frances sofreram publicamente com o uso de drogas – Kurt morreu em 1994, com 27 anos, e foram encontrados indícios de drogas em seu sistema – e Courtney recebeu, em 2005, a ordem judicial para se internar em uma reabilitação.

A filha do casal diz que, como figura pública, se sentiu no dever de se abrir publicamente sobre o problema com drogas que enfrenta, buscando ajudar aqueles que estão atualmente combatendo o vício, mesmo que ela em si esteja em uma batalha contínua dia após dia.

“Eu quero ser capaz de reconhecer e observar que minha jornada se tornou informativa, e até útil para outras pessoas que estão passando por situações similares ou diferentes”, ela continua. “É uma batalha diária presenciar todas as dores, os desconfortos e as tragédias que aconteceram ou vão continuar acontecendo.”

A artista visual conclui dizendo que “a forma como tratamos nosso corpo é diretamente ligada a como tratamos nosso espírito. Está tudo conectado, e tem que ser. Então hoje vou comemorar minha saúde vibrante e minha abundância de alegria, gratidão, conscientização, compaixão, empatia, força, medo, perda, sabedoria, paz e a infinidade de emoções bagunçadas que sinto constantemente. Tudo isso forma quem eu sou, forma minhas intenções, quem eu quero ser e me forçam a reconhecer meus limites.”

Veja abaixo o post de Frances.

I thought I would start this post by sharing a pure moment in Oahu surrounded by nature, with my love. This moment is a representation of who I am on February 13th, 2018. It feels significant here & now because it’s my 2nd sober birthday. It’s an interesting and kaleidoscopic decision to share my feelings about something so intimate in a public forum . The fact that I’m sober isn’t really public knowledge, decidedly and deliberately. But I think it’s more important to put aside my fear about being judged or misunderstood or typecast as one specific thing. I want to have the capacity to recognize & observe that my journey might be informative, even helpful to other people who are going through something similar or different. It is an everyday battle to be in attendance for all the painful, bazaar, uncomfortable, tragic, fucked up things that have ever happened or will ever happen. Self destruction, toxic consumption and deliverance from pain is a lot easier to adhere to. Undeniably, for myself and those around me choosing to be present is the best decision I have ever made. How we treat our bodies directly correlates to how we treat our souls. It’s all interconnected. It has to be. So I’m gonna take today to celebrate my vibrant health and the abundance of happiness, gratitude, awareness, compassion, strength, fear, loss, wisdom, and the myriad of other messy, complicated, raw emotions I feel constantly. They inform who I am, what my intentions are, who i want to be and force me to acknowledge my boundaries/limitations. I claim my mistakes as my own because I believe them to contribute to the dialogue of higher education in life. I am constantly evolving. The moment evolution ceases is the moment I disservice myself and ultimately those I love. As cheesy and cornball as it sounds life does get better, if you want it to. I’ll never claim I know something other people don’t. I only know what works for me. seeking to escape my life no longer works for me. Peace, love, empathy (I’m going to reclaim this phrase and define it as something that’s filled with hope and goodness and health, because I want to ) Frances Bean Cobain

Uma publicação compartilhada por Frances Bean Cobain (@space_witch666) em 13 de Fev, 2018 às 9:31 PST

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Metallica receberá o prêmio Polar Music, considerado o “Nobel da música”

qui, 15/02/2018 - 12:50

Foi divulgado através de um comunicado, na última quarta, 14, que o Metallica receberá o prêmio Polar Music – equivalente ao Nobel –, que reconhece excelência internacional na música, na próxima edição de 2018 da cerimônia. A banda receberá 1 milhão de coroas suecas, que podem ser convertidas para aproximadamente U$ 126 mil dólares. Segundo os integrantes, o dinheiro será doado para a organização All Within My Hands, fundada pelo próprio Metallica, e que ajuda comunidades carentes com educação, doações de alimentos e outros serviços locais.

“Desde as turbulências emocionais de Wagner e os canhões de Tchaikovsky, ninguém havia conseguido compor músicas tão físicas e furiosas, mas ao mesmo tempo tão acessíveis”, lê-se no comunicado. “Através de um modo de tocar virtuoso, combinado a andamentos acelerados, o Metallica levou o rock a lugares até então desconhecidos. No mundo da banda, tanto o quarto de um adolescente quanto um auditório podem se transformar em Valhalla. A força dos álbuns lançados por eles ajudou milhões de ouvintes a transformar senso de alienação em super-poder.”

Lars Ulrich, baterista e fundador da banda, contou à BBC que o prêmio coloca eles “em companhia diferenciada”. “É uma enorme validação de tudo que fizemos nos últimos 35 anos. Ao mesmo tempo, sentimos que estamos na nossa melhor forma, com muitos ótimos anos pela frente.” O vocalista e também membro original James Hetfield diz que “por mim e pelo Metallica, estou grato por ter esse prêmio como parte do nosso legado e da nossa história.”

O Metallica foi formado em Los Angeles, em 1981, e ajudou a criar o thrash metal como um gênero. O quinto disco deles, o The Black Album, vendeu mais de 16 milhões de cópias, sendo o álbum mais vendido dos últimos 25 anos, além de, junto com outros quatro lançamentos da banda, ter aparecido na lista da Rolling Stone EUA dos maiores álbuns de metal de todos os tempos.

Músicos que já receberam o prêmio no passado incluem Paul McCartney, Paul Simon, Patti Smith, Björk, Pink Floyd, Led Zeppelin, Stevie Wonder, Bruce Springsteen, Elton John e Quincy Jones. a honraria foi fundada pelo ex-agente da banda Abba, Stig Anderson, em 1989, e o nome vem do selo musical do próprio Anderson, Polar Music.

Veja abaixo o vídeo que anunciou a premiação da banda.

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Fora de reunião, ex-baixista do Smashing Pumpkins critica Billy Corgan: “Deve ter um tumor no cérebro”

qua, 14/02/2018 - 17:19

A polêmica envolvendo a tão aguardada turnê de reunião do Smashing Pumpkins continua. Nesta quarta, 14, um dia antes de a contagem regressiva no site do grupo chegar a zero, o site Alternative Nation publicou a primeira entrevista exclusiva com a ex-baixista da banda, D’arcy Wretzky, em 20 anos. Na publicação, ela conta tudo sobre a briga com o vocalista Billy Corgan e evidencia as mentiras envolvendo sua convocação para participar do reencontro.

“Todo mundo disse que o Corgan mudou desde que se tornou pai, e ele consegue ser encantador e divertido. É legal conversar com ele. Gosto de discutir coisas profundas com ele”, ela contou na entrevista. “Fiquei muito tempo fora desse mundo, não estava sabendo de muita coisa maluca, como por exemplo que ele apoia o Trump. Como assim? A história de ele ter visto alguém se transformando, eu sinceramente acho que ele deve ter um tumor no cérebro. Ele sempre foi insuportável.”

De acordo com D’arcy, depois de trocar algumas mensagens de texto com Corgan, ela ficou sabendo que ele já havia convocado Jack Bates (filho de Peter Hook, ex-baixista do New Order e do Joy Division) para tocar baixo na turnê, ao lado de Corgan, James Iha, Jimmy Chamberlain (integrantes originais do Smashing Pumpkins) e do guitarrista adicional Jeff Schroeder. O que ela não sabia é que o vocalista havia planejado que ela participasse mais como uma atração especial, semelhante a Steven Adler, baterista do Guns N’ Roses, que recentemente apenas faz participações esporádicas nos shows.

“Aparentemente esse era o plano desde o início. Ele já tinha o Jack Bates. Foi simplesmente inacreditável e nojento”, ela diz. “Foi muita cara de pau, e ainda vir me dizer: ‘Bom, a gente não te vê faz tempo, e você não tem feito isso, e você não conseguiria fazer aquilo. Todo mundo apareceu, menos você?’. Como eu poderia ter aparecido, eu nem sabia que vocês se juntariam.”

Na última segunda, 12, o Smashing Pumpkins divulgou um comunicado dizendo que os integrantes haviam tentado entrar em contato com D’arcy para inclui-la nos planos da turnê de reunião, mas que ela recusou diversas vezes o convite. Esse comunicado veio após a baixista dizer, em vários posts nas redes sociais e em um breve comentário ao site Blast Echo, que Corgan havia feito a proposta para ela participar do reencontro, para logo em seguida desfazer a proposta.

“Ele não vai me perdoar. Ele queria que eu fizesse o que ele queria, e está furioso comigo por ter contado a verdade”, ela comenta sobre a divulgação das mensagens que trocou com o músico. “Ele diz que ‘precisamos estar na mesma página’. Apenas seja franco e diga: 'Você não quer que eu conte para as pessoas que eu não serei a baixista'.”

Na entrevista, D’arcy também acusa Corgan – que no passado criticou turnês de “maiores sucessos”, com o intuito de ganhar dinheiro – de organizar a reunião porque a aventura no mundo da luta-livre o deixou “meio que em um buraco”.

Ela continua dizendo que “levou muito tempo para que eu não ligasse, e para que eu não o odiasse. Agora eu não odeio ele. Voltei para onde eu estava no começo das coisas. Eu dou risada dessas histórias dele, e vou seguir minha vida. Não sinto pena dele. Mas acho que ele precisa fazer uma ressonância magnética.”

O Smashing Pumpkins deve anunciar a reunião dos “integrantes originais” na próxima quinta, 15.

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Mike McCready, guitarrista do Pearl Jam, grava música com órfãos

qua, 14/02/2018 - 13:50

O guitarrista Mike McCready, integrante do Pearl Jam, se juntou à organização sem fins lucrativos Treehouse (que ajuda órfãos do estado de Washington a se graduarem na escola e a se prepararem para a vida adulta), para produzir uma faixa inédita no mesmo estúdio em que a banda faz gravações. McCready e mais cinco jovens que nunca haviam tocado em um estúdio criaram a música “Try So Hard”, um som suave e encorajador sobre se fortalecer e superar um passado difícil.

O músico contou à Rolling Stone EUA que “era um grupo de meninos que não se conheciam, então não dava para saber o que aconteceria”, e disse também que a experiência foi edificante. Ele conheceu os jovens, que têm entre 15 e 20 anos, através da Treehouse, organização da qual McCready já foi voluntário há dez anos. “Eles ajudam órfãos que precisam de suporte para terminar os estudos, contribuindo com fundos financeiros para acampamentos de verão, aulas e até roupas novas – coisas que muitos de nós não damos tanta importância”, ele conta. Impressionado pelo trabalho da organização, o guitarrista já topou tocar “em frente a uma prateleira de sapatos”, na loja gratuita que a Treehouse organiza para os jovens, além de participar de doações e de jogos de futebol das crianças.

Ele acrescenta que “não há nada mais importante que ajudar crianças. Se conseguirmos fazer isso em organizações de base, é possível que a gente consiga atingir o cenário mais amplo. Você age localmente, e aí cresce para um nível global.”

As gravações foram especialmente significativas para Franky Price, jovem de 20 anos que está em um abrigo para órfãos há dois anos, e tem se envolvido intensamente com a Treehouse. Price foi responsável pela maior parte das rimas da música e, apesar de já ter feito gravações caseiras, essa foi a primeira vez em que produziu no que ele descreveu como “um legítimo estúdio desse tamanho”. Ele também contou à RS EUA que, apesar de não ser uma ávido fã de Pearl Jam (“Eu aprecio a música deles, claro”, ele diz), conhecer McCready mostrou a ele que “nem todo mundo no mundo da música é um babaca, nem todo mundo é egoísta”, e que entrosar com o guitarrista em um nível humano foi inspirador. Price diz também se identificar com McCready, que luta contra a doença de Crohn, já que ele mesmo possui problemas de saúde, incluindo uma condição grave no coração que o obrigou a passar por uma cirurgia cardíaca e outra nas costas, em março do ano passado. “É inspirador saber que ele já enfrentou situações assustadoras em relação à saúde, e que [assim como o garoto] sofreu com a depressão, mas está aqui até hoje fazendo música.”

A gravação durou por volta de quatro horas, mas Price diz que compôs suas parte em 45 minutos. Ele conta que pediu para Rickardo Mendiola, 17, que também estava participando do projeto, tocar alguns acordes no violão, para puxar inspiração, e após algumas tentativas, chegaram a um som que todos gostaram. Mendiola criou a frase que levava “Try So Hard”, e um verso em freestyle, e Price colocou tudo que já passou no verso “Eu carrego muito peso nas minhas costas/ Eu fui ao inferno e voltei/ E ainda não me quebrei”, ele canta. “Eu queria que meu verso fosse pessoal, mas que outras pessoas também conseguissem se identificar”, explica o rapper.

McCready conta que “a música se formou organicamente. Estávamos lá, e foi incrível como tudo surgiu. Os rapazes estavam mandando uns raps, beatbox, umas guitarras, baixo e bateria. Eles criaram a música, e eu pude tocar junto. Não é o jeito comum que surge uma faixa, mas foi muito legal.”

Ele também conta que a empolgação e a vontade que todos tinham de fazer o projeto acontecer o impressionaram. “As pessoas vão responder à sua honestidade de acordo com a música que você cria. Eu conseguia ver isso nos meninos. Eles se encontraram pela primeira vez aquele dia, então todos estavam meio apreensivos. É uma situação bem tensa, principalmente para os que ainda estão aprendendo. Mas todos contribuíram.”

Price, que precisou dar uma pausa na sua carreira de rapper enquanto se recupera das cirurgias, produzir “Try So Hard” com McCready foi uma experiência intensa. Ele conta que “pode soar cafona ou cliché, mas a música realmente consegue aproximar pessoas que não se conhecem e ainda fazê-las criar algo maravilhoso”.

Veja abaixo o vídeo do dia da produção da faixa.

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Mais de dez anos depois do último disco, Jorge Ben Jor lança música inédita

qua, 14/02/2018 - 13:14

Composições novas de Jorge Ben Jor têm sido cada vez mais raras, especialmente neste século. Nesta quarta, 14, contudo, o cantor e compositor quebrou o “silêncio”, soltando no Facebook a faixa “São Valentin”, que ganha vida quase 11 anos depois do mais recente álbum de estúdio dele, Recuerdos de Asunción 443, de 2007.

Sonoramente, “São Valentin” é uma canção quase autorreferente, contendo quase todos os elementos que ficaram eternizados na estética balançada de Ben Jor ao longo das últimas décadas. A letra, segundo o próprio cantor revelou à Folha de S. Paulo, é inspirada no poeta alagoano Jorge de Lima.

O nome da nova música de Ben Jor é uma referência ao Dia de São Valentim, comemorado no dia 14 de fevereiro e que é sinônimo do Dia dos Namorados em muitos países ao redor do mundo, incluindo os Estados Unidos. “Sim, continuo apaixonado”, disse ele ao jornal. “Eu canto a alegria e o amor e um poeta deve sempre estar apaixonado."

Apesar de ter uma nova canção na rua, Ben Jor dificilmente deve gravar um disco de inéditas ou até mesmo soltar outras canções. Na entrevista à Folha, ele diz estar “sempre compondo”, mas sem planos para algum lançamento. O músico, contudo, segue firme com uma agenda recheada de shows Brasil afora.

“São Valentin” foi divulgada acompanhada por um videoclipe simples, dirigido por Andrucha Waddington, exibindo Ben Jor enquanto ele interpreta a faixa em estúdio. Assista abaixo.

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Pantera Negra é um marco cultural impactante para o mainstream, além de um deleite para fãs de HQ

ter, 13/02/2018 - 18:18

Criado por Stan Lee e Jack Kirby, o personagem Pantera Negra não foi o primeiro super-herói afro-americano. Mas pelo fato de ter sido gestado pelos chefões da influente Marvel, acabou se tornando o mais icônico e conhecido deles. A primeira aparição do herói aconteceu em julho de 1966, dentro de uma revista do Quarteto Fantástico. O Pantera Negra surgiu em um tempo de inquietude dentro da sociedade norte-americana, quando o Dr. Martin Luther King liderava a luta pelos direitos civis e pela igualdade racial. Ironicamente, poucos meses depois de ele surgir nas bancas de jornais, nasceu o grupo radical Panteras Negras – ninguém sabe com certeza se o nome foi inspirado ou não no personagem da Marvel. No começo da década de 1970, quando os Panteras Negras começaram a ser acusados de participação em atos de violência urbana e de envolvimento com tráfico de drogas, o personagem mudou o nome brevemente para Leopardo Negro. Com o tempo, ele reverteu para a denominação original.

Infelizmente, dentro do universo dos quadrinhos, a trajetória do Pantera Negra foi marcada por altos e baixos. Ele nunca teve a popularidade e o reconhecimento merecidos. Mas isso está para mudar.

O chamado Universo Expandido da Marvel é um das franquias cinematográficas mais bem sucedidas de todos os tempos. Para criar novas histórias, o estúdio procura usar todos os heróis e personagens que tem em mãos. O Pantera Negra, alter ego do então príncipe T'Challa (Chadick Boseman), foi introduzido na tela grande em 2016, em Capitão América: Guerra Civil. Quando o filme solo do Pantera Negra foi anunciado, certas dúvidas surgiram. O filme poderia ser apenas uma espécie de “tapa buraco” até a chegada de Vingadores: Guerra Infinita, em abril.

Dirigido por Ryan Coogler (que é afro-americano), Pantera Negra transcende o quesito entretenimento, embora, naturalmente, seja muito divertido e repleto de emoções esperadas neste tipo de produção. É um marco cultural. Trata-se de um filme que poderá se mostrar tão impactante para o mainstream da cultura afro-americana quanto foi a série de televisão Raízes (1977). Como filme de herói, é uma viagem de montanha-russa. Mas a consciência política e social inerente ao roteiro e narrativa despertam uma miríade de indagações, debates e provocações.

Na história, T'Challa retorna para Wakanda, um país fictício localizado na África Central, com a intenção de assumir o trono. Wakanda é um grande mistério. O resto do mundo acha que se trata de mais uma nação pobre do terceiro mundo, que subsiste da agricultura e do artesanato. Na verdade, é o país mais avançado do planeta, repleto de inovações e de maravilhas criadas pela ciência, e às quais somente os moradores de lá têm acesso. A fonte do poder do local é o vibranium, um metal que teria sido trazido por alienígenas. Wakanda poderia facilmente dominar o mundo, mas seus governantes optam por permanecer distantes dos conflitos criados pelo homem branco. O não envolvimento é a chave da felicidade para eles.

T'Challa é um jovem sensível que hesita ao assumir o trono do país, já que ele acha que não conseguirá chegar perto da sabedoria do pai, o rei T'Chaka, assassinado em um atentado terrorista em Capitão América: Guerra Civil. Tudo isso acontece justamente em tempos de crise. Ulysses Klaue (Andy Serkis), um traficante de armas sul-africano, consegue se apossar de uma quantidade de vibranium e começa a procurar compradores. Para piorar, Erik “Kilmonger” Stevens (Michael B. Jordan), primo desconhecido de T'Challa, está envolvido com Klaue. Killmonger nasceu nos Estados Unidos, rodou o mundo como agente do governo e viu todo o sofrimento e injustiça infringido aos afro-americanos. Ele quer assumir o trono do país e, assim, usar todos os recursos de Wakanda para armar seus irmãos negros e instaurar uma revolução mundial. Pode soar radical para alguns, mas Killmonger tem seus motivos. Os questionamentos deles são críveis. Ele é mais um anti-herói trágico do que um vilão descartável e caricatural.

Uma das melhores coisas do film, é que, excetuando algumas cenas que mostram o passado de Erik Killmonger, a ação fica bem longe dos Estados Unidos. No começo há uma sequência de ação na Coreia do Sul, mas o resto se passa em Wakanda, uma localidade africana que dá vontade de visitar um milhão de vezes. O afrofuturismo, que é um conceito que junta a herança cultural dos negros e suas raízes africanas com a tecnologia e um visão triunfal do futuro, permeia Pantera Negra. O filme toca em temas como racismo, colonialismo e escravidão, mas sempre com muito tato. O orgulho negro aliado à diversidade e representação cultural carregam o filme. Filosoficamente, o longa traz um embate entre as ideias de Martin Luther King Jr. e de Malcolm X, dois grandes expoentes da cultura negra. Estão em jogo uma solução pacífica ou a tomada das armas. E também a discussão de até quando é possível levar uma rotina sem se envolver com o que acontece ao redor.

O notável elenco, quase todo constituído por artistas negros, é também um dos motivos do êxito do longa. O Pantera Negra não é só um herói. Ele é um monarca, um estrategista e diplomata. Cool, charmoso e sempre convincente, Boseman é excelente e será difícil enxergar um outro ator interpretando o herói. Mas ele não é o único a dominar a cena. Quem sair do cinema vai acabar se lembrando também do elenco feminino. Danai Gurira é a guerreira Okoye, líder da guarda imperial chamada Dora Milaje, constituída apenas por mulheres. A personagem também estará no próximo Vingadores e o filme já vai valer por isso. A inglesa Letitia Wright é Shuri, irmã de T'Challa. No filme, ela tem apenas 16 anos domina a tecnologia, fornecendo armas e acessórios para o irmão (Shuri também tem as melhores piadas). A sempre ótima Lupita Nyong’o é Nakia, espiã e antiga namorada de T'Challa. A veterana Angela Bassett vive Ramonda, madrasta dele.

Os dois únicos atores brancos são Martin Freeman, como o agente da CIA, e Andy Serkis, na pele de Ulisses. Coincidentemente, os britânicos também pertencem ao universo cinematográfico de Tolkien, tendo vivido respectivamente Billbo e Gollum. A trilha sonora, com curadoria de Kendrick Lamar, também impressiona. Pantera Negra é um dos filmes mais esperados da temporada e seu sucesso será mais do que merecido.

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Integrantes do Aborto Elétrico se apresentam de graça no MIS no encerramento da exposição Renato Russo

ter, 13/02/2018 - 17:42

Iniciada em 7 de setembro do ano passado, no Museu da Imagem e do Som, a exposição que homenageia o cantor e compositor Renato Russo chegará ao fim no próximo domingo, 18. Para encerrar de maneira épica, o MIS receberá o show Aborto Elétrico Tributo, no qual os protagonistas do rock nacional dos anos 1980 tocam os clássicos da banda brasiliense fundada por Renato Russo, Fê Lemos e Flávio Lemos.

O tributo, que acontecerá na área externa do museu e terá entrada gratuita, contará com a participação dos irmãos e integrantes originais Fê Lemos (na bateria) e Flávio Lemos (no baixo), ambos atualmente no Capital Inicial, além do vocalista Franklin Santos e do guitarrista André de Matos, da banda Fuzo (DF). O baterista disse em comunicado que “a ideia é levar ao público a mesma experiência de contestação e diversão que embalou os jovens daquela época”.

Influenciada pelo movimento punk, pela cena do rock inglês e pela saída dos anos da ditadura brasileira, o Aborto Elétrico foi responsável por composições como “Música Urbana”, “Fátima”, “Que País É Esse”, “Geração Coca-Cola”, “Conexão Amazônica” e muitos outros clássicos dos anos 1980. Ao se separarem, os integrantes formaram as bandas Legião Urbana e Capital Inicial.

Aborto Elétrico Tributo, com abertura do Flying Chair
18 de fevereiro, domingo, a partir de 15h
Museu da Imagem e do Som - Av. Europa, 158, Jardim Europa - São Paulo
Entrada gratuita

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Integrantes do Smashing Pumpkins explicam ausência da baixista em suposto reencontro

ter, 13/02/2018 - 15:08

Dois dias antes de supostamente anunciarem a tão esperada reunião com três quartos do integrantes originais, os membros do Smashing Pumpkins divulgaram um comunicado explicando porque o quarto elemento chave não participará do encontro.

A banda escreveu, na última segunda, 12, que “ao reunir os Smashing Pumpkins, a dedicação da banda continua voltada aos fãs e às músicas. James Iha, Jimmy Chamberlin e William Corgan não tocam com D’arcy Wretzky há mais de 18 anos. Mas não foi por falta de tentativa.”

“A Srta. Wretzky foi convidada várias vezes para tocar com o grupo, participar de sessões de demo e, até mesmo, encontrar pessoalmente. Ela protelou cada uma dessas opções. Desejamos a ela o melhor, e estamos ansiosos para reconectar logo com todos vocês.”

O comunicado foi emitido como uma resposta ao comentário da baixista ao site de música Blast Echo, no qual ela culpa Corgan de excluí-la da reunião, que seria a primeira vez que os músicos originais do Smashing Pumpkins tocariam juntos desde abril de 1999.

D’arcy também conta que Corgan ofereceu para ela um contrato para a reunião, mas que em seguida cancelou a proposta. “Peço desculpas a todos os fãs da banda que estão animados para essa turnê de reencontro entre os membros originais. Sei que isso é uma grande frustração, e é pra mim também, mas não vou participar”, ela contou ao Blast Echo no fim de janeiro. “Descobri recentemente que a banda decidiu fazer o projeto com um baixista diferente.”

Em uma página do Facebook supostamente ligada à D’arcy, a baixista chegou a comentar a questão com fãs decepcionados, acrescentando que estava “muito ansiosa para o reencontro, talvez mais que todos os caras juntos”.

Apesar de não terem anunciado oficialmente a reunião – que deve acontecer na próxima quinta, quando a contagem regressiva visível no site da banda chegar a zero –, Corgan tem sido muito aberto em relação aos planos da banda nas redes sociais, revelando que ele, Iha e Chamberlin estão trabalhando em um estúdio em Los Angeles, com o produtor Rick Rubin, responsável pela produção do LP solo de Corgan, Ogilala, de 2017.

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Ozzy Osbourne revela a coisa mais surpreendente que já viu em um show e conta que ainda quer lançar mais um álbum

ter, 13/02/2018 - 13:44

Após passar uma boa parte dos últimos 50 anos na estrada, seja como membro do Black Sabbath, ou com a carreira solo, Ozzy Osbourne decide embarcar em sua última turnê mundial em março desse ano. Apesar de ser nomeada No More Tours 2 – uma menção cômica à turnê que também seria a última, chamada No More Tours, do começo dos anos 1990 – o música deixa claro que não é um adeus.

“Não estou me aposentando”, ele contou à Rolling Stone EUA na última terça, 6. “É apenas ‘sem mais turnês’, então só não farei mais turnês mundiais. Continuarei fazendo shows, mas não vou mais viajar por seis meses para me apresentar. Quero passar mais tempo em casa.” Leia abaixo tudo que ele nos contou sobre as viagens que já fez e tanto tempo passado na estrada.

O que os fãs devem esperar da turnê final?
Espero que um bom show.

Você ainda sente aquela adrenalina de se apresentar ao vivo?
Com certeza. Se não sentisse, não faria mais shows. Sou um perfeccionista em muitos aspectos. Se eu erro uma nota, fico irritado comigo mesmo, mas preciso me esforçar para superar isso.

Você estava muito nervoso na noite do seu primeiro show solo, em 1980, mas ficou feliz com a resposta dos fãs.
Toda noite antes de eu começar uma turnê, sinto um medo terrível de palco, até eu cruzar uma linha invisível. A partir desse momento, é tudo ou nada.

Essa turnê mundial vai terminar em 2020, que é o ano em que o seu primeiro álbum completa 40 anos. Você considera tocar o Blizzard of Ozz inteiro em algum show?
Essa foi uma ideia que surgiu por um tempo, mas eu não componho álbums dessa forma, então não vai acontecer. Quando faço um disco, eu gravo músicas que especificamente nunca tocaria ao vivo. Como por exemplo no Blizzard of Ozz, que tem músicas que escrevi para nunca serem tocadas em shows, porque a produção é muito intensa. Eu sempre faço uma mais calminha, uma mais rock e as que eu costumo chamar de faixas de álbum. As calminhas e as de rock eu toco nos shows, mas outras são produzidas demais. Mas acho que eu poderia tocar uma.

Como você está se preparando para essa turnê
Bom, estou falando com você, não estou? [Risos]. Não quero que as pessoas se confundam. Não é uma turnê de aposentadoria, é ‘No More Tours’ [Sem mais turnês]. Não quero ficar na estrada pelo resto da minha vida. Eu sou casado e raramente vejo minha família. Eu saio por uma porta e minha esposa entra pela outra. Não quero ser esse cara. Quando estou em turnê, eu não saio, porque acabam me incomodando. Não estou lá para conhecer o lugar, estou lá para trabalhar. E a melhor parte disso é o show, mas você acaba tendo que esperar alguns dias até o show.

Parece que o que você quer mesmo é ir com mais calma e aproveitar a vida.
É exatamente isso. Sou abençoado de ainda conseguir tocar, de ainda ter fãs e de ainda ser apaixonado pelo que faço. Paul McCartney ainda faz turnê. Os Rolling Stones também. É uma escolha deles. Eu não quero ficar na estrada o tempo todo.

Quais são os planos para após a turnê?
Eu gostaria de fazer um álbum. Farei shows esporadicamente. Só sei que não vou mais fazer turnê.

Você disse que tem oito ou nove ideias de músicas. Em que estágio estão essas ideias?
Preciso sentar e trabalhar nelas. Nunca tenho tempo o suficiente nessa casa.

E na estrada também nunca tem tempo.
Quando estou viajando, e tenho um dia de folga, eu tento descansar minha voz, então não é uma boa ideia sair cantando e escrevendo músicas, apesar de já ter feito isso no passado.

Ao longo dos últimos 40 anos, tenho certeza que você viu coisas extraordinárias em seus shows. Qual foi a mais marcante?
Teve uma noite em que vi algumas pessoas paradas durante o show ­– e se tem alguém que não está se mexendo nem fazendo nada na plateia, eu faço o show só para essas pessoas, e começo a jogar baldes de água nelas. Depois me contaram que elas eram todas surdas, por isso não estavam se mexendo ou na pegada do show. Me senti um idiota na época, encharcando eles [risos]. Eles só estavam lá parados. Eu não conseguia entender por que alguém surdo iria a um show de rock. Mas me explicaram que eles sentem o ritmo. Foi muito interessante.

Tenho certeza que coisas mais malucas já aconteceram.
Acho que em todo show alguém vai preso. Mas eu subo no palco pra dar aos fãs a melhor noite que eu conseguir.

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